Metal Gear Solid 3: Snake Eater (Sony Playstation 2)

MGS3 Snake EaterDe volta com mais um artigo da série Metal Gear Solid, desta vez com um jogo que renovou inteiramente a série, a meu ver. Metal Gear Solid 3: Snake Eater, para além de não ser jogado com Solid Snake mas sim o seu predecessor Big Boss em plenos anos 60, apresentou diversas mudanças na jogabilidade, com uma experiência com mais foco na sobrevivência. Esta edição que faz parte da minha colecção pertence à reedição que foi lançada algo recentemente, sem a menção na capa das funcionalidades online incluídas. Tenho pena que essa reedição não tenha sido a versão Subsistence que contém diversos extras tal como a versão Substance do MGS2 que analisei anteriormente. Custou-me então sensivelmente 10€ e está em óptimo estado.

Metal Gear Solid 3 Snake Eater - PS2
Jogo completo com caixa, papelada e um bom manual.

A história decorre em pleno clima de guerra fria, no ano de 1964. Naked Snake, o futuro Big Boss e um dos principais protagonistas dos primeiros Metal Gear da MSX, possui como missão infiltrar-se em solo soviético e resgatar o cientista Dr. Sokolov, que se encontrava a desenvolver uma poderosa nova arma nuclear. A coisa não corre bem, com Snake a ser surpreendido pela sua mentora “The Boss” a trair o seu país e unir-se ao lado soviético, mais precisamente à facção extremista a cargo do Coronel Volgin que estava por detrás do conflito em questão. Esta reviravolta torna a colocar Snake em plena tundra soviética, agora com o objectivo adicional de assassinar a sua antiga mentora e destruir a nova arma nuclear. Gostei bastante da história proporcionada por este jogo, repleta de jogos de conspirações e contra-espionagem, com agentes duplos e demais personagens misteriosas. Revolver Ocelot faz aqui a sua primeira aparição.

screenshot
Snake e Sokolov, o cientista por detrás de todo o conflito

Com a maior parte do jogo a decorrer em plena selva ou outros ambientes exteriores, a Konami decidiu introduzir uma jogabilidade mais voltada para a sobrevivência. Agora, para além de Snake possuir uma barra de energia que dita a quantidade de “vida” que possui, existe também uma barra de “stamina“, que vai decrescendo com o tempo, precisando de ser restabelecida com comida. Ora a comida é nada mais nada menos que a bicharada que Snake consegue caçar no meio natural. Ratos, coelhos, cobras e sapos, vale tudo! Diferentes tipos de comida restabelecerão diferentes quantidades de stamina, podendo alguns ser até venenosos ou estarem podres, tornando Snake doente. A barra de vida tornou-se auto-regenerativa, porém com algumas condicionantes. Cada vez que Snake sofre algum ferimento, ou uma intoxicação alimentar, perde de imediato alguns pontos de vida conforme seria de esperar. Depois a vida regenera até um determinado limite, não regenerando ao máximo se não tratarmos dos ferimentos. Nos items iniciais que dispomos (e poderemos encontrar diversas supplies espalhadas pelo jogo fora) temos diverso equipamento de primeiros socorros, como pensos, desinfectantes, soro, entre outros, que permitem tratar das feridas de Snake. Outra inovação trazida na jogabilidade, é um sistema de combate corporal mais avançado, com diversos novos movimentos que podemos executar.

screenshot
Desta vez as comunicações são tomadas à moda antiga

Com o jogo a decorrer nos anos 60, não podemos esperar todo o equipamento High-tech de todos os Metal Gear até à data. Aquele radarzinho todo xpto onde podiamos ver nitidamente o mapa da sala e a posição dos inimigos? Esqueçam. Aqui podemos utilizar Sonars, detectores anti-pessoais, visores térmicos e a sempre útil vista em primeira pessoa para procurar os nossos adversários e tentar passar despercebidos. Se formos descobertos, a tradicional fase de alerta-evasão-precaução decorre. De qualquer das formas, o jogo oferece um armamento de luxo se quisermos ter uma abordagem mais assassina, bem como podemos tirar partido dos objectos que estão à nossa volta, como os clichés dos barris de combustível. Caso queiramos jogar inteiramente nas sombras, o jogo oferece ainda algo de novo: a camuflagem e pinturas faciais. Dispomos inicialmente de um reduzido número de diferentes trajes e pinturas faciais que podemos alternar sempre que bem entendermos, podendo encontrar várias outras espalhadas pelo jogo, ou como conteúdo bónus acessível de outras formas. No canto superior do ecrã dispomos de uma percentagem que nos indica quão bem camuflados estamos, com os resultados a serem muito melhores se nos colocarmos em prone, como seria óbvio. Para além do modo história, Snake Eater oferece ainda algum conteúdo extra, tal como um minijogo “Snake vs. Monkey”, repleto de humor. Aqui Solid Snake deve apanhar uma série de macacos da série Ape Escape da Sony, espalhados por vários diferentes níveis. Ao completar estes níveis, também desbloqueamos alguns items bónus que poderemos utilizar no jogo principal. Para além do mais contém um modo de jogo em que apenas lutamos contra os bosses consecutivamente, para além de uma outra opção em ver todas as cutscenes do jogo que desbloqueamos.

