The Lost World: Jurassic Park (Sega Mega Drive)

Apesar de já cá ter trazido a versão Sega Saturn da adaptação do segundo filme da saga Jurassic Park, ficou por abordar a versão da Mega Drive, cujo desenvolvimento também ficou a cargo da Appaloosa Interactive (ex-Novotrade), os mesmos por detrás da série Ecco the Dolphin. Mas se na versão Saturn eles tinham de seguir à risca o que a Dreamworks estava a fazer na Playstation, na Mega Drive já não tinham quaisquer restrições, resultando num jogo diferente, e muito diferente também dos Jurassic Park que tinham saído antes na Mega Drive. O meu exemplar foi comprado algures em Fevereiro na cash converters, tendo-me custado 15€.

Jogo completo com caixa e manuais

E esta versão não segue a história do filme, mas sim acaba por o complementar. Nós encarnamos um caçador de dinossauros que foi levado para o tal site B, onde teremos de cumprir uma série de missões, desde caçar alguns dinossauros espefícicos como o Stegossauros ou Triceratops, activar uma série de sensores espalhados num mapa, resgatar um caçador preso numa caverna, entre muitas outras missões diferentes. Só que para além de termos imensos dinossauros e obstáculos naturais pela frente, também temos outros caçadores inimigos para enfrentar.

Durante a maior parte do jogo, iremos jogar numa perspectiva over-the-top, a mesma que nos faz lembrar de ambos os Jurassic Park da Super Nintendo. A nossa primeira missão é a de procurar o laboratório móvel, perdido algures na selva. Assim que o encontrarmos, somos encaminhados para a primeira grande área de hub do jogo, a Isla Sorna Site 1. A partir daqui poderemos explorar livremente este mapa, e ir descobrindo as entradas que nos levam às próximas missões, que podem ser jogadas em qualquer ordem. Estas, tal como já referi, geralmente consistem em caçar dinossauros, explorar cavernas, activar radares, escoltar um camião, destruir acampamentos de caçadores inimigos, entre outros. Uma vez completadas todas as missões daquela zona, desbloqueamos o boss e depois poderemos avançar para a zona seguinte, que terá novas missões.

Para além de humanos e dinossauros, também temos outras armadilhas e obstáculos para ultrapassar

No que diz respeito à jogabilidade, teremos à nossa disposição um arsenal muito variado de armas para usar, algumas letais, outras não letais. Enquanto a shotgun (letal), taser e dardos tranquilizantes (não letais) possuem munições ilimitadas, todas as outras como granadas, rockets ou metralhadoras necessitam de recursos que devem ser procurados, sejam espalhados pelos mapas, sejam largados pelos cadáveres de outros caçadores que combatemos. A nível de controlos as coisas são relativamente simples, com o botão A a alternar entre as armas disponíveis, o botão B serve para disparar a arma seleccionada e o botão C terá diversas utilidades, é o botão que usamos para entrar ou sair de veículos, bem como é o botão que é usado para nos trancar numa direcção, para nos podermos mover livremente enquanto disparamos sempre na mesma direcção. Nos níveis dos bosses, a jogabilidade já é diferente consoante a situação, mas já irei abordar esses com mais algum detalhe.

Os dinossauros possuem uma barra de vida (vermelho) e de fadiga (azul) que é afectada apenas pelas armas não letais

A inteligência artificial é um dos pontos que gostaria de abordar, principalmente a dos oponentes humanos, pois estes são capazes de apanhar os mesmos power ups do chão e usá-los contra nós, bem como por vezes também se defendem dos ataques de dinossauros, que não escolhem vítimas. Os dinossauros são muitas vezes também bastante rápidos, o que nos obriga a ser bastante ágeis para não sofrermos muito dano, no entanto, alternar entre as várias armas pode ser algo moroso em alturas de maior aflição. Felizmente que, à medida que vamos explorando, descobrimos muitos medkits, armaduras e vidas extra, que bem precisaremos. As áreas a explorar são bem grandes, pelo que por vezes teremos de recorrer a consultar um mapa (acessível no menu de pausa) para consultar a localização dos objectivos. O menu de pausa é outro conceito interessante, pois podemos consultar informação dos dinossauros que iremos encontrar no presente nível, quais os objectivos a atingir na missão actual, consultar o tal mapa, ou pedir apoio aéreo. E como isto funciona? Ao longo do jogo vamos encontrando alguns tokens com o símbolo do Jurassic Park, estejam estes espalhados nos níveis, ou sendo largados por dinossauros que capturemos (ou seja, os tranquilizamos com armas não letais). Sempre que apanhamos 6 destes tokens, recebemos um caixote vindo dos céus com munições e outros mantimentos como armaduras ou medkits. Mas poderemos antecipar um pedido de munições ao solicitá-lo. A quantidade de itens que nos enviam (se o nosso pedido for aceite) dependerá do número de tokens que tenhamos actualmente.

