SoulCalibur III (Sony Playstation 2)

Voltando, finalmente, à série SoulCalibur, aqui fica o que seria uma breve análise a este SoulCalibur III da Playstation 2, se não fosse o facto de ser um jogo recheado de conteúdo e desbloqueáveis. Desde há uns valentes meses (ou se calhar até já mais de um ano!) para cá que o tenho jogado ocasionalmente, pelo que me deu para explorar bem os seus inúmeros modos de jogo. O meu exemplar veio de uma Cash Converters algures em 2015 e custou-me uns 4€.

Este foi o primeiro SoulCalibur a ser desenvolvido primariamente para consolas (neste caso apenas para a Playstation 2), com uma versão arcade a ser lançada à posteriori. E tal como o SoulCalibur II, esta versão doméstica está repleta de modos de jogo, extras e conteúdo desbloqueável! Uma das novidades mais badaladas no entanto sempre foi a possibilidade de, pela primeira vez, criarmos os nossos próprios personagens, baseados num estilo de luta específico depois criar a personagem em si, quase como num MMORPG. No que diz respeito aos controlos, esperem pela fórmula clássica dos SoulCalibur, com um botão facial para ataques horizontais, outro para ataques verticais, um botão para pontapés e um outro para defender. Podemo-nos movimentar livremente pela arena, sendo que é possível desviar dos ataques verticais com um side step, já os horizontais temos de defender, ou estar suficientemente longe. Naturalmente que existem outras nuances, como carregar energia para poder desferir golpes mais poderosos, ou a necessidade de manter o botão de defesa pressionado para abaixar ou saltar. Mas vamos aos modos de jogo principais, e vou-me focar principalmente nos single player, pois não cheguei a experimentar o multiplayer desta vez.

Há muitas personagens para serem desbloqueadas nesta sequela!

O primeiro modo de jogo single player é o Tales of Souls que corresponde ao modo história. Aqui escolhemos uma personagem e a sua arma (que tal como no SC2 poderemos vir a comprar armas novas numa loja) e depois partimos para uma série de combates. O curioso é que à medida que a história se vai desenrolando, poderemos escolher diferentes caminhos alternativos, bem como em certas alturas teremos alguns QTEs (quick time events) para reagir, como alguém nos atirar com uma roda dentada gigante e termos de pressionar uma pequena combinação de botões atempadamente para escapar. As escolhas que tomamos, bem como a nossa performance nos QTEs irão influenciar os combates seguintes e o decorrer da história para cada personagem, que os levará inclusivamente a obter finais distintos.

Os modelos das personagens estão muito bem detalhados, mesmo com todas as vestimentas alternativas!

O World Competition é um modo de jogo onde somos convidados a participar (e vencer!) em 12 torneios (por eliminatórias) ou campeonatos (por pontos) consecutivos, o que será um caminho longo e cansativo. O modo de jogo Soul Arena engloba dois outros submodos de jogo, a começar pelo Quickplay que é uma espécie de modo arcade para 1 jogador, mais ligeiro que o modo Tales of Souls. O Mission leva-nos a combates com condições especiais. Por exemplo, no primeiro desafio teremos de atirar os oponentes contra a parede, caso contrário o dano que tiramos é practicamente negligenciável. Existe também um modo de treino, que inclui um tutorial onde nos são ensinadas as mecânicas de jogo, e poderemos também aceder ao museu, bem como lojas onde poderemos comprar armas, vestimentas e outros itens, como o artwork que pode ser apreciado no museu.

A possibilidade de se criarem personagens foi um dos pontos mais badalados deste SoulCalibur III