screenshot
Esta é a The Boss, antiga mentora de Snake e uma das maiores antagonistas do jogo

Passando para a questão da apresentação audiovisual, há também muito a dizer, não fosse o jogo estar repleto de cutscenes longas como os anteriores. Felizmente aqueles diálogos a roçar o emo e divagações filosóficas levadas ao extremo do Sons of Liberty não estão aqui presentes em grande número. Apesar de existirem alguns momentos mais lamechas, ou não fosse o Snake ser obrigado a lutar contra a sua mestra, grande parte da história é contada através de cenas de acção à Hollywood, ou cenas de intriga e mistério características do tempo da guerra fria, com as ameaças nucleares, conspirações e espionagem. Devo dizer que desta vez gostei bastante do final do jogo. Ainda há tempo para existir algum fan service com as taradices do Kojima, sejam as cenas cheias de sex appeal de Eva, os já habituais posters de meninas em trajes menores, ou outras coisas mais homo que não valem a pena referir. Uma introdução interessante é o facto de, em certas partes de algumas cutscenes, podermos controlar a câmara da mesma, quando vemos a acção nos olhos de Snake. O voice acting acho que está bastante competente, com a voz de Naked Snake a ser bastante familiar. Poucas vezes ouvimos música ao longo do jogo, mas quando a mesma entra, entra no momento certo e com a mood adequada. Graficamente o jogo está óptimo para uma PS2, com efeitos de luz bem conseguidos e as personagens bem representadas, oferecendo expressões faciais convincentes. Apenas faltou o lip synch, mas para uma PS2 não podemos pedir tudo. Gostei bastante do artwork no geral, no que diz respeito à representação das personagens. Mais uma vez, iremos enfrentar diversos bosses com habilidades sobre humanas, desta vez a Cobra Unit, o esquadrão comandado pela Boss. Ainda assim, continuo a achar os do Metal Gear Solid como os mais carismáticos, apesar de a luta contra o Matusalém dos snipers ter sido bastante épica e muito bem conseguida.

screenshot
A sério, Kojima?

Haveria muito mais a dizer, o jogo está repleto de pequenos detalhes na jogabilidade que não referi, para além de muito conteúdo escondido ao longo do jogo. Gostei mesmo muito de ter jogado este Metal Gear, é facilmente dos melhores jogos que a PS2 tem para oferecer, na minha opinião. Apesar de existir também para a 3DS, as versões que eu hoje em dia recomendaria comprar seria a Subsistence para a PS2 que inclui imenso conteúdo extra, como as VR Missions, uma câmara totalmente controlável no jogo principal, um modo online, e os 2 Metal Gear originais da MSX como jogos de bónus. Como é possível que essa versão acabe por ser algo cara nos dias de hoje, a colectânea HD para a PS3 onde este jogo se inclui, também é a versão Subsistence com todo o conteúdo extra. Mesmo tendo esta Snake Eater, planeio no futuro comprar essa colectânea, este jogo merece-o.

Metal Gear Solid 2: Substance (Sony Playstation 2)

MGS2 Substance PS2O Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty era, juntamente com outros como Final Fantasy X, um dos jogos mais aguardados pelos entusiastas da Sony, tendo muitos comprado a sua PS2 por esse motivo. E com razão, não fosse o Metal Gear Solid original da PS1 ter sido um jogo tão inovador e bem construído. Inicialmente exclusivo para a PS2, ao fim de um ano acabou por ter sido relançado novamente para a mesma plataforma, juntamente da Xbox e do PC, sob o codnome Substance, sendo a versão que trago cá. Substance incluiu diverso novo conteúdo, como as “já habituais” VR Missions, mas quanto a isso já falo. A minha cópia foi comprada no Natal de 2011 na Mediamarkt do Parque Nascente, no Porto. Este jogo pertence àquela reedição algo recente que foi feita para a PS2, juntamente do MGS 3: Snake Eater. Custou-me sensivelmente 10€.

Metal Gear Solid 2 Substance - PS2
Jogo completo com caixa, manual e papelada. Mais uma vez o artwork é óptimo

Update: Para além do MGS2 Substance acima fotografado, comprei também a edição normal do Metal Gear Solid 2 Sons of Liberty, devido ao extra de incluir um DVD com o making of. Veio da Feira da Ladra em Lisboa, a um preço tão reduzido que foi quase dado.

