Virtual Open Tennis (Sega Saturn)

Voltando às rapidinhas de jogos de desporto, o que cá trago hoje é um dos poucos jogos de ténis que a Sega Saturn recebeu, pelo menos no ocidente, durante o seu curto espaço de vida por estas bandas. Desenvolvido pela Imagineer em 1995 e publicado no ocidente pela Acclaim no ano seguinte, dá para entender que este é um jogo lançado ainda algo prematuramente no catálogo da Saturn. O meu exemplar foi comprado no mês passado numa feira de velharias por 5€.

Jogo com caixa e manual

A nível de modos de jogo é muito simples, pois temos o modo Exhibition que consiste em partidas amigáveis para 1, 2 ou 4 jogadores, pois podemos optar em jogar partidas de 1 contra 1, ou em pares. O modo campeonato é onde está a verdadeira “carne” para os single players, pois é onde podemos participar em diversos torneios de dificuldade variável. Por fim temos também o modo treino onde podemos treinar os serviços, smash, ou outras jogadas. Recomendo vivamente que practiquem inicialmente neste modo treino, pois todos os 6 botões faciais do comado da Saturn possuem diferentes funções. Servir é um martírio, até porque temos também o efeito de after touch (usar o D-pad para direccionar a bola) para ter em conta. A detecção de colisões também não é grande coisa pois muitas vezes somos capazes de jurar que a nossa raquete só pode estar rota.

Por vezes acertar na bola é bastante complicado. Mesmo com o jogo a avisar onde a mesma vai cair e ressaltar.

A nível audiovisual até que é um jogo interessante principalmente para a altura em que o mesmo foi lançado, com gráficos poligonais minimamente bem detalhados e com boas animações. O problema para mim está é mesmo na apresentação dos menus e afins, parece uma amálgama de power points cheios de clipart e wordart manhosos. Ah, e o jogo também tem a perspectiva sempre fixa nas costas de quem está a servir. Sinceramente preferia que o jogo mantivesse a câmara sempre nas costas do player 1, pois quem ficar com a parte superior do court tem uma grande desvantagem a meu ver, a câmara não é tão boa na metade de cima do campo. Por outro lado nem tudo é mau, a banda sonora é muito rock e cheia de grandes guitarradas, o que eu gosto bastante.

WWF In Your House (Sega Saturn)

WWF Wrestlemania, produzido pela Midway originalmente para as arcades, não é um jogo de wrestling tradicional, e por isso acaba por ser muito mais divertido. Possui na verdade mecânicas de jogo que se aproximam muito mais de um jogo de luta 2D, na medida em que cada lutador possui ataques especiais, combos, e para derrotar os oponentes basta esvaziar a sua barra de energia, não precisamos de nos meter em cima deles e esperar que não se levantem em 10 segundos. Este WWF In Your House é um sucessor espiritual desse jogo, se bem que desta vez as arcades foram completamente descartadas e a Midway não teve nada a ver com o jogo. O meu exemplar foi comprado algures no mês de Fevereiro/Março deste ano, numa feira de velharias, num pequeno bundle de 4 jogos de Saturn por 10€.

Jogo com caixa (infelizmente mal tratada) e um folheto promocional

Portanto este é um jogo de wrestling mascarado de beat ‘em up 2D, onde poderemos seleccionar um de 10 wrestlers, sinceramente só conhecia o Undertaker e o Bret Hart (from the old days!) e levá-los em vários modos de jogo. Temos o season mode, onde defrontamos em combates 1 para 1 cada um dos outros oponentes. Mas também temos o Intercontinental, onde a dificuldade vai aumentaando, pois começamos com cinco combates de 1 contra 1, para depois serem 4 combates de 1 contra 2 e por fim um combate final de um contra 3. Por fim temos o modo World Wrestling Federation que é o mais desafiante. Começamos com 5 combates de 1 contra 2, com as coisas a escalarem para 1 contra 3 nos quatro combates seguintes. No último combate é uma espécie de survival mode, de um contra doze, sendo que apenas temos 3 oponentes no ecrã em simultâneo. E como conseguimos sobreviver a tanta pancada? Bom, este é um jogo de wrestling que não se leva a sério. Cada lutador possui golpes especiais e combos que devem ser usados para conseguirmos rapidamente deixar um oponente KO. Para além disso ocasionalmente também vão sendo atirados alguns power ups para a arena, que são na verdade logotipos da WWF. Os brilhantes são os power ups bons, cujos efeitos podem ser um aumento na nossa agilidade, preenchimento da barra de COMBO ou mesmo restaurar alguma da nossa energia, algo chave em combates contra vários oponentes em simultâneo. Os power ups que não são brilhantes devem ser evitados pois possuem efeitos contrários.

