Super Darius (PC-Engine CD)

Vamos voltar à PC-Engine CD para mais um shmup clássico, nomeadamente a conversão do primeiro Darius da Taito. Já cá trouxe uma modesta conversão deste jogo para o ZX Spectrum, ou mesmo a sua sequela para a Master System, mas esta versão PC-Engine CD teve a honra de ser a primeira conversão a chegar às consolas. O meu exemplar foi comprado em Outubro numa loja online japonesa e custou-me cerca de 17 dólares.

Jogo com caixa e manual embutido na capa

O Darius é um shmup lançado originalmente nas arcades em 1986, por parte da Taito. Demarcava-se dos restantes pelos seus bosses grandes, bem detalhados e todos eles baseados em peixes ou outras criaturas marinhas, pelos caminhos divergentes à lá Outrun, mas também pela sua resolução muito peculiar. A área de jogo era formada por três televisores ligados entre si horizontalmente, resultando numa resolução extremamente widescreen para a época. Naturalmente que essa característica teve de ser abandonada quando se trouxe o jogo para fora das arcades, mas esta versão da PC-Engine CD acaba por ser uma conversão muito próxima do original.

Estes primeiros inimigos são autênticas esponjas de balas!

A nível de jogabilidade é simples, a nossa nave possui dois ataques, um frontal e outro que larga bombas ou mísseis para o solo, pelo que os botões faciais do comando de 2 botões da PC-Engine servem para isso mesmo. Os inimigos vão surgindo no ecrã por ondas e vamos ganhando pontos adicionais se os conseguirmos destruir a todos antes que desapareçam. Temos no entanto muitos inimigos que são autênticas esponjas de balas, especialmente nos primeiros níveis, onde a nossa nave ainda está bastante fraca. Como não poderia deixar de ser vamos poder apanhar uma série de power ups coloridos onde os vermelhos melhoram-nos a arma principal, os verdes a secundária e os azuis dão-nos um precioso escudo que nos deixa sofrer algum dano antes de perdermos uma vida. Temos no entanto de apanhar oito power ups da mesma cor para que possamos melhorar as armas ou escudo e cada vez que perdemos uma vida, perdemos também progresso nos upgrades, o que é sempre frustrante.

Apesar de existirem 2 pilotos na intro, infelizmente esa versão não suporta multiplayer

Uma vez derrotado o boss do nível em que estamos, teremos de fazer uma escolha, pois o caminho bifurca-se. Tal como o OutRun, a longevidade aumenta bastante pois poderemos tomar uma série de caminhos alternativos. Cada run extende-se por 7 níveis, existindo 28 níveis no total. Infelizmente, ao contrário do Outrun em que cada bifurcação resultava em cenários completamente distintos entre si, isto não acontece no Darius. Existem apenas 5 cenários diferentes: as cavernas, uma cidade, montanhas, espaço e zonas sub aquáticas, variando apenas nas cores. No entanto esta versão PC-Engine CD supera o original arcade numa coisa, os bosses. Enquanto o original possuía apenas 13 bosses que se repetiam, esta versão PC-Engine CD possui 26 bosses únicos, existindo apenas 2 repetições. A Taito colocou então 9 bosses protótipos que nunca chegaram a ser introduzidos na versão arcade, mais 4 bosses retirados do Darius II, cuja versão arcade já tinha saído um ano antes desta.

Graficamente o jogo não é nada de especial, até que entram os bosses super bem detalhados

Graficamente este é um jogo bastante simples e a PC-Engine consegue fazer muito melhor, mas sendo sincero, está muito próximo da versão arcade que, sendo um jogo de 1986, também não era propriamente muito excitante do ponto de vista gráfico. Tal como referi acima, os níveis são muito simplistas e apenas os bosses é que são grandes e com um bom nível de detalhe. Mas tirando a questão resolução ter sido adaptada para um televisor apenas, esta versão PC-Engine CD está muito próxima do original. Até no som, pois a banda sonora, apesar de estar no formato CD-Audio, possui gravações das músicas da versão arcade!

