Pokémon Emerald (Nintendo Gameboy Advance)

Pokemon EmeraldApós mais um interregno de vários dias onde não tive tempo para nada, o artigo que trago cá hoje é mais um daqueles bem curtinhos. Mas também faz sentido, pois já escrevi anteriormente sobre o Pokémon Sapphire e este Emerald, tal como o Yellow ou Crystal nas primeiras 2 gerações, é o terceiro jogo da mesma saga, onde a base é a mesma mas acrescentam algo mais, tornando-se practicamente no jogo mais “completo” de cada geração. E também tal como o Sapphire, apenas possuo o cartucho deste jogo e foi comprado na Cash Converters de Alfragide por cerca de 4€.

Pokemon Emerald - Nintendo Gameboy Advance
Apenas cartucho

Como não me vou alongar muito neste artigo, recomendo que dêem uma vista de olhos ao artigo do Pokémon Sapphire, pois as bases são idênticas. As maiores novidades na minha opinião, para além da inclusão de vários pokémons “velhos” que poderemos capturar, a história é também um pouco diferente, onde acabamos por defrontar os 2 grupos de vilões que se viam separadamente em Ruby ou Sapphire (Team Magma ou Aqua) e o Pokémon lendário Rayquaza a ter um papel mais predominante na história também. Outras áreas do jogo ou foram expandidas ou modificadas e há aqui um maior foco nas batalhas duplas, com a possibilidade de lutarmos contra 2 treinadores ao mesmo tempo (cada um com um pokémon de cada vez). Existem outras pequenas mudanças, mas creio mesmo que estas são as mais significantes. Pelo menos para mim são, que eu jogo estes Pokémon pela história e pelo prazer de os “coleccionar a todos”, não tenho grande interesse em montar uma equipa perfeita para o multiplayer.

screenshot
Aqui o destaque maior vai para Rayquaza, mas isso já se sabia logo pela imagem da capa.

Se não tiverem ainda o Ruby ou o Sapphire, eu acabo por recomendar a compra deste jogo pelas razões que já referi: são jogos que pertencem à mesma geração e este acaba por estar um pouco mais completo. Claro que se os quiserem “ter todos”, pelo menos na Gameboy Advance, então terão certamente de comprar um Ruby/Sapphire e um FireRed ou LeafGreen, para trocarem de Pokémons entre si.

Alien Syndrome (Sony Playstation Portable)

Alien SyndromeRecentemente escrevi para a PUSHSTART um artigo da rubrica Old vs New, onde habitualmente pegamos em 2 jogos da mesma série e comparamos o antigo com o mais recente. Acabei por escolher os Alien Syndrome, a versão original de arcade (e sua conversão Master System) de um lado, versus a sequela que foi lançada quase 20 anos depois, para a PSP e Wii. Como para já apenas possuo a versão PSP, vou deixar aqui este artigo a servir de referência a essa versão. Um dia que compre o Alien Syndrome para a Master System, então actualizarei este post para incluir também esse artigo.

Alien Syndrome - Sony Playstation Portable
Jogo com caixa e manual. Versão americana.

 

E o meu exemplar do jogo foi comprado na banca da 1UP no Lisboa Games Week de 2014. Foi o único jogo que trouxe desse evento, e no meio de tanta confusão de pessoal a querer comprar jogos, deixou-me bastante surpreendido como é que ninguém quis comprar este jogo que lá estava a quase 2€. Mais um exemplo onde se nota a indiferença que a Sega tem hoje em dia no jogador comum… De qualquer das formas eu fiquei bem contente que o tenham deixado de lado, pois aproveitei-o logo. Apesar de ser a versão americana, a PSP é region-free, portanto está tudo bem! Sem mais demoras poderão ler o artigo na íntegra aqui.

