Nintendo World Cup (Nintendo Entertainment System)

nintendo-world-cupEste é apenas um brevíssimo artigo de referência a um jogo que por sua vez já tinha sido brevemente analisado num outro artigo. Nintendo World Cup é um jogo de futebol bastante divertido para a clássica NES, da autoria da Tecmo. Já o possuía naquela compilação que também inclui o Super Mario Bros e o Tetris. Esta minha cópia foi comprada algures em Agosto ou Setembro na cash converters de Alfragide por 7.5€. Curiosamente já tinha tido a oportunidade de o ter comprado a esse preço na mesma loja uns anos antes, mas na altura tinha passado. Desta vez aproveitei até porque encontrar jogos de NES com pelo menos a caixa a um preço minimamente acessível está cada vez mais complicado.

Jogo com caixa
Jogo com caixa

Para lerem a minha opinião do jogo convido-vos a ler o respectivo artigo da compilação ao clicar aqui.

Battle Arena Toshinden 2 (Sony Playstation)

battle-arena-toshinden-2Bom, já há bastante tempo que não escrevia aqui nada. Ultimamente a minha vida pessoal e profissional teve várias mudanças (felizmente para o melhor), mas enquanto as coisas não estabilizam, o tempo que dedicava aos videojogos, seja a jogar ou escrever, acabou por ver-se bastante reduzido e a vontade também não foi tanta. Mas com o backlog sempre a crescer lá irei tentar uma vez mais retomar à regularidade de artigos. E o que trago hoje é uma rapidinha para o segundo jogo da série Battle Arena Toshinden, uma das primeiras séries de jogos de luta 3D, tendo surgido pouco depois de Virtua Fighter e/ou Tekken, mas que se distinguia dessas pelo facto de todas as personagens usarem armas brancas, tal como mais tarde Last Bronx ou Soul Blade/Calibur também vieram a seguir. Este meu exemplar foi comprado algures durante o mês de Julho na cash converters de Benfica, em Lisboa. Custou-me 3€ se não estou em erro.

Jogo com caixa
Jogo com caixa

Tal como muitos outros jogos de luta, existe aqui uma trama por detrás, geralmente envolvendo organizações criminosas que por algum motivo decidem organizar, nas sombras, um grande torneio de luta, enquanto que cada lutador possui as mais variadas razões para querer participar no torneio, seja por procurarem vingança de bandidos, superarem-se a si próprios ou outros motivos. No entanto, tal como aconteceu com o primeiro Battle Arena Toshinden, uma conversão especial para a Saturn foi também lançada, com o nome de Battle Arena Toshinden URA. Aqui a história é diferente, com o jogo a ter inclusivamente personagens extra. Mas nem tudo é bom, pois tal como no Battle Arena Toshinden Remix também foram feitos alguns sacrifícios técnicos nessa versão. Mas já lá vamos.

Para além dos golpes normais temos também os Overdrive que podem ser despoletados após encher a nossa barra de energia no fundo do ecrã
Para além dos golpes normais temos também os Overdrive que podem ser despoletados após encher a nossa barra de energia no fundo do ecrã

A jogabilidade mantém-se practicamente idêntica, com a grande novidade estar no sistema simples de combos que foi implementado. De resto é um jogo de luta 3D no verdadeiro sentido da palavra, na medida em que nos podemos movimentar livremente ao longo da arena. As regras são simples, para vencer um combate teremos de esgotar a barra de vida do nosso oponente, ou atirá-lo para fora do ringue. O ring out é algo que podemos explorar de uma forma inteligente, pois a inteligência artificial não é grande coisa e muitas vezes os nossos oponentes fazem golpes especiais muito perto da berma da arena, bastando-nos desviar no momento certo para que eles caiam fora do ringue. De resto, a nível de modos de jogo não há muita variedade, o que sinceramente ainda era algo normal nas conversões arcade dessa época. Para além do modo arcade possuimos o full battle que é semelhante ao original, mas mais extenso visto que acabamos por lutar contra todos os outros lutadores. Para além disso temos também os habituais modos versus, para o multiplayer.

