Star Wing (Super Nintendo)

Star Wing - SNESStar Fox, que por alguma razão ter-se-á chamado Star Wing nos territórios PAL, é o primeiro jogo da Super Nintendo a aproveitar o chip Super FX, um dos muitos chips adicionais utilizados pela Nintendo e outras empresas nos seus jogos de SNES, conferindo-lhes diversos efeitos gráficos ou cálculos matemáticos adicionais que de outra forma não seriam possíveis de alcançar com o hardware normal. O Super FX ficou conhecido por atribuir à SNES a capacidade de correr jogos repletos de modelos 3D poligonais, onde o Star Fox foi o primeiro jogo a utilizar este chip. Naturalmente foi um jogo muito badalado por esta “nova tecnologia”, e assim nasceu mais uma franchise clássica da Nintendo. O jogo chegou-me à colecção por intermédio de um bundle Super Nintendo que adquiri recentemente a um colega de trabalho a um muito bom preço. Está completo com caixa e manuais e em estado razoável.

Star Wing - Super Nintendo
Jogo completo com caixa, manuais a cores e papelada.

O jogo coloca-nos na pele da raposa Fox McCloud, líder do grupo de mercenários Star Fox, composto também pelo sapo Slippy Toad, o coelho Peppy Hare e o falcão Falco Lombardi. No início dos anos 90 deveria haver uma moda qualquer com cientistas malucos a tomarem o papel de vilões nos videojogos e Star Fox não fugiu a essa regra. Aqui o energúmero é o Dr. Andross, banido do pacífico planeta Corneria e após se refugiar no planeta Venom, lançou um exército que atravessa o sistema solar Lylat para atacar a civilização de Corneria. General Pepper incumbe então a Fox McCloud e sua equipa que usem as suas Arwings, naves com tecnologia de ponta para derrotar Andross, desde Corneria até ao seu reduto em Venom.

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Antes de cada nível, o sargento Pepper faz-nos sempre um briefing do que iremos enfrentar

O jogo assume-se como um shooter on rails, onde guiamos a nossa Arwing ao longo de um percurso pré-estabelecido, atravessando cidades, os confins do espaço, cinturas de asteróides, o interior de estações espaciais, entre outros locais. Este jogo aborda a questão dos níveis de dificuldade de uma maneira diferente. Após concluirmos o primeiro nível do jogo no planeta Corneria, podemos escolher jogar um de 3 caminhos diferentes até chegar ao planeta Venom. Cada um destes caminhos significa um grau de dificuldade diferente, porém obviamente com níveis também diferentes. Isto aumenta sem dúvida o factor de replay do jogo, pois se quisermos ver tudo o que o jogo tem para nos oferecer, teremos de o jogar nos 3 níveis de dificuldade. Para além do mais, existem ainda 2 níveis secretos a descobrir.

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No final de cada nivel a nossa pontuação é dada pela percentagem de inimigos destruídos e os níveis de escudos restantes

Apesar de o jogo decorrer on rails, existe um certo grau de liberdade na nossa movimentação, podemos acelerar ou travar, ou mesmo executar o mítico “do a barrel roll!“, que consiste em colocar a nossa Arwing a rodopiar para se desviar mais rapidamente de fogo inimigo ou algum obstáculo, para além de podermos também alternar entre diferentes perspectivas da câmara. McCloud e os seus companheiros possuem um escudo, pelo que ao contrário de muitos outros shooters da época, não basta um hit para perder uma vida. Mas no entanto, se chocarmos repetidamente contra obstáculos é possível que a nossa Arwing perca uma ou ambas asas, o que nos irá dificultar os movimentos depois. O escudo dos nossos companheiros é também importante porque eles voam atrás de nós, supostamente a dar apoio. Em alguns momentos pré-definidos eles passam para a frente do ecrã, a perseguir ou serem perseguidos por um inimigo, pedindo a nossa ajuda. Se não os ajudarmos, os seus escudos vão baixando e caso a nave de algum deles seja destruída, deixa de aparecer no restante jogo. Para além dos lasers normais, podemos também utilizar umas bombas que dão um enorme dano, sendo essas bem úteis nos vários bosses que defrontamos. Esses bosses existem no final de cada nível, e são na sua maioria grandes objectos poligonais, com diversos ataques e com algumas fraquezas que são a chave da sua derrota.