A lista de wrestlers disponíveis. Conheço muito poucos.

De resto, este é um jogo de luta agradável, embora os controlos não sejam tão fluídos como no Wrestlemania. Como já referi acima, não precisamos de nos debruçar sobre os oponentes e esperar que um árbitro conte 10 segundos para ganharmos o round. Simplesmente temos de dar pancada até que as barras de vida dos nossos oponentes se esvaziem. Em caso de combates de um contra vários, os oponentes que forem derrotados ficam inanimados no chão, e quando derrotarmos o último apenas nos temos de preocupar em fazer o “pin”, ou seja, debruçarmo-nos sobre ele e o combate acaba, não temos de esperar por nenhuma contagem. Se o derrotarmos fora do ringue, nem isso temos de nos preocupar, ficam logo KO. Como seria de esperar temos também uma componente multiplayer forte, que permite combates com até 4 jogadores em simultâneo, e aí acredito que as coisas apimentem ainda mais!

Temos de ter em atenção aos power ups que vão surgindo no ecrã. Alguns ajudam!

A nível audiovisual sinceramente até que gostei do jogo. É um jogo 2D, com sprites digitalizadas que nem o Mortal Kombat e no caso da Sega Saturn, essas mesmas sprites estão bem detalhadas. As arenas são também bastante cómicas, podendo estar dentro de uma discoteca, num salão nobre, ou em pleno concerto de uma banda rock qualquer. Basicamente cada oponente possui uma arena própria, baseada na sua persona, e sinceramente acho que ficaram muito bem conseguidas. A nível de som, existem algumas músicas aqui e ali, sempre com guitarradas orelhudas, mas os combates não possuem música, mas são narrados por comentadores bastante enérgicos, o que me agrada. Sempre que fazemos algum golpe especial ou apanhamos um power up, também se ouve uma pequena melodia de guitarra eléctrica.

Devo admitir que as arenas estão bastante criativas

Portanto este WWF In Your House surpreendeu-me bastante pela positiva, pois estava à espera de um jogo de wrestling mais tradicional (algo que sinceramente nunca me agradou por aí além). Assim fico ainda mais curioso em experimentar o Wrestlemania, pois todos os críticos dizem que é bem superior a este. A ver se um dia apanho a versão Saturn baratinha também.

Art of Fighting (Sega Mega Drive)

Continuando pelas rapidinhas, até porque já fiz uma boa descrição do primeiro Art of Fighting na compilação da série que foi lançada para a Playstation 2. Esta versão da Mega Drive, como seria de esperar, fica uns bons furos abaixo da original de Neo Geo, e é sobre esses pontos que me vou incidir neste artigo. O meu exemplar foi comprado algures durante o mês passado, onde comprei um grande bundle de jogos de Mega Drive, ficando-me cada um a cerca de 5€.

Jogo com caixa

Tal como no primeiro Fatal Fury, se quisermos jogar sozinhos, estamos limitados na escolha de personagens, podendo optar por entre Ryo Sakazaki e Robert Garcia, enquanto distribuimos pancada a uma série de bandidos, em busca de Yuri, irmã de Ryo, que tinha sido raptada. Mas independentemente da personagem escolhida, a história mantém-se, com os monólogos e diálogos a alterarem ligeiramente. Ocasionalmente também teremos acesso a alguns níveis de bónus que, se os passarmos com sucesso, conseguimos melhorar a performance dos lutadores, seja através da sua força física, de espírito, ou desbloquear um poderoso ataque de energia.

Entre cada combate vamos tendo pequenas cutscenes que vão contando a história.

