Universal Soldier (Sega Mega Drive)

A Ballistic era uma subdivisão da Accolade, onde ambas, nos primeiros anos da década de 90, lançaram uma série de videojogos de forma não oficial para a Mega Drive, com caixas e cartuchos próprios, tal como a Electronic Arts. Mas ao contrário da última, onde rapidamente chegaram a um acordo com a Sega, o processo com a Accolade acabou por se tornar litigioso, o que fez com que muitos destes jogos fossem mais tarde retirados das lojas. Alguns foram posteriormente relançados num lançamento standard e legitímo. O meu exemplar foi comprado algures no passado Julho, tendo vindo de um pequeno bundle que comprei no Reino Unido por um preço bem em conta.

Jogo com caixa de cartão e manual

O Universal Soldier foi um filme de acção com Jean Claude Van Damme como protagonista, onde este era um super soldado modificado, uma espécie de um cyborg. Mas na verdade este jogo não foi lançado originalmente como Universal Soldier, mas sim como Turrican II, uma série de jogos de acção lançados originalmente para o velhinho Commodore 64 (Rainbow Arts) e Amiga (Factor 5). O primeiro Turrican já havia sido convertido e lançado para a Mega Drive através da Accolade/Ballistic, mas por algum motivo a empresa norte-americana decidiu transformar o port desta sequela num jogo baseado num popular filme de acção, certamente com a expectativa que venderia mais. Talvez tenha funcionado nos Estados Unidos, mas na Europa o nome Turrican já teria bem mais peso. Sinceramente, preferia que mantivessem o jogo original tal como estava.

Com esta adaptação paraa filme, algumas sprites foram trocadas, como estes soldados aleatórios

Turrican, na sua essência, é uma série de jogos de acção/plataformas em 2D, repletos de níveis labirínticos e a acção non-stop de Contra, com imensos inimigos a surgirem por todos os lados e o herói com um poderoso arsenal de armas à sua disposição. Os controlos são relativamente simples, com o botão A para disparar, B para saltar e C para usar uma arma especial, que lança um ataque que causa dano em todos os inimigos presentes no ecrã. Pressionando baixo + B faz com que a personagem se enrole sobre si mesmo (tal como Samus Aran), transformando-se numa bola com espinhos, sendo que, tal como Samus, pode plantar bombas com o botão A. Este é então o botão standard para ataques, onde para além de tudo isto, se estivermos numa pose normal, imóveis e mantivermos o botão pressionado, activamos o “chicote”, que pode ser disparado em múltiplas direcções.

Como devem ter adivinhado, teremos imensos power ups também para apanhar, desde upgrades à nossa arma principal, itens que nos regenerem a barra de vida, vidas extra ou invencibilidade temporária. Também podemos encontrar uma série de diamantes que são os coleccionáveis deste jogo, pois para além de nos darem mais ponto, a cada 50 que encontremos ganhamos um continue, até um máximo de 5 em simultâneo.

Temos imensos power ups para apanhar, alguns dão upgrades às armas bem úteis em certas situações

A nível audiovisual é um jogo minimamente competente, a série Turrican apesar de ter sido muito bem sucedida nos computadores Commodore Amiga, foi no velhinho Commodore 64 que a mesma foi concebida. Portanto fica sempre a sensação de estarmos perante um jogo 8bit muito musculado! As sprites não são muito grandes e os níveis não são muito coloridos, apesar de possuirem um ou outro detalhe interessante como efeitos de paralaxe, ocasionalmente. Não são os gráficos mais bonitos da Mega Drive, mas são funcionais. De resto, nesta adaptação, para além de terem alterado algumas sprites face ao Turrican II (nomeadamente a do protagonista e alguns inimigos e bosses), aparentemente a versão original possuía 3 níveis com mecânicas de shmups, níveis esses que foram descartados nesta versão. No entanto esses níveis foram substituídos por outros níveis inéditos desta versão, embora não tenham o mesmo detalhe dos restantes. As músicas por outro lado são bastante agradáveis, embora por vezes temos músicas demasiado calmas para todo o caos que vivemos no ecrã.

É uma estúpidez, mas nesta versão temos de lutar contra alguns Dolph Ludgrens gigantes.

