Road Avenger (Sega Mega CD)

Road AvengerCá estou eu para mais uma rapidinha, desta vez a um jogo da Mega CD, um addon para a Sega Mega Drive que eu ainda não tenho, mas que tenho um carinho muito especial por essa plataforma mal amada por muitos. O jogo que trago cá hoje é o Road Avenger, um dos muitos videojogos baseados em sequências de full motion video existentes no sistema, um panorama normal em todos os sistemas de videojogos que lessem CDs naquela época. Afinal, o FMV era o futuro! Este meu exemplar foi comprado a um particular por 5€, está completo e em bom estado.

Road Avenger - Sega Mega CD

Jogo com caixa e manual

Quando estava a fazer a minha pesquisa adicional para escrever este meu artigo aprendi algo de novo. Tinha a ideia que este era um jogo novo da Wolfteam mas não, esta é uma conversão do Road Blaster da Data East, lançado para sistemas de laserdisc em 1985, na mesma época de outros clássicos como Dragon’s Lair. Então já estão a ver mais ou menos do que este jogo se trata, conduzimos um mega-carro a altas velocidades por estradas, esplanadas, centros comerciais, desfiladeiros e não só, combatendo uma série de bandidos também a alta velocidade e teremos de carregar numa série de botões a todos os momentos para não sofrermos nenhum acidente.

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Muitas vezes o jogo coloca-nos em situações impossíveis, mas é só pressionar no botão que aparece no ecrã e está tudo bem.

Mas ao contrário do Dragon’s Lair onde saber o que fazer e quando sempre foi um mistério dos deuses para mim, aqui vamos tendo indicações no ecrã dos botões que temos de carregar, sejam direcções, acelerar, travar ou atacar. Portanto basicamente isto é um quick time event de cerca de 20 minutos se fizermos sempre tudo bem. Como vamos andando a ziguezaguear, travar e acelerar constantemente, as acções que o jogo nos pede para fazer até se adequam bem ao que vamos vendo no “filme” e apesar de se falharmos algum desses botões o carro espeta-se e teremos de recomeçar nalgum checkpoint lá para trás, mas ter as indicações no ecrã acaba mesmo por ser uma grande ajuda e livra-nos dessa frustração. Claro que podemos jogar no hard e não ter nenhuma destas indicações, mas a única vantagem que eu veria aí é não ter o “bip-bip-bip” irritante a tocar cada vez que aparece no ecrã a indicação do que teremos de fazer. Ou seja, a cada 5 segundos ou menos.

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Muitos peões vamos por em perigo!

Mas porque raio andamos assim feitos maluquinhos pela estrada fora a perseguir bandidos? Bom, a nossa personagem é um polícia que a certa altura é atacado por um grupo de bandidos e a sua noiva acaba por morrer. A solução? Construir um carro super-potente e partir para a estrada, albarroando todos os arruaceiros que se atravessem à nossa frente! Basicamente um Mad Max sem ser passado num mundo pós apocalíptico. Mas isto é algo que só nos apercebemos no manual, ou na introdução do jogo, pois tirando isso, tudo o resto, ou quase tudo, são mesmo as cenas de condução a alta velocidade.

No que diz respeito aos audiovisuais, as animações são boas, afinal o original já tinha sido produzido em conjunto com a Toei Animation, que já nos anos 80 nos trouxe muitos animes de qualidade. A qualidade do video propriamente dito é que não é a melhor, devido à baixa resolução e menos cores que a Mega CD impunha com as suas limitações de hardware. Mas ao menos é bastante fluído. O tema título é de uma banda de J-Rock e sinceramente passou-me bastante ao lado. Ao longo do jogo também continuamos a ouvir uma banda sonora mais rockalhada, mas eu estava era com mais atenção ao que tinha de fazer do que propriamente ouvir a música. E aquele bip-bip-bip…

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Sim, por vezes também acontecem situações insólitas como esta…

Resumindo este é um jogo interessante que pega na mesma fórmula do Dragon’s Lair e torna-a mais acessível aos meros mortais como eu. Continua a não ser um jogo para todos, pois acaba por não ter muito “sumo” e os jogos baseados em full motion video nunca envelheceram muito bem. Mas era um dos jogos da biblioteca da Mega CD que eu gostava de ter quanto mais não seja por questões nostálgicas. Mas para mim está ainda longe das obras primas que sairam neste add-on.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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