NBA Live 97 (Sega Mega Drive)

Voltando às rapidinhas a jogos desportivos, vamos ficar agora com o NBA Live 97 para a Sega Mega Drive, que até possui algumas novidades face ao seu antecessor, num ano em que as 16 bit já eram plataformas com cada vez menos foco no mercado. O meu exemplar foi comprado numa feira de velharias no passado mês de Agosto, tendo-me custado 5€.

Jogo com caixa e manuais

Tal como o seu predecessor temos ao nosso dispor partidas individuais, um modo de temporada completa, alusivo à época 96-97, bem como poderemos saltar logo para os play offs finais. Mas também temos alguns modos de jogo mais à basquetebol de rua, como partidas de 2 contra 2 ou 3 contra 3. Não são propriamente NBA Jams com toda a sua loucura, mas é uma adição interessante à fórmula. De resto, a nível de controlos parecem-me idênticos aos do seu antecessor incluindo o suporte ao comando de 6 botões, onde poderemos assignar algumas jogadas pré-definidas aos botões adicionais dessa linha de comandos.

A perspectiva isométrica dos jogos anteriores mantém-se

A nível de opções e customização, poderemos optar por por uma jogabilidade bem mais próximo de um simulador, onde temos de ter em conta a fadiga dos jogadores, eventuais lesões, e todas as faltas e regras do desporto. Ou então uma experiência mais arcade e mais leniente perante as regras. De resto, para o modo temporada, podemos também participar no mercado de trânsferência de jogadores, para além de consultar um extenso dossier de estatísticas gerais.

Para além das estatísticas podemos ver uma breve história de cada equipa aqui representada

A nível audiovisual, o jogo usa o mesmo motor gráfico dos seus antecessores, com a acção a ser apresentada numa perspectiva isométrica. Portanto, para além de mudanças nos menus e respectivas músicas entre partidas, não esperem por nada muito diferente, se bem que também não haveria muito mais por onde mudar, pois na minha opinião esta perspectiva isométrica resulta muito bem neste tipo de jogos desportivos para sistemas mais antigos sem suporte nativo a gráficos tri-dimensionais.

 

Alien Storm (Sega Master System)

Continuando pelas rapidinhas, pois estou de férias e o tempo para escrever será reduzido. O jogo que cá trago hoje é a versão Master System do Alien Storm, um interessante jogo de acção produzido pela Sega para as arcades e que acabou por receber conversões para as suas consolas domésticas da altura. Infelizmente, como seria de esperar, esta versão para a Master System é bem mais modesta, pelo que recomendo uma leitura pelo artigo da versão Mega Drive. O meu exemplar foi comprado a um amigo algures em Julho deste ano, tendo-me custado 5€.

Jogo com caixa e manual

Tal como a versão Mega Drive e arcade, este jogo consiste em três mecânicas de jogo distintas. Por um lado temos aqueles segmentos mais à lá beat ‘em up, passando por alguns níveis mais à shooters onde temos de atirar em todos os aliens, mas também destruir os cenários à nossa volta. Por fim temos também alguns segmentos de perseguição a alta velocidade. Mas esta versão é bem mais simplificada, pois nem sequer podemos escolher a personagem feminina que desapareceu por completo desta versão.

Nesta versão temos poucos inimigos para enfrentar de cada vez e eles também morrem bem mais rápido

Durante as fases de pancada, os poucos combos que haviam foram bem simplificados, embora ainda tenhamos os golpes especiais que vão consumindo a energia. Energia e vida podem ser restabelecidas ao coleccionar os power ups para o efeito. Esta versão possui também menos níveis, embora tenha um segmento no metropolitano que não me recordo de ter visto na Mega Drive! O suporte a multiplayer também não existe nesta versão, infelizmente.

A variedade de mecânicas de jogo do original está também aqui presente

Portanto a nível audiovisual é também uma versão bem mais modesta. Os cenários e as sprites das personagens principais apesar de continuarem coloridas, perderam muito do detalhe e animações das versões 16bit. Já as músicas, infelizmente, acho que essas ficaram mesmo mázinhas nesta versão. Mas ainda assim é um jogo que entretém, embora ache que tanto a omissão do multiplayer como da personagem feminina seriam perfeitamente evitáveis.