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Alguns backgrounds são simples, mas bastante funcionais.

Graficamente nos dias de hoje o jogo envelheceu muito mal, tal como practicamente todos os jogos com 3D poligonal arcaico. Mas em 1993, e numa Super Nintendo, o resultado foi bastante revolucionário e, apesar de já existirem alguns jogos poligonais em consolas, sem requererem hardware adicional (Hard Drivin’ é um exemplo), a sua qualidade estava muito aquém deste Star Fox. Apesar de os gráficos serem essencialmente blocos sem texturas, o jogo apresenta vários diferentes visuais, tal como já referi atrás. Atravessar a pista de obstáculos no interior da estação espacial, onde temos de abrir portas disparando-lhes e desviar de obstáculos a alta velocidade, é um dos melhores momentos do jogo. E tendo em conta que podemos alternar a câmara do jogo para primeira pessoa também, ainda melhor. As músicas são o clássico da Nintendo, sempre com melodias memoráveis, muitas delas ainda utilizadas nos Star Fox recentes, ou noutros jogos que de vez em quando lá piscam o olho à série, como os Super Smash Bros., por exemplo. A faixa que se ouve enquanto percorremos as cidades de Corneria é um dos hinos da Nintendo aos videojogos.

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Os bosses tendem sempre a serem gigantescos, e com diferentes estratégias para os derrotar

Concluindo, Star Wing/Fox é um jogo que chamou muito a sua atenção pelos gráficos poligonais, cortesia do chip Super FX, desenvolvido pela Argonaut. Apesar de estar muito ultrapassado graficamente nos dias de hoje, a sua jogabilidade continua intemporal, tendo marcado uma nova geração de shooters em 3D, que até à altura, desconheço se havia algo semelhante em arcades ou outros sistemas. No entanto, como não sou o maior fã do mundo de jogos deste género, continuarei a escolher o Starfox Adventures como o meu jogo preferido da série. Haters gonna hate.

Star Wars Rogue Squadron II: Rogue Leader (Nintendo Gamecube)

Star Wars Rogue Squadron II: Rogue LeaderDe todos os jogos de lançamento da Nintendo Gamecube, tanto nos mercados americano como europeu, o segundo Rogue Squadron era sem dúvida o que teve um maior impacto graficamente, demonstrando logo no lançamento das óptimas capacidades gráficas que a consola da Nintendo oferecia. E vindo da Factor 5, não era algo de propriamente novo, pois já no primeiro Rogue Squadron e o Battle for Naboo para a Nintendo 64 fizeram um excelente trabalho, o mesmo pode ser dito de muitos outros jogos do seu catálogo, sempre tecnologicamente impressionantes. Infelizmente, após o fiasco que foi o Lair para a Playstation 3, a Factor 5 não se aguentou e já não existe mais. Em relação a este jogo, o mesmo chegou à minha colecção algures nos anos 2004 ou 2005, tendo sido comprado no site de leilões Miau.pt (que já sinto saudades), por uma quantia não muito superior a 20€. Infelizmente não veio com manual e é uma versão integralmente em francês, não foi assim um negócio brilhante da minha parte, há-de surgir uma oportunidade de o substituir no futuro.

Star Wars Rogue Squadron II - Rogue Leader - Nintendo Gamecube
Jogo com caixa e papelada

Basicamente o jogo coloca-nos no controlo de diversas naves rebeldes, como os míticos X-Wing, Y-Wing, Snowspeeders entre outros, a combater em diversas batalhas icónicas dos 3 primeiros filmes da série, bem como outras missões “adaptadas”. Essas missões vão tendo vários objectivos, que geralmente caem sempre na categoria de abater naves imperiais, estruturas ou proteger transportadores rebeldes do fogo inimigo. Claro que algumas fas batalhas mais famosas dos filmes estão aqui fielmente representadas, como a batalha de Hoth, onde a comando de um Snowspeeder temos de mandar abaixo uns quantos AT-ATs, ou a enorme batalha de Endor, que nos coloca contra uns quantos Star Destroyers e um derradeiro combate na “nova” Deathstar.

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Antes das missões existe podemos treinar no planeta Tatooine. Dica: completem o treino em diferentes alturas do dia.