Sons of Liberty com caixa, manuais, papelada e DVD bónus
Sons of Liberty com caixa, manuais, papelada e DVD bónus

Metal Gear Solid 2 apresenta 2 capítulos diferentes. O primeiro, intitulado “Tanker”, coloca-nos no papel de Solid Snake quando o mesmo se infiltra num navio cargueiro norte-americano, aquando da sua passagem por Nova Iorque. Snake, agora fora da Foxhound, junta-se a Otacon numa organização não governamental anti-Metal Gear, as poderosas armas nucleares que deixaram de ser secretas e passaram a ser produzidas em massa por todas as grandes potências económicas mundiais. Snake encontra-se então a bordo de um navio ocupado por U.S. Marines, com a suspeita de carregar um protótipo de um novo modelo de Metal Gear. A missão de Snake seria apenas infiltrar-se e tirar algumas fotos ao Metal Gear de forma a incriminar o governo Norte-Americano, mas as coisas correm mal e uma outra força liderada por Revolver Otacon toma o navio de assalto, destruindo-o e levando o Metal Gear Ray consigo. Após este curto capítulo, a narrativa avança 2 anos na história, onde Solid Snake se encontra declarado morto, pelo que desta vez tomamos o papel de um novo recruta sob o comando do já conhecido Coronel Roy Campbell. Raiden, como ficou assim conhecido, tem a missão de se infiltrar na Big Shell, uma plataforma marítima perto de Manhattan. Foi tomada por um grupo terrorista e têm com eles uma série de reféns, incluindo o presidente dos E.U.A.. Mais uma vez iremos descobrir uma conspiração que dá mais voltas que o porco no espeto, de tal forma que quando chegamos ao fim do jogo ainda ficamos sem perceber muito bem o que para ali aconteceu. Como sempre a tecnologia dos Metal Gear é um elemento central na história, e teremos mais uma vez diversos vilões com habilidades sobre-humanas com que nos preocupar. Um deles já é bem conhecido, o Revolver Ocelot que a meu ver continua a ser a personagem mais interessante de toda a série.

screenshot
Desta vez os bosses sobre-humanos pertencem a um novo grupo de mercenários, o Dead Cell

A versão Substance inclui diversos extras. Para além dos já conhecidos Boss Survival e Casting Theater que haviam sido incluidos nalgumas versões do Sons of Liberty, este Substance apresenta centenas de VR Missions e outras missões alternativas, cujas podem ser jogadas quer com Snake ou Raiden, estando divididas em diversas categorias. Existem missões cujo objectivo consiste em ir do ponto A ao ponto B sem ser apanhado, outras em que devemos eliminar todos os adversários, outras em que teremos de neutralizar algumas bombas, etc. Como tenho muita coisa para jogar ainda, não perdi muito tempo nestes modos alternativos. Alternativo é o que poderemos também chamar às Snake Tales, um conjunto de side missions baseadas na história do jogo, mas não pertencendo de todo ao canon da série. O mais inesperado na minha opinião foi a inclusão de um mini-jogo de Skateboarding, mesmo à lá Tony Hawk. Infelizmente esta reedição do Substance não inclui o documentário do Making of Metal Gear Solid 2, o que é pena.

screenshot
Revolver Ocelot está de volta!

De resto a jogabilidade deste jogo manteve todas as mecânicas e manobras do Metal Gear Solid da PS1, introduzindo uma série de novas manobras, como o facto de se poder esconder em cacifos e objectos similares, a perspectiva em primeira pessoa que oferecia uma precisão muito maior para atingir os guardas nos seus pontos fracos, poder-se agora andar “pendurado” em algumas superfícies, entre outros. A inteligência artificial dos inimigos também foi melhorada, sendo que os mesmos agora trabalham mais em equipa quando descobrem o jogador, comunicando constantemente entre si através dos seus rádios. Isto é interessante se bem que complica um pouco a vida para o jogador. Ao neutralizar um inimigo, o melhor é não perder muito tempo nessa sala mesmo, pois algum tempo depois alguém os tenta contactar pelo rádio e, não obtendo resposta, enviam uma patrulha de investigação, o que irá posteriormente alertar todos os outros guardas na área. O esquema do radar permanece idêntico, mostrando os campos de visão dos guardas e câmaras numa respectiva sala. Quando o jogador é descoberto, o radar muda para o modo de alerta e após o jogador se conseguir esconder, muda para o modo Evasion, onde os guardas continuam bastante atentos à procura do jogador. Nesse tempo o radar encontra-se inactivo. O que há de novo aqui é o facto o jogador ser obrigado a descarregar os mapas para a sua zona em diversos terminais espalhados pela base marítima. Dessa forma iremos jogar “às cegas” em vários pontos do jogo. Voltando à inteligência artificial, a mesma foi melhorada de forma a que agora fica também atenta à sombra do jogador, ou as suas pegadas que deixa após sair dum piso molhado. Felizmente os guardas não são assim tão inteligentes que se deixam enganar muitas vezes por alguém escondido debaixo de uma caixa de cartão.