SiN (PC)

Produzido pela malta da Ritual Entertainment, que tinham desenvolvido anteriormente uma expansão para o primeiro Quake, este SiN é um interessante FPS que usa o motor gráfico do Quake 2 por base. Lembro-me perfeitamente de se falar deste jogo na altura em que saiu, mas o meu velhinho Pentium 133MHz já não o conseguia correr, pelo que só peguei nele muitos anos depois, quando os meus pais me ofereceram um Pentium 4. No que diz respeito ao coleccionismo, no entanto, só mesmo no mês passado é que lá me surgiu a possibilidade de comprar um exemplar, depois de o ter visto numa feira de velharias por 2€.

Jogo na sua caixa jewel case. A big box não apanhei.

O jogo decorre no futuro, onde encarnamos no John Blade, um coronel de uma empresa privada de segurança que é contratada para interceptar um mega assalto que estava a decorrer a um poderoso banco lá na cidade. À medida que vão investindo contra os bandidos, Blade apercebe-se que os assaltantes estão ligados à Sintek, uma outra mega corporação com as suas próprias forças militares. E à medida que vamos progredindo no jogo vamo-nos também aperceber que a Sintek, liderada pela sexy vilã Elexis Sinclaire, está por detrás de umas experiências genéticas questionáveis, bem como a preparar-se para lançar o seu plano de dominar o mundo. Claro que iremos estragar os seus planos!

Logo no primeiro nível teremos também alguns reféns para salvar

A nível de jogabilidade, este é ainda um FPS da velha guarda, onde podemos carregar com um poderoso arsenal de diferentes armas, bem como teremos de ter em conta diversos outros power ups como equipamento de armadura e medkits para regenerar a nossa barra de vida. No entanto tinha também algumas inovações, como a possibilidade de alvejar partes diferentes do corpo dos adversários (algo bem mais explorado no Soldier of Fortune), alguns segmentos mais furtivos onde não podemos ser descobertos, bem como teremos ocasionalmente a oportunidade de conduzir alguns veículos.

Este é também um daqueles jogos com inúmeras referências aos seus competidores

A nível audiovisual, bom para a altura em que o jogo saiu, era realmente impressionante pois usava uma versão melhorada do motor gráfico do Quake 2, que lhe permitia apresentar gráficos em 3D bem detalhados e efeitos de luz interessantes. Os níveis são grandinhos e bem detalhados, representando o tal banco a ser roubado, mas também os túneis do metro por onde os bandidos escapam, bem como diversas zonas urbanas, industriais ou até um mega complexo submarino. No que diz respeito à apresentação, bom este seria um jogo seguramente muito criticado se fosse lançado actualmente, pois está repleto de conteúdo algo sexista. Mas passando para o som, o jogo possui um voice acting bem competente para a época, bem como uma banda sonora electrónica, se bem que mais calma do que estaria à espera.

A cutscene final fez-me lembrar um certo filme em que entra a Sharon Stone

Este Sin é portanto um FPS muito interessante e competente para a época em que saiu. Foi no entanto completamente obfuscado pelo Half Life que saiu na mesma altura, isso e o jogo estar repleto de bugs terríveis por altura do seu lançamento, que foram entretanto corrigidos em versões mais recentes. No entanto o dano já estava feito e só anos mais tarde é que a Ritual tentou reviver a série com o SiN Episodes. Este seria um jogo completo lançado ao longo de 9 episódios, mas apenas o primeiro acabou por ver a luz do dia, e mesmo esse sinceramente não me traz grandes memórias. É pena.

UEFA Dream Soccer (Sega Dreamcast)

Continuando nas rapidinhas a jogos desportivos, vamos ficar agora com este UEFA Dream Soccer, originalmente também conhecido por Sega Worldwide Soccer 2001. Foi também produzido pela Silicon Dreams, a mesma equipa que nos trouxe os últimos Worldwide Soccer para a Dreamcast. Algures no seu ciclo de desenvolvimento o nome mudou para UEFA Dream Soccer e a própria Sega acabou por fazer uma parceria com a Infogrames, talvez por esta empresa ser detentora dos direitos da UEFA para videojogos na época. O meu exemplar foi comprado no passado mês de Agosto após ter vindo num interessante bundle de jogos de Dreamcast que me acabou por ficar bastante barato.

Jogo com caixa e manuais

Mas sinceramente não entendo o porquê do licenciamento da UEFA, pois os jogadores possuem não possuem os seus nomes verdadeiros e para além disso teremos à nossa disposição algumas selecções de fora da Europa, bem como o campeonato Japonês e Norte Americano… talvez a Sega estaria a planear lançar o jogo por lá também?? Mas ao menos traz futebol feminino, o que não era nada comum na altura. A jogabilidade pareceu-me bastante fluída, mas eu não sou mesmo expert neste tipo de jogos. Um pormenor que me pareceu interessante é o facto do indicador do jogador seleccionado, quando com a bola, possui uma seta que indica sempre a direcção da baliza adversária.

