Jazzpunk: Director’s Cut (PC)

O jogo que vos trago hoje é um título indie de aventura na primeira pessoa que me surpreendeu bastante! Com a premissa de passar num passado distópico e retro-futurista, onde na segunda-guerra mundial o Japão conseguiu conquistar uma boa parte da américa do Norte e o clima de guerra fria está ao rubro, com espiões por todo o lado. Nós encarnamos precisamente num desses espiões, o Polyblank, que foi enviado por correio para uma agência secreta que nos dará uma série de missões. O meu exemplar digital do steam foi comprado seguramente nalgum indie bundle a um preço muito convidativo, mas já não me recordo quando.

A primeira missão que recebemos é a de invadir o consulado soviético e recolher documentação importante de um laboratório secreto, mas temos, a qualquer momento, liberdade total de explorar os níveis à nossa volta, algo que recomendo vivamente que o façam. É que este Jazzpunk é dos jogos mais bizarros e bem humorados que tive o prazer de jogar. Para terem uma noção do nonsense que teremos pela frente, quando conseguimos finalmente nos infiltrar no consulado soviético e para ultrapassar o sistema de segurança que de reconhecimento facial que abre uma certa porta, poderemos fazer uma de duas coisas: ou pegamos no quadro de alguém importante que está pendurado numa parede lá perto e o sistema deixa-nos passar, ou, de uma forma mais criativa, tiramos uma fotocópia ao nosso rabo e usamos essa foto. O sistema reconhece a foto como sendo o Dr. Buttley e deixa-nos entrar! Esse é apenas um dos exemplos dos puzzles e diálogos surreais que temos pela frente, sempre com temáticas cliché de filmes de espiões dos anos 60!

Os diálogos (e objectivos de cada missão) são apresentados de uma forma muito interessante!

Para além disso, existe imenso conteúdo adicional que apenas conseguimos descobrir se explorarmos bem cada nível. E inúmeras referências a outros videojogos, muitas vezes na forma de mini-jogos, sendo que a maioria destes são completamente opcionais e só os encontramos após alguma exploração. Space Invaders, Frogger, Wave Race 64 ou até o Mario’s Tennis da Virtual Boy são apenas alguns dos exemplos. Ou a sátira do Quake, com a temática de casamentos (Wedding Cake, é o nome do jogo).

Tantos trocadilhos deliciosos!

A nível audiovisual esperem por um jogo simples. Pensem em cartoons dos anos 50/60, com personagens não mais detalhadas do que personagens de um South Park ou Minecraft. Os diálogos são hilariantes com bom voice acting e as músicas vão sendo também algo variadas entre si. Mas se conseguem imaginar uma banda sonora tipo as dos filmes do Austin Powers, já dá para ter uma ideia.

Existem inúmeras referências a outros videojogos, incluindo mini-jogos de cenas tão obscuras como a Virtual Boy

Portanto este Jazzpunk foi uma óptima surpresa. É um jogo curto, mas todo o seu bom humor, bizarrices e surrealismo da história e das personagens com as quais vamos interagindo, bem como as inúmeras referências a outros videojogos, tornam este Jazzpunk numa experiência altamente recomendável.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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