First Samurai (Super Nintendo)

Indo agora para a Super Nintendo, vamos ficar com um jogo que sempre me deixou curioso quando era mais novo (principalmente pela sua sequela na Mega Drive). Lançado originalmente para o Commodore Amiga e vários outros computadores, acabou também por receber uma versão para a Super Nintendo por intermédio da Kemco. O meu exemplar veio do ebay no passado mês de Agosto e custou-me cerca de 12€.

Cartucho solto

E este é um sidescroller 2D bastante bizarro. Conforme o nome indica, encarnamos no primeiro Samurai que vê o seu mestre a ser assassinado por um ser diabólico qualquer chamado Demon King. Sedento de vingança, o primeiro samurai vai recorrer aos poderes do Wizard Mage (sim, um feiticeiro mago) e perseguir o Demon King até ao futuro para o derrotar.

Wizard Mage, deve ser primo do Pirata Corsário

Não só a história é algo bizarra, como todo o jogo em si. First Samurai é um sidescroller em 2D, onde temos um botão para saltar e os restantes botões faciais do comando da Super Nintendo servem para atacar, seja com pontapés, socos/espada ou usar sub armas que iremos encontrar ao longo do jogo, como facas ou machados, mesmo à Castlevania style. Ao longo do jogo vamos ser atacados por inimigos que surgem de todos os lados, muitos deles que requerem mais que um golpe para serem derrotados, pelo que será muito difícil, senão mesmo impossível, não sofrer dano. Sempre que sofremos dano a nossa barra de vida vai-se esvaziando e, uma vez depleta, acaba por ser regenerada uma vez, a custo de perdermos a nossa espada e termos de lutar apenas com socos e pontapés. Mas à medida que vamos derrotando inimigos assim, vamos enchendo uma outra barra de energia que, uma vez cheia, nos retorna a nossa espada de volta.

No final de cada nível espera-nos sempre um confronto contra um boss

No entanto, o objectivo em cada nível é o de encontrar a sua saída e defrontar o seu boss, sendo que para isso teremos primeiro de encontrar 5 itens vermelhos espalhados ao longo do nível, muitos deles em locais algo inatingíveis. Então como fazemos? Bom, à medida que vamos avançando no jogo, um dos power ups que podemos encontrar são pequenos sinos. Estas permitem-nos invocar o Wizard Mage (este nome, a sério….) que usará os seus poderes para eliminar alguns desses obstáculos. Por exemplo, invocar uma chuvada para apagar chamas! Teremos então uma forte componente de exploração também, para procurar os tais sinos, os locais onde os usar e todos os 5 itens vermelhos que nos irão desbloquear a saída.

Alguns níveis são bastante bizarros, como este comboio espacial / máquina do tempo

A nível audiovisual, este é outro campo altamente inconsistente neste First Samurai. Do ponto de vista gráfico, achei piada à cutscene de abertura do jogo, mas já os níveis em si sinceramente achei-os com cores demasiado escuras. Parece por vezes um jogo de Mega Drive! Os níveis, apesar de serem poucos em número, são no entante bastante variados com cenários igualmente bizarros, como um comboio espacial que nos leva para o futuro de Tokio em 1999, que acaba por não ser tão futurista assim. Já no que diz respeito ao som, a inconsistência e o bizarro acabam por levar a melhor novamente. As músicas por vezes parece que soam algo abafadas, embora haja ali um tema mais rock que me tenha agradado mais. Os efeitos sonoros por vezes também são algo inconsistentes, como o abafado, mas cómico “No! My sword!” proferido cada vez que percamos a espada ou o “Aleluia” operático que ouvimos sempre que apanhemos power ups de comida ou tesouro.

Portanto este First Samurai é um jogo muito, muito estranho. É também bastante curto, mas desafiante, e toda a sua estranheza faz com que, na minha opinião, mereça ser jogado. Também já li por aí que esta versão da Super Nintendo toma algumas liberdades face ao original, pelo que um dia quero ver se experimento também a versão Commodore Amiga só para ver se o que a Kemco fez de diferente foi para o melhor ou pior.