Deixei o Chronicles of the Sword para o fim propositadamente, pois este é um modo de jogo muito diferente do que eu alguma vez estaria à espera num jogo de luta. Basicamente é um modo de jogo de estratégia em tempo real, com alguns combates ocasionais. Aqui teremos uma grande campanha de 21 batalhas pela frente, onde teremos de criar uma personagem que será o nosso avatar e, ao longo da campanha, iremos ganhar mais soldados que nos acompanharão ao longo do jogo. Antes de cada batalha escolhemos quais soldados queremos levar connosco, onde poderemos também customizá-los, ao mudar a sua classe e o armamento que levam. O objectivo de cada batalha é, tipicamente, conquistar a base principal inimiga. Espalhadas ao longo do mapa estarão também uma série de torres, algumas que já nos pertencem, a restante maioria pertence ao inimigo. E em tempo real teremos de dividir as nossas tropas e encaminhá-las pelo mapa, conquistar torres inimigas e evitar que o inimigo faça o mesmo connosco. Sempre que há um encontro entre tropas adversárias no mapa, ou quando invadimos uma torre ocupada por um inimigo, é despoletado um combate normal. Aqui as personagens vão também ganhando pontos de experiência e, no caso de perdermos o combate, a nossa personagem é levada automaticamente para a nossa base, onde ficará a recuperar algum tempo. É um modo de jogo interessante, quanto mais não seja pela originalidade e pela ousadia da Namco em o ter incluído, mas não é de todo para mim, pois nunca fui grande fã de jogos de estratégia em tempo real.

O Chronicles of the Sword, um modo de jogo adicional que se joga como um jogo de estratégia em tempo real, foi outra das surpresas introduzidas nesta sequela

De resto, a nível audiovisual acho que é um jogo bem competente. As arenas e as personagens são uma vez mais bastante variadas entre si, desde castelos medievais europeus, arquitecturas orientais, passando por diversas paisagens naturais também. As personagens são muito bem detalhadas e animadas e é impressionante o nível de customização que podemos ter, não só nas personagens que podemos criar de raíz, mas também por todas as armas adicionais que poderemos vir a desbloquear. A banda sonora é tipicamente composta por músicas épicas e orquestrais e no que diz respeito ao voice acting não tenho nada de especial a apontar.

Graficamente é também um jogo muito competente, com arenas e lutadores bem detalhados e muito diversificados

Portanto este SoulCalibur III é um jogo bastante sólido na sua série. Não só mantém a sua jogabilidade base, mas inclui imensos modos de jogo adicionais (alguns bastante originais como o Chronicles of the Sword), muito, muito conteúdo adicional para desbloquear e uns visuais muito bons para uma Playstation 2. É uma pena, no entanto, que tenha sido um jogo exclusivo, principalmente depois da sua prequela imediata ter sido bem sucedida como lançamento multiplataforma.

Major Mayhem (PC)

Continuando pelas rapidinhas no PC a jogos indie, vamos ficar agora com este Major Mayhem, desenvolvido pela Rocket Jump. Uma das primeiras ideias com que fiquei ao jogá-lo é que este jogo daria perfeitamente para ser jogado em telemóveis ou tablets e de facto o mesmo foi também lançado nessas plataformas mobile. O meu exemplar do Steam não me recordo desde quando o tenho, mas seguramente veio de algum indie bundle a um preço muito reduzido.

E este é um shooter que tem de jogos como Time Crisis a sua maior inspiração. Mas é na terceira pessoa e em vez de usarmos uma light gun usamos o rato para apontar e atirar contra os vilões. A história é super simples, nós somos o Major Mayhem e recebemos como missão do presidente dos Estados Unidos a de derrotar uns quantos exércitos inimigos e, por fim, salvar a nossa namorada, para o cliché habitual. Mas e ajogabilidade então como funciona? Bom, o jogo é apresentado numa perspectiva algo 2D sidescroller onde percorremos cada nível da esquerda para a direira e vamos parando em vários pontos chave para limpar os inimigos que estão no ecrã. Nessa altura, tipicamente estamos abrigados por detrás de um muro, rocha ou outra coisa qualquer e, tal como no Time Crisis, saímos do nosso ponto de abrigo sempre que tentamos atirar em alguém. Quando voltamos para o ponto de abrigo a nossa arma é também recarregada. E tal como no Time Crisis, quando alguns projécteis têm uma aura vermelha, são projécteis que nos vão atingir, pelo que devemos tentar atingir o bandido antes que ele dispare, voltar a abrigar antes que levemos com um balázio, ou então se formos ágeis podemos também tentar deflectir o projéctil ao disparar sobre o mesmo.

