Aerial Assault (Sega Game Gear)

Continuando pelas rapidinhas nas consolas 8bit da Sega, mas agora na sua portátil Game Gear, o jogo que vos trago agora é a adaptação para a portátil do Aerial Assault, um competente shmup da Master System. Como o hardware entre ambas as plataformas é muito similar, geralmente os jogos que saem para ambas as plataformas possuem muito poucas diferenças, o que não é o caso deste Aerial Assault cuja versão Game Gear já possui algumas diferenças consideráveis. O meu exemplar foi comprado algures em Novembro a um particular no OLX, tendo-me custado 10€.

Jogo com caixa e manuais

A nível de mecânicas de jogo esta é uma versão mais simplificada pois não temos armas secundárias. Mas vamos no entanto poder apanhar alguns power ups na mesma, desde upgrades às nossas armas, que podem passar a disparar projécteis algo teleguiados, mísseis, raios laser capazes de perfurar mais que um inimigo, ou projécteis que dispersam em várias direcções. Outros upgrades podem melhorar a agilidade do avião bem como conferir-lhe escudos frontais capazes de absorver alguns impactos. Se perdermos uma vida, naturalmente que o avião perde todos os upgrades apanhados até então.

A história é idêntica à versão Master System, onde uma organização terrorista (os NAC) conseguiram montar um verdadeiro exército e tomaram o mundo de assalto, com o herói a comandar um avião de combate e sozinho defrontar toda essa ameaça. Não me recordo se a versão Master System teria suporte a 2 jogadores, creio que não, mas esta versão Game Gear suporta multiplayer cooperativo com 2 jogadores ligados entre si.

O primeiro nível é completamente novo, não existe na Master System

A nível audiovisual, tal como a versão Master System, as músicas não são nada de especial, mas também não são propriamente irritantes. A nível gráfico acho que o jogo deu um passo atrás, pois as sprites estão um pouco mais infantilizadas e os cenários não são tão bem detalhados quanto a versão Master System, pois esta possuia alguns efeitos de paralaxe e aquela cena ao por do sol, transitando para uma poderosa tempestade, apesar de estar também aqui presente, não ficou tão bem conseguida. Os cenários seguem a mesma lógica, com o primeiro nível a ser inteiramente novo, sobrevoando uma cidade. O resto sobrevoamos oceanos, cavernas, uma grande base e por fim combatemos no espaço. A versão Master System possui sprites mais realistas, incluindo os bosses, e os inimigos são bem mais velozes e agressivos do que nesta versão.

O design das sprites infelizmente é muito inferior nesta versão, incluindo os bosses.

Portanto continuo a preferir a versão Master System deste Aerial Assault, pelo maior desafio, melhores mecânicas de jogo e melhores gráficos. No entanto não deixa de ser de louvar a iniciativa da Sega em querer tornar ambos os jogos diferentes entre si, quando os sistemas acabam por ser muito, muito semelhantes.

Wimbledon (Sega Master System)

Mais uma rapidinha para a Master System, se bem que desta vez este artigo será meramente indicativo. Isto porque o primeiro Wimbledon para a Master System faz parte da compilação Gamebox: Série Esportes, lançada originalmente pela a Tectoy no mercado Brasileiro mas que também chegou cá a Portugal através dos portuguese Purples. Já na altura tinha feito uma análise ao Wimbledon por aí, pelo que recomendo que espreitem esse artigo.

Jogo com caixa e manual

O meu exemplar standalone deste jogo foi comprado numa loja alemã, por alturas de descontos de Black Friday. Ficou-me por 4€ mais portes, que se diluiram bem com os restantes jogos que acabei por comprar lá.

Slam ‘n Jam ’96 (Sega Saturn)

Continuando pelas rapidinhas a jogos desportivos, vamos ficar agora com este Slam ‘n Jam 96, que foi lançado nesse ano para a Saturn e Playstation. Desenvolvido pela Left Field, a mesma empresa que chegou a estar associada à Nintendo durante alguns anos, tendo desenvolvido os NBA Courtside e Excitebike 64, este é um jogo de basquetebol 2D que me faz lembrar de certa forma a série NBA Jam. O meu exemplar foi comprado num pequeno bundle de outros jogos Saturn e Mega Drive que comprei algures em Outubro numa feira de velharias. Ficou-me por 2.5€ portanto!

Jogo com caixa e manuais

Apesar de Magic Johnson e Kareem Abdul-Jabbar serem estrelas da NBA que foram patrocinadas pelo jogo, este não tem licença sobre as equipas NBA, pelo que os jogadores restantes possuem todos nomes fictícios. Com isso em mente, podemos optar por jogar partidas individuais, um campeonato (desde uma temporada completa com 82 jogos, ou outras mais curtas) ou saltar directo para os playoffs típicos do final da temporada.