Os bosses têm todos a temática de criaturas marinhas

Portanto estamos aqui perante uma conversão sólida do Darius e que até acrescenta algum conteúdo adicional perante o lançamento original, nomeadamente os bosses. Do ponto de vista gráfico é um jogo simples, mas a própria série Darius começaria a ficar mais interessante nesse departamento a partir do Darius II. Mas vamos terminar este artigo com uma curiosidade. Tal como o R-Type, que no Japão foi repartido em dois lançamentos distintos, mas recebeu mais tarde um lançamento completo em CD, o Darius também tem uma história curiosa. Isto porque este lançamento para a PC-Engine CD não foi filho único. Pouco tempo depois a NEC lança também o Darius Plus, agora em formato HuCard para a PC-Engine normal. Sendo um jogo em cartucho, é uma versão que sofre alguns cortes em relação ao lançamento de CD, nomeadamente muitos dos seus bosses, com apenas 16 bosses ao contrário dos 26 da versão CD. Porque a NEC decidiu lançar estas duas versões em formatos distintos? Por um lado para chegar a mais público pois nem toda a gente possuía a PC-Engine CD. Por outro lado este lançamento conta com a distinção de ter sido desenvolvido com especial suporte à SuperGrafx (um sucessor da PC Engine que apesar de ser mais poderoso, foi um flop comercial). Se jogado numa SuperGrafx, o Darius Plus conta com uma performance superior e que elimina algum do sprite flicker visível se jogado numa PC-Engine normal. Para quem tivesse comprado ambas as versões, e enviasse à NEC uma prova de compra de ambos, recebiam posteriormente pelo correio uma recompensa, o Darius Alpha! Essa é uma versão promocional do Darius Plus, que inclui apenas um boss rush com todos os bosses presentes na versão Plus do Darius. Tendo em conta que esse foi um lançamento que nunca chegou a ir para as lojas e apenas 800 unidades foram produzidas, acabou por se tornar num dos títulos mais caros e cobiçados por coleccionadores.

Super Bust-A-Move 2 (Sony Playstation 2)

Voltando à PS2 e a rapidinhas de jogos mais arcade, ficamos agora com o segundo Super Bust-A-Move da Taito que foi lançado para a Playstation 2 algures em 2002, embora não tenha recebido nenhuma conversão para outro sistema. Tal como o seu predecessor, mantém muitos das mecânicas de jogo que estaríamos à espera, adicionando no entanto alguns novos modos de jogo. O meu exemplar foi comprado algures em 2017 através de um particular, creio que me custou uns 5€.

Jogo com caixa, manual e papelada

Temos então o Story Mode, Battle Mode, 1P Puzzle Mode e o Edit Mode. Vamos começar pelo Battle Mode que pode ser jogado contra o CPU ou contra um amigo. E aqui a ideia é a de limpar a nossa área de jogo o mais rapidamente possível, se possível também com jogadas que façam muitas esferas coloridas “caírem” de forma a mandar “lixo” para o ecrã do nosso oponente. Aquele que ficar com o ecrã mais cheio, de tal forma que pelo menos uma esfere ultrapasse a sua área de jogo, perde o confronto. Um dos sub-modos de jogo que podemos escolher aqui introduz as Chain Reactions que consistem em, no caso das esferas que deixamos cair ao explodir um conjunto de 3 ou mais esferas da mesma cor e que as estavam a segurar, essas esferas transitam para junto de outras esferas da mesma cor, podendo causar as tais reacções em cadeia que nos conferem ainda mais pontos.

O modo battle permite-nos jogar contra o CPU ou contra um amigo. A personagem da direita está em maus lençís!

O 1P Puzzle mode é também muito similar ao introduzido no jogo anterior, onde depois de escolhermos que personagem queremos representar, vamos ter inúmeros desafios com ecrãs já previamente preenchidos de esferas coloridas e a ideia é limpar o ecrã no menor tempo possível. Também tal como no jogo anterior, existem vários caminhos alternativos que poderemos optar à medida que vamos avançando no jogo, com cada um desses caminhos a possuir puzzles diferentes. O Story Mode é, como o nome indica, um modo história onde escolhemos uma das várias personagens coloridas que o jogo nos apresenta e teremos de escalar uma torre de 5 andares, na esperança de encontrar um tesouro valioso no cimo da torre. Independentemente da personagem escolhida, a história é extremamente simples. Em cada um dos pisos da torre iremos encontrar vários desafios que tanto podem ser partidas de Puzzle Bobble normais, duelos contra o CPU ou até uma partida de “Endless Puzzle”, onde vão estando constantemente a surgir novas esferas coloridas no topo do ecrã. Por fim temos também o Edit Mode, onde poderíamos criar os nossos puzzles, mas confesso que não perdi tempo aí. De resto convém também referir que este jogo inclui também todas aquelas esferas e blocos especiais para ter em conta, como as esferas com uma chama que explodem as esferas coloridas à sua volta, esferas arco-íris que assumem a cor da explosão de um conjunto de esferas que explode à sua volta, entre muitos outros diferentes tipos que teremos de ter em conta.

