Streets of Rage (Sega Mega Drive)

Streets of RageO jogo que hoje aqui trago é muito especial, apesar de já ter escrito uma opinião sobre a sua conversão para a Master System há uns anos atrás. É especial porque foi um dos jogos que joguei muito antes de eu ter a minha primeira consola em 1996, e tal como outros como o primeiro Sonic, ou os restantes jogos das compilações Mega Games como Revenge of Shinobi ou Golden Axe, sempre me fascinaram e foram os principais responsáveis por eu sempre ter querido uma “Sega” back in the day. Streets of Rage é daqueles jogos que transpiram Mega Drive por todos os poros. E apesar de eu já o ter na compilação Mega Games II, é daqueles que fazia questão de o ter completo em standalone. E o meu exemplar é uma mixórdia, a caixa e capa foi oferecida por um particular a quem eu agradeço bastante, o cartucho e manuais na foto foram comprados por 7€ a um outro particular, com a curiosidade do manual português ser a versão brasileira da Tec Toy e ainda tenho um outro manual PT-PT com capa a cores de reserva que irei adicionar a esta caixa em breve.

Streets of Rage - Sega Mega Drive
Jogo completo com caixa, e manuais, incluindo um manual brasileiro da Tectoy. O que é que aquele selo da Accolade está ali a fazer? Não sei.

Tal como referi no artigo da Master System, a história deste jogo é simples: um poderoso sindicato do crime controla uma grande metrópole norte-americana, corrompendo vários políticos e forças policiais que deixam a situação andar. Mas nem todos ficam impávidos e serenos e 3 jovens ex-polícias de nome Adam, Blaze e Axel juntam forças tentam resolver a questão à moda antiga, ou seja, porrada neles! A influência de jogos como Double Dragon e em especial Final Fight é notória e apesar deste primeiro Streets of Rage não ser tão bom quanto o Final Fight original nas arcades, não deixa de ser um óptimo jogo.

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Os 3 heróis deste jogo

A jogabilidade é simples, com um botão para saltar, outro para distribuir lenha e ainda mais um para activar um golpe especial, que descreverei mais à frente. Mas mesmo só com um botão de pancada é possível desencadear uma série de combos e diferentes golpes, como agarrar nos inimigos e mandá-los pelo ar (muito útil em alguns níveis como na ponte em obras ou no elevador). Cada uma das 3 personagens tem as suas vantagens e desvantagens, com Adam a ser o mais forte, mas também o menos ágil, a Blaze pelo contrário, bem mais ágil mas mais fraca. O Axel nem é peixe nem carne, é uma boa personagem para quem não quer fazer grandes escolhas. Mas voltando aos controlos, o botão A serve para o golpe especial, que tipicamente apenas o podemos fazer 1x em cada nível. Este consiste em chamar um colega da polícia que sai do seu carro de patrulha e manda um tiro de bazooka, causando sérios danos a todos os que tiverem à nossa volta. E agora lanço a pergunta, a quantos de vocês não aconteceu carregarem nesse botão por engano logo ao começar o jogo?

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Aqui dá um jeitaço atirar os adversários borda fora

No que diz respeito aos gráficos, bom, sinceramente para a altura em que o jogo foi lançado, sempre o achei muito bom. No entanto se o metermos lado a lado com qualquer uma das suas sequelas então vemos o quão melhor poderia ser. As sprites aqui são pequenas e relativamente pouco detalhadas, mas lá está, continuo a achar um bom jogo neste campo, e até hoje deve ser dos poucos daquela época em que me continuo a lembrar perfeitamente como é que era cada nível, e sinceramente isso não acontece com o SoR2 ou 3. Mas enquanto os gráficos são no mínimo competentes, as músicas são algo de outro mundo. Não é à toa que o trabalho de Yuzo Koshiro em vários videojogos seja venerado, o que ele conseguiu fazer aqui foi brilhante. Arrisco mesmo a dizer que não estou a ver outra pessoa a ter sacado um som tão bom na Mega Drive quanto este homem. As músicas são mesmo boas, e mesmo eu não sendo um grande fã de musica electrónica, não consigo deixar de gostar do que ouço aqui. Infelizmente por outro lado as vozes é que já não são nada boas, os samples são demasiado arranhados. É pena, mas não se pode ter tudo.