Primal Rage (Super Nintendo)

Street Fighter II e Mortal Kombat foram dois jogos de luta que revolucionaram por completo o mercado, tanto nas arcades, como nas consolas domésticas. Enquanto o primeiro primava pela sua jogabilidade excelente e personagens carismáticas, o Mortal Kombat fez mais sucesso pelos seus gráficos mais realistas ao usar sprites digitalizadas dos seus lutadores baseadas em actores reais e claro, todo o gore e violência. Tanto um como o outro inspiraram imensos jogos que lhe seguiram e este Primal Rage acaba por ir buscar as suas influências ao Mortal Kombat. Mas infelizmente o resultado final não foi de todo o melhor. O meu exemplar da SNES foi comprado a um particular no passado mês de Agosto, estava novo, um exemplar new old stock, portanto acabei por pagar um pouco mais do que estaria disposto a pagar por este jogo.

Jogo com caixa, manual e papelada

Desenvolvido pela Atari, Primal Rage é um jogo de luta que decorre no planeta terra, muitos anos no futuro, após um apocalipse que, para além de ter transformado todo o planeta, practicamente extinguiu toda a vida humana. Os seus sobreviventes passaram a viver em tribos pré-históricas e, no meio de todo o caos, ressurgiram das profundezas do planeta 7 criaturas míticas, adormecidas todos estes anos, e que passaram a ser idolatradas pela população. Nós encarnamos precisamente numa dessas 7 criaturas onde iremos combater com todas as outras e assim conquistar os seus territórios.

Graficamente é uma adaptação não tão fiel à arcade, mas não é de todo das piores conversões

As mecânicas de jogo são relativamente simples, com o d-pad a servir para movimentar a nossa personagem e os quatro botões faciais para aplicar golpes altos, baixos, fracos ou fortes. Os golpes especiais, que vêm detalhados no manual, obrigam-nos a deixar pressionados alguns destes botões faciais e depois pressionar o d-pad nalgumas direcções específicas, o que habitualmente é ao contrário nos restantes jogos de luta. No que diz respeito aos modos de jogo, para além do versus para 2 jogadores temos o modo história que é uma adaptação do modo arcade, onde teremos de ir enfrentando todas as criaturas míticas e conquistar o seu continente. No último combate não enfrentamos nenhum boss, mas sim os restantes 6 oponentes num combate de resistência, onde com a mesma barra de vida, teremos de os derrotar todos em seguida.

O jogo oferece um sistema de combos mas nem sempre é fácil executar os golpes especiais

Ao longo dos combates vamos ver também alguns humanos no ecrã, seguidores de alguma das “divindades” que lutam entre si em cada combate. Estes por vezes intrometem-se na acção, principalmente quando um dos dinossauros fica atordoado, e nessa altura poderemos atacá-los ou mesmo devorá-los para recuperar parte da nossa barra de vida. Aliás, antes do combate final onde teremos de defrontar todos os outros oponentes de seguida, teremos também um mini-jogo cujo objectivo é precisamente o de devorar o máximo de humanos possível, para extender a nossa barra de vida e mais facilmente sobreviver ao combate de resistência que se avizinha.

No que diz respeito aos gráficos, o original arcade (que até hoje ainda não foi fielmente emulado devido a uma encriptação anti-pirataria que a Atari lá colocou) possuia visuais impressionantes para a época. Todos os dinossauros e outras criaturas estranhas eram muito bem detalhados, tendo sido captados em sprites pré-renderizadas em 3D, com muito gore e algumas fatalities bem bizarras. Aqui na Super Nintendo os gráficos não são tão bons quanto os originais (embora sejam bem mais coloridos que a versão Mega Drive) e infelizmente o jogo sofreu alguma censura. Ainda assim é um jogo bem mais apelativo visualmente do que propriamente pela sua jogabilidade. Um detalhe gráfico que sempre achei piada são os das barras de vida e de saúde mental (???), sendo representados por um coração a bater e um cérebro que fica electrificado quando a personagem em questão ficar temporariamente paralisada. No que diz respeito ao som, as músicas misturam temas rock com alguns ritmos tribais. Não são propriamente temas que fiquem no ouvido, mas também não são maus de todo.