Temos de ter em atenção ao que fazem as esferas e blocos especiais. Por exemplo, estas que têm setas fazem deslocar o nosso canhão horizontalmente

Já no que diz respeito aos audiovisuais, estamos aqui perante um jogo muito colorido, mas também muito simples. E nem esperaria que fosse de outra forma! O modo de história tem algumas cutscenes, mas essas são extremamente simples. E o voice acting, sinceramente também achei muito mau. Mas tirando esses momentos cringe, esperem por músicas agradáveis e gráficos simples, cute e coloridos.

Portanto este Super Puzzle Bobble é mais uma alternativa a quem procura um jogo puzzle que seja bastante divertido, mas também desafiante, especialmente se jogado sozinho. Alguns desafios vão-nos dar algumas dores de cabeça e teremos mesmo de aprender a usar as esferas especiais em nosso proveito! Mas para quem gostar de jogar este tipo de jogos de forma mais casual, ou então contra amigos, se já tiverem o primeiro Super Puzzle Bobble da PS2 então não estão a perder muito.

Super Bust-A-Move (Sony Playstation 2)

Continuando pela PS2 e por jogos mais arcade, vamos ficar agora com mais um dos muitos Puzzle Bobble / Bust-A-Move que foram saindo ao longo dos anos. Esta série é um daqueles casos em que um spin off acaba por ter mais popularidade do que a série principal (Bubble Bobble) e compreende-se bem o porquê, pois estes são puzzle games super simples nas suas mecânicas de jogo, mas extremamente viciantes. São óptimos jogos para se jogar de forma mais casual ou mesmo contra amigos! O meu exemplar foi comprado numa CeX há uns meses atrás, creio que por 7€.

Jogo com caixa e manual. O que dizer desta capa? Não sei.

As mecânicas de jogo dos Puzzle Bobble / Bust-A-Move são muito simples. Temos uma área de jogo com várias esferas coloridas penduradas umas nas outras. Em baixo, no centro do ecrã, vemos um canhão que é manobrado pela personagem que controlamos. Esse canhão é carregado com esferas coloridas que devemos disparar e ir formando conjuntos de 3 ou mais esferas da mesma cor, fazendo-as desaparecer. Caso existissem esferas de outras cores abaixo daquelas que acabamos de fazer desaparecer, essas caem e também desaparecem de cena, dando-nos mais pontos. O objectivo é limpar o ecrã de esferas coloridas e evitar que alguma esfera colorida ultrapasse o limiar inferior da área de jogo. Naturalmente que com as muitas sequelas, vão sendo introduzidas novas mecânicas de jogo, como esferas especiais ou blocos de madeira ou paredes adicionais que nos dificultam a vida e obrigam-nos a usar disparos diagonais e com tabelações para as tentar ultrapassar. Algumas das esferas especiais podem ser esferas de arco-íris, que assumem a cor de um conjunto de esferas coloridas que expluda na sua vizinhança, esferas pequeníssimas que expandem de tamanho quando chegam ao seu destino, ou umas esferas azuis brilhantes que se conseguirmos fazer explodir uma, todas as outras explodem também.

Temos várias personagens para escolher e os seus “padrões de ataque”

Já no que diz respeito aos modos de jogo, temos aqui o 1P Puzzle os modos versus, tanto contra o CPU, como contra outro amigo. Os modos versus colocam-nos a competir directamente contra uma personagem controlada pelo CPU, ou um amigo e à medida que vamos conseguir progredir no jogo e fazer cair muitas esferas, vamos também mandando “lixo” para o ecrã do adversário e perde quem tiver esferas a ultrapassar a sua área de jogo. O modo 1P Puzzle não estamos a competir contra ninguém, mas teremos vários desafios pela frente com ecrãs repletos de esferas coloridas em padrões pré-definidos e a ideia é limpar o ecrã no menor tempo possível. Existem muitos níveis e o nosso progresso obriga-nos a escolher uma de duas bifurcações no caminho, pelo que para quem quiser explorar todos os desafios terá muito que jogar. Aparentemente a versão arcade deste jogo incluía também um modo 2P Puzzle, onde dois jogadores jogavam cooperativamente, mas infelizmente esse modo de jogo não chegou a esta versão da PS2.

As mecânicas de jogo são simples e viciantes!

A nível audiovisual é um jogo muito simples, repleto de personagens coloridas e cenários variados. As músicas são também alegres e agradáveis ao ouvido. O pior nem é o grafismo do jogo em si, mas sim a capa horrível que a Acclaim escolheu para as versões ocidentais deste jogo. A sério, nem tenho palavras! E o pobre bébé está na capa, manual e CD!