Os controlos são bons, com o analógico a controlar o movimento da nave, o outro para controlar a câmara, os botões faciais para disparar os lasers e armas secundárias, chamar o “Targeting computer”, ou alternar entre a perspectiva de terceira pessoa, ou a vista do cockpit. O analógico C-Stick controla a câmara, sendo que estando dentro do cockpit o efeito é muito mais interessante. As batalhas são frenéticas e mesmo possuindo um radar presente no ecrã que nos vai marcando a direcção dos objectivos e a posição dos inimigos e aliados, na imensidão do espaço é bastante frequente perder o rastro das naves inimigas, especialmente naqueles momentos “dog fight” em que temos de agir rapidamente. Para auxiliar, activando o targeting computer realça as naves no ecrã, facilitando um pouco mais as coisas. As missões possuem também uma série de power-ups escondidos em vários locais que melhoram os escudos das naves, os seus armamentos secundários, ou mesmo o próprio targeting computer que fica mais eficiente. Para além do mais com o direccional digital podemos dar diversas ordens aos nossos companheiros que nos acompanham neste esquadrão, onde podemos ordenar que se foquem em naves inimigas, outras armas, que formem ao nosso lado, ou que fujam do perigo.

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A batalha na primeira Death Star não é tão apoteótica como a batalha de Endor

Mas o conteúdo secreto/bónus não se fica por aí: No final de cada missão a nossa performance é avaliada ao longo de diversos critérios, podendo resultar em medalhas que vão desde o bronze ao ouro. Ao obter os melhores resultados possíveis vamos desbloqueando diversas novas naves, como a Milleniun Falcon de Han Solo, a Naboo Starfighter da primeira trilogia, ou mesmo algumas naves Imperiais.  Inicialmente apenas podemos jogar uma missão com a nave especialmente assignada para a mesma, mas após a completarmos, poderemos rejogá-la com qualquer das outras naves desbloqueadas. Para além do mais, são mesmo desbloqueadas umas 5 missões de bónus, em que em duas delas acabamos por jogar com nem mais nem menos que o próprio Darth Vader. Ainda com o conteúdo bónus, ao terminar o jogo podemos também desbloquear um modo comentário por parte dos developers (penso que por volta de 2001/2002 isto não era uma práctica habitual), bem como uma espécie de pequeno documentário de Making-of e artwork. Muito por descobrir, portanto. O único senão está mesmo na falta de qualquer modo de jogo multiplayer.

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Os fundos no espaço são muito bons mesmo.

Graficamente é um jogo soberbo, em especial as batalhas travadas em pleno espaço, com belíssimas paisagens de fundo, e um jorro de lasers coloridos a atravessar constantemente o ecrã. Especialmente nas últimas missões, em que tudo está a acontecer ao mesmo tempo, e pouco tempo temos de apreciar os belos gráficos que o jogo apresenta. As naves espaciais possuem um detalhe impressionante para a época, e não é por acaso que na parte de trás da caixa do jogo exista uma mensagem a dizer que os gráficos dos screenshots ali mostrados são mesmo de imagens in-game. No entanto, quando as batalhas já são em planetas, notam-se mais as texturas algo pobres em alguns cenários. No entanto, o campo de visão continua muito vasto. Mas Rogue Squadron II não é apenas um jogo bonito, o som e música estão igualmente excelentes. Em primeiro lugar a narrativa. Antes de seleccionar cada nível ouvimos um narrador a descrevê-lo em detalhe, bem como os seus objectivos principais. O mesmo acontece quando nos encontramos no hangar a escolher a nave que queremos pilotar. Durante as missões, as falas entre as várias personagens, em conjunto com os belos gráficos e uma banda sonora de luxo quase que nos convencem que estamos a assistir aos filmes. Sim, a banda sonora é toda orquestrada, incluindo as músicas que fazem parte da banda sonora dos filmes. Não poderia pedir mais.

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Gostei bastante da maneira como implementaram a vista do cockpit

Desde Star Wars Arcade e mesmo do primeiro Rogue Squadron que não se via um shooter espacial Star Wars como deve ser. Rogue Squadron II é um excelente jogo de lançamento para a consola cúbica da Nintendo, apresentando um audiovisual mesmo muito bom para os parâmetros de 2001, e acima de tudo uma envolvência excelente, em conjunto com uma boa jogabilidade. É realmente pena a Factor 5 ter fechado portas, ver um novo Rogue Squadron em alta definição, com centenas de naves espaciais no ecrã deveria ser um regalo para os olhos.

