Rakugakids (Nintendo 64)

Rakuga KidsE esperando eu que seja um regresso à minha regularidade de escrita, cá vai mais um pequeno artigo, desta vez a um jogo de Nintendo 64. Comprei-o na cash converters de Alfragide, por cerca de 3 ou 4€ e desconhecia-o por  completo. Levei-o porque achei a artwork da label interessante e apesar de bem saber o ditado “não julgues um livro pela sua capa”, vi lá no cantinho o símbolo da Konami e decidi arriscar. E apesar de não ser uma obra prima, até acabou por ser bem interessante!

RakugaKids - Nintendo 64
Jogo, apenas cartucho

Ao contrário de tudo o que estaria à espera quando o comprei, este é um jogo de porrada! Mas com um conceito bastante original, onde os protagonistas são desenhos de crianças. Ao longo dos vários modos de jogo, acabamos mesmo por escolher a dupla de criança + a sua personagem com a qual iremos jogar e o resultado são lutadores bem criativos e cheios golpes malucos, como robots que se transformam em foguetões sempre que saltam,  golpes especiais como uma chuva de foguetes, um chapéu de galinha a ganhar vida entre muitos outros. Nota-se perfeitamente que este é um jogo muito imaginativo e na minha opinião é mesmo o seu ponto mais forte.

screenshot
É impossível não se esboçar um sorriso ao jogar este jogo, quanto mais não seja pelas parvoíces que vemos

A nível de jogabilidade é que já não é tão bom assim, até porque o comando da Nintendo 64 não é dos mais indicados para um jogo de porrada e talvez essa seja uma das razões pelas quais a consola tem um catálogo reduzido deste género. Ainda assim o  “c button” é utilizado em conjunto com os botões A e B, tornando-se assim num setup algo semelhante aos comandos de 6 botões da Mega Drive ou Saturn, mas claro, com uma ergonomia muito “diferente”, para não usar outra palavra. Os botões faciais servem assim para três variantes de pontapés e socos, com o botão R a servir para desencadear alguns golpes fortíssimos, assim que consigamos encher uma barrinha de energia que aparece na parte inferior do ecrã. Existem 3 variantes desses golpes especiais que podemos desencadear, os de ataque que de facto retiram muita vida, os de defesa que mandam o oponente para longe e os de contra-ataque que devem ser feitos quando bloqueamos algum outro golpe. São vistosamente bem bonitos, mas a sua facilidade em serem lançados mostra que este é mesmo um jogo com os mais novos em mente.

screenshot
É preciso mesmo ter-se uma imaginação muito fértil para as ideias dos golpes especiais neste jogo.

Para além do modo arcade e o já esperado versus para 2 jogadores, temos também o practice e o training. O primeiro serve apenas para nós praticarmos o controlo das personagens e ganharmos experiência com as mecânicas de jogo. O segundo, tal como visto em jogos como o Virtua Fighter 4 ou o Super Smash Bros WiiU e a sua integração com as Amiibos, coloca-nos a lutar contra uma personagem que vai aprendendo com a nossa própria maneira de jogar e aparentemente ficar mais “inteligente”. Poderemos utilizar essa personagem treinada no modo arcade para ver como se safa ao lutar sozinha. É uma ideia interessante, mas sinceramente é algo que eu simplesmente não tenho tempo nem paciência.

De resto, e infelizmente, a jogabilidade parece-me pouco fluída, comparando claro com os grandes fighters que empresas como a Capcom ou a SNK já faziam muito bem em 1998. O aspecto visual é sem dúvidas o mais cativante para mim, fazendo-me lembrar muitas vezes o próprio Parappa the Rapper da PS1, devido às suas personagens bem coloridas e serem “pedaços de papel animados”. As arenas já são em 3D, mas não têm quase nenhuma da piada dos próprios lutadores. Ah, e existem pequenos loadings antes de cada batalha, o que não é habitual em jogos de cartucho. As músicas são mais numa de rock, desde daquele bem levezinho com guitarras acústicas, a temas um pouco mais pesados o que sinceramente até me surpreendeu pela positiva.

screnshot
Os cenários não são tão doidos como as personagens, mas não se pode ter tudo.

