Street Fighter II Champion Edition (PC-Engine)

E voltando aos Street Fighter, porque não uma rapidinha a mais uma versão do clássico Street Fighter II? Como bem devem saber, a Champion Edition é o primeiro de muitos updates que o Street Fighter II recebeu ao longo dos anos. Para além do habitual rebalanceamento de personagens, inclui como principal novidade o facto de os 4 oponentes finais, Balrog, Vega, Sagat e Bison, serem agora personagens jogáveis. E uma das primeiras conversões desse update saiu precisamente na PC-Engine em 1993, exclusivamente no Japão pois infelizmente o sistema já há muito que estava morto no Ocidente. O meu exemplar foi comprado durante o mês passado numa loja nipónica, tendo-me custado algo próximo dos 13€ mais portes, se bem me recordo.

Jogo com caixa e manual

E, tendo em conta que este é um jogo que corre num cartucho, sem qualquer expansão de memória habitualmente requeridas em jogos de tecnologia Super ou Arcade CD-ROM, é impressionante o que a Capcom conseguiu aqui fazer. É que estamos a falar de uma consola de 1987, ainda com um CPU de 8bit! E, em 1993, apesar de ainda não existir a tecnologia Arcade CD-ROM para a PC-Engine, é impressionante a Capcom não ter optado por lançar esta Street Fighter no formato de CD, mas sim em HuCard. É que os HuCards, apesar de serem um formato físico muito sexy, não costumam ter uma grande capacidade de armazenamento. Tipicamente, os maiores jogos neste formato possuem até 8Mbit, o que se traduz em 1MB. Mas eis que chega a Capcom para converter o Street Fighter II e obrigam a NEC/Hudson a desenvolver um HuCard maior que os habituais, com a capacidade de 20Mbit ou 2.5MB. Creio que a decisão em trazer este jogo para o formato HuCard, mesmo com o desafio tecnológico, era mesmo porque queriam que o jogo chegasse ao maior público possível. A PC-Engine no Japão existe sob a forma de múltiplas revisões e sistemas, particularmente nos formatos que usam CD-ROM mas pelo menos HuCards, todos os modelos os lêm!

Esta é uma versão muito competente e que se debate muito bem com as restantes conversões para sistemas 16bit

E sim, visualmente estamos perante uma conversão muito sólida. Comparando com a versão Mega Drive, por exemplo, possui muito mais cores em simultâneo no ecrã, embora os cenários não tenham tanto detalhe. Ainda assim, tanto os cenários como as personagens estão bem detalhadas quanto baste, tornando esta versão muito competente quando comparada com as restantes versões 16bit. A nível de músicas, bom, as músicas do Street Fighter II são excelentes e aqui não é excepção, mas confesso que prefiro o chiptune da versão Mega Drive. De resto a nível de jogabilidade é uma versão bastante sólida mas recomenda-se vivamente o uso de um comando com 6 botões, o que felizmente tenho. No caso de se usar um comando normal, teríamos uma jogabilidade algo semelhante à do Street Fighter II para a Mega Drive no caso de usar um comando de 3 botões, com os botões I, II e Run a servirem para ataque e o botão select a servir para alternar entre socos e pontapés. Pessoalmente prefiro de longe usar um comando de 6 botões, mas também não sou o maior fã do design do Avenue Pad 6.

Os diálogos em Japonês não são de todo essenciais para se tirar bom partido do jogo!

Portanto estamos aqui perante uma conversão muito sólida e o facto de ter alguns diálogos em japonês (que sinceramente não se perde nada em não os entender) não deve ser de todo um factor dissuasor para se experimentar esta versão. Naturalmente que é muito mais fácil encontrar as versões SNES ou Mega Drive, mas a Capcom esmerou-se bem nesta conversão e isso nota-se. É uma pena que a Turbografx não tenha tido mais sucesso, caso contrário este seria certamente um jogo a ser lançado por cá.

Quest for Glory: Shadows of Darkness (PC)

Voltando à saga Quest for Glory, vamos ficar agora com este Shadow of Darkness, que é na verdade o quarto jogo desta pentalogia sendo uma vez mais um híbrido entre uma aventura gráfica do estilo point and click com alguns elementos de RPG. E tal como todos os jogos da Sierra clássica que tenho vindo cá a trazer nos últimos tempos, este meu exemplar digital foi também adquirido algures no ano passado, num bundle que continha dezenas de clássicos da Sierra a um preço muito convidativo.

