World Cup Striker (Super Nintendo)

A série Striker, produzida originalmente pela britânica Rage Software para computadores como o Amiga ou Atari ST em 1992, é possívelmente das séries de jogos de futebol mais confusas para analisar, devido aos seus diferentes nomes entre consolas, regiões e sequelas ou semi-sequelas que também sofrem do mesmo. Por exemplo, nas consolas da Sega tínhamos os Ultimate Soccer e depois o Striker, todos variantes do mesmo jogo de base. Na Super Nintendo, já cá trouxe o Eric Cantona Football Challenge, lançado com esse nome exclusivamente na França, conhecido como Striker no resto da Europa, World Soccer no Japão e World Soccer ’94: Road to Glory nos Estados Unidos. Este World Cup Striker, nome europeu e japonês, é conhecido nos Estados Unidos como Elite Soccer. O meu exemplar foi comprado numa feira de velharias no passado mês de Julho, tendo-me custado uns 5€.

Cartucho solto

Ora bem, este jogo foi lançado para coincidir com o campeonato do mundo de 1994, nos Estados Unidos, embora não possua uma licença oficial. Quer isto dizer que apenas teremos disponíveis para jogar as 32 selecções que participaram na competição, todas com jogadores com nomes muito parecidos aos reais, o que acaba por ser um corte quando comparado com o Striker anterior. A nível de modos de jogo, confesso que já não me recordo grande coisa da variedade que havia no primeiro Striker da SNES, mas teremos aqui as habituais partidas amigáveis e depois várias competições distintas, como o próprio campeonato do mundo, bem como diferentes torneios por eliminatórias que podem ser algo customizáveis, ou um modo “liga das nações” que funciona por pontos. Estes modos de jogo estão todos disponíveis também para serem jogados como futebol de salão. Treinar penálties ou situações de controlo de bola também podem ser exploradas através do modo de práctica, bem como temos também um editor de equipas se quiserem renomear os jogadores para os seus nomes reais, bem como as cores dos equipamentos.

Como habitual, teremos vários modos de jogo, desde partidas amigáveis, campeonatos e taças por eliminatórias

Mas o que interessa aqui é mesmo a jogabilidade e, tal como o Striker original, esta é bastante intensa, com os jogadores a poderem atravessar o campo de uma ponta à outra em meros segundos. A perspectiva mantém-se igual ao seu predecessor, com a câmara a posicionar-se em linha com ambas as balizas, mas numa perspectiva vista de cima, mas algo inclinada. Faz lembrar o Super Soccer nesse aspecto, mas muito, muito mais rápido e fluído.

Infelizmente no entanto, o número de selecções disponíveis é menor neste jogo

No que diz respeito aos audiovisuais, bom durante as partidas em si, esperem pela mesma qualidade que no primeiro Striker, pois o jogo usa o mesmo motor gráfico. Sempre que há uma falta, golo ou outra situação de maior perigo, surgem na parte inferior do ecrã algumas animações tal como existiam nos painéis luminosos da época. Um pequeno detalhe que achei interessante é o facto de, quando um jogador sofre amarelo, durante o resto da partida o mesmo terá um cartão amarelo a pairar sobre si, em vez do seu número. De resto, ainda nos gráficos, tendo sido este um jogo não oficialmente ligado ao campeonato do mundo de 1994, antes de cada partida vemos também umas fotos em baixa resolução dos estádios onde as mesmas irão decorrer, que suponho que tenham sido os estádios onde decorreu o campeonato do mundo. Já no que diz respeito ao som, nada de especial a apontar durante as partidas, onde apenas ouvimos o barulho do jogo, do árbitro e o ruído habitual do público. As músicas apenas existem nos menus e entre partidas, mas devo destacar a música que abre o jogo. É uma música electronica, que faz lembrar a dance music dos anos 90, mas com uma óptima qualidade de som nos seus instrumentos e também com clipes de voz, onde ouvimos uma voz feminina a cantar Striiiikeeeer, e outra masculina, mas mais discreta a cantar “World Cup“. Soa mesmo que usaram samples reais, o que se for verdade, ainda deve ter ocupado um bom espaço no cartucho.

O motor gráfico é o mesmo do Striker original, pelo que já sabem com o que contar.

Portanto este World Cup Striker é um jogo de futebol óptimo para quem gostar de jogos mais arcade e com uma jogabilidade mais frenética. Não adiciona muito, porém, ao primeiro Striker da SNES, pelo contrário, até lhe retiraram umas quantas equipas para aproximarem-se das selecções que disputaram o Mundial de 1994. Pelo que se calhar, o primeiro Striker acaba por ser uma melhor opção.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Esta entrada foi publicada em Geral com as etiquetas , . ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.