Shockwave Assault (Sega Saturn)

Grande parte dos jogos que a Electronic Arts começou por lançar para a Sega Saturn e Playstation eram na verdade conversões de títulos que já haviam lançado antes para a 3DO, um sistema de 32bit algo primitivo que acabou por não ter muito sucesso por cá. Foi o que aconteceu com Road Rash, Need for Speeed e também esta versão do Shockwave Assault que, no entanto, traz não só o jogo original, como também a sua expansão Operation Jumpgate. O meu exemplar foi comprado no mês de Julho, tendo vindo de um grande bundle de jogos e consolas que foi comprado a meias com um amigo.

Jogo com caixa e manuais

Este é então mais um shooter que segue o cliché de uma invasão alienígena ao nosso planeta, algures num futuro próximo. Nós encarnamos num piloto de elite, porém novato, de um esquadrão localizado numa avançada base norte-americana que orbita o planeta. Iremos atravessar vários continentes e combater a ameaça terrestre ao longo de 10 missões onde teremos objectivos distintos, mas que consistem sempre em destruir uma série de objectivos alienígenas.

Começamos por defender o nosso planeta ao atravessar o Egipto e os seus grandes monumentos.

Em cada missão teremos um caminho para seguir (visível na janela do mapa na parte inferior do ecrã) e destruir practicamente todos os inimigos que nos surgem à frente. Também na parte inferior do ecrã conseguimos ver os nossos níveis de combustíveis, raios laser, combustível e mísseis, que podem todos serem regenerados ao sobrevoar estações de reabastecimento que irão estar espalhadas ao longo dos níveis, se bem que teremos de ter cuidado para não as destruir acidentalmente. Os controlos são também simples, com o D-Pad a servir para mover a nave, e os botões faciais a servir para acelerar, disparar lasers ou mísseis. Os inimigos no entanto serão cada vez mais letais e aparecerão em maior número, pelo que também devemos nos habituar a jogar de forma mais cautelosa e usar os poucos mísseis de forma mais inteligente. Se bem que à medida que vamos avançando, vamos ganhando mísseis mais poderosos como os hellfire ou mesmo tactical nukes.

Ao atravessar áreas populacionais, os edifícios são apenas texturas na superfície

A nível audiovisual, bom é um jogo algo competente tendo em conta que foi desenvolvido originalmente em 1994 para a 3DO. Tanto a Saturn como a Playstation são capazes de melhor, mas sendo esta uma mera conversão, não poderíamos esperar muito mais que isto. Os inimigos são polígonos algo primitivos, mas todos devidamente texturizados. A superfície tanto vai tendo alguns edifícios simples e completamente poligonais, como as pirâmides do egipto ou alguns prédios. Mas sobrevoando zonas densamente populacionais, os polígonos à superfície são texturizados com casas, ruas e afins, dando-lhes um aspecto muito mode 7 dos 16bit. As músicas não são nada de especial, porém o jogo está também repleto de cutscenes entre os níveis que vão avançando na história. Estas são gravadas com actores reais e apesar de não serem do mais impressionante que já se tenha visto, não são más de todo, com actores a representarem os seus papéis de forma minimamente convincente. As cutscenes em si também possuem uma boa qualidade de vídeo.

Entre cada nível vamos tendo algumas cutscenes de vídeo que nos avançam na história

De resto, e para além do Assault, esta conversão traz também a expansão Operation Jumpgate, que nos leva a percorrer vários planetas e luas ao longo do sistema solar, onde esta presença extra-terrestre se mantém. São mais 5 missões que pouco de novo acrescentam à jogabilidade, mas não deixa de ser de louvar a EA as ter incluido também. A série continuou na 3DO com o Shock Wave 2: Beyond the Gate, mas creio que esta sequela já acabou por não ser relançada em mais sistema nenhum.

X-Men: Children of the Atom (Sega Saturn)

Nos anos 90, e após o lançamento de Street Fighter II que revolucionou todo o panorama dos videojogos nas arcades, mas também em casa, a Capcom não se cansou de lançar updates e sequelas de Street Fighter, bem como novas séries de jogos de luta como foi o caso de Darkstalkers. X-Men Children of the Atom é também um jogo muito importante na medida em que não só conseguiram assegurar o licenciamento para um videojogo de luta de uma das franchises mais populares da Marvel, como o sucesso do jogo serviu para abrir portas a mais videojogos de luta da Marvel e imensos crossovers que lhe seguiram. A Sega Saturn foi uma das contempladas com uma versão caseira deste jogo, sendo que a minha cópia foi comprada algures em Setembro deste ano, na loja Mr. Zombie, por 22€.