O original da MVS possuia uma funcionalidade muito interessante que consistia na sua câmara dinâmica, que ia ampliando/encolhendo mediante a distância entre ambos os lutadores, com as respectivas sprites a escalarem de forma suave. Infelizmente a versão Mega Drive não tem isto, com a câmara a permanecer estática em todos os combates. Por outro lado, as arenas e lutadores estão bem detalhados, pelo que não me posso queixar muito do ponto de vista dos gráficos. Já no som é que infelizmente as coisas não ficaram tão boas assim. As músicas estão uns bons furos abaixo de todas as outras versões e a Mega Drive tem capacidade para fazer melhor. As vozes estão também muito arranhadas nesta versão Mega Drive, infelizmente.

A versão Mega Drive pode não ter a câmara dinânica do original, mas ao menos tudo está bem detalhado.

Este Art of Fighting sempre foi um jogo de luta que gostei, seja pela sua jogabilidade, seja pela forma story driven, que implementaram a vertente single player. Nos anos 90, mesmo esta conversão da Mega Drive não sendo tecnicamente tão boa, acabava por divertir bastante. Hoje em dia acho que ficamos melhor servidos com as versões mais fieis à original que vemos em compilações ou em lançamentos digitais nas consolas mais modernas.

The House of the Dead (Sega Saturn)

Voltamos agora à Sega Saturn para um jogo que já há muito tempo eu ansiava ter na colecção, mas os seus preços têm vindo a escalar para valores para mim proibitivos, algo transversal em muitos bons jogos da Sega Saturn nos últimos anos, infelizmente. The House of the Dead é a primeira iteração da famosa série de light gun shooter com a temática do horror que a Sega produziu originalmente nas arcades Model 2, ainda em 1996. Só em 1998, já no final de vida da Saturn no Ocidente é que tivemos direito a uma conversão (infelizmente algo pobre) deste jogo, cujo meu exemplar deu entrada na minha colecção no início de Janeiro, após ter sido comprado a um particular por 30€.

Jogo com caixa

Para mim, The House of the Dead nunca foi um jogo para se levar muito a sério na sua narrativa (até porque é agradavelmente ridícula de tão má que é), mas sim uma homenagem aos saudosos filmes de zombies série B das décadas de 70 e 80. Este jogo coloca-nos no papel de um ou dois agentes secretos da AMS, de nomes Rogan e ‘G’, que após receberem um pedido de socorro da mansão de Curien, um conceituado cientista genético, descobrem que a mesma foi invadida por zombies e outras criaturas mutantes. Rapidamente percebemos que é o próprio Curien que está por detrás do incidente e cabe-nos a nós derrotá-lo, salvando também o máximo de cientistas possível pelo caminho, bem como Sophie, noiva de Rogan.

Infelizmente os modelos poligonais nesta conversão para a Saturn ficaram muito aquém do esperado

Portanto as mecânicas de jogo são simples: disparar para todos os zombies e outras estranhas criaturas, disparar para fora do ecrã sempre que quisermos recarregar a arma, e tentar salvar o máximo de cientistas que conseguirmos. Uma das coisas que achei piada já na altura é o facto de podermos atingir os zombies em várias partes do corpo de forma independente, podendo decepá-los ou decapitá-los mediante onde os atingirmos, o que também suspeito que se traduza em pontuações diferentes. O ideal para gastar poucas balas é apostar nos head shots, embora alguns inimigos (principalmente os bosses) possam ter fraquezas diferentes. De resto o jogo possui também diferentes rotas que podemos tomar mediante as nossas acções/inacções. Por exemplo, logo no primeiro nível vemos um zombie a pegar num cientista e a preparar-se para o atirar abaixo de uma ponte. Se salvarmos o cientista, este agradece-nos com uma vida extra e podemos entrar pela porta principal da mansão. Por outro lado, se não o salvarmos então acabamos por seguir uma rota diferente, mais comprida, que passa pelos subterrâneos. Os cenários possuem também alguns objectos destrutíveis que somos encorajados a destruir, pois podem esconder vidas extra ou outros itens que nos dão mais pontos.

