Mario Tennis (Nintendo 64)

Depois da Camelot (ainda não tinham este nome) ter-se desvinculado da Sega após terminarem o Shining Force III, decidiram mudar completamente as agulhas para a Nintendo e os primeiros títulos que produziram foram 2 novas sub-séries do universo Mario, Mario Tennis e Mario Golf, com títulos tanto para a Gameboy Color como Nintendo 64. Pelo que me apercebi, os títulos da GBC até que possuíam algumas mecânicas RPG, mas pelo menos este Mario Tennis é um jogo bem mais directo. O meu exemplar, sinceramente já não me recordo ao certo onde foi comprado e por quanto, creio que veio de um negócio num grupo de facebook e o preço não terá sido certamente mais que 20€.

Jogo com caixa e manuais

Dispomos de vários modos de jogo, tanto para um jogador apenas como multiplayer até 4 pessoas em partidas de 2 contra 2. Mas para quem joga sozinho, o modo de jogo principal é o modo Torneio, onde teremos diversas competições pela frente, com o nível de dificuldade gradualmente em crescendo. Também teremos outros modos de jogo secundários, como os Piranha Challenge, Ring Shot e Bowser Stage. O primeiro consiste numa partida de tennis, onde para além de defrontarmos o nosso oponente, temos também 3 Piranha Plants a cuspir bolas de ténis para nós e o objectivo é conseguirmos devolver mais bolas para o campo adversário do que o nosso oponente, o que é muito difícil. O Ring Shot são partidas de Tennis onde teremos de fazer a bola passar por anéis que vão surgindo no campo, geralmente temos uma quota de anéis para atravessar dentro de um tempo limite, ou até a partida terminar. Por fim, o Bowser Stage até é um modo de jogo que pode ser jogado em multiplayer e sinceramente é dos mais divertidos que aqui estão, pois é o que tem mais parecenças com Mario Kart. Isto porque a arena move-se e podemos apanhar alguns power ups como cascas de banana ou armaduras de tartaruga para atirar aos adversários, deixando-os atordoados por breves momentos, mas geralmente o suficiente para conseguirmos pontuar.

As partidas são geralmente curtas, com poucos sets e poucas rondas por set.

Os controlos são simples embora exijam alguma práctica para serem dominados. Tudo se resume aos botões A e B, onde ao pressioná-los em diferentes combinações poderemos despoletar diferentes tipos de raquetadas, cujos termos não sei mesmo traduzir para português. Pressionar o mesmo botão 2 vezes faz com que demos uma raquetada mais forte, pressionar o botão A+B em simultâneo deixa-nos carregar um Power Smash, um tiro geralmente muito rápido e poderoso, que bem direccionado pode dar-nos um ponto. A selecção de personagens é bastante diversa dentro do universo Mario (creio ser o primeiro jogo onde Waluigi aparece), sendo que estas vão tendo características distintas entre si. Por exemplo, Mario e Luigi são personagens óptimas para iniciantes pois possuem boas skills em todas as áreas. Outras como Bowser ou Wario não são tão ágeis mas são muito fortes, já o Yoshi ou Baby Mario são bastante rápidos mas fracas. Personagens como Waluigi ou Peach são bastante precisas nas suas jogadas e por aí fora.

Vamos poder desbloquear vários estádios e personagens secretas

À medida que vamos vencendo torneios e outras competições, vamos desbloqueando novos estádios e personagens secretas, como é o caso de Donkey Kong Jr e o Shyguy. De resto convém também referir que este é um dos jogos com suporte ao Transfer Pack, que foi popularizado com o Pokémon Stadium. Podemos então ligar o Mario Tennis da Gameboy Color e transferir as personagens exclusivas desse jogo aqui também. Para além disso, o tempo que jogarmos com as mesmas na Nintendo 64 pode ser também traduzido para pontos de experiência na versão para a Gameboy Color. Interessante, pois não sabia que o Transfer Pack tinha sido usado para além dos jogos Pokémon.