Mystery Dungeon: Shiren the Wanderer (Nintendo DS)

925583_99992_frontA série Mystery Dungeon (Fushigi no Dungeon em terras do Sol Nascente) é uma longa série de RPGs roguelikes (mais informação sobre isto nos parágrafos seguintes), desenvolvida pela Chunsoft e abrangendo também várias franchises de videojogos. O primeiro jogo da série,  Torneko no Daibōken: Fushigi no Dungeon, foi lançado para a Super Famicom, incluindo personagens do Dragon Quest IV (nomeadamente o vendedor Torneko). Este é o segundo jogo da série, conhecido por aqui como Mystery Dungeon: Shiren the Wanderer, tendo sido o primeiro a possuir personagens próprias da Chunsoft, lançado originalmente para a Super Famicom, posteriormente para a Gameboy Advance, com ambos os lançamentos no Japão apenas. Até que em 2006 este jogo foi alvo de mais um remake para a Nintendo DS, chegando ao ocidente dois anos depois por intermédio da Sega. Para além dos jogos baseados no Shiren, os restantes são baseados em diversas franchises como os já referidos Dragon Quest, os Chocobos de Final Fantasy ou Pokémon. Este jogo em particular entrou na minha colecção através das recentes promoções da FNAC, onde diversos videojogos e acessórios estiveram com preços entre o 1 e 5€. Este jogo custou os 5€, tendo ficado naturalmente esquecido numa prateleira da FNAC de Alfragide.

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Jogo completo com caixa, manual e papelada

Este género de jogos não costumam dar muita importância à história, ao contrário de outros RPGs, é a jogabilidade que melhor os caracteriza. Mas possui uma história ligeira, onde encarnamos no aventureiro Shiren e seu animal falante que partem à descoberta de uma cidade mística cujas lendas falam de imensos tesouros, no topo do planalto da “Table Mountain”. O que separa Shiren do seu objectivo é um conjunto de 30 dungeons, e é aí que entra o gameplay.

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Nas aldeias que vamos passando, podemos ir falando com vários NPCs e comprar itens em lojas

Basicamente este género de jogos são apelidados de “roguelike” precisamente por serem influenciados por um velhinho jogo de computador, com “gráficos” ASCII chamado Rogue. Esse jogo era caracterizado por largar o jogador numa série de dungeons labirínticas geradas aleatoriamente, acções definidas por turnos e morte permanente. É um modo de jogo bastante sádico e este Shiren the Wanderer apresenta um grau de dificuldade bastante grande, comparando com outros roguelikes que cheguei a jogar. Basicamente pensem que cada dungeon é um enorme tabuleiro de xadrez gerado aleatoriamente e povoado por dezenas de inimigos. Cada acção tomada pelo jogador, seja mover-se um “quadradinho” para o lado, atacar, utilizar um item é considerada um turno, sendo que a cada turno que passa, a inteligência artificial do jogo toma também as suas decisões, geralmente movimentando e/ou atacando todos os inimigos ao mesmo tempo. Os inimigos não são pêra-doce, mesmo nas primeiras dungeons, e se o jogador não tiver cuidado, é bastante frequente vermo-nos rodeado de inimigos e morrer em dois ou 3 turnos. Para além do mais existem imensas armadilhas espalhadas pelos cenários, que tanto nos podem tirar dano físico, como paralisar, envenenar, adormecer, cegar, entre outros “status ailments” que nos dificultarão e de que maneira a vida. O que acontece quando morremos? Bom, podemos já estar na última dungeon, a custo de muito suor, sangue e lágrimas, mas se morremos teremos de recomeçar do zero, perdendo todos os items equipados e com o nível da personagem a fazer um reset para nível 1. Bonito serviço.

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Através de algumas sidequests, podemos depois “recrutar” alguns NPCs para nos ajudarem, como este.