screenshot
Raiden a armar-se em skater…

No que diz respeito à apresentação do jogo, antes de o mesmo ter saído, era facilmente dos jogos mais visualmente impressionantes que faziam parte do catálogo da PS2. Ambientes bem detalhados, com diversos efeitos gráficos notáveis, como gotas da chuva no chão, efeitos de partículas em explosões, ou mesmo pelas animações das personagens. Obviamente que com o passar do tempo a PS2 conseguiu apresentar jogos visualmente muito superiores, como o Black ou a própria sequela Metal Gear Solid 3 Snake Eater. Ainda assim, tendo em conta que é um jogo lançado originalmente em 2001,  apresenta um visual muito cuidado e bem conseguido. Só tenho pena realmente pela trama do jogo que inicialmente me pareceu bem interessante, mas na recta final a coisa já dava tanta volta e reviravolta que ficou algo difícil de discernir o que era verdade do que não o era. Para quem gosta de cutscenes a série Metal Gear (Solid) é um prato cheio e este jogo não é excepção. Na recta final deverão ter sido sem problemas umas 2 horas de cutscenes separadas por duas lutas de bosses. Quando a história é boa e os personagens são carismáticos (o que é o caso neste aspecto), até que gosto de cutscenes bem apresentadas como foi o caso. Mas quando são assim tão longas, Kojima e companhia deveria ter tido o cuidado de incluir mais alguns segmentos com gameplay pelo meio. Outro ponto que os fãs não gostaram muito foi da inclusão de Raiden. Snake, apesar de estar envolvido ao longo de practicamente todo o jogo, apenas é jogável no pequeno capítulo introdutório. O problema é que Raiden, pelo menos neste jogo, é apresentado como uma personagem bastante insegura e a narrativa está repleta de diálogos emo entre Raiden e a sua namorada Rosemary. Isto tirou de facto alguma piada ao jogo, mas a verdade é que Raiden veio para ficar, Metal Gear Revengeance que o diga.

Screenshot
Raiden, definitivamente o Jar-Jar Binks deste jogo.

Para quem for fã da série, apesar de em teoria não ser um jogo tão empolgante como o primeiro, este Metal Gear não deixa de ser uma boa aventura. A versão original “Sons of Liberty” para a PS2 ficou completamente obsoleta na minha opinião, pelo que hoje em dia sempre recomendo esta versão Substance que se encontra muito facilmente nas grandes superfícies comerciais, ou mesmo a sua conversão em HD para a PS3/X360 que para além deste Substance traz também a versão Subsistence de Metal Gear Solid 3 e uma conversão para consolas domésticas do Peace Walker, originalmente lançado para a PSP. Tendo em conta que a versão PS3 dessa colectânea hoje em dia se encontra mais barata do que comprar os 3 jogos novos separadamente, eu diria que seria mesmo a melhor opção de compra.

Killzone 2 (Sony Playstation 3)

Killzone 2E aproveito para escrever mais um artigo da PS3 enquanto tenho disponibilidade para tal, e o jogo que trago cá hoje ao tasco é nada mais nada menos que Killzone 2, a sequela do “Halo-killer” que a Sony introduziu para a PS2 há uns anos atrás. Este Killzone 2 foi um jogo que alimentou várias polémicas e fez correr muita tinta por essa imprensa e internet fora, devido à sua apresentação inicial na E3 de 2005. Nessa altura a Sony apresentou uma cutscene em CG de excelente qualidade, fazendo inicialmente passar que a demo estaria a correr em tempo real num devkit da PS3. Pouco tempo depois a Sony desmentiu o facto e assumiu que a demo era toda ela em CG, mas com um nível gráfico que seria o que a Guerilla Games estaria a trabalhar para o atingir. Ainda assim, desde essa E3 de 2005 foram preciso quase mais 4 anos para que o jogo tivesse saído para o mercado e digo desde já que apesar do nível gráfico ser algo inferior ao apresentado inicialmente, agradaram-me bastante ainda assim. A minha cópia foi adquirida algures neste mês numa GAME do Porto, tendo custado algo perto dos 10€.

Killzone 2 - Playstation 3
Jogo completo com caixa e manual

A história decorre 2 anos após os eventos do primeiro jogo, onde a guerra entre as forças da ISA e os Helghast continua bem acesa. Neste jogo as forças ISA conseguem montar uma mega operação de invasão do planeta Helghan, bem sobre a cidade capital de forma a tentar capturar o ditador Scolar Visari para tentar colocar um fim à guerra. Claro que o enorme poderio militar dos Helghast não deixa que as coisas se tornem uma brincadeira de crianças, com o seu infame coronel Radec a dar bastante luta. E fica assim o mote lançado para mais uma épica campanha de batalhas militares futuristas, onde o jogador toma o papel do Sargento Tomas Sevchenko no esquadrão Alpha, liderado pelo já conhecido Rico do primeiro jogo. Outras personagens do primeiro Killzone como o Jan Templar também aparecem na história, mas infelizmente ao contrário do primeiro jogo apenas poderemos controlar uma personagem ao longo de toda a campanha, o que é pena, pois no Killzone original as diferentes personagens tinham habilidades próprias que davam uma certa dinâmica ao jogo que me agradava.

screenshot
Desta vez é tempo de visitar o planeta Helghan desolado pela guerra.