O menu de pausa, onde podemos rever os objectivos, o mapa da área actual, ou detalhes dos dinossauros que podemos encontrar, entre outros

Mas vamos então agora abordar os níveis dos bosses. Estes são bastante distintos entre si e são graficamente muito impressionantes, pois mudam para uma perspectiva em pseudo-3D. O primeiro destes níveis é jogado inteiramente na primeira pessoa, onde perseguimos um velociraptor pela floresta, tendo de nos desviar dos troncos das árvores e disparar sobre outros caçadores nas suas motos. O segundo já é emocionante fuga de um T-Rex que nos persegue enquanto fujimos num jipe a toda a velocidade. Enquanto nos tentamos desviar das investidas do dinossauro, também teremos de o atordoar e atirá-lo contra uma vedação eléctrica para o derrotar. O terceiro já não é tão emocionante, colocando-nos numa jangada a descer um rio, onde teremos de evitar alguns obstáculos e disparar sobre alguns dinossauros que nos atacam. O último destes confrontos coloca-nos num helicóptero carregado com um dinossauro, onde teremos de combater outros veículos e também fugir aos ataques de inúmeros dinossauros voadores.

Por fim, convém também referir que o jogo suporta multiplayer para 2 jogadores. Confesso que não cheguei a experimentar, mas pelo que li no manual, no modo cooperativo tudo se mantém idêntico, excepto na parte de condução de veículos e nos confrontos com bosses. Aqui tipicamente um jogador controla o veículo e o outro trata da parte do combate, o que sinceramente parece-me uma opção bem mais agradável. Aparentemente também há multiplayer competitivo, mas não estou bem a ver no que consiste, até porque não testei.

Mover e disparar em veículos pode ser um bocado chato, mas para 2 jogadores as tarefas são divididas.

A nível gráfico, devo dizer que o jogo se revelou numa óptima surpresa. Os níveis na perspectiva aérea são bastante coloridos e detalhados, em particular os níveis na floresta, custa a crer que vemos apenas 64 cores em simultâneo no ecrã. As sprites, principalmente as dos dinossauros, também são bem detalhadas e animadas. Mas, tal como referi acima, os níveis dos bosses são facilmente aqueles graficamente mais impressionantes. Principalmente pelos seus efeitos gráficos de distorção, ampliação e rotação de sprites, algo que a Mega Drive sempre possuiu limitações a nível de hardware, mas também pelas sprites gigantes de alguns dinossauros, muitas delas digitalizadas, que quase parecem modelos poligonais. Os dois primeiros confrontos contra bosses são mesmo impressionantes graficamente, recomendo que vejam por vocês mesmos. As músicas são também bastante agradáveis, e a qualidade do som também. A Appaloosa desenvolveu um sound driver bastante competente para a Mega Drive com o Ecco the Dolphin, pelo que aqui as músicas também apresentam um som de boa qualidade.

Os confrontos contra os bosses são tecnicamente impressionantes. Este encontro com o T-Rex em particular é qualquer coisa!

Portanto, devo dizer que achei este The Lost World para a Mega Drive uma óptima surpresa, sendo, na minha opinião, um jogo bem mais interessante que as versões 32bit. É um lançamento bem tardio no ciclo de vida da consola, aparentemente um dos últimos jogos a ter sido lançado em territórios PAL a par do FIFA 98, pelo que não é um jogo muito comum. Mas se o apanharem a um preço agradável, recomendo vivamente que o levem.