Portanto temos aqui um jogo que é bastante agradável e viciante. É um daqueles títulos ideais para se jogar de forma algo casual quando queremos matar algum tempo. E claro, jogar contra um amigo é sempre divertido também!

Rastan Saga II (PC-Engine)

Vamos a mais uma rapidinha a um jogo de PC-Engine, desta vez a conversão do Rastan II da Taito que, na sua versão PC-Engine se ficou apenas pelo Japão. Já a versão Mega Drive foi também lançada nos Estados Unidos e não por cá na Europa, mas a julgar por esta versão creio que também não tenhamos perdido grande coisa. Eu na altura até achei piada ao primeiro Rastan, apesar de ter também os seus problemas. O meu exemplar foi comprado numa loja online no mês passado e custou-me creio que uns 12€.

Jogo com caixa e manual embutido na capa

E, tal como a sua prequela, encarnamos uma vez mais num guerreiro bárbaro (muito influenciado pelo Conan, interpretado por Arnold Schwarzenegger) que tem como missão impedir forças infernais de invadir o sagrado templo de Rastania, e com isso impedi-los de futuramente de dominar o mundo. Estamos então perante mais um jogo de acção/plataformas, aparentemente mais linear que o primeiro. Curiosamente, mesmo tendo sido um exclusivo japonês, todos os menus e diálogos estão em inglês, portanto este até que é um jogo bastante import friendly.

O jogo possui sprites grandes e bem detalhadas, mas as animações e o design dos níveis deixam muito a desejar

As mecânicas são muito simples, com um botão para atacar e outro para saltar, embora desta vez possamos bloquear golpes inimigos, bem como agachar e bloquear também golpes baixos, o que será necessário ao defrontar alguns inimigos. Ocasionalmente vamos encontrando diversos power ups, desde itens que nos regenerem vida, aumentem o tempo que temos para terminar o nível, dão-nos poderes adicionais como disparar bolas de fogo de cada vez que ataquemos, ou mesmo invocar um escudo que nos protegerá de alguns golpes. Inicialmente começamos com uma espada pequena e um escudo, mas também poderemos encontrar outras armas na forma de power ups e que as mantemos equipadas até perdermos uma vida, ou apanhar outro power up com uma arma diferente. Até aqui tudo bem, mas o design dos níveis é super desinteressante e, acima de tudo, a jogabilidade não é grande coisa. Os saltos são algo imprecisos assim como o sistema de colisões, o que por vezes nos vai fazer passar por algumas situações frustrantes.

Como é habitual, no final de cada nível temos sempre um boss para enfrentar

A nível gráfico, infelizmente este também é um jogo que provoca sentimentos mistos. Por um lado as sprites são enormes, tanto as do herói, como a da maioria dos inimigos e até gosto do design mais sinistro de alguns monstros. Mas por outro lado as sprites são muito pouco animadas e o outro dos preços a pagar está nos cenários, que são muito desinteressantes. Vi alguns vídeos da versão arcade e esta, apesar de possuir na mesma as plataformas muito quadradas e desinteressantes, tem no entando ecrãs de fundo com bem mais detalhe do que a Taito conseguiu colocar nesta versão, o que é pena. As músicas sinceramente também as achei bastante aborrecidas!

Portanto estamos aqui perante um jogo que, apesar de até ser bastante acessível para importação pois está todo em inglês, a verdade é que não é um jogo assim tão bom quanto isso. Já li por aí que a nível audiovisual a versão Mega Drive é superior, mas também que a versão PC-Engine é melhor a nível de controlo. E se assim é, tremo só de pensar como será controlar este bárbaro de uma forma ainda pior!

Raystorm (Sony Playstation / PC)

Raystorm é o terceiro título da saga que se iniciou com o RayForce em 1993 nas arcades, mas é o primeiro da série a ser completamente em 3D poligonal. Foi lançado originalmente também nas arcades em 1996, tendo posteriormente recebido conversões para múltiplos sistemas (incluindo a Sega Saturn, sob o nome de Layer Section 2, no Japão apenas) nos anos seguintes. Na colecção tenho por cá uma versão manhosa de PC que comprei por 1€ a um vendedor numa feira de velharias há uns meses atrás, bem como uma interessante versão rental para a Playstation, que comprei a alguém no facebook por 10€ algures no passado mês de Junho. Será precisamente na versão Playstation que irei incidir este artigo.

Jogo com caixa, na sua versão rental.

