Vamos voltar às rapidinhas, agora para um jogo de baseball algo fora do vulgar na Mega Drive. Na verdade este Super Baseball 2020 até foi lançado originalmente para a Neo Geo algures em 1991, sendo que uns anos depois temos esta conversão a cargo da Electronic Arts. O meu exemplar foi comprado a um amigo meu no passado mês de Junho por 5€.
Jogo com caixa e manual
Bom, mesmo eu não entendendo patavina do desporto, rapidamente vemos que este não é um jogo de baseball normal. Apesar de 2020 já não ser futuro, era para 1991. E o que aqui temos é um jogo de baseball futurista, com equipas mistas entre homens, mulheres e robots, os estádios são também algo futuristas e diferentes na sua composição, havendo só uma “pequena” janela disponível para home runs na secção das bancadas que estão em directamente frente ao batedor. Já as bancadas laterais estão protegidas com vidros, fazendo com que a bola faça ricochete e/ou rebole novamente para a área de jogo. Ao fim de algum tempo em prova, até minas terrestres vão ser colocadas em campo só para chatear! Para além disso vamos ganhando dinheiro à medida que vamos conseguindo fazer algumas jogadas, dinheiro esse que poderá servir para comprar power ups para os nossos atletas: os jogadores humanos vão ficando fatigados e os robots podem avariar ou simplesmente ficar sem energia e podem então ser trocados por robots mais poderosos. Para além disso, também poderemos melhorar alguns stats dos jogadores com esse dinheiro.
O layout do estádio muda um pouco neste jogo, se bem que para além dos home runs pouco entendi das mudanças
Portanto com todas estas particularidades na jogabilidade, aliadas a um ritmo de jogo mais frenético, nota-se bem que Super Baseball 2020 tenha tido as suas raízes nas arcades. A nível visual é bem competente, não perdendo muito para a versão Neo Geo a não ser nas cores, como já é normal em jogos da Mega Drive. As animações e detalhe gráfico no geral são boas e ocasionalmente vemos até algumas pequenas cutscenes bem detalhadas de certas acções, como os jogadores que apanham uma bola de forma espectacular, ou os que ficam lesionados quando levam com uma bola em cheio no corpo. Todos esses detalhes contribuem para um jogo com uma apresentação visual muito interessante. Já no que diz respeito ao som, as músicas não as achei nada de especial e as vozes digitalizadas infelizmente soam muito arranhadas.
Graficamente é um jogo interessante e que tem os seus bons momentos
Portanto para os poucos deste lado do Atlântico que eventualmente apreciem o desporto e queiram jogar algo mais arcade, este Super Baseball 2020 até que parece bem competente, não só pelos seus bons visuais, mas por toda a jogabilidade frenética e futurista.
Mais uns dias de calor intenso, mais uns dias em que a vontade de ligar qualquer fonte de calor é virtualmente nula. Mas lá resolvi dedicar-me a mais um jogo Mega Drive da minha colecção, desta vez a mais uma experiência da Sega com uma das suas franchises mais importantes: OutRun! Bom, na verdade a Sega apenas licenciou o nome OutRun, o trabalho desta vez foi todo da Hertz e Sims. Os primeiros já tinham sido responsáveis pela conversão do OutRun clássico na Mega Drive e os segundos inclusivamente publicaram o jogo no Japão. O meu exemplar foi comprado a um amigo no passado mês de Junho por 5€.
Jogo com caixa
Bom, este é um OutRun futurista, decorrendo no longínquo ano de 2019, onde os carros circulam a velocidades vertiginosas através dos seus motores a jacto. Na verdade, tirando este pormenor futurista, a jogabilidade vai buscar coisas tanto ao OutRun clássico, como ao Turbo OutRun, nomeadamente as suas mecânicas do turbo, mas já lá vamos. Os controlos são simples com o botão A para travar, B para acelerar e o C para alternar entre mudanças, caso tenhamos seleccionado transmissão manual. E então onde entram os turbos? Bom, à medida que vamos acelerando, há uma barra de energia que vai enchendo. Quando esta estiver practicamente cheia, se mantivermos o botão de aceleração pressionado, vamos activar o turbo automaticamente, cujo se vai mantendo activo enquanto não deixarmos de acelerar, travar ou embatermos nalgum obstáculo.