O jogo possui algum gore e fatalities, embora infelizmente esta versão tenha sido ligeiramente censurada

No fim de contas, este Primal Rage é mais um daqueles jogos de luta que até tinham potencial para serem bem melhores do que o seu produto final. O lançamento original nas arcades era mesmo visualmente apelativo, mas aparentemente já aí (nunca joguei o original) a jogabilidade não era a melhor. Portanto seria de esperar que a transição para plataformas 16bit não poderia ficar muito melhor. O jogo recebeu inúmeras conversões para outros sistemas da época e aparentemente a versão da Saturn é a que se safou melhor, embora sofra bastante de loadings demorados entre cada combate.

F1 Pole Position 2 (Super Nintendo)

Desde cedo que a nipónica Human Entertainment nos trouxe vários jogos de Formula 1, sendo que a sua série Human Grand Prix, conhecida por cá como F1 Pole Position, é sem dúvida a mais popular. Conhecida como Human Grand Prix no Japão, nem todos os seus jogos chegaram a sair no ocidente. Este F1 Pole Position 2 acabou por não sair nos Estados Unidos, tendo sido publicado na Europa por intermédio da UbiSoft. O meu exemplar foi comprado na cash converters algures durante o mês de Dezembro por cerca de 8€ se bem me recordo.

Cartucho solto

Dispomos de vários modos de jogo desde uma corrida de treino ou o modo Battle onde concorremos contra um oponente humano ou controlado pelo CPU. Mas o modo de jogo principal é, claro, o World Grand Prix, onde iremos participar na temporada de 1993-1994, com todos os circuitos, fabricantes e pilotos que participaram nessa temporada, excepto o saudoso Ayrton Senna que, devido ao seu trágico acidente que lhe tirou a vida em San Marino, acabou por ser substituído por Mika Hakkinen. Mas o jogo tem uma grande oferta de customização, a começar pelos próprios pilotos que podem ser editados, bem como os seus contratos alocados a outros fabricantes. Por exemplo, podemos colocar o Schumacher já a concorrer pela Ferrari, enquanto que nessa temporada ainda estava pela Benetton.

As opções de customização são surpreendentemente vastas!

Antes de cada corrida, como é habitual poderemos optar por correr algumas voltas de treino, a qualificação e por fim a corrida. Antes disso podemos no entanto customizar imensos aspectos no carro. Mediante o grau de dificuldade escolhido, o número de voltas e desgaste do carro, poderemos ter de ser chamados para ir à box, seja para trocar pneus, a suspensão, entre outras peças que podem ter desgaste durante as corridas. De resto, é lutar para chegar nos lugares cimeiros e garantir a melhor classificação possível no final da temporada.

A parte superior do ecrã pode ser alternada entre informação da corrida ou espelhos retrovisores

Passando para os audiovisuais, acho este um jogo interessante. Possui boas músicas, que apenas tocam nos menus, cutscenes e ecrã título, pois durante as corridas em si apenas ouvimos o ruído dos motores dos carros. Mas na parte gráfica, vamos começar pelas corridas. O jogo utiliza o mode 7 para desenhar os circuitos, tal como Super Mario Kart ou F-Zero o fizeram. Acredito que na altura isto até fosse algo visualmente atractivo, mas sinceramente nunca gostei muito do mode 7 utilizado desta forma, pois os circuitos ficam completamente planos, sem grande detalhe nas pistas. De resto, durante as corridas temos uma série de indicadores visuais interessantes, incluindo o estado do carro e do desgaste das suas peças. Fora das corridas, no entanto, é aí que o jogo vai apresentar detalhes bem mais surpreendentes. Ocasionalmente temos algumas cutscenes com animações e o detalhe mais interessante vai mesmo para as celebrações do pódio, cujos pilotos apresentam caras muito semelhantes às suas caras reais.

O pódio possui representações algo fiéis dos pilotos reais

Portanto este F1 Pole Position 2 até me parece uma boa alternativa para quem gostar do género, pelo menos na Super Nintendo. Possui imensas opções e customizações que irão agradar a quem preferir uma jogabilidade mais voltada para a simulação (o que não é de todo o meu caso), mas os gráficos mode 7 sinceramente deixam-me um pouco de pé atrás.