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O poder especial convém ser guardado para os bosses

Apesar de estar uns furinhos abaixo do Streets of Rage 2, este primeiro jogo não deixa de ser um dos grandes clássicos da Mega Drive. Sim, pode ser um clone de Final Fight, mas ao menos é o “nosso clone” de Final Fight. E com multiplayer cooperativo. E três personagens jogáveis. Tau!

Deep Duck Trouble (Sega Game Gear)

Deep Duck TroubleMais uma rapidinha, desta vez a um jogo clássico de plataformas da Disney que eu faço questão em um dia destes arranjá-lo para a Sega Master System. Deep Duck Trouble é mais um jogo de plataformas do Pato Donald produzido pela Sega, sendo um sucessor espiritual do também clássico Lucky Dime Caper, indo também buscar uma perninha aos DuckTales da NES, na minha opinião e mais à frente explico o porquê. Este cartucho foi comprado algures durante o mês de Janeiro de 2015 na Feira da Ladra em Lisboa, levei-o num bundle juntamente com outros jogos de GG incluindo o Tempo Jr e o Spider-Man já aqui analisados. Edit: Recentemente arranjei uma versão completa (embora em mau estado) por 10€.

Jogo com caixa e manual

A história deste jogo é simples, mais uma vez a ganância do Tio Patinhas meteu-o em trabalhos, pois na sua procura de mais tesouros para aumentar a sua já incalculável fortuna, encontrou um tesouro que o amaldiçoou, inchando-o de ar como um balão se tratasse. A solução? Encontrar as restantes peças do tesouro amaldiçoado e quebrar assim a maldição. Essa tarefa ficou invariavelmente para o pato do costume, o Donald, que nos levará através de vários cenários completamente distintos.

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Comer um pimento vermelho neste jogo tem as suas vantagens

A primeira semelhança com Ducktales está no facto de inicialmente podermos escolher a ordem pela qual queremos jogar cada nível, que por sua vez está dividido em diferentes actos. Donald pode atacar os inimigos de duas maneiras, ao saltar-lhes para cima como em 90% dos jogos de plataforma da época, ou dando pontapés em várias rochas quadradas espalhadas pelos níveis, que se forem pontapés certeiros, pode derrotar os inimigos que são atingidos. Em Ducktales o Patinhas faz o mesmo, embora com a sua bengala. Donald possui uma “barra de vida” composta por 3 hit-points, que pode ser regenerada ao encontrar comida em cestos que podem ser partidos pelos mesmos pontapés de Donald. Também podemos encontrar e comer pimentos picantes que fazem Donald correr que nem um maluco, derrotando qualquer inimigo e destruindo todas as pedras que lhe apareçam à frente, um pouco como acontece no Quackshot da Mega Drive.

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Debaixo d’água não conseguimos saltar em cima dos inimigos, mas dar pontapés nas caixas é OK!

Os níveis são variados entre si, tendo as habituais florestas, níveis sub-aquáticos onde a nossa mobilidade é um pouco mais limitada, mas ainda assim são níveis agradáveis, outros de gelo onde que faz com que estejamos constantemente a escorregar e claro, ruínas abandonadas para explorar. Os últimos níveis em particular são os mais difíceis, contrastando com o resto do jogo que é bem acessível. Aqui temos várias armadilhas que irão certamente apanhar os mais desprevenidos na primeira vez. Depois só cai quem quiser, mas mesmo assim é sempre bom termos um stock de vidas extra que podem com alguam facilidade ser acumuladas nos níveis anteriores. O último acto de cada nível coloca-nos sempre contra um boss, mas à excepção do último, que é um combate mais tradicional deste estilo de jogos, os restantes são apenas perseguições onde temos de fugir deles a todo o custo, até que chega uma altura em que eles se espetam contra alguma coisa e é aí que angariamos a peça do tesouro dessa área.