Na verdade, o jogo anterior foi uma espécie de história adicional, pois a equipa que produziu esta saga a idealizou desde cedo como tendo quatro videojogos. Aliás, no final do Quest for Glory II é-nos dito precisamente que a aventura seguinte seria esta “Shadows of Darkness”. E aqui, o nosso herói é misteriosamente transportado para uma caverna sinistra, repleta de referências a seres malignos que fazem muito lembrar as criaturas de H.P. Lovecraft. Mas uma vez escapando dessa caverna, reparamos que chegamos à terra de Mordavia. Uma vez mais a série a remeter-nos para um ambiente de fantasia medieval europeia, embora agora mais focada no misticismo das nações mais a leste, com muitas parecenças com a Transilvânia, não fossem os vampiros um dos focos da história, mas também com algumas criaturas do seu folclore, como os Leshys e Rosalkas (obrigado The Witcher por me ter introduzido nestas andanças).

Cada classe possui diferentes atributos, se bem que muitos destes podem ser melhorados com práctica e treino. Por exemplo, tentar escalar paredes regularmente, atirar pedras ou destrancar portas repetidamente irá melhorar os atributos de climbing, throwing e pick locks respectivamente

E uma vez mais, tal como no primeiro jogo, temos aqui uma aldeia central, cuja estalagem serve do nosso ponto de repouso principal. Teremos de explorar exaustivamente os cenários e interagir com todos os NPCs que nos vão aparecendo à frente, pois todos possuem alguma história interessante e quests que podemos (e devemos!) tentar completar para os ajudar. Mas claro, temos de ter algum cuidado pois à noite os portões da cidade fecham-se e é nessa altura que vagueiam as criaturas mais poderosas. Mas claro, a exploração nocturna será algo que também terá de ser feita e no fim de contas haverão uns quantos vilões importantes que deveremos enfrentar e salvar Mordavia do seu destino sinistro.

Graficamente é um jogo que apresenta cenários em 2D muito bem detalhados e animados, como os jogos da Sierra em VGA bem nos habituaram

Como já referi acima, o jogo é um híbrido entre uma aventura gráfica e um RPG ocidental. Por um lado temos toda aquela interface point and click onde com o cursor do rato, e mediante o ícone seleccionado, poderemo-nos movimentar pelos cenários, observar, falar com NPCs ou interagir com objectos. Ocasionalmente temos mesmo alguns puzzles mais “a sério” para resolver! No que diz respeito aos elementos de RPG, estes começam pelo facto de, ao iniciar o jogo, termos de assignar a nossa personagem a uma de 3 classes: guerreiro, ladrão e feiticeiro, cada qual com os seus pontos fortes e fracos, embora seja possível evoluir alguns atributos de forma independente, criando assim uma espécie de classes híbridas. Poderemos também importar a personagem de qualquer um dos jogos anteriores, e, no caso de termos desbloqueado a classe de paladino, poderemos começar esta aventura com essa classe. Cada classe tem as suas particularidades como já referi, e por vezes teremos até diferentes soluções para os mesmos problemas, consoante a classe escolhida. A classe de paladino possui algumas quests adicionais que são interessantes para a história como um todo, também.

Nos diálogos com as personagens temos direito a um retrato mais detalhado das mesmas… mas confesso que não gostei muito da sua representação

De resto, o nosso herói tem uma barra de vida, outra de fadiga e uma outra de magia, à qual temos de ter em atenção constante, não só nos combates, mas também em certos elementos de exploração. Correr causa fadiga, assim como tentar escalar paredes, por exemplo. Tal como nos jogos anteriores, no entanto, poderemos evoluir certos stats da nossa personagem ao practicar os mesmos movimentos vezes sem conta. Outras coisas a ter em atenção são o facto de o jogo ter um sistema de dia e noite e a nossa personagem precisar de comer e descansar com regularidade. O sistema de combate foi modificado perante os seus antecessores, mas ainda está longe de ser óptimo, o que é uma pena. Basicamente a perspectiva foi mudada para uma de sidescroller em 2D e todo o combate é uma vez mais desempenhado usando o rato, mas infelizmente de uma maneira ainda bastante confusa. Felizmente é possível ajustar diversos parâmetros de desempenho da inteligência artificial e deixar as batalhas decorrerem automaticamente.