Portanto este Universal Soldier acaba por ser um bom jogo de acção, no entanto não deixa de ser uma mutilação do Turrican II, cuja decisão de transformar numa adaptação de um filme que nada tinha a ver, foi completamente questionável. Ainda assim é melhor que não haver Turrican II de todo na Mega Drive.

Chakan The Forever Man (Sega Mega Drive)

Voltando à Mega Drive, vamos ficar agora com mais um dos seus jogos de acção. Por acaso, por mais uma vez já cá trouxe a versão 8bit do mesmo jogo, lançada para a portátil Game Gear, que aborda as mesmas mecânicas de jogo, mas com um resultado mais modesto. O meu exemplar foi comprado a um particular no reino unido, tendo vindo num pequeno bundle de vários jogos para a Mega Drive algures em Julho. Custou-me à volta de 10 libras se bem me recordo.

Jogo com caixa e manual

Aqui encarnamos uma vez mais no herói amaldiçoado Chakan. Este era um poderoso guerreiro que nunca havia perdido um combate na sua vida. Na sua arrogância resolve fazer uma aposta com a própria Morte onde, se a vencesse num duelo, ganharia a imortalidade. E de facto ganhou a sua batalha e ficou imortal, mas a um custo muito grande: Agora Chakan deve servir a própria Morte e derrotar uma série de demónios, só depois poderá ganhar o seu descanso.

Visualmente é um jogo muito sombrio, gostei bastante!

Somos largados num hub onde poderemos entrar em diversos portais e explorar diferentes mundos. Cada mundo possui 3 níveis, onde no final de cada nível teremos sempre um boss para derrotar, sendo que o boss principal desse mundo ficará no terceiro nível. Apesar de Chakan possuir uma barra de vida, na verdade ele é imortal, pelo que “morrermos” num nível, acabamos por ser cuspidos de volta para fora do portal e convidados a tentar de novo. Temos também um tempo limite para completar os 3 níveis de cada mundo, caso falhemos esse tempo limite, teremos de recomeçar o mundo do zero. Chakan começa o jogo com as suas espadas duplas (que podem ser direccionadas enquanto atacamos com o D-Pad), salto duplo e a capacidade de rolar sobre si mesmo, ambas habilidades bastante úteis e que teremos de as usar com mestria. Mas ao longo do jogo poderemos adquirir novas armas que nos conferem diferentes habilidades, como um martelo que permite mandar abaixo algumas paredes, uma ceifa para “cortar” algumas superfícies como as teias de aranha, ou um gancho que nos permitirá balancear entre plataformas.

As diferentes poções que vamos apanhando podem ser misturadas para dar efeitos distintos

Ao longo do jogo podemos também ir coleccionando uma série de poções que representam um interessante sistema de alquimia. Ao misturar estas poções podemos adquirir efeitos como regeneração da barra de vida, aumentar a altura dos seus saltos, ou imbutir as suas armas com dano elemental. Ora todas estas mecânicas de jogo são bastante interessantes e convém que nos habituemos depressa a tirar todas as vantagens das mesmas. Isto porque o jogo é bastante difícil, temos inimigos em todo o lado, bastantes obstáculos para evitar e mesmo que joguemos de uma forma mais cautelosa, é muito fácil sofrer dano e acabarmos por ser cuspidos de volta para o hub world. As coisas ficam ainda mais complicadas depois de termos ultrapassado os primeiros 3 mundos que supostamente decorrem em “planos terrestres”, pelo que deveremos explorar 4 mundos elementais, todos com demónios ainda mais ferozes.

Claro que teremos vários bosses para defrontar

A nível audiovisual, é um jogo que me deixa com sentimentos mistos. Por um lado até gosto do seu grafismo, apresenta um 2D relativamente bem detalhado, com níveis muito sinistros e repletos de temas e inimigos infernais, o que me agrada e acaba por resultar bem. Por outro lado acho as músicas horríveis, mesmo algumas delas tendo uma temática mais rock que à partida seria algo que me agradaria. Mas as “guitarras” são demasiado estridentes e incomodativas. É uma pena.

Portanto este Chakan é um interessante jogo de acção/plataformas e a meu ver teria todo o potencial para uma eventual sequela num estilo mais metroidvania. A sua não linearidade no progresso do jogo, o sistema de alquimia e as armas que nos conferem diferentes habilidades, permitindo-nos explorar cada nível mais a fundo, são todas boas fundações para um jogo neste subgénero. Mas sendo Chakan baseado numa banda desenhada algo obscura, a nível de licenciamento deverá ser mais complexo algum dia vermos uma sequela deste jogo.