A história coloca-nos a bordo de uma nave espacial toda poderosa e, sozinhos, iremos como é habitual enfrentar um exército inimigo que invadiu o planeta Terra. Ao longo de 8 níveis, iremos então percorrer diversas paisagens no nosso planeta, para depois combater em pleno espaço e, por fim, no planeta inimigo. Não é nada original, mas sinceramente também não interessa muito neste estilo de jogo, logo que a jogabilidade seja boa e se possível os visuais também! E felizmente, é um jogo que responde muito bem em ambos os campos.

Versão para PC, com caixa e papelada. Infelizmente é esta versão horrível da xplosiv, mas por 1€…

A nível de jogabilidade é um jogo simples, onde inicialmente dispomos de 2 modos de jogo distintos para escolher, com a conversão arcade, mas também o modo “extra”, onde este último parece ser apenas uma versão remix da versão arcade, com mais inimigos e diferentes padrões de movimento e disparo. Inicialmente podemos escolher uma de 2 naves, que possuem armas diferentes, mas com uma jogabilidade idêntica. Aqui temos 2 botões de disparo, um para disparar os raios laser com rapid fire, outro para fazer lock-on de inimigos e, quando o largamos, são lançados projécteis teleguiados que atacarão os mesmos. Para além de armas diferentes, o número de alvos que conseguimos fazer lock-on também varia de nave para nave. De resto temos ainda um outro botão usado para despoletar o special, um ataque bastante poderoso e que causa dano a todos os inimigos presentes no ecrã! Este não tem propriamente munições limitadas, simplesmente apenas o podemos usar quando a barra de special esteja cheia, o que vai acontecendo gradualmente, com cada ataque de “lock on” bem sucedido. E para fazer lock-on nos inimigos, não basta carregar no tal botão, temos também de guiar a nave para que a sua mira, que paira um pouco à sua frente, entre em contacto com os inimigos. Ora como essa mira não está assim tão longe da nave quanto isso, também nos obrigará a conduzir a nave para muito próximo das naves inimigas, o que é naturalmente bem mais arriscado.

Graficamente é um jogo muito bem conseguido, repleto de bonitos efeitos de luz e transparências

E claro, o jogo não é propriamente um passeio na praia, pois à medida que vamos avançando, teremos inimigos cada vez mais numerosos, com padrões de movimento mais agressivos e, principalmente os bosses, com imensos projécteis pelo ar e nós temo-nos de desviar pelos “pingos da chuva” como se nada fosse. Mas existe algum conteúdo desbloqueável para quem quiser aceitar o desafio. Ao terminar o extra mode podemos experimentar o “13 ships mode“, uma versão mais difícil do jogo, com 13 “vidas”, mas sem qualquer continue. Para quem conseguir vencer esse desafio desbloqueia também o shooting mode, que aparentemente apenas adiciona um contador de alvos falhados e abatidos. Algo decepcionante, sinceramente, mas deve ser bem útil para quem quiser practicar alguma run perfeita.

Como é habitual, no final de cada nível temos de enfrentar um boss e memorizar os seus padrões de fogo

A nível gráfico é um jogo muito bom. A versão Playstation não possui o mesmo nível de detalhe do original de arcade, com os cenários e as naves a serem renderizadas de uma forma mais pixelizada no geral, ainda assim o resultado final é bastante satisfatório, seja no design dos níveis, como no das naves, suas armas e as forças inimigas. Vamos tanto explorar paisagens urbanas, industriais, vales, oceanos, como autênticas batalhas colossais em pleno espaço. É também um jogo repleto de efeitos especiais de luz e transparências, como os submarinos que atacam debaixo de água, ou as naves inimigas que se escondem nas nuvens. Estou curioso para ver como a versão Sega Saturn se tenha safado nesta versão! As músicas são também bastante agradáveis, sempre com uma toada electrónica algo relaxante até, se não fosse por todo a cacofonia que vamos presenceando no ecrã. A versão PC sinceramente não cheguei sequer a experimentar pois temia que não funcionasse bem em sistemas operativos mais actuais. Ainda assim, pelo que vi, parece ser visualmente mais apelativa, ao suportar maiores resoluções e um detalhe gráfico mais nítido. De resto, parece ter exactamente o mesmo conteúdo da versão Playstation.

Gosto bastante do design de alguns dos inimigos!

Portanto este Raystorm é um shmup bastante agradável e que me deixou curioso para experimentar os restantes jogos desta série, caso um dia os venha a arranjar a um bom preço. Pelo menos o Galactic Attack, na sua versão Sega Saturn (conhecido como Layer Section no Japão, daí a versão nipónica deste Raystorm na Saturn ser chamada de Layer Section II por lá), não é um jogo lá muito comum, pelo que é capaz de demorar a chegar cá.