Raystorm (Sony Playstation / PC)

Raystorm é o terceiro título da saga que se iniciou com o RayForce em 1993 nas arcades, mas é o primeiro da série a ser completamente em 3D poligonal. Foi lançado originalmente também nas arcades em 1996, tendo posteriormente recebido conversões para múltiplos sistemas (incluindo a Sega Saturn, sob o nome de Layer Section 2, no Japão apenas) nos anos seguintes. Na colecção tenho por cá uma versão manhosa de PC que comprei por 1€ a um vendedor numa feira de velharias há uns meses atrás, bem como uma interessante versão rental para a Playstation, que comprei a alguém no facebook por 10€ algures no passado mês de Junho. Será precisamente na versão Playstation que irei incidir este artigo.

Jogo com caixa, na sua versão rental.

A história coloca-nos a bordo de uma nave espacial toda poderosa e, sozinhos, iremos como é habitual enfrentar um exército inimigo que invadiu o planeta Terra. Ao longo de 8 níveis, iremos então percorrer diversas paisagens no nosso planeta, para depois combater em pleno espaço e, por fim, no planeta inimigo. Não é nada original, mas sinceramente também não interessa muito neste estilo de jogo, logo que a jogabilidade seja boa e se possível os visuais também! E felizmente, é um jogo que responde muito bem em ambos os campos.

Versão para PC, com caixa e papelada. Infelizmente é esta versão horrível da xplosiv, mas por 1€…

A nível de jogabilidade é um jogo simples, onde inicialmente dispomos de 2 modos de jogo distintos para escolher, com a conversão arcade, mas também o modo “extra”, onde este último parece ser apenas uma versão remix da versão arcade, com mais inimigos e diferentes padrões de movimento e disparo. Inicialmente podemos escolher uma de 2 naves, que possuem armas diferentes, mas com uma jogabilidade idêntica. Aqui temos 2 botões de disparo, um para disparar os raios laser com rapid fire, outro para fazer lock-on de inimigos e, quando o largamos, são lançados projécteis teleguiados que atacarão os mesmos. Para além de armas diferentes, o número de alvos que conseguimos fazer lock-on também varia de nave para nave. De resto temos ainda um outro botão usado para despoletar o special, um ataque bastante poderoso e que causa dano a todos os inimigos presentes no ecrã! Este não tem propriamente munições limitadas, simplesmente apenas o podemos usar quando a barra de special esteja cheia, o que vai acontecendo gradualmente, com cada ataque de “lock on” bem sucedido. E para fazer lock-on nos inimigos, não basta carregar no tal botão, temos também de guiar a nave para que a sua mira, que paira um pouco à sua frente, entre em contacto com os inimigos. Ora como essa mira não está assim tão longe da nave quanto isso, também nos obrigará a conduzir a nave para muito próximo das naves inimigas, o que é naturalmente bem mais arriscado.

Graficamente é um jogo muito bem conseguido, repleto de bonitos efeitos de luz e transparências

E claro, o jogo não é propriamente um passeio na praia, pois à medida que vamos avançando, teremos inimigos cada vez mais numerosos, com padrões de movimento mais agressivos e, principalmente os bosses, com imensos projécteis pelo ar e nós temo-nos de desviar pelos “pingos da chuva” como se nada fosse. Mas existe algum conteúdo desbloqueável para quem quiser aceitar o desafio. Ao terminar o extra mode podemos experimentar o “13 ships mode“, uma versão mais difícil do jogo, com 13 “vidas”, mas sem qualquer continue. Para quem conseguir vencer esse desafio desbloqueia também o shooting mode, que aparentemente apenas adiciona um contador de alvos falhados e abatidos. Algo decepcionante, sinceramente, mas deve ser bem útil para quem quiser practicar alguma run perfeita.

Como é habitual, no final de cada nível temos de enfrentar um boss e memorizar os seus padrões de fogo

A nível gráfico é um jogo muito bom. A versão Playstation não possui o mesmo nível de detalhe do original de arcade, com os cenários e as naves a serem renderizadas de uma forma mais pixelizada no geral, ainda assim o resultado final é bastante satisfatório, seja no design dos níveis, como no das naves, suas armas e as forças inimigas. Vamos tanto explorar paisagens urbanas, industriais, vales, oceanos, como autênticas batalhas colossais em pleno espaço. É também um jogo repleto de efeitos especiais de luz e transparências, como os submarinos que atacam debaixo de água, ou as naves inimigas que se escondem nas nuvens. Estou curioso para ver como a versão Sega Saturn se tenha safado nesta versão! As músicas são também bastante agradáveis, sempre com uma toada electrónica algo relaxante até, se não fosse por todo a cacofonia que vamos presenceando no ecrã. A versão PC sinceramente não cheguei sequer a experimentar pois temia que não funcionasse bem em sistemas operativos mais actuais. Ainda assim, pelo que vi, parece ser visualmente mais apelativa, ao suportar maiores resoluções e um detalhe gráfico mais nítido. De resto, parece ter exactamente o mesmo conteúdo da versão Playstation.

Gosto bastante do design de alguns dos inimigos!

Portanto este Raystorm é um shmup bastante agradável e que me deixou curioso para experimentar os restantes jogos desta série, caso um dia os venha a arranjar a um bom preço. Pelo menos o Galactic Attack, na sua versão Sega Saturn (conhecido como Layer Section no Japão, daí a versão nipónica deste Raystorm na Saturn ser chamada de Layer Section II por lá), não é um jogo lá muito comum, pelo que é capaz de demorar a chegar cá.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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