Miracle Warriors (Sega Master System)

Continuando pelas rapidinhas vamos voltar à Master System e abordar um dos seus poucos RPGs disponíveis na sua biblioteca. Originalmente desenvolvido pela ASCII e a desconhecida Kogado para uma série de computadores japoneses como Haja no Fuuin, tendo sido posteriormente convertido para a Famicom e Master System. Mas apenas a versão Master System chegou ao ocidente, fruto talvez do seu reduzido catálogo de jogos deste género. O meu exemplar foi comprado em Setembro, numa viagem de trabalho que fiz a Paris e onde deu tempo para visitar as lojas da Boulevard Voltaire, tendo-me custado 20€.

Jogo com caixa

A história leva-nos como não poderia deixar de ser a um mundo fantasioso, onde um ser demoníaco voltou a invadir a terra, inundando-a de monstros. Nós somos um dos heróis de uma profecia qualquer, pelo que teremos de encontrar os outros 3 companheiros da profecia, os Miracle Warriors, bem encontrar também mais umas três chaves interdimensionais que nos deixam entrar na dimensão do vilão (ou melhor dizendo, vilã) e defrontá-lo. Claro que convém também fazer uma série de sidequests e encontrar o melhor equipamento disponível para cada personagem, pelo que teremos muito trabalho pela frente.

Lá terá de ser…

Tal como muitos RPGs old school, o ecrã está dividido da seguinte forma: na parte inferior temos no lado esquerdo os pontos de vida e de experiência de cada personagem. Ao lado direito algumas informações como o dinheiro disponível, ervas regenerativas, dentes de inimigos derrotados (que pode ser usado para trocar por dinheiro ou itens especiais nas diversas aldeias) e os pontos de carácter. Estes últimos são os nossos pontos de karma, pois nas batalhas nem sempre aparecem bandidos ou monstros para combater, também podemos encontrar viajantes, vendedores e monges inocentes que, ao atacá-los irá influenciar negativamente a nossa reputação, algo que pode barrar a nossa entrada nalgumas aldeias.

As batalhas são sempre um contra um em cada turno, mesmo quando temos mais que um elemento no grupo

Na parte superior do ecrã, do lado direito, temos o mapa seja do overworld, cavernas ou cidades/aldeias. Do outro lado temos a vista principal que nos mostra as paisagem de onde estamos, ou no caso de transitar para uma batalha, mostra o nosso oponente. Bom, pelos screenshots eu sempre pensei que este fosse um RPG jogado na primeira pessoa, mas infelizmente não é bem assim, pois esse ecrã muda muito, muito pouco, apenas as cores tendo em conta o tipo de solo que estamos a pisar e pouco mais. As aldeias possuem quase sempre o mesmo ecrã, e as batalhas têm um ecrã típico para cada tipo de terreno.

Falando nas batalhas, aqui as mecânicas também são um pouco diferentes do habitual, pois apesar de serem por turnos, mesmo que tenhamos mais que um elemento na nossa party, apenas um pode atacar de cada vez, escolhido por nós no início de cada turno. As acções que podemos tomar, no entanto são as habituais como atacar, fugir, usar itens mágicos como as tais ervas regenerativas ou ataques mágicos. Podemos também invocar alguns feitiços (assim que os desbloquearmos) ou tentar falar com os oponentes. O equipamento que podemos encontrar é algo limitado, assim como a sua durabilidade, tendo de visitar ferreiros nas aldeias para os reparar. Ou se juntarmos fundos suficientes podemos contratar um desses ferreiros para nos acompanhar, reparando o nosso equipamento constantemente.

Infelizmente é um jogo que engana muito nos screenshots, pois acaba por deixar um pouco a desejar na apresentação

A nível audiovisual, bom confesso que como referi acima, estava à espera de algo mais na apresentação, principalmente na exploração do mundo e aldeias/castelos e afins. Ao menos temos um número considerável de diferentes monstros, com poucas palette swaps entre si. As músicas, apesar de poucas, são agradáveis e ainda bem, pois as vamos ouvir durante muito tempo. A versão japonesa possui suporte ao FM Sound, com uma banda sonora muito melhor.