Graficamente é um jogo que possui um bom nível de detalhe e animações dos jogadores

Modos de jogo aqui é o que não falta! Inicialmente teremos de escolher entre o modo Arcade e o modo tradicional. Dentro do modo arcade temos 6 modos de jogo distintos, nomeadamente o Global Domination, Survival, Time Attack, Gender Challenge, Team Challenge e Versus. O Global Domination, tal como o nome indica, consiste em conquistar o mundo! Para isso teremos uma série partidas onde teremos de uma série de equipas do mesmo continente e repetir o processo nos continentes seguintes. O Time Attack é um daqueles modos de jogo onde somos obrigados a marcar golo (e não sofer!) dentro do limite de tempo disponível. O Survival coloca-nos numa série de partidas com dificuldade crescente. Já o Team e Gender Challenge são similares, onde podemos escolher um conjunto de 3 equipas e defrontar 3 outras equipas adversárias, sendo que o Gender Wars coloca-nos a competir contra equipas do sexo oposto. Já dentro do modo tradicional temos diversos campeonatos (de clubes ou selecções nacionais), taças e torneios para escolher, bem como um modo de treino e a possibilidade de jogar partidas amigáveis.

Se estivermos com a bola, vemos na base do jogador uma seta que indica a direcção da baliza

Graficamente é um jogo muito interessante para a época em que foi lançado. Os gráficos parecem-me muito bons para a época, principalmente nas animações dos jogadores. Os estádios também estão bem detalhados, excepto ali para o banco de suplentes onde todos parecem folhas de papel. Cada partida é também narrada por dois comentadores, para além de uma apresentadora televisiva que faz a antevisão e o fecho de cada partida. Os comentadores até que vão tendo um leque interessante de coisas para dizer, embora nem sempre com o entusiasmo que deveriam ter, na minha opinião.

Portanto este UEFA Dream Soccer até me parece uma opção de futebol bem válida para a Dreamcast, esta infeliz consola que foi privada da Electronic Arts e toda a sua linha desportiva, bem como dos ISS e Pro Evolution Soccer da Konami. Da Silicon Dreams fica-me ainda a faltar jogar o seu predecessor imediato, o SWWS 2000 Euro Edition, mas parece ser uma opinião consensual que este é o melhor dos dois.

NHL Powerplay (Sega Saturn)

Continuando pelas rapidinhas, agora a jogos desportivos e esperem por uns quantos ao longo deste mês, vamos visitar rapidamente a Sega Saturn com este NHL Powerplay, publicado pela Virgin e produzido pela Radical Entertainment. Um facto curioso é que a Radical Entertainment acabou por produzir também o NHL All Star Hockey 98 pela linha Sega Sports, que por sua vez acabou também sendo lançado pela Virgin para a Playstation como NHL Powerplay 98. Confusos? Eu às vezes também fico com estas jogadas de bastidores. O meu exemplar veio de um bundle que comprei numa feira de velharias a um bom preço, creio que cerca de 2€.

Jogo com caixa

No que diz respeito a modos de jogo, dispomos das habituais partidas amigáveis, passando por um modo temporada completo (bem como a opção de avançar directamente para os Play-offs finais) ou mesmo um torneio internacional. As equipas representadas são as da NHL na temporada de 1995-1996, bem como algumas equipas “All Stars” e selecções nacionais. Como o jogo possui a licença NHLPA, presumo que, pelo menos nas equipas NHL, os nomes dos jogadores estejam correctos. De resto, para além de algumas opções que nos permitem activar ou desactivar algumas regras específicas do desporto, não me pareceu ver a opção de editar equipas e contratar jogadores, algo que acabou por ser incluido no já referido NHL All Star Hockey 98. De resto a jogabilidade pareceu-me bastante fluída, o que a meu ver é o mais importante!

A câmara é bastante dinâmica e o jogo é bastante fluído

Visualmente é um jogo interessante, para um jogo de desporto desta geração, claro está. A câmara é dinâmica e agradável, mas não me pareceu haver nenhuma forma de alternar para outros ângulos de câmara, a menos que seja nas repetições. Músicas só nos menus e afins, já durante as partidas apenas ouvimos o ruído do público (bastante entusiasta pelo sinal) e dos próprios jogadores, com os comentadores a narrarem os golos e pouco mais. Mas os comentadores dizem o nome de todos os jogadores, o que já é algo interessante!