A Nintendo 64 não é uma consola que seja muito famosa pelos seus jogos de luta. O Super Smash Bros original, um Killer Instinct, conversões não muito famosas de jogos da série Mortal Kombat, e o que sobra deixa mesmo muito a desejar. E apesar deste Rakuga Kids não ser exímio, acaba por se tornar num jogo de destaque que provavelmente tenha saído para a consola errada. Este é também um dos raros jogos japoneses que acabou por ter um lançamento europeu mas não americano, vá-se lá saber o porquê.

Fire Emblem: The Sacred Stones (Nintendo Gameboy Advance)

Fire EmblemFoi recentemente publicado no site da PUSHSTART a minha análise ao Fire Emblem: The Sacred Stones, que apesar de já ser o oitavo jogo de uma longa saga de RPGs estratégicos, foi apenas o segundo a chegar às mãos de nós, meros mortais que têm a infelicidade de não saber ler japonês. E apesar de ser um jogo que não traz nada de muito novo à fórmula da série, acaba por ser na mesma um jogo bem sólido. O meu exemplar foi comprado na GAME do Maiashopping há uns bons anos atrás, por 5€, estando completo, mas infelizmente a caixa não está nas melhores condições.

Fire Emblem The Sacred Stones - Nintendo Gameboy Advance
Jogo completo com caixa, manual e papelada

Para ler o artigo na íntegra aqui.

PUSHSTART #50 – Fevereiro de 2015

A Revista PUSHSTART número 50 já está cá fora! Na verdade já saiu há uma semana, mas eu tenho estado a viver na Lua todo este tempo e só hoje me lembrei de a publicitar aqui. A ler no sítio do costume.

Nesta edição:

– Especial: Coleccionismo de Mega Drive; Prazer em conhecer-te , Daxter
– Eventos: Pocket Gamer Connects
– Gamers em Tempo de Crise: 5 Days a Stranger; Hidden & Dangerous Deluxe; Aether
– No caso de…: …dotHack//
– Old vs New: Alien Syndrome vs Alien Syndrome (2007)
– Opinião: Isto é mesmo um jogo?; O Horizonte da Revolução Digital
– Ponto G: Nintendo VS Brasil – Crónica de um Divórcio Anunciado
– Loading: The Talos Principle; Mechs & Mercs: Black Talons; Psychonauts; The Legend Of Zelda: Majora’s Mask 3D
– TOP: 10 aspectos que tornam Majora’s Mask especial (Parte 2)

The Simpsons: Bart vs Space Mutants (Nintendo Entertainment System)

Bart vs the Space MutantsO artigo que trarei cá hoje é mais que uma rapidinha, é mesmo um artigo “blitzkrieg”! Isto porque para além de hoje o tempo não dar para mais, já analisei a versão Master System anteriormente e este Bart vs the Space Mutants da NES é na sua essência o mesmo jogo. Este meu exemplar, do qual apenas possuo o cartucho, foi comprado algures no mês passado de Janeiro na Feira da Vandoma do Porto por 5€, creio até que foi um dos primeiros jogos que comprei neste ano de 2015.

Bart vs the Space Mutants - Nintendo Entertainment System
Apenas cartucho

Tal como referido acima, esta versão é semelhante à da Master System, embora como seria de esperar, com gráficos um pouco piores mas surpreendentemente bem coloridos, talvez dos jogos mais coloridos da NES. A música é melhor e o facto desta versão possuir a música oficial dos Simpsons é um plus, é sempre agradável ouvir aquela melodia familiar com o chiptune da NES. De resto mantém aquela jogabilidade de um sidescroller, com mecânicas de jogo não convencionais, onde temos níveis em que o objectivo é pintar uma série de objectos de roxo, outros em que temos de coleccionar chapéus, sempre tendo em conta que os ETs podem estar mascarados de humanos, sendo necessário “desmascará-los” ao equipar uns óculos especiais. Tudo isto aliado a uma dificuldade bem acima da média, e com saltos bem precisos e difíceis de executar.

screenshot
Apesar de não ser tão colorida como a versão Master System, esta versão NES não é nada má nos audiovisuais

Este é daqueles jogos com fama de serem mesmo difíceis e frustrantes para a NES, o que sinceramente é pena, pois para além de gostar dos conceitos que implementaram, tecnicamente também é um bom trabalho da Acclaim.