Nova rubrica Youtube: Blast from the Past – Primeiro episódio: Blake Stone: Aliens of Gold

Ainda está bem quentinho, acabado de sair do forno, uma nova rubrica que comecei a fazer no youtube. Blast From the Past (working title) é uma rubrica onde faço uma breve overview a um FPS da velha guarda (pré-Doom), o Blake Stone Aliens of Gold, publicado pela Apogee. O seu único defeito? Ser um FPS baseado no motor gráfico do Wolfenstein 3D e ter saído pouco tempo antes do Doom, que obliterou justamente toda a concorrência. Aqui fica:

Também poderão ler as minhas impressões sobre o jogo e a sua sequela Planet Strike no artigo to The Apogee Throwback Pack.

Super Mario All-Stars (Super Nintendo)

Super Mario All StarsO artigo de hoje, apesar de ser sobre uma compilação de luxo, será mais uma rapidinha. Isto porque Super Mario All-Stars é uma colectânea dos principais jogos de plataforma do canalizador bigodudo lançados originalmente na NES, mas agora com uma roupagem mais 8bit. O jogo que darei maior destaque será ao Super Mario Bros The Lost Levels, o verdadeiro Super Mario 2 que está aqui também incluído e foi a primeira vez que o pudemos jogar de uma forma legítima no nosso mercado. Este cartucho foi comprado a um particular por 5€, a quem eu bem agradeço.

Super Mario All Stars - Super Nintendo
Apenas cartucho

O Super Mario Bros original, bem como o terceiro, já tinham sido aqui analisados anteriormente. O Super Mario 2, versão ocidental que é nada mais nada menos que um sprite hack de um outro jogo japonês em que o próprio Myiamoto esteve também envolvido (Doki Doki Panic), será também um jogo que farei questão em analisar mais a fundo assim que o tiver comprado para a NES. No entanto fiz uma breve análise ao remake na Gameboy Advance que pode também ser lido aqui. Ora todos estes jogos são muito parecidos aos originais de NES, no entanto com gráficos melhorados e isso nota-se especialmente nos primeiros 2 jogos, onde Mario e Luigi já não são apenas palette swaps de si mesmos, e todas as cores foram expandidas, com os backgrounds a terem agora muito mais detalhe. Foram feitas também algumas pequenas mudanças no design dos jogos em si, mas nada de muito peculiar. Continuam a ser os Marios que sempre conhecemos e isso é bom! Uma mudança definitivamente para melhor é a capacidade de se fazer save nos jogos, para além da nova roupagem audiovisual. De resto, foram corrigidos também alguns bugs como o Minus World do Mario original.

screenshot
“The Lost Levels? O que é isso?” deve ter sido a reacção de muitos miúdos nos anos 90 quando experimentaram este jogo pela primeira vez.

Mas vamos lá então para o Mario The Lost Levels. Lançado originalmente em 1986 (esse grande ano…) para o mercado Japonês, acaba por ser uma espécie de expansion pack, ou DLC robusto do que uma verdadeira sequela, sendo certamente esse um dos motivos que levou ao jogo não ter sido lançado originalmente no mercado americano. Mas ainda assim, com a popularidade que o original alcançou no mundo todo, a Nintendo deveria ter ido em frente de qualquer das formas, logo que nos fizesse também chegar uma versão ocidental do Doki Doki Panic. Isto porque este jogo utiliza o mesmo “motor gráfico” e os mesmos assets do Super Mario Bros original, o mesmo estilo de níveis, mesmos inimigos e por aí fora. A grande diferença está no maior desafio. Apesar de ainda estar longe da frustração de alguns platformers modernos como Super Meat Boy, a dificuldade deste jogo já era acima da média, comparando com os restantes jogos da série. A exigir saltos bastante precisos, muitas vezes precisando de algum inimigo voador presente no sítio certo à hora certa, obstáculos colocados estrategicamente, ou mesmo o novo cogumelo mágico que em vez de tornar Mario maior, faz precisamente o contrário, causa-lhe dano. Existem níveis onde levamos com grandes rajadas de vento que também dificultam um pouco a nossa vida, e no geral, para além dos 8 mundos normais, temos uma segunda quest, que nos leva até ao décimo-terceiro mundo, onde mais uma vez temos Bowser para derrotar. E lembram-se das warp zones do original que nos permitiam saltar alguns mundos? Aqui também existem, mas algumas delas transportam-nos para trás.

screenshot
The Lost Levels tem um level design mais desafiante, tendo sido essa uma das razões pela qual o jogo não tinha saído originalmente cá.