O jogo está dividido em níveis, que por sua vez, apesar de partilharem o mesmo ponto de partida e saída, possuem diveros caminhos alternativos pelo meio
A não linearidade que caracteriza o primeiro OutRun está também aqui representada, mas de forma diferente. Basicamente começamos por ter vários níveis. Cada um desses níveis tem uma série de troços divididos por checkpoints, cujos teremos de atravessar dentro do tempo limite que temos disponíveis. Entre checkpoints, no entanto, vamos poder escolher um de dois caminhos a tomar, que nos levarão a viajar por diferentes cenários. Ainda assim, num determinado troço entre checkpoints podemos continuar a tomar caminhos alternativas, em estradas que se vão bifurcando e unindo novamente mais à frente. Túneis, pontes, rampas com saltos são vários dos distintos tipos de estradas em que poderemos viajar. Os outros carros, tal como no OutRun clássico, são apenas meros obstáculos na estrada. E com as velocidades estonteantes que podemos atingir, são obstáculos que nos podem atrapalhar bastante!
Os visuais não são nada maus, alternando entre cidades futuristas, paisagens naturais e outras localidades mais tradicionais
A nível gráfico não é um mau jogo de todo. As paisagens que alternam entre cidades mais tradicionais, outras repletas de arranha céus, mas também inúmeras paisagens naturais dão uma boa variedade gráfica ao jogo. Para além disso, as estradas desniveladas, os caminhos de terra, os saltos, as pontes transparentes vão sendo também alguns bons detalhes adicionais. As músicas sinceramente não são nada más, tendo na sua maioria uma toada bem rock que me agrada. Não são clássicos como as do OutRun original, mas sinceramente não desgostei.
Quando a barra de energia se enche, é tempo de usar o turbo!
Portanto este OutRun 2019 até nem é um mau jogo de todo. O facto de ser um jogo futurista e com algumas paisagens mais escuras, o que sempre defraudou a mote “blue skies in gaming” pela qual a série era também conhecida, trouxe-lhe alguma má fama ao longo dos anos. Mas sinceramente acabou por ser um jogo bem mais agradável do que as baixas expectativas que tinha devido à sua má fama. É verdade que a série OutRun sempre teve uma conotação algo experimental por parte da Sega, particularmente nos jogos que foram especialmente produzidos para o mercado doméstico de consolas, mas este até nem é nada mau no final de contas.
O jogo de hoje leva-nos de volta à Mega Drive para visitarmos um RPG que, apesar de longe de ser um jogo perfeito, não deixa de ser um título curioso e original. Produzido pelo estúdio R&D #8, que mais tarde viria a ser conhecido por Sega AM2 e, naturalmente, com o envolvimento de Yu Suzuki, este Rent A Hero é um action RPG que decorre nos tempos modernos e com mecânicas de jogo muito distintas. O meu exemplar foi comprado numa loja francesa algures em Abril deste ano por cerca de 35€.
Jogo com caixa e manual
Neste jogo controlamos um jovem adolescente e a história é bastante bizarra: começamos por participar numa pequena festa em sua casa organizada pelos seus pais e com vários outros adultos convidados. Entretanto começa a faltar comida e o nosso pai dá-nos uma missão: toma lá uns trocos, liga para a SECA (SEnsational CAfeteria) e encomenda mais comida. No entanto, para entreter os convidados, o pai decide vestir um fato de godzilla e fazer algum teatro. Entretanto chega o estafeta do restaurante, mas em vez de comida, somos presenteados com um fato todo high-tech e que nos dá algumas habilidades sobre-humanas. Acontece que a SECA, para além de ser um restaurante de sucesso, tem uma fachada secreta. Os seus cientistas desenvolveram em segredo este fato e decidiram escolher-nos para o usar. O rapaz decide experimentá-lo e o seu pai, quando o vê naqueles preparos, entusiasma-se com a ideia e obriga-nos a representar uma batalha entre o Godzilla e um super herói e somos assim levados à primeira batalha do jogo. Bom, com um soco apenas o pobre coitado sai disparado contra a parede, pois o fato afinal era mesmo poderoso! E assim irá começar a nossa aventura de super herói. A SECA através de uma linha telefónica vai-nos dando uma série de trabalhos que serão recompensados monetariamente e as coisas começam de forma algo lenta, onde teremos não só de trabalhar num restaurante para entregar comida, entregar cartas de amor entre crianças, mas eventualmente começamos mesmo a lutar contra bandidos, empresas corruptas e crime organizado.