Golden Axe: Beast Rider (Sony Playstation 3)

A Sega está sentada sobre uma montanha de franchises fantásticas e nunca as soube aproveitar devidamente, principalmente desde que a empresa descontinuou a Dreamcast e abandonou definitivamente o ramo das consolas. Existem algumas excepções, claro, e o futuro Streets of Rage 4 promete, mas tal não foi o caso deste Golden Axe: Beast Rider, infelizmente. O meu exemplar sinceramente já não me recordo onde e quando o comprei, mas terá sido certamente barato.

Jogo com caixa e manual

A história leva-nos à protagonista Tyris Flare, a brava guerreira amazonas com a qual jogamos no primeiro Golden Axe. O Ax Battler e o anão Gillius Thunderhead têm algumas aparências ao longo do jogo, mas não só não são personagens jogáveis, como contribuem zero ao longo do jogo. A história em si coloca Tyris a enfrentar sozinha as forças de Death=Adder, e pelo caminho terá de juntar as peças do Golden Axe, a única arma capaz de o derrotar.

No que diz respeito à jogabilidade, esta parece-me bastante influenciada por jogos como God of War (altamente populares na altura em que o jogo foi lançado), embora mantenha algumas das suas raízes, como a possibilidade de montar animais e usá-los no combate, diferentes magias que iremos desbloquear e até os chatos dos anões coloridos que deveremos encher de porrada para restabelecer a nossa barra de vida e/ou magia. Este é então um hack and slash completamente em 3D que de certa forma me faz lembrar o God of War, quanto mais não seja pela sua extrema violência. Mas God of War, para além dos combates titânicos e QTEs infindáveis que dispenso, possui acima de tudo um sistema de combate bastante fluído e com diferentes habilidades que vamos desbloqueando ao longo do jogo. Aqui infelizmente o sistema de combate não é assim tão fluído e, torna-se até algo frustrante quando enfrentamos vagas de inimigos bem mais poderosos. Basicamente temos um botão para ataques rápidos, outro para ataques poderosos, outro para saltar e um outro para usar magias. Podemos fazer algumas combos de ataques fortes ou fracos, bem como desencadear outro tipo de golpes ao pressionar mais que um botão em simultâneo. Os botões de cabeceira, principalmente o L1 e R1 são os mais importantes pois são os botões que nos permitem bloquear ou evadir os golpes inimigos. E isto será algo fulcral na jogabilidade, pois quandos os inimigos se preparam para nos atacar, geralmente ficam com uma aura colorida. Se essa aura for laranja, temos de evadir, se a aura for azul, temos de bloquear. Ao reagir com sucesso, deixamos os inimigos abertos e poderemos depois contra atacar com alguns golpes brutais.

Tal como nos originais, podemos montar diversos animais com habilidades distintas

Mas, tal como o subtítulo Beast Rider o indica, também teremos a possibilidade de usar diferentes animais no combate, que por sua vez possuem diferentes características. O primeiro que experienciamos é o Abrax, uma besta que faz lembrar alguns dos animais clássicos, e cuja habilidade é atacar com a cauda, bom para enfrentar grupos de inimigos fracos, ou cuspir fogo. Outros animais terão diferentes habilidades para além de ataques melee, como o Lynth que se torna invisível durante alguns segundos, algo muito útil para passar indetectado por algumas armadilhas. O Krommath é um peso pesado e uma das suas habilidades é pisar o chão, lançando uma onda de choque capaz de deitar abaixo todos os inimigos à sua volta, ou um charge attack, ideal para destruir algumas barreiras. Existem mais alguns animais que poderemos usar no combate mas, tal como nos Golden Axe clássicos, os inimigos também nos conseguem deitar abaixo e montar os animais eles próprios!

Sim, o jogo é barbaramente violento, mas isso só por si não chega

De resto, no que diz respeito às magias, Tyris irá desbloquear inicialmente uma magia em que atira bolas de fogo em linha recta, ou outra que cria um círculo de fogo à sua volta, ideal para usar quando estamos rodeados de inimigos. Podemos alternar entre ambas as magias com o D-pad, sendo que ambas usam a mesma pool de mana, quantificada pela quantidade de potes de magia que temos disponíveis. À medida que vamos avançando na história vamos desbloqueando versões mais poderosas de cada feitiço, que por sua vez também consomem mais magia. Também com o D-pad podemos optar por usar o Golden Axe, não no combate (isso só acontece no confronto com Death=Adder), mas sim para o atirar para certos alvos específicos que nos irão desbloquear algumas passagens.