No que diz respeito aos modos de jogo não há muito mais a acrescentar, até porque o modo temporada pode ser bastante extenso

O jogo é apresentado numa perspectiva frontal para os cestos, com as personagens, público todos completamente em 2D. Sinceramente até prefiro assim, pois esta geração sempre deixou algo a desejar no 3D, mas jogos com um 2D bem feito envelheceram muito melhor. E é o que me parece ser neste jogo! Confesso que não sou o maior conhecedor de jogos de basquetebol, mas a jogabilidade aqui parece-me bastante simples e divertida, oferecendo no entanto algumas possibilidades adicionais, como activar a fatiga, faltas (ao contrário de NBA Jam, onde vale tudo) e substituir jogadores com base nas suas estatísticas. Mas tal como o NBA Jam, o jogo possui um ritmo muito elevado, com a possibilidade também de tentarmos encestar as bolas de forma estilosa (embora não tão exageradamente como no NBA Jam). Há também a possibilidade de optar pelo multiplayer para várias pessoas com recurso ao multitap, o que me parece ser uma boa ideia.

Visualmente é um jogo com um 2D muito competente e um bom sprite scaling

A nível audiovisual o jogo apenas possui músicas nos menus e afins, embora estas até sejam agradáveis. Durante as partidas só temos os ruídos do jogo, o barulho emotivo do público e os comentadores desportivos que vão soltando algumas larachas. Graficamente acho que é um jogo bastante apelativo, pois todas as sprites estão desenhadas no 2D muito bem detalhado e animado, portanto acho que acabou por envelhecer muito melhor que outros jogos desportivos da época. A única coisa em 3D são os contornos da arena desportiva que também são simples, portanto também não envelheceram lá muito mal.

Portanto este Slam ‘n Jam até que se revelou numa óptima surpresa, dos poucos jogos de basquetebol que joguei na Saturn este parece-me ser o mais divertido e de longe o mais apelativo visualmente pelo seus visuais em 2D muito bem detalhados. Antes deste havia o Slam ‘n Jam 95, lançado para a 3DO apenas e pelo menos a nível visual parece-me muito similar. Já depois deste jogo a Left Field entrou numa parceria com a Nintendo onde, no meio de outros jogos, começou a série NBA Courtside, que já possui uma toada mais realista.

INXS: Make My Video (Sega Mega CD)

Continuando pelas rapidinhas, mas agora na Mega CD, hoje trago-vos cá mais um jogo estranho da sua biblioteca. A série Make My Video era uma série baseada em vários artistas musicais onde o objectivo era criarmos alguns videoclips criativos para as suas músicas. Existem 4 títulos desta série, se bem que aqui na Europa apenas tenhamos recebido 3. O que cá trago hoje é sobre os INXS uma popular banda rock dos anos 90. O meu exemplar foi comprado na loja Mr. Zombie algures no final de Outubro/inícios de Novembro, numa altura em que eles fizeram descontos sobre todo o material Sega que tinham no site. Ficou-me então por cerca de 8€.

Jogo com caixa e manuais

E então em que consiste este “jogo”? Assim que ligamos a consola vemos duas raparigas entretidas a jogar bilhar, até que são abordadas por 2 anormais que as estão a comer com os olhos e que nos desafiam a criar o melhor videoclip de sempre dos INXS. Se não os quisermos aturar podemos carregar no Start, que nos leva a ser abordados por outras personagens como 2 motards femininas, um nerd e um “cool guy” que não quer saber das raparigas para nada, logo tem todo o seu interesse. Independentemente das personagens que quisermos desafiar, temos sempre a opção de editar o videoclip de 3 músicas, todas do mesmo álbum, lançado no mesmo ano que este jogo: Heaven Sent, Not Enough Time e Baby Don’t Cry. Mediante as personagens que vamos desafiar, antes de começar a editar o vídeo eles vão-nos dar algumas dicas sobre o que gostariam de ver no vídeo. Uns querem cenas azuis, outros personagens intelectuais, outros gostariam de ver répteis, entre outras sugestões.