A narrativa tem sempre um tom ligeiro, com algumas bizarrices e bom humor à mistura
Bom, a nível de mecânicas de jogo há também muito a falar. A exploração é toda feita numa perspectiva vista de cima, o que é típico dos JRPGs desta época, mas quando transitamos para as batalhas (e sim, vamos ter também encontros aleatórios) a câmara transita para uma perspectiva sidescroller, com o jogo a assumir-se quase como um beat ‘em up simples. A AM2 já tinha brincado um pouco com esta ideia, precisamente com o primeiro RPG onde trabalharam, o Sword of Vermillion também da Mega Drive. Este misturava a exploração vista de cima das cidades, com a perspectiva a transitar para a primeira pessoa ao explorar o mundo e cavernas e as batalhas também eram numa perspectiva lateral. As batalhas normais tinham uma liberdade de movimento total, practicamente 3D, enquanto que os confrontos contra os bosses eram embates puramente em 2D sidescroller, tal como acontece neste jogo. Aqui usamos o d-pad para nos mover para a esquerda, direita ou agachar e os botões faciais para atacar com socos ou pontapés, saltar ou usar as habilidades especiais do nosso fato, que entretanto terão de ser desbloqueadas. No canto superior esquerdo vemos duas barras importantes. A de vida, assinalada a vermelho e a de energia, assinalada a azul. Se morrermos, acordamos num hospital com metade do nosso dinheiro a ir à vida. Se deixamos a energia se esgotar, deixamos de conseguir utilizar o fato, ficando muito mais fracos e lentos (o que é especialmente notório quando exploramos a cidade).
As batalhas são travadas numa perspectiva puramente 2D sidescroller, mas infelizmente acabam por ser bem mais frustrantes do que deveriam
Ora as mecânicas base de jogo estão apresentadas e, apesar de o conceito como um todo ser bastante original, infelizmente o jogo poderia ser muito melhor. A começar pelos combates que não são tão fluídos quanto os de um beat ‘em up e é muito fácil sofrermos dano. A história é bastante simples e os diálogos, a acreditar que a equipa que traduziu o jogo fez um trabalho fiel, são igualmente simples mas por vezes também um pouco bizarros. As missões tendem a ser algo chatas, pois a maioria, principalmente na primeira metade do jogo, são fetch quests aborrecidas e depois temos também de ter uma série de preocupações que ainda não referi. Vamos ter de comprar de forma recorrente bebidas energéticas e pilhas para recuperar a nossa vida ou energia. O fato que usamos não é propriedade nossa, mas sim alugado. Regularmente teremos de pagar uma renda para poder continuar a usá-lo e, caso o prazo de pagamento seja ultrapassado, ficamos logo sem a possibilidade de o utilizar. Para além disso, se quisermos melhorias para o nosso fato, temos de começar a fazer doações regularmente à SECA, pelo que teremos de gerir muito bem as nossas finanças, particularmente na primeira metade do jogo. Na segunda, já começamos a ter um melhor balanço financeiro, a menos que morramos nalgum combate, claro, o que não é nada difícil de acontecer.
Sendo este um jogo do mesmo estúdio que veio mais tarde ser conhecido como AM2, naturalmente que temos muitas referências aos seus jogos arcade
As doações que podemos fazer revertem ou para melhorar a nossa armadura, ou para desenvolver novas armas. No primeiro caso, ganhamos novas versões do fato que são cada vez mais resistentes, no entanto o preço da sua renda aumenta. No segundo caso lá ganharemos as tais habilidades especiais que podemos usar no combate. No entanto estas habilidades sempre que são utilizadas gastam uma certa percentagem da nossa barra de energia, pelo que têm de ser usadas com moderação. Para além disso, infelizmente, apenas podemos ter uma arma equipada. Portanto, a cada vez que desbloqueamos uma nova arma, esta substitui a anterior. E agora sim, já têm uma ideia completa das mecânicas de jogo que vos esperam.