Temos também alguns mini jogos para desfrutar para além dos torneios

A nível gráfico, como devem calcular este é um jogo bastante colorido, ou não fosse este um jogo do Mario. As personagens estão bem detalhadas, mas os detalhes das arenas, como é o caso do público, são texturas de baixíssima resolução, o que é pena, mas nada que já não esteja habituado em jogos de Nintendo 64 devido às limitações de armazenamento de dados nos seus cartuchos. As músicas no entanto são bastante agradáveis, como seria de esperar.

E pronto, cá temos a primeira iteração de um Mario Tennis numa consola doméstica. É engraçado pois o primeiríssimo Tennis da NES já tinha uma personagem muito parecida com o Mario a arbitrar as partidas (curiosamente neste jogo também), pelo que sempre me pareceu uma questão de tempo até a Nintendo se lembrar de fazer um jogo mais a sério com as personagens do Mushroom Kingdom. Fico no entanto bastante curioso com a versão Gameboy Color devido às mecânicas mais RPG. A ver se me aparece um dia destes!

The Great Circus Mystery Starring Mickey and Minnie (Super Nintendo)

Este jogo é essencialmente o Disney’s Magical Quest 2, uma série de 3 platformers da Disney desenvolvidos originalmente pela Capcom para a Super Nintendo, tendo sido relançados posteriormente na Gameboy Advance com algumas novidades. Por acaso ainda não calhou de apanhar o primeiro jogo da série, pelo que vamos abordar logo o segundo. O meu exemplar foi comprado numa feira de velharias em conjunto com uma SNES por 10€. Sim, um daqueles negócios à antiga!

Apenas cartucho

A história é muito simples, com Mickey e Minnie a dirigirem-se para um circo, só para descobrirem que está completamente vazio e os amigos Pluto e Donald não estão em lado nenhum. Iremos então primeiro procurar por ambos, para depois ficarmos a saber que o Bafo de Onça está novamente por detrás das coisas.

Os fatos que vamos desbloqueando dão-nos diferentes habilidades que teremos de usar ao longo dos níveis

Ora este é um jogo de plataformas que pode ser jogado cooperativamente com 2 jogadores, um controla o Mickey, o outro a Minnie. Tal como o seu predecessor, tanto Mickey como Minnie possuem algumas habilidades básicas, como a de saltar e agarrar/atirar objectos, ambas maneiras para atacar os inimigos que nos vão surgindo. Mas à medida que vamos avançando no jogo, vamos também desbloqueando novos fatos que nos dão outras habilidades. O primeiro fato que desbloqueamos é o do aspirador, onde Mickey consegue aspirar e derrotar alguns inimigos. Isto é útil para apagar as chamas de inimigos na forma de velas de cera, servindo depois de plataformas para alcançar outros locais. Em seguida desbloqueamos o fato de explorador onde temos um gancho e podemos escalar paredes bem como balancear com o gancho em certos locais. O último fato que desbloqueamos é um fato de cowboy, com direito a uma pistola que dispara rolhas de cortiça e um cavalo de madeira que nos deixa saltar mais alto. Os níveis onde desbloqueamos cada fato foram desenhados para retirar partido das habilidades oferecidas pelos mesmos, mas assim que tivermos desbloqueado todos os fatos, teremos mesmo de ir alternando entre eles, pois precisaremos de todas as suas habilidades.

Geralmente temos mais que um boss por defrontar em cada nível

De resto este é um jogo de plataformas bastante sólido e bem construido. Como habitual podemos encontrar diferentes itens e powerups, como corações que nos regeneram a vida (ou até a extendem!), vidas extra ou moedas. Estas servem mesmo de unidade monetária do jogo, pois ao longo do mesmo poderemos encontrar umas lojas geridas pela Clarabela onde poderemos comprar alguns destes itens, a troco das moedas que tenhamos coleccionado.