Mas voltando ao intuito da compilação All-Stars, esta é sem dúvida uma compilação de luxo, que reune 0s 4 Super Mario principais da NES, em que para mim o destaque vai mesmo todo para o The Lost Levels, que só depois de ter internet é que me apercebi que é o autêntico Super Mario Bros 2 que se tinha ficado apenas pelo Japão. E jogar esses clássicos com visuais melhorados é um grande plus, embora a Super Nintendo seja capaz de melhor. Ainda assim, sinceramente prefiro continuar a jogar os originais por uma razão muito simples: a música. Apesar de a SNES possuir um chip de som bastante poderoso, desenvolvido pela Sony, eu sinceramente acabo por preferir o belo do chiptune 8bit da NES.

screenshot
Todos os jogos clássicos da NES têm aqui um aspecto melhorado.

Ainda assim, não deixa de ser uma excelente compilação, acabando por se tornar numa alternativa bastante válida para quem não quiser ir atrás dos originais de NES, pois estão aqui reunidos num único cartucho. E esta compilação foi ainda relançada mais tarde em território Ocidental, com o Super Mario World também incluído, essa aí acaba por ser ainda mais bombástica.

Art of Fighting Anthology (Sony Playstation 2)

Art of Fighting Anthology - PS2O artigo que trago cá hoje não é uma rapidinha, mas sim uma colectânea de 3 rapidinhas. Art of Fighting Anthology é uma compilação dos 3 jogos da conhecida série da SNK Art of Fighting que na altura se tinha destacado pelos seus visuais extremamente bem detalhados, com um sprite zooming bem interessante e por algumas mecânicas de jogo algo diferentes. Esta compilação custou-me 2€ e foi comprada recentemente numa loja online, a Game Kiosk que desde já aconselho cautela se comprarem algo de lá, pois apesar de ter tido alguns solavancos quando fiz a minha encomenda e no fim tudo chegou direitinho, outras pessoas estão ainda hoje à espera de jogos, ou da devolução do dinheiro.

Art of Fighting Anthology - Sony Playstation 2
Jogo com caixa e manual

Não entrando em detalhes sobre a história da série, a mesma começa ainda no final da década de 70, antecedendo-se inclusivamente ao primeiro torneio dos “King of Fighters” no primeiro Fatal Fury. Claro que depois nos lançamentos dos vários KoFs toda a timeline se divide por zero, com Ryo, Garcia e companhia a aparentarem ter a mesma idade, apesar de esses jogos decorrerem décadas depois. Até um jovem Geese Howard, um dos vilões mais conhecidos da SNK e do Fatal Fury acaba por dar aqui uma perninha num destes 3 jogos… Mas essencialmente a aventura começa com Yuri, a irmã de Ryo ser raptada por um manda-chuva qualquer do crime organizado e Ryo, em conjunto com o seu amigo Robert partem à aventura por Southtown e desancar uma série de bandidos até a reaverem. Nos 2 jogos seguintes não esperem por uma história muito melhor, e sinceramente como digo sempre nem é algo que interesse muito.

gfs_58099_1_6
A série Art of Fighting tem um foco maior na história, e isso vê-se nas cutscenes entre os combates

No entanto, pelo menos no primeiro Art of Fighting, a história acaba por ter um papel muito preponderante. Isto porque no modo “história” apenas podemos escolher uma das duas personagens principais, ou Ryo, ou Robert e entre cada combate vamos tendo uma pequena cutscene que nos vai contando os novos desenvolvimentos. O resto do elenco está disponível para ser jogado apenas no modo versus para dois jogadores, excepto os bosses que pelo menos de início estão bloqueados. As mecânicas de jogo são relativamente simples com o jogo a utilizar quatro botões faciais, um para murros, outro pontapés, outro para throws e um outro para o taunt, que diminui a barrinha do special do nosso adversário. Essa barrinha é a que nos permite desencadear qualquer golpe especial e se estivermos com a vida muito baixa podemos disparar os chamados “desperation moves“. De resto, e tal como o Street Fighter II, vamos tendo alguns mini-jogos ocasionais, como partir uma série de barras de gelo, ou gargalos de garrafas de cerveja. Mas ao contrário do Street Fighter onde apenas nos dá mais pontuação, estes minijogos servem também para desbloquear alguns specials, o que é um pouco estranho e quase RPG.