As batalhas são agora travadas num ecrã em 2D sidescroller, mas infelizmente a interface continua bastante confusa

Mas ao menos, no que diz respeito à narrativa, aqui a Sierra fez um bom trabalho. A versão do jogo que está incluida nesta compilação no steam é a mesma que foi lançada no formato CD-ROM, portanto, para além de uma pequena cutscene inicial num CGI ainda algo primitivo, temos direito a todo o voice acting, incluindo a voz grave do narrador que vai narrando todos os nossos diálogos e acções. As restantes personagens possuem vozes próprias e a qualidade do acting vai variando um pouco, mas no geral está um bom trabalho, a meu ver. Já a nível gráfico, esperem por cenários em 2D bem trabalhados, mas sinceramente não gostei muito dos retratos das personagens durante os diálogos. É mesmo uma mera questão de gosto pessoal, pois já gostei da representação das mesmas em pixel art, nos cenários.

Curioso a ver como a saga terminará no seu quinto jogo, que, tendo sido lançado em 1988, já possui gráficos poligonais que certamente não terão envelhecido tão bem quanto estes.

Street Fighter Alpha Anthology (Sony Playstation 2)

No seguimento das análises aos SFA2 e SFA3 que publiquei recentemente, faz todo o sentido aproveitar o momento para uma rapidinha a esta muito interessante compilação para a PS2, que traz a trilogia e não só! Será portanto um artigo mais rápido, onde acabarei por me focar mais nos extras e também um pouco no Gem Fighter, um dos “extras” aqui incluído. O meu exemplar foi comprado em Junho de 2016, numa das minhas idas à Cash Converters de Alfragide, tendo-me custado 2.50€.

Jogo com caixa e manual

Ora esta compilação incide principalmente na trilogia Street Fighter Alpha, com uma versão practicamente arcade perfect do primeiro jogo, contendo o habitual modo arcade e versus, mas também um dramatic battle expandido (onde podemos escolher qualquer par de personagens) e um modo survival que creio que não vinha incluído tanto na versão original, como nas conversões para as consolas de 32bit que lhe seguiram. Segue-se mais uma excelente adaptação do Street Fighter Alpha 2, com os mesmos modos de jogo. Mas, desbloqueado logo de início, temos também a revisão Street Fighter Alpha 2 Gold, que é essencialmente uma conversão do Street Fighter Zero 2 Alpha (nomenclatura confusa como manda a lei) que havia saído originalmente nas arcades nipónicas. Estra revisão, para além de possuir os mesmos modos de jogo, inclui também uma série de personagens adicionais (nas suas versões EX, ou seja, inspiradas pelo Super Street Fighter II, mais a Cammy). É uma versão que inclui também alguns esperados rebalanceamentos e pequenas mudanças na jogabilidade, como a forma como os custom combos são agora despoletados.

O ecrã de selecção de jogo!

O Street Fighter Alpha 3 também não podia faltar, possuindo os mesmos modos de jogo que os restantes ou seja, perde-se o World Tour introduzido nas conversões para as consolas de 32bit. Mas temos também uma versão adicional, desbloqueável após terminarmos o modo arcade do SFA3. É uma revisão da versão SFA 3 Upper que, originalmente nas arcades, para além de alguns balanceamentos introduzia todas as personagens adicionais que foram incluídas nas versões Saturn e PS1. E antes de avançar para o Gem Fighter, convém também referir que há um outro jogo desbloqueável, o Hyper Street Fighter Alpha. Este é uma espécie de remix e mais voltado para os combates em versus para 2 jogadores, onde poderemos optar por escolher personagens e jogabilidade dos diferentes jogos desta saga. É um extra bastante interessante, de facto!