Eventualmente defrontamos alguns bosses que possuem mecânicas de combate próprias, incluindo claro, o Death=Adder

À medida que vamos avançando na história principal, e sempre que mudamos de nível, a nossa performance é avaliada numa série de parâmetros, como o ouro que vamos juntando, multiplicando pelo tempo que levamos a completar o nível, o dano sofrido, ou o nível de dificuldade. À medida que vamos ganhando esses “pontos de tributo”, iremos desbloquear novas armas e armaduras. Enquanto as armaduras são equipadas automaticamente sempre que entramos numa área nova, as armas novas não podem ser usadas no modo história. E isto leva-nos aos modos de jogo restantes, o Challenge e o Trials. O primeiro é um modo de jogo que nos permite rejogar qualquer nível completo no modo história, com a arma e armadura à nossa escolha, e tentar obter a melhor classificação possível. Já o Trials é uma espécie de revivalismo do antigo modo Duel, onde vamos enfrentando várias ondas de inimigos numa arena fechada. As arenas são desbloqueadas à medida que vamos vencendo os confrontos com os bosses no modo história e aqui também temos a possibilidade de equipar a armadura e arma que quisermos.

No que diz respeito aos audiovisuais, infelizmente este Golden Axe também não marca grandes pontos aqui. Apesar de ter saído em 2008, os gráficos parecem os de um jogo de lançamento da X360, com pouco detalhe nos níveis e suas personagens. Os mundos que exploramos são também algo aborrecidos, todos em tons de castanho e cinzentos. É verdade que é suposto o mundo de Golden Axe estar todo em ruínas devido aos ataques das forças de Death=Adder mas confesso que estava à espera de mais brio. As músicas também não são nada de especial. Resumem-se principalmente a temas mais tribais, embora por vezes até ouvimos pelo meio umas músicas mais rock que são algo desproporcionais ao mundo que exploramos.

As diferentes armas que desbloqueamos podem ser usadas nos restantes modos de jogo

Portanto este Golden Axe Beast Rider acaba por ser uma desilusão. É de louvar a Sega ter pegado nesta série, dormente desde o Golden Axe The Duel para a Sega Saturn e a ter tentado modernizar, mas infelizmente o resultado foi muito aquém das expectativas. A influência de jogos como God of War é notória, não só pelo seu esquema de combate mais hack and slash cheio de sangue e violência,bem como pelos pequenos puzzles que teremos de resolver ocasionalmente. Mas ao contrário de God of War, o sistema de combate não é tão fluído e acaba até por ser algo frustrante, particularmente quando somos atacados por muitos inimigos poderosos. Para além disso, a história demasiado simples e o facto de não haver nenhum co-op, acaba também por ser uma desilusão e uma oportunidade perdida. Ainda assim, a possibilidade de usar animais no combate é interessante, até pelas diferentes habilidades que cada um possui e convém mesmo conseguirmos aguentar os nossos animais vivos o máximo de tempo possível, pois são uma grande vantagem no combate.

Golfamania (Sega Master System)

Voltamos à Master System para mais uma rapidinha a um jogo desportivo, desta vez para o Golfamania, um jogo de golf lançado originalmente em 1990, uns anos após ambos os Great Golf lançados no início de vida desta consola. O meu exemplar foi comprado numa loja online durante o mês de Março, tendo-me custado algo em torno dos 5-7€.

Jogo com caixa e manual

Aqui dispomos de diversos modos de jogo, a começar precisamente por um modo de treino, para um jogador apenas, sem grandes regras ou restrições, apenas para nos ambientarmos aos controlos e perceber como funcionam os diferentes tacos e afins. Depois do modo treino, temos 3 modos competitivos, desde o Match Play, onde podemos competir com outros jogadores por vários buracos a conquistar, ou seja, quanto menos tacadas necessárias, melhor. Depois temos o Stroke Play e o Tournament, que são idênticos no que diz respeito à pontuação, mas o Tournament é o modo mais longo, incluindo os 18 diferentes circuitos ao longo de várias temporadas. Aqui, para cada circuito, temos um número de tacadas de referência, o par. Conseguir completar um circuito com um número menor de tacadas que o par é bom, enquanto terminar acima do par é mau. A pontuação vai sendo registada como um acumular de tacadas acima ou abaixo do par ao longo dos 18 circuitos, ou seja, pontuações negativas significam que ficam abaixo do par, o que é bom.