No final de cada nível temos sempre um boss para defrontar

A versão arcade tinha vários finais distintos, mediante a nossa performance no jogo, onde para atingir o melhor final temos de garantir que salvamos todos os cientistas, bem como ter mais de 60000 pontos no final da aventura. Esta conversão para a Sega Saturn inclui uma conversão directa do modo arcade, bem como o modo de jogo “Saturn”, onde podemos escolher livremente se queremos jogar com Rogan ou G, sendo que cada personagem neste modo de jogo possui diferentes características, como o número de balas que cada carregador pode ter. Para além disso temos também um modo boss rush, onde teremos de defrontar todos os bosses de rajada. É pena que não exista nenhum nível extra nesta versão Saturn, cujo desenvolvimento foi bastante apressado.

E onde se nota mais que o desenvolvimento foi apressado é precisamente nos visuais. Os cenários e todas as personagens apresentam texturas de baixa resolução e muito pixelizadas. É verdade que as adaptações dos Virtua Cops para a Saturn também não são muito melhores, mas acho as texturas ali melhores e ao menos o jogo é muito mais fluído que este House of the Dead. Também não gosto do facto do sangue dos bichos ser verde, mas pronto, é o que é. Ao menos a versão PC possui sangue vermelho, e os gráficos são um pouco melhores devido à resolução mais alta, mas ainda inferiores à versão arcade que, para 1996 possuia gráficos espectaculares. Ao menos a música é agradável nesta versão Saturn e o voice acting é idêntico ao original arcade, ou seja, tão mau que até se torna delicioso!

Salvar os cientistas por vezes têm recompensas imediatas

Tenho pena que até agora a Sega nunca se tenha dado ao trabalho em voltar a pegar no house of the dead original, aquando das suas conversões e relançamentos digitais em plataformas mais modernas. Por exemplo, a compilação da Wii que traz o segundo e terceiro jogo, a meu ver poderia também incluir o original, preferencialmente uma versão mais próxima da arcade possível.

The Story of Thor 2 (Sega Saturn)

The Story of Thor para a Mega Drive foi um óptimo jogo que misturava a jogabilidade de acção/aventura com elementos de RPG, um pouco como na série  The Legend of Zelda. E apesar de ter Thor no nome, que me recorde não há qualquer referência ao Deus da mitologia nórdica no jogo, até porque o mesmo é passado num mundo inspirado em civilizações árabes. Bom, anos mais tarde a Ancient decide repetir a dose com mais um bom jogo, desta vez para a Sega Saturn e uma vez mais sem qualquer referência a Thor. Mistérios, mistérios… Mas adiante, o meu exemplar foi comprado a um particular em Outubro de 2018, tendo-me custado cerca de 20€ se bem me recordo.

Jogo com caixa e manual

Apesar de o jogo por cá se chamar “The Story of Thor 2” é na verdade uma prequela do primeiro jogo, onde uma vez mais encarnamos num jovem guerreiro que, equipado com uma mágica bracelete dourada, terá de enfrentar o feiticeiro Agito, que por sua vez também possui um artefacto semelhante, mas prateado e igualmente poderoso. Para isso teremos primeiro de explorar a região à nossa volta, visitar algumas dungeons e despertar uma série de espíritos que nos auxiliem nesta batalha. Cada espírito possui diferentes poderes, desde poderes ofensivos, regenerativos ou até outros que nos ajudam a resolver alguns puzzles.

Uma vez mais vamos ter de recrutar espíritos e derrotar um vilão que tem uma bracelete parecida com a nossa.

Tal como o seu predecessor, o combate é fluído e permite-nos desencadear uma série de combos quase como se um beat’em up se tratasse. Podemos também equipar uma série de diferentes armas ou explosivos para usar. Mas o grande diferencial na jogabilidade, tal como no seu predecessor, está nos diferentes espíritos que encontramos e podemos invocar ao longo do jogo, tal como já referido acima. A maior parte dos espíritos já se encontravam no jogo anterior, como é o caso da fada Dytto (antes chamada de Dryad), com os seus poderes regenerativos e ataques baseados em água ou gelo, Efreet, o espírito do fogo capaz de desencadear alguns ataques devastadores, Shade, o espírito de sombra que, entre outras coisas, salva-nos de cair em abismos, e Bawu, antes Bow, uma planta gigante com a particularidade de encontrar itens debaixo da terra. Os novos espíritos são Brass, o espírito do som que mais parece um robot e Airl, o espírito do vento/electricidade que possui uma habilidade muito útil ao servir como uma espécie de tapete voador, transportando-nos de um lado para o outro.

Como é habitual, vamos tendo alguns bosses para defrontar.

