Star Wars Rogue Squadron III: Rebel Strike (Nintendo Gamecube)

Star Wars Rogue Squadron IIIHá uns dias atrás escrevi sobre o Rogue Squadron II, um dos jogos de lançamento da consola cúbica da Nintendo. Visualmente era um jogo impressionante, e a sua jogabilidade fluída fizeram-no um óptimo jogo, ainda mais tendo em conta que era um jogo de lançamento. No entanto em 2003 a Level 5 volta à carga com este Rebel Strike, e embora apresentem um jogo visualmente ainda mais impressionante, quiseram inovar ao incluir uma série de missões ou segmentos em que conduzimos veículos terrestres ou andamos mesmo a pé. Infelizmente, como irei referir em seguida, a sua implementação não foi a melhor. Este jogo chegou-me às mãos já não me recordo bem quando, penso que ainda no próprio ano de 2003, tendo sido comprado por algo em torno dos 30€ a um particular.

Star Wars Rogue Squadron III Rebel Strike - Nintendo Gamecube

Jogo completo com caixa, manual e papelada

Tal como os anteriores, este jogo assenta na trilogia original dos filmes, nomeadamente os episódios IV, V e VI), embora se foque mais a partir do final de “A New Hope”, com a primeira Deathstar destruída. Ao longo do jogo iremos mais uma vez revisitar algumas batalhas icónicas da saga, ou outros segmentos inteiramente novos, previamente existentes apenas nos livros. Existem essencialmente 2 séries de missões que podemos desempenhar, numas encarnamos no papel de Luke Skywalker, em missões como o treino em Dagobah com Yoda, ou o resgate de Leia no fosso de Sarlacc. No outro pilar temos missões com o seu companheiro Wedge. Ainda há um 3º pilar de missões que vão buscar outras cenas carismáticas dos filmes, como resgate de Leia na primeira Death Star, a perseguição em speeder bikes em Endor, ou o roubo de AT-STs por Han Solo, como se viu no último filme.

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Mais uma vez antes de começar a aventura propriamente dita, temos uma sessão de treino em Tatooine

O jogo divide-se então em 2 ou se quisermos, 3 vertentes diferentes de jogabilidade. A primeira é os combates aéreos que a série fazia tão bem, e nesse ponto nada mudou desde o Rogue Squadron II, pois não convém alterar o que ja funciona bem. Em adição ao combate aéreo, podemos desta vez combater utilizando veîculos terrestres, desde os rapidíssimos speeder bikes, passando pelos AT-STs, onde as mecânicas são essencialmente as mesmas. Para além de disparar os lasers do costume, as naves costumam ter também modos secundários de fogo, alguns essenciais para certas missões. Depois é também possível dar ordens ao esquadrão que nos acompanha nas missões, desde auxiliar a destruir os TIEs que nos atrapalham, fugir, ou voar na formação. Mas é no combate a pé que houve grandes mudanças. Nos segmentos em que temos de andar a pé, a jogabilidade consiste basicamente em movimentar a personagem pelo mapa, disparando para tudo o que mexa e ocasionalmente executar algumas interacções, desde disparar turrets, a lançar granadas para dentro de AT-ATs na batalha de Hoth. Infelizmente é aqui que as coisas ficam algo más. Os controlos estão mal implementados, pois apesar de ser possível fazer lock-on nos inimigos, é impossível fazer strafing e os movimentos estão muito atabalhoados, assim como as suas próprias animações. No nível em que é preciso fazer algum platforming, esses maus controlos ainda se acentuam mais. É pena, dá a entender que o jogo ficou algo inacabado neste aspecto.

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Podemos escolher jogar missões ao longo de 3 pilares, cada um correspondendo a uma “campanha” diferente.

De resto o jogo continua repleto de segredos. Tal como no anterior, existem diversos power-ups espalhados ao longo das missões, que conferem upgrades a armas, escudos ou o targetting computer, que mais uma vez está aqui implementado. Para além do mais no final de cada missão somos mais uma vez avaliados com base na nossa performance, podendo ser recompensado com diferentes medalhas que se traduzem em pontos. Esse pontos podem mais uma vez desbloquear conteúdo extra, desde novos veículos, as tais missões bónus, um documentário making-off, modo comentário dos produtores, ou mesmo 2 jogos arcade: nada mais nada menos que os próprios Star Wars e Empire Strikes Back com os seus gráficos vectoriais.

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Tal como no jogo anterior, temos um narrador que faz um briefing das missões e também dos veículos seleccionados

No entanto o jogo ainda possui mais uns quantos modos de jogo multiplayer para 2 jogadores que ,tanto pode ser cooperativo, como competitivo. No competitivo temos variantes do deathmatch e capture the flag em combates aéreos, ou o Rampage em que temos de destruir o máximo possível num determinado intervalo de tempo. Existem também alguns modos especiais, como corridas a 2 em speeder bikes pelas florestas de Endor, ou mesmo voar pelos corredores da Death Star. O modo cooperativo consiste nada mais nada menos que jogar o Rogue Squadron II com mais um amigo. O jogo está lá quase na sua totalidade, faltando apenas 2 missões. Belo “presente” da Level 5.

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É perfeitamente possível jogar “à Rambo” nas missões pedestres, até porque se pode restabelecer a energia com powerups

Graficamente o jogo continua impressionante, desde o aspecto dos menus, repletos de cenas clássicas dos filmes a passar em background, passando pelos gráficos do jogo em si. As naves estão bastante detalhadas, assim como os seus cockpit mais uma vez. Andar de speeder em plena floresta de Endor foi uma experiência visual muito agradável, assim como todas as batalhas com fantásticas paisagens do espaço sideral. Ainda assim, nas secções em que se anda a pé, nota-se uma quebra na qualidade visual, com texturas bem mais simples. As cutscenes são também muitas vezes substituidas por clipes retirados dos próprios filmes, o que para mim é mesmo bastante nostálgico. Também é bastante notório haver bem mais naves inimigas no ecrã, o que resulta em batalhas mais frenéticas. O voice acting por sua vez continua excelente, assim como os efeitos sonoros no geral, que nos remetem de imediato para a atmosfera dos filmes. Claro está, o mesmo pode-se dizer da épica música que acompanha esta aventura.

Como conclusão, acho que Rebel Strike é mais um bom jogo no catálogo da Gamecube. Infelizmente parece-me um produto algo inacabado, pois se por um lado temos excelentes batalhas aéreas em outros veículos, as secções em que se anda a pé mereciam sem dúvida um maior polimento. Ainda assim, por outro lado, não se pode dizer que a Factor 5 não tenham tentado. Os diferentes modos multiplayer competitivo, e incluir mimos como o Rogue Squadron II em co-op, ou todos os outros extras. Mas o que me causa realmente pena é o facto de após Lair na PS3, a Factor 5 teve de fechar portas.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Esta entrada foi publicada em GameCube, Nintendo. ligação permanente.

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