Graficamente é um jogo ainda algo primitivo na Playstation, embora sejam notórios vários detalhes interessantes nas personagens
Graficamente é um jogo ainda algo primitivo na Playstation, embora sejam notórios vários detalhes interessantes nas personagens

Graficamente é um jogo um pouco melhor que o seu antecessor, como seria de esperar, mas visto ser ainda um jogo de 1995, ainda possui gráficos algo primitivos. Ainda assim uma vez mais esta é uma versão graficamente superior àquela que viria a sair na Sega Saturn. Para além de possuir personagens mais bem detalhadas e com melhores efeitos gráficos (como as transparências no vestido da Ellis), os backgrounds das arenas são completamente 3D, sejam cidades, zonas rurais ou locais perdidos no meio da natureza. Na Saturn temos uma imagem estática de background que vai rodando à medida em que nos vamos movimentando em 3 dimensões. No que diz respeito às músicas, a banda sonora é composta na sua maioria por temas mais hard rock, com aquelas guitarradas que me agradam bastante, e ocasionalmente uma ou outra música mais clássica ou com elementos folclóricos. O voice acting é reduzido, limitado àquelas curtas falas entre combates, estando a maioria em japonês. Temos também direito a uma cutscene de abertura que mistura segmentos em CGI com outros com actores reais. Está um bocado cheesy, mas sinceramente até que gostei.

A cutscene de abertura mistura full motion video com actores reais e animações em CGI
A cutscene de abertura mistura full motion video com actores reais e animações em CGI

No fim de contas este é um jogo que não é mau de todo, embora a sua jogabilidade ainda não seja a melhor e mais fluída. Mas está longe de ser um jogo mau e os fãs de jogos de luta em 3D certamente que o irão apreciar, mesmo não sendo nenhuma obra prima. Curiosamente, pelo que diz a Wikipedia, este é mais um dos jogos cujas versões budget (como as nossas Platinum) foram relançamentos com algumas melhorias gráficas e correcção de bugs. Como apenas possuo a versão original, não posso confirmar a veracidade dessas afirmações, mas existem outros exemplos similares, portanto é bem possível que seja verdade.

Compras de Julho e outras cenas

Sim, no artigo anterior já expliquei que tenho andado super ocupado. Tanto que mais uma vez me esqueci de colocar aqui o vídeo de aquisições de Julho! Isto numa altura em que o vídeo de Agosto já devia estar cá fora há bastante tempo! (hint: nem sequer está gravado ainda).

Ao menos posso desde já adiantar que o próximo Crónicas Cúbicas está finalmente gravado e o processo de edição vai começar. Possivelmente estará pronto na próxima semana. Em relação ao vídeo de compras de Agosto, estou a ponderar em juntar com as de Setembro, mas ainda não é certo porque Agosto foi bastante recheado.

No que diz respeito a actualizações de alguns artigos, desta vez, no que diz a artigos já escritos, apenas arranjei uma outra versão de um jogo para substituir. Estou a referir-me ao Time Crisis Project Titan, antes apenas tinha o CD solto que veio de “brinde” com o Time Crisis 3 de PS2. Agora está completo, embora na versão platinum.

The Hobbit (Nintendo Gamecube)

18458_frontBom, como se devem ter apercebido, o blog tem estado mais inactivo. Isso se deve às minhas últimas semanas de trabalho que foram do mais intenso que tive, pois foram practicamente 3 semanas seguidas a trabalhar em grande. A minha vida também está a sofrer algumas mudanças (2 mudas de casa no mesmo mês ninguém merece), pelo que também por isso o tempo tem sido bastante escasso. Para compensar vou publicar este artigo que já o tinha aqui na gaveta. The Hobbit é uma obra de J. R. R. Tolkien que deveria dispensar todo o tipo de apresentações, até porque recentemente fizeram-se 3 filmes onde muitos chouriços foram enchidos e certamente muitos de vós os viram. Pois bem, antes desses filmes terem sido produzidos, este era o jogo licenciado pela empresa que detém a obra literária de Tolkien, cuja adaptação coube à Vivendi Universal, ao contrário da Electronic Arts que detinha os direitos das adaptações dos filmes do Lord of the Rings.