No entanto, ao longo da aventura vamos visitando algumas localidades que nos permitem armazenar alguns items em armazéns. Assim após morrermos, quando voltamos a visitar essa mesma aldeia podemos recuperar os items que lá foram guardados. Existe ainda uma outra maneira de não perdermos nada (para além de utilizar um item extremamente raro para nos ressuscitar). Através de um sistema de passwords ou mesmo utilizando o sistema Wi-Fi da Nintendo, é possível pedir a um amigo com o mesmo jogo que se aventure no “nosso” mundo e nos resgate. Claro que isto também é uma operação complicada e muito arriscada. Para além disso, o jogador apenas pode ser resgatado 3 vezes, na quarta é game over certo.

Este sistema de jogo é de facto muito sádico, mas onde há muitas maneiras de morrer, por outro lado também existem dezenas e dezenas de diferentes itens que poderemos obter, e a chave para o sucesso está em adoptar as melhores estratégias possíveis para cada situação, dando o melhor uso possível dos itens que temos, armas, e os cenários. Por exemplo, encurralar os monstros num corredor estreito de forma a lutar com um de cada vez é bem melhor que estar rodeado deles. Morrer neste jogo é frequente, o segredo está também em ir guardando alguns itens úteis nas warehouses das várias localidades para os usar futuramente e acima de tudo ter muita sorte. Para além da história normal, existem também algumas sidequests que poderemos jogar, que nos desbloqueiam novos companheiros na nossa viagem para nos auxiliar no combate, ou mesmo explorar outras dungeons ainda mais desafiantes que as do jogo normal, oferecendo porém recompensas maiores.

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Existem algumas scrolls que dão bastante dano numa área grande. Saber utilizar da melhor maneira os imensos itens que podemos encontrar é crucial

Graficamente o jogo não evoluiu assim tanto face ao original da Super Nintendo, adicionando porém algumas cutscenes em CG que tiram partido dos 2 ecrãs da Nintendo DS. De resto parece-me o mesmo jogo da Super Famicom, com visuais tradicionais de qualquer RPG da era 16-bit. Por um lado, visto este já ser segundo port/remake que este jogo sofre, seria um atractivo que tivessem melhorado os gráficos ao nível de outros RPGs em 3D que a DS possui na sua biblioteca. Ainda assim, tendo em conta o subgénero do roguelike, e os ecrãs reduzidos da portátil da Nintendo, até compreendo que seja preferível ter mantido as coisas como estão. Infelizmente não dei a devida atenção aos efeitos sonoros e música do jogo, pelo que não vou comentar este aspecto.

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Ficar encurralado, a menos que tenhamos um às na manga é morte certa.

Para concluir, tenho a dizer que este Mystery Dungeon definitivamente não é um jogo para todos os públicos. Os roguelikes por si só já são jogos bastante desafiantes e certamente não agradam a toda a gente, mesmo fãs de RPGs. Pelo que me apercebi, os “Mystery Dungeons” da série Shiren são bem mais complicados que outros dos mesmos produtores, como os da série Dragon Ball e Pokémon, o que até se compreende. Dos poucos roguelikes que joguei (uma meia-dúzia deles), este é dos mais sádicos pela sua curva de dificuldade, no entanto dá também muitas liberdades de escolha para diferentes estratégias, pelo que para as 3 pessoas que leram este artigo e são fãs de roguelikes, este é certamente um jogo a experimentar.

Professor Layton and the Spectre’s Call (Nintendo DS)

Professor Layton and the Spectre's CallE para finalizar a série de artigos sobre o Professor Layton, pelo menos até comprar uma 3DS, fica aqui a análise ao The Last Spectre. Embora o Lost Future tenha deixado em aberto uma nova história, a Level 5 decidiu em dar uma de George Lucas e começar uma nova trilogia, que decorre antes dos primeiros 3 jogos, sendo este The Spectre’s Call oficialmente o primeiro jogo na ordem cronológica da série. Ao contrário dos anteriores que foram todos comprados na Radio Popular a 10€, este foi adquirido numa promoção ainda mais cativante. O jogo ficou-me por 3€, tendo sido comprado numa Mediamarkt em Vila Nova de Gaia, por intermédio do amigo Luís Filipe Teixeira, a quem agradeço.