World Cup Striker (Super Nintendo)

A série Striker, produzida originalmente pela britânica Rage Software para computadores como o Amiga ou Atari ST em 1992, é possívelmente das séries de jogos de futebol mais confusas para analisar, devido aos seus diferentes nomes entre consolas, regiões e sequelas ou semi-sequelas que também sofrem do mesmo. Por exemplo, nas consolas da Sega tínhamos os Ultimate Soccer e depois o Striker, todos variantes do mesmo jogo de base. Na Super Nintendo, já cá trouxe o Eric Cantona Football Challenge, lançado com esse nome exclusivamente na França, conhecido como Striker no resto da Europa, World Soccer no Japão e World Soccer ’94: Road to Glory nos Estados Unidos. Este World Cup Striker, nome europeu e japonês, é conhecido nos Estados Unidos como Elite Soccer. O meu exemplar foi comprado numa feira de velharias no passado mês de Julho, tendo-me custado uns 5€.

Cartucho solto

Ora bem, este jogo foi lançado para coincidir com o campeonato do mundo de 1994, nos Estados Unidos, embora não possua uma licença oficial. Quer isto dizer que apenas teremos disponíveis para jogar as 32 selecções que participaram na competição, todas com jogadores com nomes muito parecidos aos reais, o que acaba por ser um corte quando comparado com o Striker anterior. A nível de modos de jogo, confesso que já não me recordo grande coisa da variedade que havia no primeiro Striker da SNES, mas teremos aqui as habituais partidas amigáveis e depois várias competições distintas, como o próprio campeonato do mundo, bem como diferentes torneios por eliminatórias que podem ser algo customizáveis, ou um modo “liga das nações” que funciona por pontos. Estes modos de jogo estão todos disponíveis também para serem jogados como futebol de salão. Treinar penálties ou situações de controlo de bola também podem ser exploradas através do modo de práctica, bem como temos também um editor de equipas se quiserem renomear os jogadores para os seus nomes reais, bem como as cores dos equipamentos.

Como habitual, teremos vários modos de jogo, desde partidas amigáveis, campeonatos e taças por eliminatórias

Mas o que interessa aqui é mesmo a jogabilidade e, tal como o Striker original, esta é bastante intensa, com os jogadores a poderem atravessar o campo de uma ponta à outra em meros segundos. A perspectiva mantém-se igual ao seu predecessor, com a câmara a posicionar-se em linha com ambas as balizas, mas numa perspectiva vista de cima, mas algo inclinada. Faz lembrar o Super Soccer nesse aspecto, mas muito, muito mais rápido e fluído.

Infelizmente no entanto, o número de selecções disponíveis é menor neste jogo

No que diz respeito aos audiovisuais, bom durante as partidas em si, esperem pela mesma qualidade que no primeiro Striker, pois o jogo usa o mesmo motor gráfico. Sempre que há uma falta, golo ou outra situação de maior perigo, surgem na parte inferior do ecrã algumas animações tal como existiam nos painéis luminosos da época. Um pequeno detalhe que achei interessante é o facto de, quando um jogador sofre amarelo, durante o resto da partida o mesmo terá um cartão amarelo a pairar sobre si, em vez do seu número. De resto, ainda nos gráficos, tendo sido este um jogo não oficialmente ligado ao campeonato do mundo de 1994, antes de cada partida vemos também umas fotos em baixa resolução dos estádios onde as mesmas irão decorrer, que suponho que tenham sido os estádios onde decorreu o campeonato do mundo. Já no que diz respeito ao som, nada de especial a apontar durante as partidas, onde apenas ouvimos o barulho do jogo, do árbitro e o ruído habitual do público. As músicas apenas existem nos menus e entre partidas, mas devo destacar a música que abre o jogo. É uma música electronica, que faz lembrar a dance music dos anos 90, mas com uma óptima qualidade de som nos seus instrumentos e também com clipes de voz, onde ouvimos uma voz feminina a cantar Striiiikeeeer, e outra masculina, mas mais discreta a cantar “World Cup“. Soa mesmo que usaram samples reais, o que se for verdade, ainda deve ter ocupado um bom espaço no cartucho.