A nível audiovisual continua a ser um jogo muito básico, tal como o Sword of Vermillion (e também o próprio Phantasy Star III, que utiliza este motor de jogo) o foi. Iremos na maior parte do tempo explorar cenários urbanos com casas modestas, edifícios maiores, armazéns, zonas de escritórios, mas também outros cenários como cavernas labirínticas. No entanto, as sprites bem como os cenários são pouco variadas, detalhadas e animadas. Gosto bem mais dos gráficos nas batalhas, embora uma vez mais não haja uma grande variedade de cenários e inimigos. Nada de especial a apontar aos efeitos sonoros, já as músicas tenho algo mais concreto a referir. Quando exploramos a cidade, ouvimos sempre as mesmas músicas, que por acaso são agradáveis, têm um bom groove e fazem mesmo lembrar aqueles filmes policiais dos anos 80. No entanto, no último terço da aventura, essa música é substituída por outra bem mais rock mas bem mais irritante. Existem outras músicas rock no jogo bem mais agradáveis, portanto não entendo o que a Sega estava a pensar quando decidiram usar essa música para a exploração no seu último terço. É que a vamos ouvir mesmo muitas vezes! Um outro detalhe interessante a referir é, visto ser este um produto da AM2, iremos naturalmente visitar algumas arcades que estão repletas de outros jogos do mesmo estúdio. E aí podemos ouvir pequenos clipes de músicas de títulos como Out Run, After Burner II, Space Harrier, entre outros! Um pequeno mimo para os fãs da Sega, seguramente!
Graficamente o jogo é muito simples, particularmente na perspectiva vista de cima quando exploramos a cidade e seus edifícios
Portanto este Rent A Hero é um jogo muito curioso e definitivamente bastante original no seu conceito. No entanto tinha potencial para ser muito melhor! A história, apesar de ter uma narrativa por vezes algo bizarra ou surreal, acaba por nunca nos prender muito e visto que a esmagadora maioria das missões são fetch quests, também abona muito a seu favor. O sistema de combate era algo onde o jogo poderia brilhar, pois a Sega sempre soube fazer excelentes jogos de acção e os constantes malabarismos financeiros para pagar rendas, baterias e doações para obter melhor equipamento ou habilidades também poderiam ter sido melhor pensados. É um jogo que sai em 1991 e de certa forma até entendo o porquê de a Sega ter tomado a decisão em não o lançar no ocidente, no entanto aparentemente até criou o seu nicho, pois a Sega lançou um remake para a Dreamcast em 2000, intitulado de Rent A Hero No.1, com um relançamento para a Xbox em 2003. Infelizmente, uma vez mais, nenhuma das versões chegou a sair no ocidente! Estou bastante curioso para entender como a Sega mudou as mecânicas de jogo nessas versões e felizmente há um conjunto de fãs a trabalhar actualmente na tradução da versão Dreamcast. Talvez a experimente um dia destes!
Em miúdo lembro-me de ouvir outros colegas na escola que diziam que o Terminator 2 da Mega Drive era muito difícil. Nessa altura, nunca tinha chegado a jogá-lo pois nenhum dos meus amigos próximos que tinham Mega Drive o tinham. Mais tarde acabei por arranjar a versão Master System e sim, essa versão era também realmente frustrante. Mas a versão Mega Drive ficou-me sempre na memória e recentemente, após ter feito uma troca com um amigo, já tenho um exemplar para experimentar. O veredicto? Não é muito bom.
Jogo com caixa
Bom, não me vou alongar na história do filme pois este foi um filme de tremendo sucesso, certamente toda a gente já o viu. Devo no entanto dizer que, a não ser pelos objectivos secundários que vou mencionar mais à frente, o jogo é surpreendentemente fiel aos acontecimentos do filme, tendo pelo menos esse ponto positivo. Para além de começar no Corral, o tal bar seboso cheio de camionistas e motards, iremos atravessar muitos outros níveis como a própria casa de John Connor, o centro comercial onde ele estava quando foi encontrado pelo T-800, o manicómio onde resgatamos Sarah Connor, o depósito de armas, entre vários outros locais.