Jogo completo com caixa, manual e papelada diversa
Jogo completo com caixa, manual e papelada diversa

Portanto, seria esperado que este jogo tivesse uma história mais próxima do livro, ao contrário dos 3 filmes do Hobbit que se fizeram nos últimos anos. E que história é essa? A da grande aventura de Bilbo Baggins, que acaba por se juntar ao anão Thorin Oakenshield e seu grupo, na viagem até à Lonely Mountain, de forma a recuperar a sua fortaleza da montanha que outrora foi o seu reino, até ter sido invadida por um voraz dragão. Já o tipo de jogo em si, bom, há aqui um grande foco no platforming em 3D, com alguns segmentos ocasionais de stealth e por vezes algum puzzle solving na forma de procurar certas alavancas ou botões para poder progredir no jogo em novas áreas.

O primeiro nível é jogado no The Shire e é uma maneira de nos habituarmos a practicamente todas as mecânicas de jogo.
O primeiro nível é jogado no The Shire e é uma maneira de nos habituarmos a practicamente todas as mecânicas de jogo.

Ao longo do jogo poderemos também encontrar diversos itens, os mais abundantes são as Silver Pennies e os Courage Points. Os primeiros são a unidade monetária do jogo, e ao transitar entre cada nível visitamos uma loja onde poderemos comprar alguns outros itens, como poções curativas ou upgrades às mochilas de forma a poder carregar mais poções ou pedras. Quem é que quer andar com calhaus na mochila? O Bilbo, claro, já que são para usar na nossa fisga. Os courage points são uma espécie de pontos de experiência. Para além de serem encontrados espalhados por todos os confins dos níveis, são também obtidos ao derrotar inimigos, cumprir quests (que podem ser obrigatórias ou opcionais para completar o nível) ou ao encontrar e abrir baús de tesouros (que por sua vez podem também conter silver pennies e/ou outros itens). A parte de abrir baús também pode introduzir alguns mini-jogos, já que muitos estão trancados e teremos de fazer algum lockpicking. Isto resulta numa série de cenários onde teremos de carregar no botão A na altura certa, facilmente identificada pela cor verde quando surge no ecrã. Caso falhemos geralmente somos castigados ao perder um pouco de vida ou ficar envenenados. Mas onde é que entra a parte dos “pontos de experiência” destes Courage Points? É que à medida em que os vamos coleccionando, acabamos por ganhar mais alguns pontos de vida, que ao contrário dos Zeldas, não estão aqui marcados como corações mas sim círculos vermelhos no canto superior esquerdo do ecrã.

Em cada nível teremos várias quests para cumprir. Mas nem todas são obrigatórias
Em cada nível teremos várias quests para cumprir. Mas nem todas são obrigatórias

De resto é um jogo com grande foco no platforming, especialmente se quisermos encontrar todos os baús de tesouro, courage points e silver pennies espalhados por aí. Saltos cirúrgicos entre plataformas, ou entre cordas são o prato do dia, acompanhados com algum combate e até algum stealth em certas alturas. Como quando temos de nos esquivar dos gigantes, ou de salvar os anões da sua prisão na cidade dos Elfos. Para o combate, inicialmente estamos apenas munidos de uma fisga (para disparar pedras) e um bastão, que pode até ser usado como vara para saltar mais longe. Pouco depois obtemos uma espada que acaba por ser a arma mais usada. Existem também outros power-ups temporário como pedras de fogo ou gelo, para a nossa fisga, que acabam por ser bastante úteis nos combates mais apertados. De resto, os controlos são bons, apenas senti algumas dificuldades na parte de saltar das cordas, pois temos de virar o Bilbo para a direcção em que queremos que ele salte, e convém colocar a câmara do jogo mesmo atrás do hobbit, caso contrário poderá saltar noutra direcção. Demorei algum tempo a atingir isto, devo confessar. De resto, o que não faltam são save points, pelo que nunca estamos muito tempo sem possibilidade de gravar o nosso progresso no jogo, pelo que mesmo que façamos uma ou outra gaffe (e se quiserem completar todos os níveis com 100% de tudo encontrado acreditem que vai acontecer muitas vezes), nunca será assim tão frustrante.