No que diz respeito aos audiovisuais, este é um jogo muito bem colorido e detalhado, como poderiam estar à espera. Os níveis vão sendo algo variados entre si, atravessando não só o tal circo, bem como florestas, casas assombradas, cavernas (com dinossauros!) e castelos. Também possui aqueles efeitos gráficos bonitos, típicos de jogos da SNES, com algumas rotações de sprites e transparências. As músicas são agradáveis, mas muito orquestrais. A Super Nintendo tinha mesmo um excelente chip de som, mas prefiro a sonoridade mais chiptune, típica de videojogos retro.

Vamos vendo pequenas cutscenes que nos informam da história entre cada nível

Portanto este é um bom jogo de plataformas, pecando apenas por ser demasiado curto, a meu ver. Para além da conversão lançada, anos mais tarde, para a Gameboy Advance, este jogo saiu também para a Mega Drive, embora por algum motivo nunca tenha chegado a solo Europeu, o que sinceramente não se entende visto a Mega Drive ter tido tanto sucesso por cá.

Spirou (Nintendo Gameboy)

Continuando pelas rapidinhas, o jogo que cá trago hoje é mais um daqueles platformers típicos sobre personagens de banda desenhada europeia, uma vez mais desenvolvidos pela Infogrames, desta vez sobre as aventuras dos intrépidos Spirou e Fantasio, uma das minhas banda desenhadas preferidas! Por acaso já cá trouxe há uns anos atrás a sua versão para a Super Nintendo, e esta para a Gameboy é essencialmente o mesmo jogo, mas mais modesto. O meu exemplar foi comprado numa feira de velharias no passado mês de Janeiro por 5€.

Apenas cartucho

Portanto a história é a mesma: o Conde de Champignac está em Nova Iorque para apresentar ao mundo a sua mais recente invenção, quando este é raptado pela andróide Cyanide, que planeia dominar o mundo com um exército de máquinas. Cabe-nos a nós portanto salvar o velhote e derrotar a vilã. Inicialmente estamos completamente indefesos, sendo que se saltarmos em cima dos inimigos como estamos habituados em muitos outros jogos de plataformas, apenas iremos sofrer dano. Existem algumas excepções no entanto, por vezes temos alguns inimigos que teremos de usar como plataforma para alcançar locais que de outra forma seriam inacessíveis. Mais lá para a frente o Fantasio entrega-nos uma arma, mas iremos descobrir que alguns inimigos são invencíveis de todo, pelo que teremos de os continuar a evitar. Alguns dos níveis também possuem platforming muito desafiante, exigindo alguns saltos perfeitos ou até saltos de fé para o desconhecido. Tendo em conta que se cairmos de elevadas alturas também sofremos dano, não é uma tarefa muito agradável.

O jogo até que tem algumas animações engraçadas

Portanto este Spirou é um jogo bastante desafiante pois obriga-nos a descobrir da pior forma quais os inimigos que podemos ou não destruir e quais os saltos são ou não seguros de fazer. Se explorarmos bem os níveis (não temos tempo limite) poderemos encontrar itens que nos regeneram a barra de vida ou mesmo vidas extra, algo que recomendo mesmo pois como já referi o jogo é difícil. Até temos um sistema simples de passwords para retomar o nosso progresso no jogo, mas estas apenas nos são dadas após completarmos uma série de níveis. Nem aí facilitam!

Ocasionalmente temos algumas cutscenes que nos vão actualizando na história

A nível gráfico é um jogo interessante tendo em conta as limitações da Gameboy. Os níveis são detalhados dentro dos possíveis e bastante variados, onde iremos atravessar áreas residenciais de Nova Iorque, um fábrica de brinquedos com Spirou reduzido a 10cm, montanhas ou cavernas repletas de ruínas e armadilhas. Até um nível onde conduzimos uma espécie de avião com mecânicas de shmups! Já no que diz respeito às músicas no entanto, estas são muito, muito boas. Facilmente o melhor ponto do jogo! É curioso que não tinha gostado muito das músicas da versão Super Nintendo, mas não é a primeira vez que uma versão 8bit de um jogo da Infogrames possui músicas bem melhores que os originais de 16bit.