Portanto este Miracle Warriors é um RPG ainda muito primitivo, que me decepcionou um pouco na sua apresentação e em algumas mecânicas. Tem no entanto alguns detalhes interessantes como o tal sistema de karma. Recomendado apenas para os entusiastas de RPGs da velha guarda, pois mesmo a nível de narrativa, este é um jogo de poucas palavras.

Giana Sisters (Nintendo DS)

Voltando às rapidinhas, vamos visitar pela primeira vez um título da série Giana Sisters. Desenvolvido originalmente por um estúdio germânico algures em 1987, The Great Giana Sisters era um bom jogo de plataformas, lançado originalmente para uma panóplia de diferentes microcomputadores. O seu único problema era mesmo ser um autêntico plágio de Super Mario Bros, algo que a Nintendo decididamente não achou muita graça, pelo que o jogo acabou por desaparecer das lojas muito rapidamente. Mais de 20 anos depois, os então detentores da licença decidiram fazer uma sequela para a Nintendo DS, que apesar de parecer um budget title, na verdade é um jogo de pltaformas bem competente. O meu exemplar foi comprado em Setembro de 2016, algures numa CeX ou Cash Converters em Lisboa, sinceramente já não me recordo bem.

Jogo com caixa, manual e papelada

A história envolve uma jovem rapariga que se vê aprisionada num pesadelo, onde aparentemente teremos de coleccionar diamantes e derrotar um monstro qualquer no final. De facto, não prestei muita atenção a esta parte mas nem importa! Este continua a ser um jogo muito parecido com Super Mario Bros, onde Giana pode saltar em cima dos inimigos para os derrotar, bem como destruir blocos, incluindo aqueles que dão itens de volta. Um dos itens transforma a Giana na sua versão Super, podendo disparar bolas de fogo. Faz-vos lembrar de alguma coisa? Até alguns inimigos são parecidos com os do Mario, nomeadamente os Koopas. Outros itens interessantes são as máquinas de vending que podemos encontrar. Umas dão garrafas de coca-cola, outras pastilhas elásticas. As garrafas podem ser disparadas como jactos de líquido, capazes de destruir alguns blocos como paredes e chão. Já as pastilhas elásticas podemos usá-las para Giana fazer uma bola gigante e poder flutuar. Ambos terão de ser utilizados para ultrapassar alguns obstáculos!

Quaisquer semelhanças com Super Mario são mera coincidência. Ou não.

Depois, para substituir as moedas, temos imensos diamantes azuis para coleccionar, onde a cada 100 ganhamos uma vida extra. Existem memo muitos diamantes destes espalhados ao longo dos 80 níveis do modo de jogo principal, pelo que também não é muito difícil amealhar vidas extra. Para além dos diamantes azuis teremos também um número variável de diamantes vermelhos para apanhar em cada nível. Se os conseguirmos apanhar todos, teremos direito a um nível bónus em cada mundo. Para além disso, após chegar ao final do jogo, podemos também desbloquear uma série de níveis extra, esses sim, um remake do original de 1987.

Os vasos com flores servem de checkpoint em cada nível,

A nível audiovisual é um jogo relativamente simples. Não possui gráficos 2D tão bonitos quanto os platformers da Nintendo na mesma consola, mas são minimamente bem detalhados e funcionais. As dezenas de níveis vão alternando em estilos gráficos, com níveis a decorrer em castelos, outros em cavernas, florestas, outros mesmo nas próprias nuvens, mas são todos bastante coloridos e possuem um certo charme. As músicas são bastante agradáveis, fazendo lembrar os chiptune de outros tempos.

Portanto este Giana Sisters até que se revelou ser uma boa surpresa, sendo um jogo de plataformas simples, porém bastante sólido e divertido. Se o virem baratinho aproveitem!

Vectorman (Sega Mega Drive)

Voltando à Mega Drive, hoje trago cá mais um jogo de acção para a popular consola de 16bit. Para além de ser um bom jogo de acção por si só, habitualmente Vectorman é visto como também como um prodígio técnico na consola e de facto possui uma série de detalhes muito interessantes nesse aspecto. O meu exemplar foi comprado num pequeno conjunto de jogos Sega que mandei vir no Reino Unido em Julho, tendo-me ficado por cerca de 10€.