O proósito do jogo é causarmos o máximo de caos possível, o que vamos conseguir fazer cada vez mais e melhor quando desbloquearmos melhores armas

Ocasionalmente temos alguns cientistas para salvar e, caso o consigamos fazer, estes tipicamente recompensam-nos com alguma coisa, seja dinheiro, seja armadura (temos de sofrer 3 disparos para perder uma vida com a armadura completa) ou alguns power ups. Ocasionalmente temos também alguns momentos de run ‘n gun, onde a personagem começa a correr da esquerda para a direita e temos de ter atenção a algum platforming, mas também aos inimigos que nos vão disparando em background. Já no que diz respeito aos power ups, estes podem ser ataques de artilharia, um fato de robocop que nos oferece invencibilidade temporária, slow motion ou balas mais poderosas. Estes power ups podem ser recompensas dos cientistas que salvamos, mas também os podemos comprar a qualquer momento, logo que tenhamos amealhado dinheiro suficiente para os comprar. No final de cada nível a nossa performance é avaliada e eventualmente vamos também subir nos rankings, o que nos dará acesso a diferentes armas, que uma vez mais podem ser alternadas entre si a qualquer momento no jogo. Mas para obter as melhores armas, o jogo encoraja-nos mesmo a rejogar os vários modos de jogo, causar o máximo de caos possível e ir subindo nos rankins para desbloquear as melhores armas. Para além do modo “história”, vamos desbloqueando também outros modos de jogo adicionais, como o modo arcade que é em tudo igual ao modo normal, mas a ordem dos níveis é algo aleatória. Temos uma espécie de time attack onde temos de sobreviver um minuto num cenário aleatório e causar o máximo da caos possível e por fim desbloqueamos também um modo survival onde a ideia é também a de tentar chegar o mais longe possível.

Como seria de esperar, teremos também a possibilidade de desbloquear e comprar diversas roupas e chapéus

A nível audiovisual é um jogo muito simples, com visuais muito cartoon. E tendo em conta que é um jogo com a sua origem no mercado mobile, não se esperava outra coisa. Nada de especial a apontar ao som como um todo também. Portanto este Major Mayhem acaba por ser um jogo bastante agradável para se jogar em intervalos curtos, principalmente para quem for fã de jogos no estilo de light gun.

Cayne (PC)

Mais uma rapidinha no PC, desta vez para um jogo que o GOG ofereceu há uns tempos, o Cayne. Depois de o ter jogado e ler um pouco mais sobre o jogo é que me apercebi que o mesmo continua gratuito, tanto no GOG, como no Steam. E aparentemente este jogo era para ser um DLC/expansão de Stasis, a sua prequela, mas acabaram por o lançar de forma stand-alone e torná-lo gratuíto!

E tal como o Stasis, que não conhecia de todo, este Cayne é também uma aventura gráfica point and click, com uma temática sci-fi, terror e muito gore. Nós controlamos Hadley, uma rapariga que engravidou “acidentalmente” e desloca-se a uma clínica gerida pela mega corporação Cayne para fazer um aborto. E depois de adormecer no procedimento de anestesia, Hadley acorda numa sala completamente diferente, muito sinistra e com um braço biomecânico gigante prestes a esventrá-la para remover o feto, já com Hadley numa fase de gravidez avançada. E então lá teremos de lutar pela nossa sobrevivência e à medida que vamos progredindo no jogo, vamo-nos também apercebendo de todas as experiências que andavam por ali a fazer.

A perspectiva isométrica até que funciona bem. E o gore está muito bem conseguido!

A nível de mecânicas de jogo, esta é uma aventura gráfica do estilo point and click, ou seja, onde com o ponteiro do rato não só indicamos os locais para Hadley se mover, bem como vamos interagindo com os cenários e coleccionando itens. Vamos ter alguns puzzles para resolver, bem como muitos itens para apanhar e eventualmente combiná-los entre si no inventário, para que depois possam ser usados de forma a ultrapassar algum obstáculo.