Nalguns modos de jogo poderemos escolher que personagem queremos representar e evoluí-la ao longo do tempo

No que diz respeito às mecânicas de jogo, este já é um jogo mais próximo de um simulador. Isto porque temos de ter em conta a força e direcção do vento, os diferentes tipos de tacos que temos, o alcance máximo que cada taco pode introduzir, e, quando estamos perto do buraco, a perspectiva do jogo muda e deixamos de ter em conta o vento, mas sim a inclinação do terreno. Tal como em muitos outros jogos de golf, temos também a possibilidade de, em cada tacada, definir a zona da bola que queremos atingir, a potência da tacada e temos também aquelas típicas barras que se movem e a ideia é carregar no botão quando essa barra atinge precisamente o centro para uma tacada o mais certeira possível. Outras mecânicas interessantes do modo torneio são as influências de RPG. Antes de começarmos um torneio, somos convidados a escolher uma de várias personagens pré-definidas, com diferentes habilidades distribuídas em potência, precisão e sorte. Depois ao longo das partidas poderemos ganhar pontos de experiência. Ao terminar um circuito dentro do par, ganhamos um ponto de experiência. Ao terminar o circuito abaixo do par, ganhamos um ponto de experiência extra por cada ponto abaixo do par. Por vezes temos alguns desafios, como o maior drive, ou seja, a tacada inicial com maior distância percorrida. Aí podemos ganhar um número maior de pontos de experiência. À medida que vamos amealhando esses pontos de experiência, aumentar as habilidades do nosso jogador nessas três categorias, por cada nível que subirmos.

Graficamente é um jogo bonitinho e os backgrounds representam com alguma fidelidade a nossa posição actual no circuito

A nível audiovisual é um jogo interessante, bastante colorido, e com um bom nível de detalhe, desde a perspectiva de terceira pessoa enquanto estamos a bater as tacadas, o efeito da bola desaparecer do ecrã e a perspectiva alternar para uma vista aérea enquanto vemos a bola a sobrevoar o circuito. A perspectiva de terceira pessoa também representa de forma algo fiel o que vemos à nossa volta na perspectiva aérea, o que é um detalhe muito interessante. Depois, na parte do som, para além de algumas (poucas) vozes digitalizadas, temos poucas músicas para ouvir. Estas nem são propriamente más, mas é de notar que o jogo possua também uma banda sonora para o chip FM japonês, o que dá a entender que a certa altura o jogo possa também ter estado em vias de ter saído nesse mercado também.

Portanto este Golfamania acaba por ser um jogo de golf bastante competente para uma Master System, devo dizer que fiquei bastante agradado e o sistema de pontos de experiência foi também um extra muito interessante.

Gex: Enter the Gecko (Nintendo Gameboy Color)

Gex começou por ser um jogo de plataformas 2D, lançado ainda numa altura de transição entre a geração dos 16bit e as novas consolas de 32bit. Mas em 1998, quando a sua sequela acabou por sair, já tinhamos outras referências de jogos de plataforma em 3D, com o brilhante Super Mario 64 e Crash Bandicoot, por exemplo. Então o segundo e terceiro jogos já acabaram por ser inteiramente em 3D, excepto a versão para a Gameboy Color, claro. O meu exemplar foi comprado algures no início de Março numa das minhas visitas à Feira da Vandoma, tendo-me custado uns 2€.

Apenas o cartucho. Jogo compatível com Gameboy clássica.

A história parece ser similar à da versão PS1/N64, onde Gex irá uma vez mais enfrentar o vilão Rez e seus bandidos, que aparentemente invadiram todos os canais de televisão disponíveis. O jogo vai buscar bastantes influências a Super Mario 64, na medida em que teríamos um considerável hub a explorar, com várias televisões espalhadas. A ideia é entrar em cada televisão, que terá um de vários canais a dar, e depois podemos cumprir várias missões no mesmo nível, para ganhar controlos remotos de TV coloridos e ir desbloqueando níveis novos. Para além dos controlos remotos vermelhos que poderemos ir ganhando à medida em que completamos os objectivos em cada nível, outros controlso remotos cinzentos podem também ser obtidos, seja na exploração do nível, ou ao coleccionar um certo número de itens coleccionáveis espalhados pelos níveis. Poderemos também desbloquear alguns níveis de bónus cujo objectivo é o de coleccionar todos os itens coleccionáveis dentro de um tempo limite.