Jogo com caixa e manual

A narrativa decorre num futuro onde os humanos, de tanto poluirem a terra, tiveram de a abandonar e colonizar outros planetas. Mas deixaram uma série de robots a trabalhar na Terra, com o objectivo de ir limpando todo o lixo do planeta, sendo supervisionados por Raster, um robot mestre. Mas, e preparem-se que vem aí a melhor parte, a certa altura um desses robots de limpeza, que carregava uma ogiva nuclear acidentalmente ligou-a ao Raster. Este endoideceu, ficou sedento de poder e planeia dominar o resto do planeta, eliminando qualquer humano que tente lá voltar. Vectorman é um robot que estava fora do planeta quando isto aconteceu, pelo que não foi influenciado por estes acontecimentos e decide combater esta nova ameaça.

É verdade que a história é um bocado parva.

Este é então mais um jogo de acção/plataformas, onde Vectorman pode saltar e disparar a sua arma. O seu corpo é estranho, com os membros todos desconexos do seu tronco, um pouco como o Rayman, mas que lhe dá a habilidade de se transformar noutras formas, algo que teremos de fazer (através de power ups) para atravessar certas zonas dos níveis. Podemos perfurar superfícies, flutuar ou mesmo mudar para uma forma de peixe, útil nos níveis subaquáticos. Outros power ups que podemos encontrar podem ser upgrades da nossa arma, itens que regeneram (ou expandem) a nossa barra de vida, vidas extra, ou simplesmente coleccionáveis para dar mais pontos. Para além dos níveis “normais” de um jogo de acção/plataformas 2D, também vamos tendo ocasionalmente alguns níveis onde jogamos numa perspectiva vista de cima, o que acontece logo no segundo nível, onde Vectorman se transforma um comboio que viaja numa linha de ferro aérea, com um robot gigante a atacar-nos por baixo. Temos mais um ou outro nível com essa perspectiva, todos eles distintos entre si.

No final de alguns níveis vamos ter bosses que são autênticas esponjas

A nível técnico, realmente Vectorman está repleto de detalhes muito interessantes. O jogo possui várias sprites e cenários digitalizados, um pouco em resposta ao que a Rare popularizou em Donkey Kong Country. Regra geral, este é um daqueles jogos que, através de truques de programação, consegue ultrapassar bastante o limite de 64 cores em simultâneo no ecrã, imposto pelo hardware. Mas no entanto o jogo acaba por não ser lá muito colorido, tendo quase sempre tons cinzentos, esbatidos ou escuros. Também é suposto retratar um planeta Terra em extremamente poluído e inóspito. Mas passando à frente do tema das cores, o jogo está realmente repleto de detalhes muito interessantes como efeitos de paralaxe múltiplos em alguns níveis, rotações e ampliação de sprites, e efeitos de luz muito interessantes. Por exemplo, sempre que Vectorman passa por zonas mais escuras, a sua cor escurece. Por outro lado, sempre que dispara, a sua armadura fica brilhante como que a reflectir a luz dos seus disparos. Outros detalhes interessantes de efeitos de luz estão no nível da neve, onde sempre que o sol fica à vista, o ecrã fica mais claro e com aqueles efeitos lens flare, o que é de facto um toque engraçado. Ou noutro nível que decorre à noite com alguns holofotes iluminados, onde colocaram um conjunto de pixeis a moverem-se junto dos mesmos, representando mosquitos. São só alguns dos exemplos dos pequenos detalhes interessantes que a Blue Sky Software conseguiu implementar. As músicas também são agradáveis, com um feeling futurista como seria de esperar.

O jogo está cheio de efeitos gráficos interessantes

Portanto este Vectorman acaba por ser um jogo de acção bem competente, e apesar de não o considerar o jogo mais bonito da consola, longe disso, possui também uma série de detalhes técnicos que realmente impressionam. A Blue Sky acabou por desenvolver também uma sequela, mas essa por algum motivo acabou por se tornar exclusiva do mercado norte-americano. O que é um pouco estranho, pois mesmo a sequela ter saído em 1996 nos Estados Unidos, já algo tarde no ciclo de vida da Mega Drive, a consola ainda vendia bem em terreno Europeu, pelo que é uma decisão que não entendo.