No ecrã inicial, com o start, podemos alternar de desafios

Uma vez aceite um desafio, lá somos lançados para o ecrã de edição de vídeo. O clip da música começa a tocar no centro do ecrã e em baixo vemos 3 video feeds diferentes, cada um mapeado para um botão facial da Mega Drive. No canto superior esquerdo, com o D-Pad podemos seleccionar e activar uma série de efeitos especiais, desde espelhar imagens, pixelizá-las (sim, ainda mais), brincar com escalas de cores, activar as letras da música como legendas, entre outros. E portanto, usando o D-Pad para seleccionar efeitos e os botões faciais para activar os diferentes feeds de vídeo (que para além do videoclip consistem em imagens aleatórias de filmes vintage ou clipes parvos de animação) lá teremos de montar um vídeo de acordo com os requisitos de cada personagem. Se formos bem sucedidos, no final eles vão dizer que adoraram o nosso vídeo e somos presenteados com uma cena cómica, caso contrário, também somos presenteados com outra cena cómica e convidados a tentar novamente. Se quiserem editar os videoclips livremente, sem qualquer restrição imposta pelo jogo, existe também um modo de jogo que nos deixa fazê-lo.

Editar os vídeos de acordo com as expectativas não é nada fácil pois temos de estar muito atentos às imagens que vão surgindo em cada feed

A nível audiovisual… bom os clips de video são mostrados numa janela muito pequena, altamente pixelizados e com baixa qualidade de cor, algo que infelizmente é normal nos jogos de Mega CD. O acting não é lá grande coisa como devem de calcular e no fim de contas este é um “jogo” que recomendo apenas para coleccionadores, fãs de INXS, ou caso o encontrem bem barato, quanto mais não seja para servir de exemplo de algo que envelheceu muito mal.

Champions World Class Soccer (Sega Mega Drive)

Continuando pelas rapidinhas, mas agora na Mega Drive, hoje trago-vos por cá mais um videojogo de futebol. Desenvolvido pela Flying Edge, uma subdivisão da Acclaim, este jogo foi lançado em 1994, sendo que na Europa foram saindo versões com capas, manuais e label do cartucho completamente distintas entre si. A mais popular de se encontrar por cá é a que está na imagem acima do jogo, mas no Reino Unido a Acclaim conseguiu os direitos sobre o nome e imagem de Ryan Giggs, jogador muito popular na altura. Já a versão francesa tem toda a equipa do PSG como destaque, mas a nível de conteúdo parecem-me todas as versões idênticas. A versão que trago hoje é precisamente a do Reino Unido, que foi comprada algures em Novembro na loja Games n Stuff, tendo custado uns 6€, salvo erro. Se um dia vier a arranjar mais alguma das versões irei meramente actualizar este post.

Jogo com caixa e manual, versão patrocinada pelo Ryan Giggs

A nível de modos de jogo não temos lá muitas opções, ou jogamos uma partida amigável, seja sozinhos ou contra o CPU, ou entramos num torneio de selecções nacionais semelhante aos Mundiais, com uma fase de grupos e depois uma série de eliminatórias até à final. Na fase de grupos, ainda apanhamos o sistema de receber apenas 2 pontos em caso de vitória.

Apenas temos selecções nacionais para escolher, incluindo a portuguesa

As mecânicas de jogo são relativamente simples, com os botões a servir de passe, remate ou tackle e troca de jogador, no caso de estarmos na posse de bola ou não. A nível de customizações, podemos optar por definir a duração das partidas, activar ou desactivar faltas, foras de jogo e o controlo dos guarda-redes, que pode ser automático, semi automático (o guarda redes apenas defende automaticamente) ou completamente manual, o que sinceramente não recomendo. Antes de cada partida podemos apenas alterar a formação táctica da equipa e pouco mais. E se por um lado as mecânicas de jogo são relativamente simples na teoria, infelizmente no campo a sua implementação não foi de todo a melhor, a começar precisamente na lentidão que os jogadores se arrastam pelo campo.

Entre cada partida e nos intervalos temos direito a uma intervenção do comentador desportivo

A nível audiovisual, bom, o jogo até tem alguns detalhes interessantes, como o ecrã do apresentador televisivo que vai dando os seus comentários entre cada partida. Não é algo completamente original, pois existem vários videojogos da EA Sports com a mesma abordagem, mas não deixa de ser interessante. O campo de futebol até que é colorido e com algum detalhe, com o público bem visível e as publicidades habituais ao pé das linhas. Mas na parte do som o jogo deixa muito a desejar. As músicas apenas existem no ecrã título e menu inicial, durante o resto do jogo apenas ouvimos os ruídos do público e outros sons aleatórios, que sinceramente não são nada apelativos. Até as celebrações dos golos são tão fatelas…

A perspectiva do jogo é horizontal, com um radar no canto superior direito que indica a posição de cada jogador

Portanto sinceramente este Champions World Class Soccer é um jogo de futebol muito mediano. Existe uma grande variedade de jogos de futebol na Mega Drive, muitos deles melhores que este, pelo que não há grande razão para escolherem este jogo quando quiserem jogar uma partida rápida de futebol à moda dos 16bit.