Tal como no Super Mario 64 temos um HUB que podemos explorar e entrar em novos níveis à medida que os vamos desbloqueando

De resto, a nível de controlos não há muito a dizer, esta versão para a Gameboy Color é um simples jogo de plataformas 2D onde um botão serve para saltar, outro para atacar os inimigos com a cauda. Por vezes vemos uns ecrãs tipo aqueles que guardam itens nos jogos do Sonic que, ao destruí-los libertamos umas moscas coloridas que nos acompanham durante algum tempo. Ao pressionar no Select, Gex pode comer essas moscas que, dependendo da sua cor, nos dão diferentes efeitos, como regenerar a barra de vida, ou mesmo atribuir vidas extra. Os níveis em si são grandinhos, com vários obstáculos como plataformas móveis, portais que nos transportam para diferentes partes do nível, entre outros. Gex pode também escalar algumas superfícies, que geralmente se encontram devidamente demarcadas nos níveis, ao pressionar o d-pad para cima quando nos aproximamos de uma dessas superfícies.

Em cada nível poderemos cumprir diferentes missões

Ok, de mecânicas de jogo estamos falados. Mas e como isto tudo resultou? Infelizmente o resultado é bastante genérico, não achei os níveis propriamente empolgantes, tanto no seu design, como nos gráficos propriamente ditos. Existe alguma variedade de diferentes mundos, temos o Toon World que é uma paródia aos Looney Tunes, até porque um dos itens coleccionáveis são cenouras, um dos inimigos é um clone do Elmer J. Fudd e vemos imensos sinais a sinalizar a Wabbit Season. Os outros mundos baseiam-se em filmes de terror, outros de artes marciais chinesas, temos alguns níveis na pré-história e outros que decorrem dentro de circuitos electrónicos. Mas sinceramente, tirando um ou outro detalhe ocasional, achei-os todos algo desinspirados. Mas o maior ofensor aqui é sem sombra de dúvida a música. Algumas músicas são apenas más, outras são absolutamente horríveis, até parece que quem as compôs nem sequer se deu ao trabalho de as ouvir.

Graficamente o jogo não é nada de extraordinário mas poderia ser pior.

Portanto este Gex para a Gameboy Color é um jogo de plataformas 2D absolutamente mediano, com uma banda sonora atroz. As versões PS1 e Nintendo 64 sempre me pareceram bem mais competentes, até porque foram produzidas pela própria Crystal Dynamics, pelo que um dia que me apareçam à frente a um preço apetecível irei certamente dar-lhes uma oportunidade.

Sakura Gamer 2 (PC)

Por fim, chegou a altura de escrever a última rapidinha de visual novels da Winged Cloud, pelo menos por uns tempos. O último título que tenho até à data é precisamente este Sakura Gamer 2, uma continuação da história introduzida no primeiro jogo. Tal como todos os restantes, no entanto, a minha cópia digital foi comprada num bundle a um preço bem agradável.

A história segue então as mesmas personagens do jogo anterior, que tiveram algum sucesso comercial ao produzirem e comercializarem a sua primeira Visual Novel. Neste jogo planeiam produzir uma sequela, mesmo a tempo de ser anunciada na próxima grande convenção manga/anime lá da zona, mas ao contrário do jogo anterior, aqui o foco está mais na fase de apresentação do jogo, não da sua produção, ao incidir um pouco mais na backstory de algumas personagens. Nada do outro mundo, no entanto.

A Kurumi é a única personagem nova introduzida aqui

A nível audiovisual, segue uma vez mais as linhas do primeiro jogo, embora este tenha um pouco mais de variedade de backgrounds. As personagens possuem o mesmo design e uma vez mais não existe qualquer voice acting. As músicas pareceram-me ser também practicamente as mesmas e, apesar de não haver nada de mau nas mesmas, também não são propriamente memoráveis.