Professor Layton and the Spectre's Call - Nintendo DS
Jogo completo com caixa, manual e papelada

O jogo decorre então 3 anos antes da aventura de Curious Village, onde Layton recebe uma carta aparentemente escrita pelo seu amigo Clark Triton dizendo que a sua localidade de Misthallery está sendo atacada à noite por uma criatura misteriosa conhecida por “Spectre”. Layton entretanto acaba também contratar a jovem Emmy Saltava como sua assistente pessoal na Universidade de  Gressenheller e juntos partem para Misthallery de forma a tentar resolver mais esse mistério. Quando falam com Clark, descobrem que a carta no fim de contas foi escrita pelo seu filho, o jovem Luke Triton que já conhecemos dos jogos anteriores, mas é neste jogo que sabemos como ele e Layton se conheceram. Acontece que o Luke fez o trabalho de casa e descobriu várias pistas para resolver o mistério que assola Misthallery, acabando então por juntar-se a Layton e Emmy nesta aventura. Como é habitual na série, a história depois envereda por outros caminhos, tornando-se mais abrangente e com o mistério inicial a evoluir por outras direcções. Infelizmente, depois de ter jogado o Lost Future, este Spectre’s Call pareceu-me uns furos abaixo na sua história. Mas talvez tenha sido por ter jogado os 4 jogos de tacada.

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Os puzzles seguem a mesma lógica das hint coins e afins

E tal como os outros Professor Layton, a jogabilidade prende-se em 3 frentes: a parte de aventura, onde temos de explorar todos os cenários e falar com todas as pessoas, de forma a encontrar pistas e outros segredos; a parte do puro e duro puzzle solving, sendo puzzles de diversas temáticas, sempre utilizando a interface touchscreen da DS; por fim, o conjunto de minijogos acessíveis a qualquer momento do jogo principal. Não havendo grandes inovações na primeira parte, passemos para os minijogos. Um deles é algo semelhante ao circuito de carros que existe no Lost Future, mas agora com comboios. Desta vez temos de construir um caminho de ferro que leve um comboio de brincar do ponto A ao ponto B, passando por todas as estações, não ficando sem combustível entretanto e evitar colidir com outros carros ou comboios que se movem ao mesmo tempo noutros circuitos já desenhados. Um outro consiste num peixe a mover-se num aquário. O peixe apenas se pode movimentar diagonalmente, numa direcção prédeterminada. O objectivo consiste em fazer com que o peixe capture todas as moedas espalhadas pelo aquário. Para isso dispomos de um número limitado de bolhas de ar em que as temos de espalhar no aquário, de forma a que, quando o peixe vá contra as mesmas, mude de direcção e consiga capturar todas as moedas. O terceiro consiste numa espécie de teatro de marionetas, em que vão construindo pequenas histórias e o jogador deverá completar algumas frases com vocabulário que vai descobrindo ao longo da aventura principal. Infelizmente estes minijogos não são tão originais ou cativantes como os anteriores, mas este Professor Layton tem um trunfo na cartola que infelizmente os europeus não tiveram o prazer de o descobrir. Em todos os outros lançamentos, existe um mini-jogo chamado London Life, em que consiste num pequeno RPG passado em Little London que muito me faz lembrar a série Mother/Earthbound. A desculpa oficial pela qual nós, europeus, não tivemos acesso a esse fantástico minijogo prende-se por falta de tempo em traduzir tudo para as diferentes línguas. Bah, lançavam em inglês e quem não soubesse que fosse aprender.

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London Life, o jogo que nós não jogamos

De resto o jogo cumpre com a maestria já habitual no quesito audiovisual. Os artworks continuam excelentes, as personagens bizarras e carismáticas, a animação de excelente qualidade tendo em conta a plataforma em questão, bem como o muito competente voice-acting e músicas no geral. A fórmula poderia já estar a ficar um pouco gasta neste jogo (eu senti isso), mas quem gostou dos jogos anteriores, certamente irá também passar um bom bocado com este Spectre’s Call.

Professor Layton and the Lost Future (Nintendo DS)

Professor Layton and the Lost FutureDe volta para mais um artigo sobre a série Professor Layton para a Nintendo DS, e não será certamente o último pois ainda tenho mais um para falar em seguida  (o Spectre’s Call). Mais uma vez, aconselho a leitura do artigo do primeiro jogo da série (Curious Village) pois este mais uma vez mantém as mesmas mecânicas de jogo e aspecto audiovisual. Também como os outros dois jogos anteriores, este foi adquirido recentemente na Rádio Popular do Norteshopping, por uma quantia próxima a 10€.