Como é habitual neste tipo de jogos, podemos aceder a um inventário que nos permite examinar, usar e combinar objectos

Já visualmente é um jogo interessante na medida em que todos os cenários são apresentados numa perspectiva isométrica, algo que aparentemente já acontecia no Stasis. E sendo um jogo sci-fi esperem por cenários futuristas, mas também com muito gore à mistura. Tendo em conta que escolheram uma perspectiva isométrica, graficamente o jogo está bem conseguido e com um look moderno. Ocasionalmente teremos também algumas cutscenes em CGI, mas essas infelizmente já não ficaram tão boas quanto o resto. Uma das coisas que mais gostei, para além daquele gore asqueroso na simbiose de carne e máquina, foi mesmo o voice acting. Não há assim tantas personagens (vivas) com as quais vamos interagindo, mas uma ou outra acabou por me surpreender pela positiva.

De resto é um jogo curto! Mas tendo em conta que é gratuito, acho que ninguém se pode queixar mesmo. Para os fãs de sci fi, terror e aventuras gráficas, dêm-lhe uma oportunidade! Eu pessoalmente fiquei entusiasmado para um dia jogar o Stasis, algo que farei assim que o encontrar numa boa promoção.

Jazzpunk: Director’s Cut (PC)

O jogo que vos trago hoje é um título indie de aventura na primeira pessoa que me surpreendeu bastante! Com a premissa de passar num passado distópico e retro-futurista, onde na segunda-guerra mundial o Japão conseguiu conquistar uma boa parte da américa do Norte e o clima de guerra fria está ao rubro, com espiões por todo o lado. Nós encarnamos precisamente num desses espiões, o Polyblank, que foi enviado por correio para uma agência secreta que nos dará uma série de missões. O meu exemplar digital do steam foi comprado seguramente nalgum indie bundle a um preço muito convidativo, mas já não me recordo quando.

A primeira missão que recebemos é a de invadir o consulado soviético e recolher documentação importante de um laboratório secreto, mas temos, a qualquer momento, liberdade total de explorar os níveis à nossa volta, algo que recomendo vivamente que o façam. É que este Jazzpunk é dos jogos mais bizarros e bem humorados que tive o prazer de jogar. Para terem uma noção do nonsense que teremos pela frente, quando conseguimos finalmente nos infiltrar no consulado soviético e para ultrapassar o sistema de segurança que de reconhecimento facial que abre uma certa porta, poderemos fazer uma de duas coisas: ou pegamos no quadro de alguém importante que está pendurado numa parede lá perto e o sistema deixa-nos passar, ou, de uma forma mais criativa, tiramos uma fotocópia ao nosso rabo e usamos essa foto. O sistema reconhece a foto como sendo o Dr. Buttley e deixa-nos entrar! Esse é apenas um dos exemplos dos puzzles e diálogos surreais que temos pela frente, sempre com temáticas cliché de filmes de espiões dos anos 60!

Os diálogos (e objectivos de cada missão) são apresentados de uma forma muito interessante!

Para além disso, existe imenso conteúdo adicional que apenas conseguimos descobrir se explorarmos bem cada nível. E inúmeras referências a outros videojogos, muitas vezes na forma de mini-jogos, sendo que a maioria destes são completamente opcionais e só os encontramos após alguma exploração. Space Invaders, Frogger, Wave Race 64 ou até o Mario’s Tennis da Virtual Boy são apenas alguns dos exemplos. Ou a sátira do Quake, com a temática de casamentos (Wedding Cake, é o nome do jogo).

Tantos trocadilhos deliciosos!

A nível audiovisual esperem por um jogo simples. Pensem em cartoons dos anos 50/60, com personagens não mais detalhadas do que personagens de um South Park ou Minecraft. Os diálogos são hilariantes com bom voice acting e as músicas vão sendo também algo variadas entre si. Mas se conseguem imaginar uma banda sonora tipo as dos filmes do Austin Powers, já dá para ter uma ideia.

Existem inúmeras referências a outros videojogos, incluindo mini-jogos de cenas tão obscuras como a Virtual Boy

Portanto este Jazzpunk foi uma óptima surpresa. É um jogo curto, mas todo o seu bom humor, bizarrices e surrealismo da história e das personagens com as quais vamos interagindo, bem como as inúmeras referências a outros videojogos, tornam este Jazzpunk numa experiência altamente recomendável.