O Gem Fighters é um jogo divertido, bem humorado, e repleto de referências à Capcom nos seus cenários

Por fim, esta compilação traz logo desbloqueado de início, como já referi acima, o Gem Fighters, também conhecido como Pocket Fighters na sua versão PS1 que também foi lançada por cá na Europa. Estão a ver o Virtua Fighter Kids, onde jogamos com representações super deformed das personagens Virtua Fighter? É mais ou menos o mesmo conceito, mas num jogo de luta em 2D. Aliás, até diria que é uma espécie de sucessor espiritual do Super Puzzle Fighter II pois utiliza as mesmas sprites e há uma vez mais um certo foco em pedras preciosas coloridas, embora este seja um jogo de luta. E aqui temos uma série de personagens que podemos seleccionar, tanto do universo Street Fighter, como do Darkstalkers. A jogabilidade em si é bastante simplificada, com um botão para socos, outro para pontapés e um outro para os specials, embora naturalmente possamos (e devemos!) usar algumas combinações. À medida que os combates vão decorrendo vamos poder apanhar diversas pedras preciosas coloridas, que vão aumentando a barra do special respectiva à cor. Existem 3 níveis de specials e para além disso também vamos poder apanhar outros itens como comida que nos regenera a barra de vida, ou esferas elementais que podem ser atiradas aos nossos oponentes. É um joguinho muito cute e divertido, que gostaria um dia de vir a arranjar em formato standalone.

Portanto estamos aqui perante uma óptima compilação, com versões bastante sólidas dos 3 Street Fighter Alpha, mais uns quantos extras a ter em conta. É por lançamentos como este que gosto bastante do catálogo “retro” da Playstation 2!

Borderlands: Game of the Year (PC)

Borderlands é uma série de first person shooters produzida pela Gearbox, com um mundo aberto e um grande foco na jogabilidade cooperativa, bem como em todo o loot que podemos encontrar. Visto que possui também diversos elementos de RPG (nomeadamente as diferentes classes, esquema de skills e claro, pontos de experiência) até dá para traçar alguns paralelismos com outros jogos como o Diablo, mas na primeira pessoa e com um ambiente completamente diferente, claro. Sinceramente não me recordo onde e quando comprei o meu exemplar, muito menos quanto me terá custado, mas foi seguramente barato, abaixo dos 10€. Na verdade estou a jogar a versão enhanced que me apareceu na minha conta do steam sem eu me ter apercebido. Pelo que li posteriormente, esse remaster já incorporou algumas novidades trazidas pelas sequelas, pelo que é perfeitamente possível que eu não vá identificar essas diferenças.

Jogo com caixa, papelada e mapa

A série Borderlands, ou pelo menos este primeiro jogo, é passada no planeta de Pandora, um planeta algo deserto, repleto de bairros de lata, lixeiras, mas também alguns locais mais high-tech. Parece mesmo algo retirado de um filme do Mad Max e no início do jogo pensei mesmo que o jogo decorresse na terra num futuro pós apocalíptico, mas depois lá percebi que não era esse o caso. Nós encarnamos no papel de um vault hunter, que terá de explorar o planeta em busca do tal vault, um local abandonado por uma antiga civilização alienígena e que aparentemente continha poderosíssimas armas deixadas por essa civilização. Naturalmente que não estaremos sozinhos nessa busca e, para além de enfrentar imensas criaturas, bandidos à lá mad max, teremos também de enfrentar forças militares high tech e não só.

Como seria de esperar, vamos ter alguns bosses para defrontar!

Começamos por escolher a classe que queremos representar, e apesar de todas as classes poderem equipar todos os tipos de armas (pistolas, revólveres, shotguns, metralhadoras e por aí fora), cada classe possui diferentes competências, que priveligiam alguns tipos de armas, bem como terão diferentes skill trees e um “ultimate“. Eu escolhi representar um soldado normal e a sua habilidade especial era a de invocar uma metralhadora automática que foi incrivelmente útil em certas circunstâncias. Outras classes terão, naturalmente, diferentes habildades especiais, mas confesso que não as cheguei a explorar sequer. Depois este é um jogo open world, onde vamos conhecer alguns NPCs que nos vão dando quests, umas obrigatórias, outras meramente opcionais, e assim vamos explorando o mundo de pandora, os seus desertos, as suas dungeons, bases militares (ou bairros de lata repletos de bandidos) e pouco mais. Eventualmente lá desbloqueamos o uso de veículos e também de teletransporte entre certas localizações chave, o que certamente irá ajudar em todo o backtracking.