O motor gráfico é o mesmo do Striker original, pelo que já sabem com o que contar.

Portanto este World Cup Striker é um jogo de futebol óptimo para quem gostar de jogos mais arcade e com uma jogabilidade mais frenética. Não adiciona muito, porém, ao primeiro Striker da SNES, pelo contrário, até lhe retiraram umas quantas equipas para aproximarem-se das selecções que disputaram o Mundial de 1994. Pelo que se calhar, o primeiro Striker acaba por ser uma melhor opção.

Nigel Mansell’s World Championship Racing (Super Nintendo)

Continuando pelas rapidinhas a jogos de corrida, hoje temos aqui o Nigel Mansell’s World Championship Racing para a Super Nintendo. Desenvolvido pelos britânicos da Gremlin, não deve ser confundido com o Newman Haas Indycar Feat Nigel Mansell pois esse acabou por ser o seu sucessor. É que ambos os jogos possuem nomes diferentes entre regiões, o que poderá acabar por confundir um pouco. Este primeiro jogo aborda o desporto da Fórmula 1, onde poderemos competir numa temporada algures no início da década de 90, com piloto britânico Nigel Mansell com destaque especial, embora os restantes pilotos e fabricantes disponíveis no jogo me pareçam fiéis aos da época também. O meu exemplar foi comprado na cash converters algures durante o passado mês de Julho por 6€.

Cartucho solto

Aqui temos vários modos de jogo para optar. Desde as corridas amigáveis num circuito à nossa escolha, passando pela temporada completa. Para nos habituarmos às mecânicas de jogo, no entanto, temos também o modo de jogo “Nigel Mansell’s Advice”, que é practicamente um modo de treino, onde competimos contra o piloto britânico, que por sua vez nos vai dando algumas dicas de como abordar certas curvas nos circuitos. Mas claro, é no modo temporada onde vamos gastar mais tempo e aqui poderemos competir com o Nigel, ou com um outro piloto que quisermos criar, mas que terá sempre semelhanças com o Nigel. Antes de cada corrida poderemos optar por correr as voltas de qualificação mas, caso não o fizermos, começamos a corrida em si na última posição. Antes disso também poderemos optar por mudar alguns parâmetros do carro, como a caixa de velocidades automática ou manual, a transmissão, pneus e os ailerons traseiros. O tipo de pneus é particularmente importante pois temos também a previsão metereológica e caso esteja a chover, convém escolher pneus de piso molhado. Durante as corridas em si temos também de ter em atenção ao desgaste dos pneus, que é denotado na forma de 4 ícones negros do lado direito do ecrã, abaixo do indicador de velocidade. Caso os pneus estejam prestes a desgastar-se somos convidados a passar pelas boxes para os trocar. De resto, não temos de nos preocupar com combustíveis e afins, as boxes servem apenas para trocar pneus.

Antes de cada corrida poderemos customizar alguns aspectos do nosso carro

A nível gráfico é um jogo até que bem competente, com gráficos bastante coloridos e uma série de menus bem apelativos visualmente. Durante as corridas, temos gráficos coloridos, com os backgrounds a mudarem de acordo com a pista em questão, com vários painéis publicitários de patrocinadores habituais da Fórmula 1, mas todos os gráficos em si são completamente em 2D e a versão SNES não me parece usar o mode 7 de todo. É similar à versão Mega Drive, mas com gráficos mais coloridos! De notar que o seu sucessor, o Newman Haas Indycar Racing, pelo menos na Mega Drive, já incluía alguns gráficos poligonais, o que acabou por ser um salto gráfico muito interessante. As músicas, estas só ocorrem nos menus, pelo que nas corridas apenas ouvimos o ruído dos motores e pouco mais. E sim, os efeitos sonoros são competentes, assim como as músicas.

O jogo é todo em 2D, mas os gráficos possuem um bom detalhe.

Portanto este Nigel Mansell’s World Championship Racing acaba por ser um jogo de corridas bem competente para quem gostar de jogos de fórmula 1. A Super Nintendo recebeu uns quantos, principalmente no Japão, e em breve planeio trazer ainda outro jogo deste género para este blogue.