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De vez em quando lá temos uma pequena cutscene que nos conta a história

Graficamente é um jogo bastante colorido e com sprites bem detalhadas e animadas, especialmente a versão Master System com a sua resolução maior. A versão Game Gear peca como habitual na maior limitação do ecrã, mas mesmo assim está muito boa. As músicas são agradáveis e fazem o chip PSG de 1981 da herança da SG-100 safar-se muito bem, o que muitas vezes não acontece. Mas vindo da Aspect, o mesmo estúdio que nos trouxe boas versões 8bit de jogos do Sonic ou os Land/Legend of Illusion, afinal não me surpreende nada.

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As animações deste jogo estão óptimas!

Por estas razões acho este um jogo clássico de plataformas do hardware de 8bit da Sega, que apesar da sua simplicidade no level design, acaba por ser bastante agradável de se jogar, e no campo dos audiovisuais também se safa muito bem. Ainda assim, tal como referi no primeiro parágrafo deste texto, faço questão em um dia comprar este jogo na sua versão Master System em caixa, pois é um sistema que estimo mais do que a sua versão portátil.

Toy Story (Sega Mega Drive)

Toy StoryEste artigo podia ser resumido numa frase: “Quando joguei este jogo pela primeira vez, apenas experimentei os primeiros níveis e não gostei muito, mas decidi dar-lhe uma segunda oportunidade e afinal o jogo até é bom”. Basicamente é isso, mas vou desenvolver um pouco mais nos próximos parágrafos. E o meu exemplar foi comprado algures na feira da Vandoma no Porto, creio que me custou uns 5, 6€ e veio num lote de jogos que comprei a um vendedor por lá. Está sem manuais, infelizmente.

Jogo com caixa e manual

O filme original do Toy Story é um dos meus filmes de animação preferidos da Disney e foi revolucionário para a época em que foi lançado devido às suas animações serem inteiramente geradas por computador. A história onde os brinquedos ganhavam vida estava muito bem conseguida e este jogo até faz um bom papel ao adaptá-la para este formato jogável. Se viveram estes anos todos debaixo de uma rocha e não conhecem Toy Story… não, não vou fazer isto, vejam o filme! 🙂

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Cada nível tem objectivos diferentes e por vezes mecânicas de jogo inesperadas

A razão pela qual eu não gostei do jogo à primeira vez é porque os primeiros níveis não me foram muito cativantes e não gostei muito dos controlos, que apesar de simples… faltava ali qualaquer coisa. Aqui apenas controlamos Woody, cujos controlos lhe permitem saltar e mandar chicotadas com à lá Castlevania, embora aqui o chicote apenas neutralize temporariamente os “inimigos”, vulgo outros brinquedos. Mas também pode ser usado para nos balancearmos de plataforma em plataforma, algo obrigatório em alguns níveis. Até aqui tudo bem, mas não gostei muito do design dos níveis de plataforma que, apesar de serem fiéis ao filme, passando-se no quarto do Andy, um típico quarto de rapaz, desarrumado e cheio de brinquedos espalhados, havia ali qualquer coisa que nunca me agradou muito e sinceramente também não consigo explicar muito bem o porquê.

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Aquelas pernas gigantes não devem ter sido nada fáceis de programar, ainda com animações fluídas.

Mas decidi dar-lhe outras oportunidades e aí me apercebi de várias particularidades deste jogo. A primeira, e logo a mais óbvia é o facto de em cada nível termos diferentes objectivos para cumprir. Ao contrário de outros jogos de plataformas da mesma época, aqui o objectivo nem sempre é chegar do ponto A ao ponto B e seguir para o nível seguinte, mas o jogo tenta reproduzir com alguma fidelidade os acontecimentos do filme. Logo no segundo nível quando Andy traz para o seu quarto o novíssimo Buzz, o objectivo consiste em ajudar os restantes brinquedos a serem “arrumados” no local onde estavam, e temos de o fazer dentro de um tempo limite. Para isso temos de derrubar alguns obstáculos ou encaminhar alguns brinquedos para sítios específicos. O nível seguinte marca uma corrida entre Buzz e Woody para ver “quem é o melhor brinquedo”, depois mais lá para a frente é que comecei a ver alguma variedade real: temos um nível em que controlamos um carro telecomandado, jogado numa perspectiva semelhante à dos Micro-Machines, outro nível em que é jogado inteiramente na primeira pessoa como se um FPS se tratasse, embora não tenhamos de fazer grande coisa, infelizmente. Até um nível de corridas em “3D” lá temos e o último nível é jogado quase como se um shmup horizontal se tratasse, mas mais uma vez sem quaisquer disparos. Só por aí este jogo já vale a pena, por toda a sua originalidade e variedade.