Battlefield 3 Premium (PC)

Este é um artigo que poderia (e deveria) ter sido escrito algures em 2012 ou 2013, altura em que jogava este Battlefield 3 muito frequentemente. No entanto, até muito recentemente apenas possuía uma versão unicamente digital, que me tinha sido oferecida como prémio ao ter participado num concurso de um fórum que frequentava nessa altura. Como gostei tanto do jogo, sempre quis arranjar a sua edição física e teimosamente nunca cheguei a escrever este artigo, quando o tinha fresco na memória. No mês passado lá consegui comprar a versão física a um particular por menos de 5€ e, após o ter jogado mais umas horas para melhor relembrar o jogo, cá vamos então a isto.

Jogo com caixa e papelada

Devo primeiro dizer que este foi o primeiro Battlefield que joguei (sim, mesmo antes do Battlefield 2 Modern Combat para a PS2) pois foi o primeiro Battlefield da série principal a ter toda uma campanha single player, enquanto os restantes estavam focados principalmente na sua vertente multiplayer, ou eram jogos com a sua origem em consolas, como foi o caso de Battlefield Bad Company. Mas após ter jogado a campanha até ao final, lá fui experimentar a vertente multiplayer e confesso que fiquei agarrado por uns bons meses ao jogo. Mas comecemos primeiro pelo que acontece se jogarmos sozinhos.

A campanha é curtinha, mas intensa. Gostei bastante!

A campanha é contada na sua maioria como narração de acontecimentos que decorreram no passado, maioritariamente na perspectiva do Sargento Blackburn, que está a ser questionado por agências de inteligência norte-americanas. Ocasionalmente controlamos também militares de outras unidades cujas missões estão relacionadas com a mesma campanha geral, como pilotos de aviões, de tanques ou mesmo uma unidade de elite russa em plena capital Francesa. A maior parte do jogo decorre no Irão, tanto na sua capital Teerão como nos seus arredores, onde as forças norte-americanas combatem um movimento revolucionário no país árabe, com ligações a grupos terroristas. Eventualmente lá teremos de evitar duas detonações nucleares, uma em Paris e outra em Nova Iorque. Numa nota meramente pessoal, gostei especialmente de rejogar a missão em Paris, pois teremos de nos infiltrar nos escritórios da Euronext para evitar um atentado terrorista com armas nucleares. Eu já trabalhei nessa empresa e conheço bem o seu escritório actual em Paris e, embora nada tenha a ver com o representado no jogo, não deixou de ser uma missão que me trouxe uma certa nostalgia também. De resto, a meu ver a campanha apenas peca por ser demasiado curta, mas gostei da narrativa e das missões no geral que nos foram apresentadas. Dá para ter uma ideia da versatibilidade que teremos ao jogar o modo multiplayer, as suas diferentes armas e veículos que poderemos vir a controlar.

Já disse que o jogo é graficamente muito bom?

De resto, antes de entrarmos no multiplayer competitivo a sério, devo também referir que este Battlefield possui também um modo cooperativo, onde teremos uma série de missões adicionais que poderíamos jogar com algum amigo. Algo que já tinhamos visto no Call of Duty antes! Mas lá está, é mesmo no multiplayer competitivo que este Battlefield 3 ganhou, justamente, toda a sua boa fama. A série já era conhecida pelos seus mapas grandes com capacidade para muitos jogadores em simultâneo, bem como a utilização de veículos para além de combates de infantaria. Isso está novamente aqui tudo presente, com alguns mapas com capacidade para até 64 jogadores em simultâneo, no PC. Para além do Battlefield 3, apenas tinha experimentado um pouco do Battlefield 1942, pelo que não sei o quanto deste jogo foi uma evolução do que já implementaram antes, ou algo inteiramente novo.