Fora isso a jogabilidade mantém-se quase idêntica, com algumas novidades. A saúde é inteiramente auto-regenerativa, não existe qualquer barra de energia que indique a vida que a personagem tem no momento, apenas temos a noção de quando a visão estiver bastante turva e manchada de sangue é sinal para procurar um abrigo. Infelizmente quando montamos turrets deixamos de ter essa percepção, morri algumas vezes a pensar que não estava a ser atingido. O conceito de procurar abrigo é algo que tem sido utilizado frequentemente nos shooters modernos, mas a sua implementação neste jogo deixou algo a desejar. Por vezes queria apenas estar agachado atrás de um pilar ou numa esquina e o jogo coloca-nos automaticamente na posição de cover, que por vezes ficamos bem mais a descoberto do que o que pretendíamos originalmente e acaba também por atrapalhar um pouco naquelas batalhas mais apertadas e que exigem reflexos rápidos. Outra coisa que mantiveram neste Killzone foi o facto de se utilizar o L3, botão que também é utilizado para o movimento, como botão de sprint. Já me alertaram que é política habitual em vários FPS na PS3, mas eu como evito jogar FPS em consolas, apenas quando se trata de algum exclusivo ou um port com algo mais, não estou habituado a estas coisas. Infelizmente para mim é um mecanismo terrível e muitas vezes queria utilizar o sprint em tiroteios mais frenéticos sem qualquer sucesso, acabando por morrer e retomar a acção num checkpoint qualquer. Felizmente melhoraram imenso a mira telescópica nas sniper rifles face ao primeiro jogo, mas ainda assim não achei perfeita, com apenas 2 presets de zoom. Outra coisa que não gostei nos controlos foi a maneira como implementaram os mecanismos de trocar de arma de fogo e a faquinha. Muitas vezes quis utilizar a faca e acabei por disparar um rocket à queima-roupa, ou vice-versa. No final lá me habituei, mas acho que poderiam ter pensado melhor estas coisas.

screenshot
Conduzir um exoskeleton foi bastante divertido.

O armamento é vasto, com muitas armas do jogo original a marcarem o seu regresso. Ainda assim, acho que limitarem o jogador em carregar apenas uma arma de fogo principal mais um revólver tenha sido algo limitativo, embora o revólver tenha munição infinita, para compensar. Outras coisinhas foram incluídas, como a capacidade de se poder conduzir alguns veículos, ou a utilização do giroscópio do Sixaxis para algumas acções, seja activar válvulas ou colocar explosivos para detonação, onde teríamos de utilizar alguns movimentos. A campanha single player não é muito longa, mas porém é épica quanto baste, repleta de tiroteios a larga escala, bem como assaltos a edifícios cheios de corredores apertados, ideais para dar umas facadas ou uns tiros de shotgun. Infelizmente, tal como referi anteriormente, o facto de se utilizar apenas uma personagem ao longo de todo o jogo foi um downgrade face ao original, até pela questão do carisma das personagens, mas já referirei algo mais sobre isso lá à frente. Para além da campanha single player, Killzone 2 apresenta um robusto modo multiplayer que ainda se encontra activo para se dar uns tiros com amigos ou ilustres desconhecidos. Infelizmente, visto que tenho um backlog colossal, não me posso dar ao luxo de perder muito tempo em modos multiplayer, mas pelo que vi pareceu-me algo bastante completo, onde implementaram sistemas de clãs, rankings e diferentes classes que podemos jogar, cada uma com características respectivas. Os modos de jogo baseiam-se em variantes dos já conhecidos Deathmatch, Capture the Flag, Conquest onde temos de controlar alguns locais chave nos mapas, entre outros que incluem proteger/assassinar uma personagem chave, ou defender/destruir alguns alvos espalhados pelos mapas.

screenshot
Gostei bastante dos cenários frios e austeros, condizem perfeitamente com a personalidade dos Helghast

Passando para a parte do audiovisual, bom, apesar de o jogo não estar ao nível das CGs que foram apresentadas na E3 de 2005, acho que mesmo assim possui gráficos bastante bons, repletos de óptimos efeitos de luz e cenários bastante detalhados e convincentes. Não me apercebi de quebras de framerate nem nada do género, mas também convém relembrar que tenho jogado tudo o que é de PS3 em SD (é um crime, eu sei). A parte audio da coisa, bom acho que está excelente. A banda sonora é épica tal como se quer de um jogo deste porte e o voice acting está convincente. Ainda assim, achei que as personagens do nosso esquadrão não tinham um carisma muito forte. A rivalidade de Rico/Hakha, ou as boquinhas entre Templar e Luger no primeiro Killzone resultaram muito melhor do que os diálogos algo genéricos entre os membros do esquadrão ao longo do jogo. Não consegui deixar de associar alguma colagem às personagens de Gears of War também… Por outro lado os vilões continuam a ser bastante imponentes. Estou-me a referir obviamente ao papel que Radec e Visari tiveram ao longo da campanha. O design dos Helghast continua excelente e apesar de achar que os seus visores iluminados sejam uma ideia estúpida num clima de guerra por serem uns autênticos chamarizes, a verdade é que lhes dá uma certa pinta.

Screenshot
Embora este não seja propriamente o caso, achei que algumas armas ocupavam demasiado espaço no ecrã.

Não tenho muito mais a dizer, acho que Killzone 2 é um jogo bastante sólido, tendo melhorado bastante a nível técnico face ao anterior (também não era difícil melhorar aquele bugfest), embora eu tenha achado que os controlos não fossem os melhores. A campanha é bastante épica e deixa o jogador com vontade de avançar sempre mais, mas preferi a abordagem que foi dada no primeiro jogo, ao podermos alternar a personagem a controlar, bem como o carisma que aquele esquadrão original tinha. Ainda assim, para quem gosta de FPS repletos de “tiros, bombas e socos nas trombas”, Killzone 2 é sem dúvida um jogo a ter em qualquer biblioteca de PS3.