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É verdade que não fazemos muito mais do que andar de um lado para o outro aqui, mas não estava nada à espera deste nível na primeira pessoa.

Graficamente o Toy Story sempre foi um bom jogo. Tal como o Donkey Kong Country, os gráficos não são constituídos por sprites e backgrounds convencionais, mas sim digitalizações de modelos 3D, o que lhe dá logo um aspecto “muito à frente”. Mas este jogo é bem mais impressionante a nível visual na Super Nintendo, onde a melhor paleta de cores da consola acaba mesmo por levar a melhor. As cores na Mega Drive são mais fracas e isso nota-se bem. No entanto não deixa de ser uma óptima conversão, com algumas sprites enormes como o cão de Sid, ou os miúdos a correrem de um lado para o outro na pizzaria. Aí o jogo esteve de facto muito bem. As músicas são boas e a versão Mega Drive não se porta nada mal neste aspecto.

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Outro nível bem diferente do platforming que estava à espera

E é por esses motivos que Toy Story até acabou por me agradar. Por um lado os níveis de puro platforming continuam a não me cativar particularmente, mas toda a variedade, aliada a um óptimo trabalho no campo dos audiovisuais acabaram por fazer a diferença. Venham mais boas surpresas assim!

Spider-Man (Sega Game Gear)

Spider-ManMais uma rapidinha, agora para Game Gear. Este Spider-Man foi um jogo que comprei um pouco às cegas pois não me estava mesmo a lembrar de nenhum jogo do aranhiço para a Game Gear apenas com esse nome. E acabei por o levar em bundle juntamente com outros cartuchos numa das minhas visitas à feira da Ladra em Lisboa por cerca de 3€. Quando cheguei a casa é que me apercebi que isto não é nada mais nada menos que o Spider-Man vs the Kingpin. I have made a huge mistake, e já vão descobrir o porquê.

Spider-Man - Sega Game Gear
Apenas cartucho

Tal como o nome completo do jogo indica, o nosso principal adversário é o Kingpin, o rei do crime organizado lá do sítio, embora também tenhamos de defrontar uma série de outros vilões clássicos da série do Spider-Man, como o Dr. Octopus, Venom ou o Green Goblin. O plano do Kingpin consistia em tentar desacreditar o homem-aranha na opinião pública, transmitindo pequenos relatos de TV indicando que o herói era na verdade um criminoso e estava a planear explodir uma bomba bem no centro da cidade nos próximos XX minutos. O resto do jogo leva-nos literalmente em contra relógio a tentar progredir na história, defrontando outras caras conhecidas para desactivar as bombas, desmascarar o Kingpin e salvar a sua imagem.

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Não seria um jogo do homem aranha se não nos pudéssemos balancear com as teias

A minha maior queixa deste jogo (minha e a de muitos outros) são os controlos horríveis, com uma má detecção de colisões, inimigos bem chatos e cada dano que sofrermos expelir-nos bem para trás o que pode trazer ainda mais algumas chatices. Isso e a dificuldade bem acima da média. Mas se tentarmos ignorar esses defeitos, então este jogo até que tem algumas coisas interessantes e originais. Para começar vamos mesmo jogar o resto do jogo em contra relógio. Com sensivelmente 30 minutos para desarmar as bombas vamos ter de atravessar vários níveis repletos de perigos e inimigos e tudo isto com apenas uma barra de energia e uma vida. Como restauramos a nossa vida? Bom, a qualquer momento do jogo podemo-nos “transformar” em Peter Parker e ir descansar ao nosso quarto, restabelecendo alguma dessa energia perdida. O problema é que o relógio continua sempre a contar.