Graficamente é um jogo minimamente competente. Por um lado, acho que a caracterização das personagens, independentemente da sua raça, está algo cartoonizada, eu preferia algo mais realista. Mas os cenários são bastante vastos e com muita variedade, desde cavernas, belos prados, ruínas, cidades humanas, elfos entre outros. As músicas são também agradáveis, gosto especialmente daqueles  temas mais folk, mas nos níveis que se passam em cavernas (e vão ser muitos), é muito usual ouvir temas mais minimalistas, com alguma percursão. O voice acting é também competente.

O bastão pode também ser usado como vara e assim conseguir saltar mais longe.
O bastão pode também ser usado como vara e assim conseguir saltar mais longe.

No fim de contas, este The Hobbit até que me surpreendeu pela positiva. Era um jogo que já tive para o comprar vezes sem conta para a Playstation 2 mas sempre acabava por não o fazer, por um lado pelo seu aspecto não me inspirar muita confiança, por outro lado pelas pontuações medíocres que tenho visto por aí. A versão Gamecube acabou por aparecer e desta feita lá o levei, até porque seria mais um jogo para falar no Crónicas Cúbicas. E não me arrependo de o ter comprado, pois não é um mau jogo de todo.

Space Harrier II (Sega Mega Drive)

Space Harrier IIHá já uma semana que não escrevia cá nada. Estou em fase de mudanças (e por acaso do destino daqui a menos de um mês estarei novamente), nesta última semana estava sem internet fixa em casa e por isso a vontade de escrever também nunca apareceu. Mas já cá estou debaixo de um outro tecto e é tempo então de escrever mais uma rapidinha, para festejar tal feito. O artigo de hoje vai-se focar no Space Harrier II, uma das sequelas do famoso shooter da Sega do final dos anos 80. Ao contrário do primeiro, este ficou-se exclusivo pelas consolas domésticas.

Jogo com caixa
Jogo com caixa

E para quem conhece ou jogou o primeiro Space Harrier, já sabe o que esperar, a fórmula utilizada neste jogo é practicamente idêntica. O mesmo é visto numa perspectiva da personagem principal, um guerreiro capaz de voar e disparar a sua arma ao mesmo tempo. Nesta perspectiva, é um jogo que originalmente usava a tecnologia Super Scaler de sprites, conferindo-lhe, no original das arcades, uma fluidez de jogo incrível e efeitos gráficos que lhe davam profundidade e uma certa percepção 3D. A conversão para a Master System era notavelmente muito inferior, mas esta sequela para a Mega Drive já se aproxima mais do original. Apesar da Mega Drive não possuir suporte nativo à tecnologia Super Scaler da Sega, ainda assim conseguiram transmitir uma experiência de jogo próxima do original.

Graficamente é muito melhor que o seu antecessor na Master System, mas o original arcade ainda leva a melhor
Graficamente é muito melhor que o seu antecessor na Master System, mas o original arcade ainda leva a melhor

De resto, é practicamente a mesma coisa do primeiro Space Harrier, com inimigos e níveis diferentes. Mas nada é assim tão diferente que não deixe de ser familiar. Os padrões quadriculados no chão e eventualmente nos tectos, os inimigos a voarem por todos os lados, os bosses compostos por múltiplas sprites ligadas entre si, estão uma vez mais aqui presentes. A jogabilidade é bastante familiar, embora agora seja possível utilizar o auto-fire.

Já disse que tecnicamente este é um jogo muito mais próximo ao original das arcades do que a versão para a Master System alguma vez poderia ser. Mas infelizmente nem tudo são rosas. Se por um lado temos aqui as vozes digitalizadas que anunciavam que estávamos a entrar na era dos 16 bit com todas as suas novas potencialidades, por outro lado as músicas acabaram por me desiludir bastante. A faixa título do primeiro Space Harrier é das minhas melodias clássicas de videojogos preferidas, a versão Master System (preferencialmente com o chip FM Unit) é fabulosa, aqui as músicas são muito mais contidas. Foi para mim uma grande desilusão neste campo.

De resto, não deixa de ser Space Harrier! Um shooter fantasioso que só poderia ser saído da década dourada dos anos 80, e esta versão Mega Drive, se não fosse pela banda sonora decepcionante, teria tudo para ser um dos grandes shooters da plataforma.