Call of Duty: Black Ops III (Sony Playstation 4)

Ora cá vamos a mais uma análise a um Call of Duty, desta vez para o primeiro que acabo por jogar numa PS4. E porquê? Bom, quando eu comprei a minha PS4 algures no início de 2016 tinha duas hipóteses: ou comprava um pack com um FIFA ou PES 2016 (sinceramente não me recordo qual dos dois), ou um outro pack com este Call of Duty. Ora tipicamente eu prefiro jogar FPS no PC, mas entre aquela escolha não havia mesmo margem para dúvidas!

Jogo com caixa e papelada.

E este é mais um FPS futurista, com a história a decorrer em 2065, ou seja, 40 anos após os acontecimentos da sua prequela. Mas infelizmente é um jogo que não tem muito a ver com o seu antecessor directo. Existe uma referência ao vilão Menendez e é practicamente isso. Aqui encarnamos uma vez mais num soldado de uma força de elite (com soldados cyborgs com habilidades sobrehumanas) e vamos ser mergulhados em mais um conflito à escala global entre várias forças. Bom… sem me querer alongar muito na história, devo dizer que a narrativa deste Call of Duty é de facto… diferente. E por um lado dou valor ao facto dos guionistas terem tido o seu momento David Lynch, a verdade é que, como um todo, a campanha deste jogo não foi a mais apelativa.

Uma das funcionalidades do cyborg que controlamos é precisamente a possibilidade de ter os inimigos realçados no ecrã

E sim, tal como nos restantes artigos que cá trouxe desta série, irei focar-me apenas no modo campanha, pois apesar de os Call of Duty terem vertentes multiplayer muito fortes, não cheguei sequer a experimentá-as, a não ser uma partida muito rápida do modo zombies. E modo campanha deste jogo é de facto diferente e já se começa a aproximar muito de certas mecânicas típicas dos multiplayer, a começar pelo facto de todo o modo campanha ser possível ser jogado em modo de co-op com até 4 jogadores. Os níveis são então bem maiores que o habitual na série, frequentemente com zonas bastante abertas e que nos darão acesso a caminhos alternativos para exploração de forma a melhor flanquear os inimigos. As outras aproximações ao multiplayer estão no facto de irmos ganhando pontos de experiência à medida que vamos matando inimigos e completar os diferentes desafios que poderemos fazer em cada nível, os chamados accolades, bem como as armas que vamos utilizando também vão subindo de nível com o uso. Entre cada nível visitamos sempre a nossa base onde poderemos, entre outras coisas, customizar as armas que vamos tendo acesso com os upgrades que vamos desbloqueando ou outras modificações meramente estéticas.

Antes de cada missão devemos escolher que armas queremos levar e que tipo de habilidades cibernéticas activar. Depois temos de aguentar com essa escolha, pelo menos até encontrarmos algumas caixas que nos permitem mudar de equipamento. Quer isto dizer que não podemos simplesmente ficar com as armas inimigos que encontramos por aí

Outra das coisas que podemos customizar são as nossas habilidades, pois como referi acima, o nosso protagonista é um cyborg. Poderemos então vir a ter acesso a habilidades que nos dão força ou agilidade sobre-humana para combates corpo-a-corpo mais intensos ou simplesmente fazer parkour pelos cenários, mas há habilidades bem mais interessantes para explorar, a meu ver. Isto porque muitos dos soldados que vamos enfrentar são também cyborgs ou robots e muitas das outras habilidades que poderemos vir a desbloquear servem para tirar proveito disso mesmo, como paralisar temporiamente os robots ou mesmo fritar os circuitos eléctricos dos cyborgs. Ou ainda, no caso de drones voadores, turrets ou poderosos mechas, poder inclusivamente passar a controlá-los temporariamente. É super divertido quando temos uma grande praça para limpar e controlar um drone inimigo para atacar as tropas completamente desprevenidas! E sim, o jogo quer mesmo que usemos e abusemos destas habilidades, pois como já referi acima, os níveis são relativamente longos e com muitos inimigos para enfrentar, em virtude de ter sido projectado para serem jogados cooperativamente.

Robots, vamos ter de os enfrentar às dezenas!

A nível audiovisual este é mais um jogo muito bem conseguido na série, com os seus cenários muito bem caracterizados. Iremos explorar principalmente 3 regiões diferentes, Singapura, Egipto e Zurique, na Suíça. Mas sendo um jogo futurista e visto que muitas dessas regiões estão a ser desvastadas pela guerra, não esperem por ver muitas localizações conhecidas. Mas é um jogo graficamente muito competente mesmo. A nível de som, esperem pelas músicas épicas de sempre e um voice acting bastante competente, embora tal como tinha referido acima, a narrativa deste jogo não me agradou assim tanto. Faltam as personagens carismáticas dos Black Ops anteriores!

