Resistance: Retribution (Sony Playstation Portable)

Resistance RetributionO Resistance Fall of Man foi um dos jogos de lançamento da PS3, um FPS que decorria num passado distópico em que uma misteriosa raça – os Chimera – tomou todo o bloco soviético e continente Europeu de assalto, dizimando a raça humana. O jogo até que teve algum sucesso e não tardou muito para que fosse lançada uma sequela para a PS3, acompanhada de um outro jogo para a PSP. Jogar FPS totalmente em 3D numa que apenas dispõe de um analógico é uma tarefa ingrata (no entanto a plataforma ainda recebeu alguns), pelo que este jogo assume a forma de um third person shooter à lá Resident Evil 4. A minha cópia foi comprada numa GAME perto de casa, tendo-me custado uns 5€, se não estou em erro.

Resistance Retribution PSP

Jogo com caixa e manual

A história deste Retribuition decorre em pleno solo Europeu, após os Chimera terem sido derrotados no Reino Unido pelo que foi contado no primeiro jogo. Encarnamos no papel do soldado britânico James Grayson, que por alturas do conflito com os Chimera no UK encontrou o seu irmão, também militar, morto num centro de transformação de humanos em híbridos Chimera. Esse acontecimento traumatizou James que desertou do seu posto e sozinho, conseguiu destruir mais de 20 dessas bases “Chimerianas“, até que foi capturado pelo seu antigo exército e condenado à pena de morte por deserção (really?). De qualquer das formas, o seu feito atraiu o exército dos Maquis, uma espécie de força de resistência da europa central, que recrutou James para os auxiliar na campanha de eliminação dos Chimera em solo europeu, salvando-se assim da pena de morte. Depois o resto da história resume-se a dar cabo de uns quantos Chimera e também de uns Cloven, uma outra raça que tinha sido mencionada no primeiro jogo, atravessando várias cidades europeias, desde Roterdão até Paris.

screenshot

Grayson fica automaticamente em cover se não clicarmos no botão para disparar

A jogabilidade é um pouco confusa devido à falta de um segundo analógico para se controlar a câmara. No entanto isso não impediu que vários shooters acabassem por ter sido lançados na PSP, utilizando os 4 botões frontais principais da PSP como os botões para controlar a câmara. Isto seria muito chato para se mirar em condições nos inimigos, mas por defeito o jogo tem um mecanismo de auto aim activado, o que acaba por facilitar a vida. No caso de utilizarmos a perspectiva com zoom, teremos mesmo de mirar manualmente, como é o caso da sniper rifle ou do lança rockets. Existe também um simples sistema de covers, onde Grayson se protege automaticamente sempre que nos aproximamos de algum objecto/superfície que sirva para o efeito. O grande arsenal que acompanha o primeiro resistance está também aqui presente, com várias armas a regressar com os seus modos secundários inclusivamente, enquanto outras acabam por surgir ligeiramente modificadas. Infelizmente, tanta arma para tão pouco botão disponível acabou por atrapalhar um pouco em momentos mais caóticos a mudança para uma arma mais eficaz para aquela situação.

O jogo conta também com um sistema de achievements interno chamado skills, à semelhança do primeiro Resistance. Completar essas skills desbloqueam várias imagens conceptuais e artwork do jogo, bem como algumas cutscenes e pequenos making-ofs de alguns cenários e personagens. Uma funcionalidade interessante deste jogo é a sua interacção com o Resistance 2 para a PS3. Ao ligar as 2 plataformas com os respectivos jogos, é possível “infectar a PSP”, infectando Grayson com o vírus dos Chimera e tornando a história do jogo ligeiramente diferente logo desde o início. Para além de que Grayson ganha vida regenerativa, passa a ser capaz de respirar debaixo de água e tem inclusivamente acesso a novas armas. Ainda não tenho o Resistance 2, mas assim que o tiver vou tentar dar uma espreitadela neste modo. Também através do Resistance 2, é possível utilizar o comando da PS3 para se controlar este jogo, ficando o auto aim desligado. Para além da campanha, Retribution trazia também uma componente multiplayer que poderia ser jogado online com até 8 jogadores em simultâneo, onde poderíamos experimentar diferentes modos, desde as tradicionais variantes de Deathmatch e Capture the Flag, para outros modos que também não são muito originais.

Graficamente o jogo é competente, chegando a apresentar alguns efeitos interessantes de luz que até à altura ainda não tinha visto na PSP. Os Chimera estão bastante detalhados tendo em conta o hardware da PSP, dá para perceber muito bem quando utilizamos a mira telescópica da sniper rifle. Infelizmente as minhas queixas vão mais uma vez para a narração da aventura, que tal como no primeiro jogo ficou a cargo da personagem da Coronel Parker, o que acabou por ser bastante insípida. Isto a conjugar com a personalidade muito estranha de Grayson e de outras personagens como o Roland Mallery, líder dos Maquis ou os seus antigos líderes das forças armadas Britânicas. A história e os diálogos entre as personagens dão tantas cambalhotas mal dadas que acaba por se tornar ridícula, na minha opinião. Felizmente a coisa fica muito melhor composta com os vários documentos que vamos encontrando ao longo da aventura, com muita informação extra a ser passada.

screenshot

Um santuário Cloven. Podemos aprender um pouco mais sobre as origens dessa raça neste jogo.

Ainda assim, e com alguns problemas nos controlos bem como uma recta final da campanha algo repetitiva, este Resistance acabou por ser um shooter agradável. Se não fosse o facto de existir um auto aim, controlar a câmara apenas com 4 botões digitais seria um martírio. Pelo que pesquisei, este jogo utiliza a engine de um dos Syphon Filter da PSP, que por acaso é uma série que planeio ir comprando aos poucos, num futuro a médio prazo. Veremos depois como esses se saíram.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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