Cada classe possui habilidades única para suporte dos nossos companheiros

Basicamente teremos vários modos de jogo diferentes, alguns são bastante simples como é o caso dos mapas em team deathmatch, mas o que gostava mesmo de jogar era o modo Conquest. Aqui geralmente tínhamos mapas gigantes e três ou mais pontos de interesse espalhados pelo mapa, onde, em equipa, teríamos de conquistar e defendê-los o máximo de tempo possível. Mas sendo mapas grandes e com a possibilidade de usar vários tipos de veículos (desde jipes para transportar tropas, tanques, helicópteros ou mesmo caças), sempre houve um grande foco no trabalho de equipa. Poderíamos ser muito bons a dar headshots nos adversários, mas se não trabalhássemos para atacar e/ou defender objectivos não adiantava de nada! Para isso, cada soldado base pode pertencer a uma classe, todas com características e funções distintas entre si. Por um lado temos os Assault, que usam assault rifles e carregam medkits, que podem ser largados ao pé das nossas tropas, bem como são os únicos que conseguem reanimar colegas de equipa que tenham sido abatidos. A classe de suporte usa metralhadoras mais “a sério”, bem como carregam packs de munições que podem ser largados junto das nossas tropas. Os engineers conseguem reparar veículos e sabotar os dos adversários, bem como equipar armas explosivas como bazookas. Por fim temos os recon, os infames snipers que conseguem também localizar tropas inimigas, fazendo-as aparecer no radar da nossa equipa.

As expansões trazem imensos mapas, armas e veículos novos

Naturalmente que à medida que vamos participando em combates, vamos também ganhando pontos de experiência nas classes que tivermos seleccionado, bem como as armas usadas. Isto permite-nos não só ir ganhando novas customizações para as armas em questão, como diferentes miras, supressores de ruído, lanternas e afins, como novas armas ou outro tipo de equipamentos para as classes em questão. Por exemplo, nos recon podemos eventualmente desbloquear um drone que sobrevoa uma determinada região e mostra as posições dos inimigos no mapa.

Os veículos que podemos utilizar resumem-se principalmente a jipes para transporte de pessoas, tanques que são bastante divertidos de controlar e claro, os helicópteros e caças, que já possuem mecânicas de jogo completamente diferentes e sinceramente nunca me habituei muito bem aos aviões no multiplayer. Já os helicópteros, com algum treino já os conseguia manobrar melhor. Nas expansões que foram sendo lançadas posteriormente, trouxeram muitos outros veículos adicionais, mas confesso que já não perdi tanto tempo com elas. Jà que refiro as expansões, este Battlefield 3 possui nada mais nada menos que 5 expansões diferentes: a Back to Karkand, Close Quarters, Armored Kill, Aftermath e Endgame. Estas adicionam principalmente novos mapas, veículos, armas e até diferentes modos de jogo. Algumas são mais temáticas, por exemplo a Back to Karkand inclui mapas redesenhados do Battlefield 2, a Close Quarters está mais focada em mapas mais pequenos para infantaria, já a Armored Kill está mais focada nos veículos blindados. Aftermath adiciona uma série de mapas de cidades em ruínas após um terramoto, e por fim o EndGame adiciona mais uma série de veículos, incluindo uma moto, bem como o regresso do modo de jogo Capture the Flag.

É impossível ficar indiferente a todos os momentos de caos que conseguimos presenciar num confronto online

No que diz respeito aos audiovisuais, este jogo era realmente excelente, pois foi desenvolvido sobre o então mais recente motor gráfico da DICE, o Frostbite 2. Para além de gráficos super realistas para a época, com cenários e texturas muito bem detalhadas, bonitos efeitos especiais como luz e explosões, permitia também destruir muitas superfícies, se usássemos uma metralhadora pesada, era perfeitamente possível destruir blocos de cimento e respectivos abrigos dos nossos adversários. Claro que o mesmo princípio também se aplica a nós! Com esta destruição, as zonas de combate ficam muito facilmente envolvidas em nuvens de poeira, o que também pode ser usado a nosso favor. Mas para além do detalhe gráfico em si, das coisas que mais gostei no jogo foi mesmo o design apelativo das indicações que nos vão surgindo no ecrã. De resto, a nível de audio também é um jogo muito competente. As armas possuem sons que as distinguem bem entre si, e vamos ouvindo muitas indicações por rádio, parece mesmo que estamos num campo de batalha. O voice acting do modo campanha também não é mau de todo.