Portanto este é um Call of Duty bastante competente a nível de jogabilidade, e as habilidades dos cyborgs foram muito benvindas. É que teremos mesmo de as usar de forma inteligente para ultrapassar alguns dos desafios que vamos recebendo. Mas lá está, a narrativa não é propriamente a mais cativante e o facto de aparentar ser um jogo always online não me agrada particularmente. A ver, em breve, como a Infinity Ward se safou com o Infinite Warfare. Já a Treyarch, com o Black Ops 4 a ser integralmente um jogo multiplayer, vou acabar por dispensar esse.

Raystorm (Sony Playstation / PC)

Raystorm é o terceiro título da saga que se iniciou com o RayForce em 1993 nas arcades, mas é o primeiro da série a ser completamente em 3D poligonal. Foi lançado originalmente também nas arcades em 1996, tendo posteriormente recebido conversões para múltiplos sistemas (incluindo a Sega Saturn, sob o nome de Layer Section 2, no Japão apenas) nos anos seguintes. Na colecção tenho por cá uma versão manhosa de PC que comprei por 1€ a um vendedor numa feira de velharias há uns meses atrás, bem como uma interessante versão rental para a Playstation, que comprei a alguém no facebook por 10€ algures no passado mês de Junho. Será precisamente na versão Playstation que irei incidir este artigo.

Jogo com caixa, na sua versão rental.

A história coloca-nos a bordo de uma nave espacial toda poderosa e, sozinhos, iremos como é habitual enfrentar um exército inimigo que invadiu o planeta Terra. Ao longo de 8 níveis, iremos então percorrer diversas paisagens no nosso planeta, para depois combater em pleno espaço e, por fim, no planeta inimigo. Não é nada original, mas sinceramente também não interessa muito neste estilo de jogo, logo que a jogabilidade seja boa e se possível os visuais também! E felizmente, é um jogo que responde muito bem em ambos os campos.

Versão para PC, com caixa e papelada. Infelizmente é esta versão horrível da xplosiv, mas por 1€…

A nível de jogabilidade é um jogo simples, onde inicialmente dispomos de 2 modos de jogo distintos para escolher, com a conversão arcade, mas também o modo “extra”, onde este último parece ser apenas uma versão remix da versão arcade, com mais inimigos e diferentes padrões de movimento e disparo. Inicialmente podemos escolher uma de 2 naves, que possuem armas diferentes, mas com uma jogabilidade idêntica. Aqui temos 2 botões de disparo, um para disparar os raios laser com rapid fire, outro para fazer lock-on de inimigos e, quando o largamos, são lançados projécteis teleguiados que atacarão os mesmos. Para além de armas diferentes, o número de alvos que conseguimos fazer lock-on também varia de nave para nave. De resto temos ainda um outro botão usado para despoletar o special, um ataque bastante poderoso e que causa dano a todos os inimigos presentes no ecrã! Este não tem propriamente munições limitadas, simplesmente apenas o podemos usar quando a barra de special esteja cheia, o que vai acontecendo gradualmente, com cada ataque de “lock on” bem sucedido. E para fazer lock-on nos inimigos, não basta carregar no tal botão, temos também de guiar a nave para que a sua mira, que paira um pouco à sua frente, entre em contacto com os inimigos. Ora como essa mira não está assim tão longe da nave quanto isso, também nos obrigará a conduzir a nave para muito próximo das naves inimigas, o que é naturalmente bem mais arriscado.

Graficamente é um jogo muito bem conseguido, repleto de bonitos efeitos de luz e transparências

E claro, o jogo não é propriamente um passeio na praia, pois à medida que vamos avançando, teremos inimigos cada vez mais numerosos, com padrões de movimento mais agressivos e, principalmente os bosses, com imensos projécteis pelo ar e nós temo-nos de desviar pelos “pingos da chuva” como se nada fosse. Mas existe algum conteúdo desbloqueável para quem quiser aceitar o desafio. Ao terminar o extra mode podemos experimentar o “13 ships mode“, uma versão mais difícil do jogo, com 13 “vidas”, mas sem qualquer continue. Para quem conseguir vencer esse desafio desbloqueia também o shooting mode, que aparentemente apenas adiciona um contador de alvos falhados e abatidos. Algo decepcionante, sinceramente, mas deve ser bem útil para quem quiser practicar alguma run perfeita.