Os veículos são uma grande ajuda, não só no combate, mas também para viajar mais rapidamente

Até aqui tudo bem, mas este primeiro Borderlands podia perfeitamente ser chamado de Boringlands. Não só há muito pouca variedade de cenários, a maioria das quests são também algo repetitivas e aborrecidas: mata x criaturas, invade aquela base e mata o boss, encontra x partes desta arma, explora o mapa em busca de vários audiologs e por aí fora. A própria narrativa também me desiludiu bastante. O pouco que conhecia do Borderlands (para além do seu estilo gráfico que detalharei mais à frente) resumia-se aos diálogos sarcásticos e bem humorados de algumas das suas personagens, principalmente os dos robôs ClapTrap. E apesar de o jogo possuir de facto algum bom humor, a narrativa é muito fraca e não achei a história nada de especial.

Há aqui um grande foco no loot que encontramos, com imensas armas e acessórios com diferentes níveis de raridade

A nível gráfico é um jogo que primou por apresentar um estilo em cel-shading que lhe dava um aspecto mais de desenho animado e sinceramente até gostei do estilo que usaram. Alguns inimigos possuem designs bem criativos e absurdos, como os anões equipados com caçadeiras e que caem para trás com o coice da arma, ou matulões mas com braços deficientes. Mas o problema é mesmo, como já referi acima, a pouca variedade dos cenários que iremos explorar. Já no que diz respeito ao som, nada de especial a acrescentar aos efeitos sonoros e o pouco voice-acting que, apesar da história como um todo ser desinteressante, ao menos os diálogos vão tendo sempre algum sarcasmo e bom humor. Já as músicas vão alternando entre temas mais atmosféricos enquanto exploramos os cenários, e outras músicas mais tensas quando a acção aperta.

Gosto do estilo gráfico deste borderlands e os seus laivos de humor e sarcasmo. Espero que as sequelas sejam melhores como um todo

Mas para além do jogo base, esta edição Game of the Year traz também as quatro expansões que foram sendo lançadas entre 2009 e 2010. A primeira expansão é a The Zombie Island of Dr. Ned, onde exploramos novos cenários à volta de uma cidade que foi invadida por zombies. Aqui temos de facto cenários e inimigos completamente diferentes para explorar e combater, embora os combates acabem por se tornar em confrontos de múltiplas ondas de zombies que nos vão perseguindo. A segunda expansão (Mad Moxxi’s Underdome Riot) já é bastante diferente no seu conceito. Basicamente teremos uma série de arenas para combater, onde inicialmente enfrentamos 5 rondas de 5 ondas de inimigos cada, mas posteriormente poderemos, opcionalmente, entrar em arenas de 20 rondas. O objectivo é claro o de sobreviver, o que no caso de jogarmos sozinhos não é nada fácil. A terceira expansão, The Secret Armory of General Knoxx, é mais focada em combates de veículos, embora tenha muitos locais para explorar e missões para fazer. Por fim, a última expansão, Claptrap’s New Robot Revolution, leva-nos também a novos territórios, onde os ClapTraps se revoltaram contra os humanos e a maior parte dos inimigos que iremos encontrar são ClapTraps e versões robóticas de outros inimigos como os bandidos, ou criaturas como os skags. Mas ainda assim, e tirando a segunda expansão, as outras expansões acabaram por se tornar ainda mais enfadonhas ou por não permitirem o uso de veículos (excepto a do Knoxx), mas acima de tudo por não possuirem nenhum ponto de fast travel, tornando o backtracking mais moroso.

Portanto este Borderlands, apesar de não ser um mau jogo de todo, até que me deixou um pouco desiludido pelos pontos que referi acima, nomeadamente a sua história fraca, pouca variedade de cenários e missões. Mas, visto que é um jogo com um grande foco no multiplayer cooperativo, até acredito que seja bem mais divertido quando jogado com amigos. Ainda assim foi um jogo que teve bastante sucesso, tanto que sequelas não faltam. Estou curioso a ver como a série evoluiu, mas confesso que tão cedo não devo ter vontade de lhes pegar.