Sim, este é um jogo onde temos de estudar trigonometria avançada para prever a trajectória das balas e outros projécteis que disparamos

Portanto este Battlefield 3 foi um jogo que na altura me marcou bastante pela positiva. Não sou de me prender durante muito tempo a modos multiplayer visto ter um grande backlog de jogos pela frente, mas este Battlefield 3 acabou mesmo por me agarrar vários meses a fio. Tenho algumas das suas sequelas que planeio jogar em breve, mas não estou à espera de voltar a prender-me tanto tempo na sua vertente multiplayer. Veremos!

PGA Tour Golf (Sega Mega Drive)

Vamos a mais uma rapidinha a um jogo de desporto (este mês conto em fazer isto várias vezes), desta vez para a adaptação para a Mega Drive do primeiro PGA Tour Golf produzido pela Electronic Arts. Mas depois de ter escrito algo sobre o PGA Tour Golf III, torna-se um bocado mais ingrato ter de abordar este jogo inicial. O meu exemplar veio num bundle de vários jogos de Mega Drive que comprei no flea market de Janeiro, ficou-me a 7/8€.

Jogo com caixa e manual

Ora a série PGA Tour Golf começou no MS-DOS e isso nota-se bastante nesta adaptação, a começar pelos menus que parecem mesmo saídos de um software para PC, e com suporte ao rato, o que não acontece na versão Mega Drive. Acabam por não ser tão intuitivos para uma consola, mas também com um pouco de práctica vai-se lá. E aqui podemos participar numa série de diferentes eventos de golf, desde modos de treino até ao grande modo torneio. Aqui, dispomos de vários circuitos de golf (supostamente todos licenciados) onde teremos de completar todos os seus 18 buracos, ao longo de 4 rondas. Aqui vamos competindo contra dezenas de outros jogadores e a ideia é mesmo a de tentar usar o mínimo de tacadas possível em cada buraco.

Os menus e o seu número reduzido de cores parecem mesmo retirtados de um jogo MSDOS EGA.

A jogabilidade básica é a mesma de sempre, onde antes de darmos cada tacada temos uma barra de energia que se vai movendo gradualmente, tendo nós de pressionar um botão para definir a potência da nossa tacada e em seguida para definir a sua direcção. Naturalmente existem níveis óptimos para cada uma destas acções, pelo que o ideal é definir a potência e direcção o mais próximo possível desses valores. Depois este é um simulador, pelo que contem também com factores externos como o vento e a possibilidade de usar diferentes tipos de taco para cada terreno e/ou para cada distância ao buraco. Não percebo nada disto, o jogo vai-nos mudando o tipo de taco automaticamente em cada jogada, pelo que tenho mantido os tacos que o jogo escolhe para mim. Quando estamos próximos do buraco, podemos activar uma espécie de mapa com curvas de superfície, para que possamos ter uma ideia das curvaturas que nos esperam.

Antes de cada buraco temos sempre um conselho de alguém.

De resto, a nível audiovisual, para além dos menus que já referi acima, mesmo a nível gráfico continua a senação que estamos a jogar um jogo antigo de MS-DOS, quanto mais não seja pelas cores que me parecem muito próximas de um sistema EGA. De resto o jogo até que possui alguns detalhes interessantes, como os comentários de outros profissionais de golf antes de cada buraco, ou dos comentadores desportivos que vão comentando a performance dos competidores em prova. Os gráficos em si são simples, mas detalhados quanto baste, embora naturalmente que na sua sequela estejam um pouco mais aprimorados. Músicas e afins, geralmente apenas ocorrem em menus ou nas transições de buracos.

O CPU vai escolhendo qual o melhor taco (à partida) para cada jogada. Ainda bem pois não queria ter esse trabalho.

Portanto este parece-me ser um jogo de golf bastante sólido para quem for fã do género, embora na Mega Drive existam muitas mais alternativas mais recentes, principalmente da própria Electronic Arts.