Como é habitual, no final de cada nível temos de enfrentar um boss e memorizar os seus padrões de fogo

A nível gráfico é um jogo muito bom. A versão Playstation não possui o mesmo nível de detalhe do original de arcade, com os cenários e as naves a serem renderizadas de uma forma mais pixelizada no geral, ainda assim o resultado final é bastante satisfatório, seja no design dos níveis, como no das naves, suas armas e as forças inimigas. Vamos tanto explorar paisagens urbanas, industriais, vales, oceanos, como autênticas batalhas colossais em pleno espaço. É também um jogo repleto de efeitos especiais de luz e transparências, como os submarinos que atacam debaixo de água, ou as naves inimigas que se escondem nas nuvens. Estou curioso para ver como a versão Sega Saturn se tenha safado nesta versão! As músicas são também bastante agradáveis, sempre com uma toada electrónica algo relaxante até, se não fosse por todo a cacofonia que vamos presenceando no ecrã. A versão PC sinceramente não cheguei sequer a experimentar pois temia que não funcionasse bem em sistemas operativos mais actuais. Ainda assim, pelo que vi, parece ser visualmente mais apelativa, ao suportar maiores resoluções e um detalhe gráfico mais nítido. De resto, parece ter exactamente o mesmo conteúdo da versão Playstation.

Gosto bastante do design de alguns dos inimigos!

Portanto este Raystorm é um shmup bastante agradável e que me deixou curioso para experimentar os restantes jogos desta série, caso um dia os venha a arranjar a um bom preço. Pelo menos o Galactic Attack, na sua versão Sega Saturn (conhecido como Layer Section no Japão, daí a versão nipónica deste Raystorm na Saturn ser chamada de Layer Section II por lá), não é um jogo lá muito comum, pelo que é capaz de demorar a chegar cá.

Quest for Glory III: Wages of War (PC)

O final do Quest for Glory II preparava-nos para a sua sequela, o Quest for Glory III Shadows of Darkness… mas o terceiro título tornou-se antes neste Wages of War, um jogo já desenvolvido de raíz para um motor gráfico mais recente, com suporte a maiores resoluções e cores VGA, para além de uma interface verdadeiramente point and click. O Shadows of Darkness ficaria para o quarto título da série. O meu exemplar digital, tal como a esmagadora maioria dos títulos da Sierra que tenho cá vindo a trazer nos últimos meses, foi comprado algures no ano passado através de um bundle que trazia dezenas dos clássicos da Sierra, a um preço muito apelativo.

O protagonista prossegue aqui a sua demanda para se tornar num verdadeiro herói, prosseguindo as suas viagens pelo mundo em busca de novas aventuras. Na prequela estivemos numa terra com fortes influências árabes, mas desta vez vamos prosseguir pelo continente africano e visitar civilizações de influência egípcia ou de tribos subsarianas. O nosso objectivo é o de prevenir uma guerra entre as tribos dos Simbani e dos Leopardmen, que por sua vez irá também arrastar a civilização de Tarna para uma guerra sangrenta. Então iremos tentar a todo o custo que haja paz entre todos, o que será um grande desafio e nos irá obrigar a conhecer bem os costumes de cada uma das civilizações e talvez até fazer um ou outro favor para que sejamos respeitados.

A história começa com um “recap” dos eventos narrados no último jogo e o pontapé de saída para a razão de irmos visitar o continente de Fricana

A nível de mecânicas de jogo este é, tal como os seus antecessores, um híbrido entre uma aventura gráfica point-and-click e um RPG ocidental. Ou seja, vamos tendo batalhas através de encontros aleatórios, mas com um sistema de combate point and click algo parecido com o introduzido no remake VGA do primeiro Quest for Glory. Para além disso o jogo vai tendo ciclos de dia e noite, a necessidade de descansar e comer periodicamente e todas as acções de combate e treino, vão melhorando os nossos stats. Existem várias classes que poderemos escolher ao criar a nossa personagem (ou mesmo importar a personagem utilizada em aventuras anteriores), sendo que cada classe possui habilidades únicas e que por sua vez dão-nos diferentes possibilidades de resolver alguns dos puzzles que o jogo nos colocará pela frente. Já no que diz respeito à aventura gráfica, esta é agora completamente point and click, com a possibilidade de seleccionarmos diferentes ponteiros do rato que por sua vez representem diferentes acções como mover, observar, mexer ou falar. E os diálogos estão também expandidos, com vários tópicos de conversa que podemos clicar para falar, bem como uma interface nova para marralhar nos preços quando tentamos comprar alguma coisa aos inúmeros comerciantes que iremos encontrar.

Depois de desbloqueada no jogo anterior, a classe dos Paladin pode ser usada neste jogo, que por sua vez traz uma série de desafios e quests adicionais

Uma das coisas que não gostei na sua prequela foi o facto de esse ter sido um jogo nos impunha uma agenda algo agressiva, onde certos acontecimentos chave aconteceriam dentro de poucos dias, não nos dando grande margem de exploração e preparação prévia. Aqui, felizmente, tirando os primeiros dias que também têm uma agenda fixa (mas nada de vida-ou-morte), ao longo de todo o restante jogo temos a liberdade para explorar o mapa à vontade. E acreditem, vamos ter de perder muito tempo a explorar o mapa e falar com pessoas para progredir na história, mas também a treinar e combater para ir melhorando os nossos stats. E nesse campo de exploração, há aqui uma certa falsa sensação de grandeza, pois temos um grande mapa-mundo para explorar, onde inclusivamente vemos as personagens em ponto minúsculo a deslocar-se no ecrã, mas a qualquer momento essa viagem pode ser interrompida (seja por nós, seja por alguma batalha aleatória), e sempre que isso acontece há uma transição para um ecrã mais genérico e “ampliado” da zona onde estamos, mas sem grande variedade entre si.