Professor Layton and the Lost Future - Nintendo DS
Jogo completo com caixa, manual e papelada

Mais uma vez, o jogo coloca a dupla Layton e Luke no meio de uma trama mirabolante, repleta de vários mistérios para resolver e na minha opinião esta é a melhor história de todas na série. O jogo abre com Layton e Luke a atenderem a uma demonstração de uma máquina do tempo por parte do Dr. Alain Stahngun. Infelizmente a coisa corre para o torto, resultando no desaparecimento do primeiro ministro britânico que lá estava a assistir ao evento. Eventualmente outros cientistas vão desaparecendo gradualmente, até que Luke e Layton recebem uma carta intrigante, endereçada pelo próprio Luke 10 anos no futuro. Ao investigar esta coisa absurda, a dupla depara-se com uma outra máquina do tempo que os transporta a uma diferente realidade, onde conhecem o Luke do futuro e Layton nesse período aparentemente tornou-se líder de um gang mafioso, sendo temido por todos. A história diverge bastante a partir daqui, e como sempre vamo-nos aperceber que nem tudo o que parece é, para além de vislumbrarmos um pouco mais do passado amoroso de Layton.

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A misteriosa máquina do tempo que tanto iremos utilizar

As mecânicas de jogo são essencialmente as mesmas dos jogos anteriores. A aventura principal está assim dividida numa mistura entre a jogabilidade de um jogo de aventura tradicional com a pura resolução de enigmas. A parte de aventura consiste em explorar diversos cenários, para encontrar items ou puzzles escondidos, e falar com as personagens ou interagir com alguns objectos de forma a resolver mais enigmas e progredir na história. Os enigmas são mais uma vez contextualizados com a história ou com os problemas que os habitantes locais se queixam, e continuam a ser variados, desde temas de lógica, matemática ou outros puzzles mais convencionais de tentativa-erro como os de arrastar painéis que eu tanto “adoro”.

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Estes género de puzzles irritam-me solenemente, mas como há quem gosta…

Como vem sendo habitual, existem algumas recompensas em procurar resolver todos os puzzles e explorar os cenários ao máximo, pois para além das hint coins que podem ser utilizadas na resolução dos enigmas, podemos também descobrir outros items que podem ser utilizados em vários mini-jogos, acessíveis a qualquer altura da aventura principal. E nesta aventura contamos diversos mini-jogos, um deles consistindo em coleccionar diversos autocolantes para preencher alguns livros com pequenas histórias, mediante o seu contexto. Um outro consiste em colocar uma série de trampolins em pontos chave de um cenário com alguns obstáculos, de forma a lançar um papagaio do ponto A ao ponto B para fazer entregas. O que eu achei mais piada foi o mini-jogo que consiste em colocar uma série de setinhas num circuito de carros de brincar, de forma a obrigar o carro a virar para onde a seta indicar para que o mesmo se desvie de alguns obstáculos e atinja a meta. Para além do mais existe muito outro conteúdo bónus a ser desbloqueado ao completar-se 100% do jogo, como tem sido habitual na série, bem como alguns enigmas para se fazer download através da estrutura online da Nintendo DS.

No que diz respeito ao audiovisual, este é o jogo mais bem conseguido dos 3 primeiros, na minha opinião. Em parte pela história que acaba por ser muito bem elaborada, noutra nota pela capacidade de armazenamento deste jogo ter quadruplicado face aos primeiros. Aqui temos mais de meia hora de animações de alta qualidade, tendo em conta a baixa resolução da DS e capacidade de armazenamento limitada. E isto é também válido tanto para as músicas que estão excelentes, bem como para o voice-acting que mantem o mesmo nível de charme e peculiaridades das diferentes personagens que vão surgindo. O mesmo pode ser dito para o artwork no geral que, como já referi nos anteriores, mantém um estilo banda desenhada europeia que tanto gosto.

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Layton e ambos os Lukes

No fim de contas este pode ser “mais um Professor Layton”, com poucas novidades de grande relevo. Na verdade não inova muito para além dos novos minijogos, mas possui uma história que a meu ver está muito boa e quem gostou dos anteriores, certamente irá também gostar deste Lost Future, como foi o meu caso.