É engraçada a maneira como escondem a nudez do Arnold na introdução
Na sua essência, este é mais um jogo de acção 2D sidescroller onde vamos ter diversos objectivos, tal como no filme, sendo o primeiro arranjar armas e roupa (que pelo menos esse ficou tratado na introdução do jogo), procurar a morada de John Connor, investigar a sua casa e por aí fora. No entanto, na esmagadora maioria destes níveis teremos também uma série de objectivos secundários que nada têm a ver com o filme: encontrar várias “máquinas do futuro” espalhadas pelos níveis, destruí-las e recolher algo do seu interior. Isto na verdade serve apenas para alongar os níveis e obrigar-nos a explorar todos os seus recantos, o que até poderia ser minimamente aceitável caso a jogabilidade fosse boa. Vamos então aos controlos. O botão C servepara saltar (que tem um alcance risível), enquanto os botões A e B servem para atacar com socos ou joelhadas, caso não tenhamos nenhuma arma de fogo. Se tivermos a pistola, que por sua vez tem munições infinitas, o botão A serve para a disparar, enquanto que o B dispara eventuais outras armas que possamos encontrar como shotguns ou metralhadoras, embora essas necessitem de munições, que poderemos encontrar ao destruir objectos aleatórios nos cenários.
Cada nível possui uma série de objectivos que fazem sentido tendo em conta o filme. O problema são estes objectivos adicionais que apenas servem para nos fazer perder mais tempo.
Até aqui tudo bem, mas como já referi acima a jogabilidade é má. O Arnold é muito lento, os seus saltos são ridículamente curtos e os inimigos aparecem constantemente de todos os lados. Tecnicamente até não nos tiram tanta vida quanto isso, mas visto que temos de explorar os níveis até à exaustão para encontrar e destruir as tais máquinas do futuro tornam as coisas um pouco mais complicadas pois estes aparecem sempre em grande número. Para além disso, eventualmente o próprio T-1000 nos vai começar a perseguir e, sendo este invencível, torna-se mais uma chatice. Quando encontramos o John Connor, temos também de tomar conta dele e estar atento à sua barra de vida. Quando pausamos o jogo podemos escolher se queremos que o jovem nos siga ou não e caso a sua barra de vida esteja muito baixa, podemos inclusivamente tentar curá-lo, a troco da nossa própria barra de vida. Apesar de a nossa barra de vida ser regenerada entre níveis, os medkits são uma raridade, pelo que vão haver alturas em que é melhor deixar o Connor em segurança nalgum canto e ir buscá-lo depois de cumprirmos os objectivos restantes. Quando encontramos a Sarah Connor o mesmo aplica-se, tendo agora 2 pessoas para cuidar. Felizmente a Sarah tem também uma pistola e vai-se defendendo!
Estas são as maquinetas que devemos destruir e apanhar o seu conteúdo
Entre cada nível sidescroller temos também um nível de condução, onde termos um mapa da cidade de Los Angeles para explorar e chegar ao edifício que corresponda ao nível seguinte. Não existe qualquer mapa, no entanto, no canto superior direito temos uma espécie de bússola cuja direcção que temos de seguir aparece assinalada a vermelho, um pouco como aquela seta no topo do ecrã do Crazy Taxi. Até aqui tudo bem, mas os controlos são uma vez mais muito mal implementados. O direccional da esquerda ou direita serve para virar o nosso veículo nessa direcção, enquanto que os botões faciais servem para acelerar, travar ou usar os turbos. O problema começa logo quando tentamos virar o veículo, o mais ligeiro toque no direccional faz-nos perder o controlo e como se não fosse suficiente, o facto de pressionarmos para a esquerda ou direita se reflectir sempre no ponto de vista do condutor, acaba também por nos atrapalhar, até porque o mapa está todo representado numa perspectiva isométrica. Para além disso, vamos ser perseguidos por imensos veículos e cada colisão (que serão imensas), tira-nos também um pouco da barra de vida!
Estes níveis de condução possuem controlos muito frustrantes. Ao menos temos uma indicação geral para onde devemos ir, no canto superior direito
A nível audiovisual, sinceramente até nem desgosto dos gráficos, pois tal como referi acima, o jogo surpreendentemente segue de forma fiel os acontecimentos do filme pelo que vamos ter uma variedade de cenários considerável. O detalhe não é o mais incrível pois a câmara está algo distante, fazendo com que as sprites sejam pequenas, assim como os detalhes dos níveis, mas não é nada mau. As músicas são muito rock e, apesar de não terem nada a ver com o filme, nem seriam desagradáveis, se não fosse o facto de existirem apenas 2, 3 músicas que iremos ouvir até à exaustão ao longo do jogo.