O jogo até que tem algumas personagens bem conseguidas!

Graficamente é um jogo muito bom, na minha opinião. O motor gráfico aqui usado permite uma maior resolução, mas não tão grande para que se perca aquele charme do pixel art muito característico das aventuras gráficas desta era. Os cenários e personagens estão também muito bem detalhados, com o jogo a apresentar um mundo fantasioso, mas também com fortes influências de civilizações africanas, o que não é um conceito lá muito comum nos videojogos. As músicas também vão tendo imensas influências tribais, principalmente na percurssão e no que diz respeito aos efeitos sonoros nada a apontar. Em comparação com os outros títulos da Sierra, só ficou mesmo a faltar o voice acting, que aparentemente já existe na sequela.

As batalhas são novamente travadas recorrendo a point and click de diferentes ícones para defesa e ataque

Portanto este Quest For Glory é uma boa sequela que acaba por corrigir alguns problemas introduzidos pelo seu antecessor imediato, nomeadamente na exploração, pois felizmente já não temos labirintos desnecessários para nos deslocarmos pelas cidades, e também no facto de já não termos uma agenda algo apertada para resolver os conflitos que o jogo nos vai apresentando. Ainda assim, continuo a achar que o sistema de combate não é o mais apropriado, mas tem sido um processo evolutivo. A ver como se safaram no Shadows of Darkness em breve!

Puyo Puyo (Sega Mega Drive)

Mais uma super rapidinha, agora para a Mega Drive, até porque este Puyo Puyo é a lançamento original nipónico daquele jogo que cá no ocidente viemos a conhecer como Dr. Robotnik’s Mean Bean Machine, cuja versão já cá abordei no passado. O meu exemplar foi comprado numa loja online no passado mês de Junho por cerca de 20€.

Jogo com caixa, manual e papelada, na sua versão japonesa

Ora a série Puyo Puyo começou por ser um spin off de Madou Monogatari, um RPG dungeon crawler, lançado originalmente para o computador MSX em 1990. A Compile aproveitou o charme das slimes coloridas para desenvolver então o Puyo Puyo, um puzzle game inspirado no Tetris onde vamos tendo de encaixar blocos de 2 puyos coloridos e formar conjuntos de puyos de 4 ou mais unidades, fazendo-os desaparecer. E claro, se enchermos a nossa área de jogo, é game over. Esse primeiro jogo saiu também no computador MSX em 1991, tendo posteriormente recebido inúmeras conversões para outros sistemas. Em 1992 a Compile alia-se à Sega para lançar uma versão arcade com diferentes modos de jogo, que por sua vez também recebeu várias conversões para diferentes sistemas, incluindo a versão que vos trago cá hoje. O facto de ambos os jogos partilharem o mesmo nome também não ajuda nada para os diferenciar!

A principal diferença perante o Robotnik’s Mean Bean Machine é que as personagens são todas do universo Madou Monogatari ao invés dos desenhos animados das Adventures of Sonic the Hedgehog

Aqui dispomos então de exactamente os mesmos modos de jogo que no Dr. Robotnik’s Mean Bean Machine, mas com personagens do universo Madou Monogatari. No modo de jogo principal para single player (o scenario) vamos então combater com diversos oponentes daquele universo e a ideia é a de tentarmos fazer o máximo de combos possível para encher o ecrã do nosso oponente de puyos cinzentos, só para lhes complicar a vida. Naturalmente que à medida que vamos progredindo no jogo, os nossos oponentes vão ficando mais inteligentes e a velocidade que as peças caem vai também aumentando. O segundo modo de jogo é o multiplayer para 2 jogadores e o terceiro é uma espécie de modo de treino, que é basicamente o modo endless da primeira versão do Puyo-Puyo.

O objectivo é mesmo o de tentar fazer o máximo de combos possível para mandar mais lixo para o ecrã do nosso oponente

Graficamente é um jogo bastante colorido e os oponentes que vamos enfrentando são por vezes bastante bizarros como um pé gigante! Infelizmente a conversão para a Mega Drive perde muito do voice acting que existia na versão arcade, principalmente o que ocorreria nas cutscenes que antecedem cada confronto. A versão PC-Engine CD mantém todo esse conteúdo intacto, até porque saiu num formato CD. Já as músicas são bastante alegres e agradáveis também.