screenshot
No AoF1 os mini jogos servem para desbloquearmos novas habilidades

Mas o que salta logo à vista neste primeiro Art of Fighting são mesmo os seus visuais espectaculares. As sprites são gigantes e incrivelmente bem detalhadas e o mesmo pode ser dito dos backgrounds que por sua vez são bastante variados. Depois o jogo usa e abusa do efeito de sprite scaling, com o jogo a fazer zoom out cada vez que os lutadores se afastam e vice-versa. Claro que isto nos ports lançados para a SNES, Mega Drive ou PC-Engine acabou por perder bastante, mas esta versão PS2 é emulada directamente da original, e acaba por ser uma conversão bastante fiel, herdando também alguns dos seus defeitos, que um jogador mais casual como eu não repara.

screenshot
No AoF2 o elenco de lutadores disponíveis no modo singleplayer acaba por ser bem maior

O segundo e terceiro jogo são maiores e melhores, com mais lutadores à escolha (e deixando-nos também jogar o modo single player com qualquer um, não limitando a nossa escolha a 2 ou 3 personagens), mecânicas de jogo mais refinadas, inclusivamente uma dificuldade absurda no Art of Fighting 2, e gráficos uma vez mais excelentes para a época. A Neo Geo era realmente um colosso, e isso pode ser visto especialmente no Art of Fighting 3, que contém backgrounds muitíssimo detalhados e bem coloridos, e as próprias sprites dos lutadores são bem animadas, para além do detalhe habitual. O único downside é o facto de os lutadores deixarem de ter marcas na cara durante os combates, como as feridas, inchaços e pisaduras que podiam ser visíveis nos dois primeiros jogos da saga. Pelo que li por aí, o Art of Fighting 3 é o que tem uma jogabilidade mais diferente dos restantes jogos, herdando até algumas mecânicas de outros jogos de luta 3D como o Virtua Fighter. Mas claro que isso me passou um pouco ao lado, com o pequeno fio de baba a escorrer pelo queixo enquanto olhava para os gráficos bonitos.

screenshot
O AoF3 é um jogo bem mais colorido e com os backgrounds ainda com mais detalhe

De resto, e para além de ser possível alterar as cores das fatiotas de todos os lutadores, bem como oferecer bandas sonoras diferentes para cada jogo, esta compilação de PS2 não traz nada de muito novo. As bandas sonoras eram bastante variadas, com temas mais rock especialmente no primeiro jogo e outros mais jazz no terceiro, mas se não gostássemos das músicas originais da arcade, poderíamos optar por uma banda sonora mais moderna e com recurso a instrumentos reais. A edição japonesa desta compilação tinha ainda uma vertente online para multiplayer que seria engraçado de se ter aqui no ocidente também, embora eu não lhe fosse dar uso, muito sinceramente.

No fim de contas, e apesar de me parecerem jogos que se calhar envelheceram mal no que diz respeito aos seus controlos, bem como nunca terem tido a fama que Street Fighters da vida tiveram, esta série Art of Fighting tem o seu valor, quanto mais não seja por implementarem algumas mecânicas que perduram até aos dias de hoje, como os já referidos Desperation Attacks. É uma das compilações da SNK que eu faria questão de ter, tenho agora de andar à cata das compilações de Samurai Shodown, Metal Slug e Fatal Fury, pois apesar de algumas serem más conversões (Metal Slug Anthology), acabam por ser as maneiras mais cómodas (e legítimas) de termos uma experiência Neo-Geo em casa sem abrir muito os cordões à carteira.