Portanto sim, este Terminator 2 Judgment Day é de facto um jogo que merece toda a má fama que tem. O nosso Arnold não é o exterminador mais ágil do mundo, os inimigos surgem de todo o lado e é impossível não sofrermos dano, os objectivos adicionais são só estúpidos e os controlos são maus, especialmente nos níveis de condução. O que é pena, pois no que diz respeito a adaptações de filmes para videojogos, especialmente dentro desta geração, até que fizeram um bom trabalho ao tornar o jogo mais fiel ao filme possível. Pena que seja o único ponto positivo.
No seguimento do primeiro Splatterhouse cuja versão Turbografx-16 cá trouxe recentemente, é tempo de ir explorar a sua sequela. Este Splatterhouse 2 e o terceiro (que infelizmente nunca chegou a ser lançado por cá) já foram jogos desenvolvidos exclusivamente para a Mega Drive, sem que nenhuma outra versão tivesse sido lançada para outros sistemas, pelo menos durante os anos 90. O meu exemplar foi comprado a um particular algures em Janeiro deste ano, tendo-me custado uns 10€.
Jogo com caixa. Manual procura-se.
A história leva-nos uma vez mais a controlar o Rick, protagonista do primeiro jogo. A Terror Mask, a tal máscara amaldiçoada, aparece-lhe em sonhos e diz-lhe para voltar à casa do primeiro Splatterhouse, pois assim conseguirá salvar Jennifer, a sua namorada. Quem jogou o primeiro Splatterhouse sabe bem qual foi o destino infeliz da Jennifer, portanto a aventura começa precisamente nas imediações da primeira casa, agora em ruínas, e com Rick a acordar, já com a máscara posta.
Cortar fetos com uma motossera? Tem tudo para dar certo.
A nível de jogabilidade este é um jogo muito semelhante ao seu precursor, ou seja, uma espécie de beat ‘em up primitivo, onde temos apenas um plano de movimento, com controlos simples (um botão para saltar, outro para atacar) e uma vez mais com muita violência e gore à mistura. Rick, pelo menos quando tem a máscara posta, é um gajo todo bombado pelo que não é muito ágil e os seus saltos vão sendo curtos, porém necessários, não só para ultrapassar alguns pequenos obstáculos, mas também para nos desviarmos de eventuais ataques baixos dos inimigos. Tal como no primeiro jogo, vamos poder também encontrar uma série de armas que poderemos apanhar como um tubo metálico que, tal como no primeiro jogo, atira os inimigos contra uma parede, desfazendo-os numa poça de sangue e carne. Outras armas como um osso gigante, tesouras que podem atiradas, uma motoserra ou mesmo uma caçadeira são algumas que poderemos vir a encontrar. Naturalmente, o jogo não é fácil, pois teremos de memorizar quais os inimigos que teremos de enfrentar e os seus padrões de ataque. Mediante o grau de dificuldade escolhido a nossa barra de vida terá entre 2 a 4 “corações” e visto que não existem itens regenerativos, é fácil perder vidas caso cometamos muitos erros. Felizmente esta sequela tem um sistema de passwords que nos permite continuar a partir do último nível que tenhamos concluído com sucesso.
A história é muito simples e vai-se desenrolando através das introduções de cada nível
Graficamente o jogo mantém a mesma estética do seu antecessor. Contem portanto com cenários macabros, a começar pelas ruínas da primeira mansão, onde depois descemos aos seus subterrâneos, voltamos a sair e percorremos um rio até chegarmos a uma outra mansão repleta de perigos. Os inimigos são uma vez mais criaturas macabras, incluindo fetos deformados. É um jogo com muito gore, pois mediante as armas que eventualmente usemos, os inimigos desfazem-se em poças de sangue e carne putrefacta. A banda sonora é agradável, embora confesso que prefiro as músicas do primeiro jogo.
Graficamente é um jogo super macabro e com criaturas grotescas, incluindo os bosses
Portanto este Splatterhouse 2 é um jogo que irá certamente agradar a quem jogou o primeiro título. A sua jogabilidade é muito idêntica, apresentando-se como um beat ‘em up algo primitivo, mas bastante desafiante e claro, com toda aquela violência, cenários macabros e criaturas grotescas tal como no seu antecessor. A Namco ainda lançou um Splatterhouse 3 que já é um pouco diferente, mas infelizmente, por qualquer razão inexplicável, tal jogo nunca chegou à Europa… até parece que a Mega Drive não foi uma plataforma bem sucedida por cá…