Phantasy Star Portable 2 (Sony Playstation Portable)

Phantasy Star Portable 2Que Phantasy Star é das minhas séries preferidas de RPGs já não deve ser segredo nenhum por aqui. Os Phantasy Star Universe apresentaram algumas boas ideias, mas tiveram uma execução não tão boa, e o Phantasy Star Portable conseguiu de certa forma adaptar bem o conceito da série para uma portátil, mas era algo curto e faltou-lhe o multiplayer online. Agora nesta sequela a Sonic Team conseguiu redimir-se, apresentando um jogo bem mais completo e com várias modificações interessantes à jogabilidade que irei referir. A minha cópia foi comprada algures no ano passado na Amazon UK. Está completa e em óptimo estado, não me terá custado mais de 12€.

Phantasy Star Portable 2 - PSP
Jogo completo com caixa e manual

A história decorre uns anos após os acontecimentos dos Phantasy Star Universe e Portable anteriores, com a ameaça SEED completamente erradicada. Desta vez, em vez de a nossa personagem pertencer aos GUARDIANs, uma força militar neutra ao serviço do sistema solar de Gurhal, pertence aos Little Wing, um pequeno grupo privado de mercenários a bordo de uma nave espacial gigante de nome Clad 6. Por esta altura os recursos naturais dos planetas de Gurhal estavam a escassear, pelo que a comunidade científica começou a desenvolver estudos nas tecnologias dos “sub-spaces“, que lhes permitiriam viajar rapidamente pelo espaço e colonizar outros planetas (onde será que já vi este filme?). Ao longo da aventura vamos conhecer várias novas personagens, entre as quais algumas dos jogos anteriores, sendo que a personagem principal é a jovem Emilia Percival, uma rapariga loira com uma personalidade muito irritante (sempre choramingas), mas que está no centro do conflito que se avizinha. Dentro da mente de Emilia vive Mika, o espírito de uma Ancient da antiga civilização de Gurhal, que havia sido dizimada pelos SEED milhares de anos antes. Acontece que esses Ancients tinham colocado as suas consciências em hibernação durante todo este tempo, estando agora a acordar e planeiam usar os corpos dos novos habitantes de Gurhal para regressarem. Mika é uma ancient que não concorda com este plano e quer ajudar o grupo a travá-lo.

Screenshot
Emilia e Yut, dois dos primeiros companheiros que vamos conhecendo

Bom, para quem estiver habituado aos Phantasy Star Universe e Portable, várias coisas mudaram. A criação da personagem baseada em raças mantém-se idêntica, mas houve mudanças no sistema de classes. Desta vez existem menos classes que no jogo anterior, mas as mesmas são bem mais versáteis. Ao longo do jogo e das missões que vamos cumprindo, para além da experiência que a nossa personagem vai adquirindo, as classes também ganham pontos de experiência. Até aqui tudo igual, mas desta vez podemos utilizar esses pontos de experiência para evoluir a nossa aptidão para usar os vários tipos de armas e suas classes. As classes dividem-se em C-B-A-S, sendo então possível utilizar um Hunter, classe tipicamente criada para combates melee, e evolui-lo de tal forma que consiga utilizar armas mágicas que outrora apenas a classe Force o poderia, mesmo as armas de nível S, se assim o desejarmos. A variedade de armas é também maior, sendo que cada tipo de armas tem as suas propriedades que permitem variar o estilo de combate para qualquer tipo de situação.

Screenshot
O “bicho” no centro do ecrã é o nanoblast de uma personagem qualquer

Algo que não referi nos jogos anteriores é o facto de a raças Beast e Casts poderem utilizar uns poderes ou armas especiais chamados Nanoblasts ou SUV-Weapons. Desta vez as outras raças também têm os seus poderes especiais que mais uma vez podem ser customizados. Estes poderes estão disponíveis sempre que se encher uma barrinha de energia própria ao longo dos combates. Falando nos combates, também aqui houve algumas mudanças. Existe um sistema de combos mais complexo que sinceramente não lhe dei muita atenção, o mecanismo de mudar de armas, utilizar items em tempo real também se encontra idêntico, sendo que desta vez também é possível trocar de armadura manuseando a palete de acções. Mas as grandes novidades no combate na minha opinião foi a inclusão de uma manobra de evasão e a utilização de escudos para defender alguns ataques inimigos. Bastante útil por sinal, melhoraram imenso o combate e a falta de um analógico extra para controlar a personagem. Algo que também mudou foram as missões. Anteriormente divididas apenas entre Story Missions (necessárias para progredir no jogo) e Free Missions (pequenas missões livres que podem ser realizadas quantas vezes se quiser), desta vez temos também as Tactical Missions – autênticas sidequests com histórias próprias e as Trade Missions, que apenas servem para trocar alguns items angariados nas missões por armas/equipamento raro. Para além do mais existem também uma série de Challenges propostos por alguns NPCs, consistindo em completar algumas missões num determinado intervalo de tempo, matar x monstros, etc. Existem dezenas de missões, cada uma podendo ser jogada em 4 graus de dificuldade e outras dezenas de challenges, portanto conteúdo neste jogo é coisa que não falta.