A maneira como chamamos os espíritos é também muito interessante, pois usamos o poder mágico da bracelete dourada para disparar uma bola de energia e, dependendo do que essa bola de energia atingir, poderemos invocar algum dos espíritos. Por exemplo, se dispararmos contra água, invocamos Dytto. Por outro lado se dispararmos contra o fogo, ou mesmo, invocamos Efreet, e por aí fora. E vamos ter de usar bastante estas diferentes habilidades de cada espírito para avançar no jogo! Por exemplo, com Dytto podemos extinguir paredes de fogo que bloqueiam o nosso caminho, já com Efreet podemos extinguir blocos de gelo. Por outro lado, se chegarmos fogo a uma poça de água, essa mesma transforma-se em vapor e com isso conseguimos invocar Airl… Dytto tem poderes regenerativos que podem ressuscitar velhas plantas, que por sua vez passam a servir de plataformas para alcançarmos locais de outra forma inacessíveis… há mesmo muitos puzzles diferentes e por vezes não é fácil descobrir o que temos de fazer para avançar numa dungeon. Até porque as armas também têm diferentes usos não só no combate, por exemplo, as flechas podem interagir com alavancas.

Uma coisa que me agradou face ao primeiro jogo: desta vez as armas não partem!

Para além disso há inúmeros itens úteis espalhados pelo jogo, onde teremos uma vez mais de usar as habilidades que temos ao nosso dispor para os alcançar. Estes podem ser pergaminhos que permitem aos nossos espíritos encantar as armas com os seus poderes elementais (algo útil não só para defrontar certos inimigos mas também para resolver alguns puzzles), pedras preciosas como rubis ou esmeraldas que, para além de fortalecerem os espíritos respectivos, também contribuem para a nossa barra de pontos de magia crescer. Falando nisso, inicialmente começamos a aventura com poucos pontos de vida e magia, mas à medida que vamos coleccionando espíritos e estas tais pedras preciosas, a mesma vai aumentando. A barra de vida também vai crescendo à medida que vamos avançando no jogo.

Tudo isto tornam este jogo com um foco muito maior na exploração (até porque teremos de fazer muito backtracking) do que propriamente no combate. Acho que o jogo da Mega Drive tinha um maior balanço entre as duas vertentes, aqui infelizmente a narrativa não é tão boa quanto noutros RPGs/Aventura da época, pelo que vamos dar connosco muitas vezes a vaguear pelo mundo de Oasis sem saber muito bem o que fazer a seguir. É verdade que temos algumas estátuas ou meniscos que podemos interagir e ler algumas dicas, mas o jogo tinha mais a ganhar se houvesse um maior foco na narrativa, o que é pena.

Apesar de eu gostar bastante do grafismo 2D que aqui temos, na verdade fiquei um pouco decepcionado pela maioria dos inimigos serem practicamente iguais aos do primeiro jogo na Mega Drive.

De resto, a nível de audiovisuais, podem contar com uma aventura muito bem construída, na minha opinião. A Ancient soube resistir à tentação de se voltar para o 3D numa altura em que era quase proibitivo haverem jogos “grandes” nas plataformas 32bit ainda em 2D. Ainda bem que o fizeram, pois este Story of Thor 2 possui gráficos 2D muito bem detalhados. Eu já tinha gostado bastante do grafismo do original da Mega Drive, aqui estão ainda melhores, principalmente nos cenários, mas ainda acho que as sprites poderiam ser mais trabalhadas, pois muitas estão quase idênticas às da Mega Drive. A música, uma vez mais produzida por Yuzo Koshiro tem qualidade, mas ao contrário das bandas sonoras que o tornaram famoso (Streets of Rage, Shinobi III, etc), esta é muito mais épica e orquestral, algo que não estava habituado. Não é que resultem mal, tendo em conta a temática do jogo, mas prefiro as batidas mais mexidas que Koshiro nos habituou noutros clássicos.

Portanto, este Story of Thor 2, em conjunto com o primeiro jogo da Mega Drive, são, na minha opinião, dois títulos muito interessantes e que passaram ao lado de muita gente. É pena que a Sega Saturn tenha sido um flop mundial, pois este é um dos seus exclusivos que eu gostaria um dia de ver remasterizado.