Street Fighter Anniversary Collection (Sony Playstation 2)

Vamos voltar à Playstation 2 para uma interessante compilação que infelizmente não chegou a sair cá na Europa, pelo menos na PS2, já que a Xbox a recebeu, vá-se lá entender o porquê. Mas o que traz aqui? Bom, um dos jogos é o Hyper Street Fighter II, que nós chegamos a receber em standalone e eu já cá o trouxe também ao burgo. Talvez por termos antes recebido este Hyper Street Fighter II em separado não chegamos a ter o 3rd Strike? Quem sabe… no Japão ambos os jogos receberam lançamentos separados. Este artigo irá então forcar-se unicamente no Street Fighter III 3rd Strike e o meu exemplar veio dos Estados Unidos há uns valentes meses atrás, por cerca de 12 dólares mais portes, se bem me recordo.

Jogo com caixa e manual, versão norte-americana

Ora o Street Fighter III 3rd Strike é, como o nome indica, a terceira versão do Street Fighter III, que adiciona umas quantas novidades, a começar por novas personagens jogáveis. A Chun-Li é a única personagem “antiga” que retorna, mas teremos aqui mais algumas caras novas como a Makoto, Remy, Twelve (mais uma criatura estranha) e o enigmático Q. Já no que diz respeito à jogabilidade, a principal novidade desta iteração está na introdução dos Guard Parry, uma técnica que nos permite deflectir combos, após bloquear pelo menos um dos seus primeiros golpes. Naturalmente que o timing tem de ser bastante preciso! Para além disso, no final de cada combate a nossa performance é avaliada e se formos excepcionais (não perder nenhum confronto, terminar uns quantos rounds com Super Arts) vamos encontrar o Q como mini-boss. No que diz respeito aos mini jogos, para além do mini jogo de deflectir bolas atiradas pelo Sean, temos antes um outro mini jogo mais clássico, o de destruir um carro dentro de um tempo limite. De resto, no que diz respeito aos modos de jogo, as coisas são simples, com o modo arcade, o versus e um modo de treino. Interessante de referir também que teremos acesso às System Directions, onde poderemos customizar muitos dos parâmetros do sistema de combate.

O mini-jogo de destruir um carro está de volta!

Já no que diz respeito aos audiovisuais, sinceramente fiquei um pouco desiludido. Continua a ser um jogo excelente, principalmente no que diz respeito aos detalhes das personagens e as suas animações fluídas (as pernas da Elena são hipnóticas). No entanto, os cenários, apesar de serem inteiramente novos (pois este jogo é considerado uma sequela do 2nd Impact, enquanto esse é uma revisão do New Generation), devo dizer que os achei uns bons furos abaixo das versões anteriores. São cenários bonitos, mas falta-lhes a vida e animação em background que existem nas primeiras versões do SFIII. A banda sonora é também ainda mais eclética, com música electrónica, jazz, algum hip-hop e ocasionalmente algumas músicas a roçarem o rock. Nem todas as músicas agradam-me, confesso, mas o que estranho mais é que muitas músicas nem sequer condizem minimamente com a atmosfera que o jogo tenta passar em alguns momentos. Por exemplo, imaginem um combate épico contra o Akuma, num cenário todo tenebroso e ouvimos uma música meio jazz e electrónica, mas com uma toada algo alegre…

A Chun-Li é a única cara “nova” conhecida a regressar no 3rd Strike

Portanto este Street Fighter III 3rd Strike é mais um excelente jogo de luta, com uma jogabilidade bem fluída, sólida e com complexidade suficiente para exigir muitas horas de treino. No entanto reafirmo, a nível audiovisual, prefiro de longe os dois primeiros lançamentos. Já no que diz respeito à compilação Street Fighter Anniversary Collection em si, é interessante e é pena que não tenha saído cá na Europa. Aparentemente a versão Xbox tinha suporte online e talvez a Capcom não se queira ter dado ao trabalho de incluir o mesmo na PS2. De qualquer das formas é uma pena pois seria uma alternativa mais barata à versão de Dreamcast. Mas a Capcom redimiu-se ao lançar a compilação Street Fighter 30th Anniversary Collection no ano de 2018. Essa compilação traz todos os lançamentos principais (nas suas versões arcade) da saga, desde o primeiro Street Fighter, até este SF III 3rd Strike, incluindo também os Alphas. Será certamente uma compilação que irei comprar quando a encontrar a um bom preço.