Screenshot
Alguns inimigos são chatinhos com os seus ataques elementais

Outra grande novidade, algo que deveria ser até obrigatório mas que no primeiro jogo da PSP não o foi, é a jogatina online. Infelizmente a minha PSP está a ter alguns problemas com o Wi-Fi e não consegui experimentar o multiplayer online, sinceramente nem sei se os servidores ainda estão a funcionar, provavelmente não. De qualquer das formas foi uma adição muito importante, principalmente tendo em conta que não existia qualquer subscrição paga para usufruir do serviço, algo que não acontecia com os Phantasy Star das consolas de mesa/PC. É possível também jogar em multiplayer local com mais 3 amigos, mas mais uma vez não conheço ninguém que tenha o jogo sequer, mais uma funcionalidade desperdiçada.

A apresentação do jogo na minha opinião está muito bem conseguida. O artwork é algo diferente dos jogos anteriores, estando agora bem mais trabalhado. Embora eu tenha preferido a história dos jogos anteriores por ser bem mais épica, a verdade é que só neste jogo as personagens conseguiram ganhar mais carisma, sendo mais agradável por esse motivo. Infelizmente a Emilia, personagem principal, é uma menina chorona com complexos de inferioridade, em certos pontos a história irritou-me um pouco. Infelizmente também neste jogo existe muito menos voice acting. No Portable anterior, todos os diálogos principais tinham voice acting, aqui isto apenas acontece durante as CGs, que têm uma qualidade muito boa, por acaso. Outras coisas que mudaram na apresentação foi todo o interface com a “comunidade” de NPCs e o hub. Embora existam missões nos três planetas de Gurhal – Parum, Moatoob e Neudaiz, deixou de ser possível de visitar as cidades. Desta vez existe apenas um pequeno hub na nave Clad 6, onde é possível visitar poucas lojas e mais alguns outros locais. Embora o hub seja mais pequeno, tudo o que interessa acabou por ficar mais concentrado, o que me agradou.

Screenshot
Alguns dos bosses são bastante imponentes, e muitos regressam desde os jogos anteriores, inclusivamente os do PSO

Haveria muito mais a dizer sobre este jogo mas o post já vai algo longo. Acho que a Sonic Team fez um excelente trabalho neste novo capítulo da já longa saga interestelar. Embora não seja perfeita – ainda existem alguns problemas com os controlos – conseguiram corrigir muitos dos problemas que o pessoal se queixava dos jogos anteriores, e acrescentaram imenso conteúdo, tornando este PSP2 bem mais próximo dos MMORPGs que vemos nos dias de hoje. Para quem gosta deste tipo de jogos, terá muito que jogar pois para além de um número considerável de missões e tarefas para fazer, existem várias outras coisinhas interessantes, como bosses e áreas secretas que surgem de forma aleatória na jogatina, um sistema interno de achievements, é possível catalogar as criaturas e armas encontradas, decorar “o nosso quarto” com centenas de adereços, entre outros. A Sega lançou em 2011 uma expansão deste jogo com o sobnome “Infinity”, que introduziu diversas coisas novas, incluindo uma continuação da história, e mais uma raça – os Dumans – seres humanos infectados pela SEED. Infelizmente, e como muitos bons RPGs tardios da PSP, ficou-se apenas pelo Japão, o que é pena, pois eu compraria essa versão com gosto.

Resistance: Fall of Man (Sony Playstation 3)

Resistance Fall of ManE aqui está o primeiro artigo da minha mais recente plataforma, a Sony Playstation 3. Curiosamente é também um dos primeiros jogos que a plataforma recebeu, já numa altura em que Halo reinava como a mais popular série de FPS de consolas, nas plataformas da Microsoft, e onde a Sony através de séries como Killzone e este Resistance, a tentava destronar. Resistance provém do estúdio Insomniac Games, outrora responsável por séries como Spyro the Dragon e Ratchet & Clank, duas franchises de sucesso nos jogos de plataforma para o mercado mais jovem. A minha cópia foi adquirida algures no mês passado na loja portuense TVGames, tendo-me custado uns 8€. Está completa e em bom estado.

Resistance PS3
Jogo completo com caixa e manual

Resistance decorre num passado distópico, nos inícios da década de 50 em pleno solo britânico. Nessa realidade, eventos como a segunda guerra mundial nunca decorreram, mas no entanto o regime soviético foi na mesma instaurado e na década de 1920 levaram a cabo um blackout completo onde todo o ex-império Russo se fechou para o resto do mundo. Nos finais da década de 40 surge a ameaça dos Chimera, uma raça aparentemente alienígena, mas também ligada a alguns projectos obscuros de armamento que o regime soviético estava a levar a cabo. Os Chimera tomaram de assalto todo o continente Europeu, dizimando a raça humana, transformando-os em guerreiros híbridos Chimera. O jogo coloca-nos no papel do Sargento Nathan Hale, um soldado norte-americano que faz parte de uma força de apoio com vista a retomar o Reino Unido da ameaça Chimera. As coisas não correm bem à chegada ao solo britânico, onde Hale foi atacado e infectado pelos Chimera, adquirindo alguns dos seus poderes regenerativos, mas mantendo a sua consciência humana. O resto do jogo narra então as batalhas travadas entre as forças aliadas e os Chimera, passando por várias cidades britânicas, como Nottingham, Manchester, Bristol ou Londres.

screenshot
Entre os 30 níveis da campanha, vamos assistindo a algumas cutscenes. Nathan Hale é a personagem do meio. O careca.