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Para regenerar a vida podemos descansar no nosso apartamento. Mas o relógio conta sempre!

Depois, com um botão para salto e um outro para atacar, com ataques que tanto podem ser normais como usando as teias de aranha, as nossas reservas de teias também se vão esgotando. E então como as podemos restabelecer? Bom, fazendo o que Peter Parker faz de melhor: fotografar! É nos menus de pausa que podemos escolher essas opções como nos retirarmos temporariamente para recuperar energia, mas também podemos escolher uma máquina fotográfica. A ideia consiste em tirar fotografias aos bosses, para quando chegarmos ao fim de cada nível possamos ganhar algum dinheiro com as mesmas no jornal Daily Bugle e com esse atestar dinheiro ganho atestar o nosso stock de teias. E claro, as teias servem também para nos deslocarmos pelo ar, onde como não poderia deixar de ser, as teias são atiradas para o infinito e mesmo assim o Homem-Aranha consegue balancear-se de um lado para o outro.

No que diz respeito aos audiovisuais, este é outro jogo que não é nada de especial. Ainda assim a versão Game Gear consegue ser um pouco melhor, devido ao seu ecrã reduzido, aumentaram um pouco o “zoom” aos cenários e personagens, aparentando assim ter melhor detalhe. Mas não é nada de espectacular, vale mais pelas “cutscenes” que vamos vendo entre cada nível. As músicas e efeitos sonoros por outro lado são horríveis, do pior que já ouvi numa Master System/Game Gear. Posto tudo isto, não posso dizer que recomende este Spider-Man (vs  the Kingpin), embora até ache alguma piada a alguns conceitos de jogo que lhe introduziram.

FIFA Soccer 97 (Sega Mega Drive)

FIFA 97Mais uma rapidinha a um jogo desportivo, desta vez o FIFA 97 para a saudosa Sega Mega Drive, possivelmente o jogo de futebol que mais joguei na vida, no entanto não tenho muito mais a acrescentar ao que já foi escrito em artigos como o do FIFA 95 e 96, daí a rapidinha. E ao contrário desses 2 jogos, que os tenho com caixa e manual, este FIFA 97 apenas o cartucho veio cá parar, tendo sido comprado juntamente com a consola por 15€, ficando-me a um preço muito barato. Edit: Eventualmente em Agosto de 2017 ofereceram-me uma caixa do jogo.

Jogo com caixa

Tal como nos anteriores, este jogo contém uma vasta selecção de diferentes equipas, campeonatos e selecções, embora infelizmente a nossa portuguesa tenha ficado no esquecimento. Já ter a selecção não é mau! Mas podemos criar as nossas próprias equipas, tal como no FIFA 96. A nível de modos de jogo é exactamente a mesma coisa: podemos jogar um amigável, torneios, campeonatos e playoffs. A grande novidade está é no tipo de estádio que podemos escolher: outdoor e indoor. Nos estádios normais, nada muda, mas nos indoors a história já é outra. Aqui é jogada uma variante de futebol de salão, onde apenas temos 5 ou 6 jogadores em campo para cada equipa e podemos fazer tabelinhas com as paredes, resultando em partidas mais frenéticas. Foi na minha opinião uma boa adição ao jogo que já ia na sua quarta iteração a utilizar o mesmo motor gráfico.

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A adição do indoor soccer é sem dúvida a grande novidade deste jogo

Fora isso não reparei em grandes diferenças a nível de jogabilidade, pois apesar de ter sido o jogo de futebol que mais joguei até agora, nunca deixou de ser de uma forma mais casual. De resto, a nível gráfico também não existem muitas diferenças face aos anteriores, talvez exceptuando o facto de podermos jogar em diferentes condições climatéricas e isso nota-se no relvado. As músicas quando existentes cumprem bem o seu papel, embora não sejam propriamente memoráveis. Já os efeitos sonoros continuam excelentes e não tenho nada a apontar nesse campo.

FIFA 97 é mais um bom jogo de futebol para a Mega Drive, sendo na minha opinião o mais interessante dos cinco que a consola de 16bit da Sega acabou por receber, quanto mais não seja pela adição do indoor soccer.