The Jungle Book (Sega Mega Drive)

Jungle BookMais uma rapidinha de Mega Drive, a um jogo que já analisei, pelo menos a sua incarnação de 8bit que apesar de ser um pouco diferente devido às limitações da Master System, no seu conceito acaba por ser um jogo semelhante. O Jungle Book é um dos filmes clássicos da Disney que conta a história de Mowgli, um jovem rapaz que foi abandonado na selva e criado por uma série de animais, como o urso Balu, a pantera Bagheera, entre outros bichos. Esta minha cópia do jogo foi comprada no mês passado na feira da Vandoma do Porto e custou-me 6€, estando sem manual.

The Jungle Book - Sega Mega Drive
Jogo com caixa apenas

Tal como referi acima, o jogo segue a história clássica do Livro da Selva, mas a interpretação do filme da Disney, não a obra original. A jogabilidade é a de um jogo de plataformas e excepto nos níveis em que tenhamos de enfrentar algum boss como o macaco King Louie ou o vilão Shere Khan, os restantes consistem em guiarmos Mowgli por várias diferentes localidades da Selva, desde as densas florestas, riachos ou templos em ruínas, sempre à procura de um determinado número de pedras preciosas que nos permitam depois avançar para o nível seguinte. Apesar de existirem 15 dessas pedras espalhadas em cada nível, não precisamos necessariamente de as apanhar a todas (existe uma opção que nos permite mudar esse número de joias mínimas para apanhar), mas caso encontremos as 15 podemos jogar um pequeno nível de bónus onde num curto intervalo de tempo tentamos obter a melhor pontuação possível e claro, vidas extra.

screenshot
Como seria de esperar, este jogo é bem mais colorido e detalhado que o original da Master System

Mowgli é um rapaz bem ágil, e como em vários jogos do género pode derrotar alguns inimigos simplesmente ao saltar-lhes para cima. Contudo nem sempre dá jeito, ou simplesmente resulta essa abordagem. Para isso podemos usar várias “armas”, algumas por defeito como um reservatório infinito de bananas que podem ser atiradas, já as outras podem ser encontradas como power-ups ao longo dos níveis, entre as quais bumerangues, bananas duplas ou as mais poderosas pedras (ou serão antes côcos?), que vêm sempre em números limitados. A fruta que vamos poder encontrar ao longo do jogo apenas nos dão mais pontos, já os corações restabelecem alguma da vida perdida. De resto a jogabilidade é bem intuitiva, com um botão para saltar, outro para disparar bananas/etc, e um outro para mudar de “arma”. O platforming tanto pode ser simples como bem exigente, como é o caso do nível onde acabamos por enfrentar depois o King Louie, que nos coloca a saltitar de pedrinha a pedrinha e muitas delas desaparecem segundos depois de serem pisadas.

screenshot
A maior parte dos inimigos acabam por ser macacos. Estão em todo o lado!

No que diz respeito aos audiovisuais, os jogos da Disney desenvolvidos a cargo da Virgin Interactive para a Mega Drive sempre foram obras bem competentes nesse campo. Tal como em Aladdin temos gráficos muito coloridos, quase que parece que estamos a jogar um jogo de SNES, e a música também é bastante acima da média, não só por usar como base a banda sonora do filme (e só de escrever isto já fiquei com a música principal na cabeça), mas também por tirar muito bem partido do hardware de audio da Mega Drive, muitas vezes mal-aproveitado em vários jogos o que causou uma certa fama de a Mega Drive não ter um som bom. Não é esse o caso com este Jungle Book, felizmente.

Posto isto, para quem cresceu a ver os filmes clássicos da Disney e gosta de jogos de plataformas da época das 16bit, esta é mais uma boa proposta, felizmente a Mega Drive está cheia delas. Curiosamente a versão Mega Drive saiu um ano depois da Master System e é um jogo diferente, apesar de possuir os mesmos conceitos e jogabilidade básica, pelo que mesmo que tenham a versão SMS como é o meu caso, não deixem de verificar esta.