Há uma coisa que me agradou bastante neste Resistance, que foi o facto de o jogo não ter seguido aquela tendência “realista” ao permitir que a personagem apenas carregue um número restrito de armas de fogo. Aqui Hale vai adquirindo um verdadeiro arsenal, desde uma metralhadora de assalto inicial, passando por armas habituais como shotguns, lança-rockets, ou sniper rifles, até utilizando várias armas de tecnologia Chimera, como armas que disparam através de paredes, armas cujos disparos reflectem em superfícies sólidas até atingirem o alvo, entre outras. Para além do mais, todas as armas possuem um interessante modo alternativo de disparo. Por exemplo a Bullseye, arma standard dos Chimera, permite disparar um beacon que fica acoplado no seu alvo, servindo para teleguiar os disparos normais dessa arma para a vítima, permitindo assim que possamos disparar com segurança no refúgio de uma cobertura. Ao longo do jogo vamos também poder conduzir alguns veículos, como jipes, tanques ou mesmo os Stalkers, veículos blindados dos Chimera. Infelizmente a condução dos tanques deixou algo a desejar, sendo algo difíceis de manobrar. A “saúde” de Hale mistura os esquemas de vida regenerativa e do uso de medkits. O jogador tem uma barra de energia dividida em 4 partes, onde o dano infligido pode ser regenerado até preencher uma das respectivas 4 partes da barra de energia, com as restantes podendo ser apenas restauradas através dos tais medkits. De resto o jogo não oferece nada de novo, sendo uma experiência bastante linear e com os objectivos a ir do ponto A ao ponto B, ou defender algumas posições.

screenshot
A Bullseye foi a arma que mais utilizei no jogo todo.

Ainda assim, não desgostei da campanha. Apesar de não ter uma narrativa tão forte como outros jogos do género, os Chimera e as suas tecnologias pareceram-me bastante interessantes, bem como a maneira que fundiram as coisas com as realidades locais da década de 50. Sendo um jogo da primeira geração da PS3, ainda não apresenta nenhuns trophies, mas Resistance possui um sistema de achievements interno – as skills. Cada skill desbloqueada vale um certo número de pontos, pontos esses que depois desbloqueiam vário conteúdo de bónus, como artwork ou vestimentas adicionais para serem utilizadas nos modos multiplayer. E isto leva-me aos pontos seguintes neste artigo. Para além do modo campanha, Resistance apresenta também um modo cooperativo e multiplayer, que pode ser local até 4 jogadores em split screen, ou jogado online. Infelizmente não consegui experimentar o online, suponho que os servidores já tenham sido desactivados. De qualquer das formas Resistance supostamente teria capacidade para ser jogado com até 40 jogadores em simultâneo, apresentando diversos modos de jogo. Para além das tradicionais variantes de Deathmatch e Capture the Flag, Resistance apresenta mais 3 modos de jogo. Meltdown e Breach são dois modos de jogo baseados em defesa/captura de pontos vitais, e Conversion, que é uma espécie de modo de sobrevivência, onde os jogadores que jogam pela raça humana renascem como Chimeras. Para além do mais, existia também uma forte componente de customização das partidas e de ranking dos jogadores.

screenshot
Ao longo do jogo podemos descobrir alguns ficheiros que vão contando alguns pormenores da história da luta entre a resistência britânica e os Chimera

Graficamente, sendo um jogo de lançamento da PS3, não podemos esperar algo ao nível de um Uncharted, mas ainda assim Resistance é um jogo agradável. Apesar de as texturas serem algo simples, gostei bastante da caracterização que a Insomniac fez de um Reino Unido em ruínas na década de 50, atravessando alguns locais de renome como a catedral de Manchester ou estações de metro Londrinas. Sendo um jogo desenvolvido de raiz para a PS3, também não encontrei nenhuns problemas de framerate ou similares, embora seja bom referir que no momento não possuo HDTV para que pudesse tirar todo o partido da experiência. O voice acting pareceu-me competente quanto baste, mas tal como já referi acima, a narrativa poderia ter sido melhor desenvolvida. A banda sonora passou-me despercebida, embora me tenha parecido ser semelhante ao habitual em FPS como Medal of Honor e Call of Duty, ou seja, com orquestrações épicas.

Resistance Fall of Man não é nenhum FPS extraordinário, mas é divertido quanto baste para quem é fã do género. Ainda não joguei nenhuma das suas sequelas, mas acho que a série tem potencial para crescer e melhorar em diversos pontos, a ver como a Insomniac se safou futuramente. Assim sendo, para quem for entusiasta deste tipo de jogos e o encontrar baratinho por aí, acho que não se vai arrepender de o comprar.