Jogo com caixa e manual

Neste jogo podemos optar por jogar com 6 dos X-Men, como Cyclops, Psylocke, Wolverine ou Storm, bem como 4 vilões, como o caso de Silver Samurai, uma Sentinela ou a Spiral. Tanto um grupo como o outro acaba por defrontar o Juggernaut e Magneto nos dois últimos combates, tantando travar mais um dos seus planos. Akuma, do universo de Street Fighter é uma personagem secreta que pode ser desbloqueável.

O casting de personagens é ainda reduzido

Tal como Super Street Fighter II ou Darkstalkers, este Children of the Atom é um jogo de luta mais frenético, com grande ênfase nos combos e golpes especiais, que podem ser desbloqueados à medida que vamos enchendo a barra dos specials, aqui apelidada de X-Power, onde cada personagem possui diferentes habilidades e poderes mutantes, como os raios vermelhos de Cyclops, a habilidade de voar da Storm, ou mesmo a possibilidade de auto regeneração do Wolverine. As arenas em si são agora muito mais verticais, pois cada mutante salta bastante alto e algumas arenas possuem diferentes níveis inclusivamente. A nível de controlos as coisas são simples, com os 6 botões faciais do comando da Saturn a servirem para socos e/ou pontapés fracos, médios e fortes, os botões de cabeceira a servir para saltar a grandes alturas ou correr, e o d-pad a servir também para fazer throws ou defender dos golpes inimigos. Depois claro que cada personagem possui diferentes golpes especiais e combos que convém que aprendamos!

Personagens grandes, boas animações, cenários muito bem detalhados. A CPS2 era mesmo uma maravilha!

A nível de modos de jogo, para além do arcade temos como seria de esperar um versus para dois jogadores. Para além desses dois modos de jogo temos ainda um Survival, onde teremos de enfrentar uma série de oponentes de forma aleatória, até perdermos um combate e com a nossa vida a regenerar apenas um pouco entre combates. Temos também o Group Battle, mais uma vertente multiplayer que nos permite formar equipas e combater entre as mesmas.

A nível audiovisual é um jogo bastante competente. Os lutadores estão muito bem detalhados e animados, algo que se vai mantendo habitual nos fighters baseados no sistema CPS2 que lhe seguem. As arenas são grandes e muito bem detalhadas também, como a Danger Room que vai mudando a sua temática, uma fábrica de sentinelas, a nave espacial de Magneto, entre outros. É por estas razões que sempre gostei destes fighters 2D, pelos seus visuais excelentes e arenas bem detalhadas! As músicas são também bastante agradáveis, tendo geralmente uma toada mais rock que pessoalmente me agrada mais. De resto aparentemente esta versão Saturn corta uns quantos frames de animações devido à pouca memória disponível no sistema, algo que foi posteriormente corrigido noutros fighters que possuem expansões de memória. Sinceramente não me incomoda assim tanto, acho esta uma boa conversão também, sem dúvida melhor que a da Playstation que inclusivamente foi lançada mais tarde.

Confesso que não conhecia estes vilões, nem a Spiral!

Portanto estamos perante um óptimo fighter 2D, o primeiro que abriu as portas à Capcom para todas as sequelas e crossovers que foi lançando nos anos que lhe seguiram. A ver como ficou o Marvel Super Heroes em breve!

 

 

NHL All-Star Hockey 98 (Sega Saturn)

Continuando pelas rapidinhas, mas agora na Sega Saturn, vamos ficar com mais um jogo de desporto com o selo da Sega Sports. A Mega Drive era a consola 16bit que melhores jogos de desporto recebia, sendo a plataforma principal de desenvolvimento da EA Sports, e com a Sega a certa altura a criar a marca Sega Sports, mantendo também uma linha própria de jogos de desporto, sejam desenvolvidos nos seus estúdios internos, ou subcontratados como é o caso deste NHL All-Star Hockey 98 que foi desenvolvido pela Radical Entertainment. O meu exemplar custou-me 2.5€, tendo vindo de uma feira de velharias algures no mês passado de Outubro.

Jogo com caixa e manuais

Aqui dispomos de várias equipas e selecções e, vendo o símbolo NHL PA na capa do jogo, presumo que as equipas possuam todas os jogadores reais. Pelo menos graficamente, as arenas e uniformes parecem-me todas distintas entre si, o que é um bom sinal. Dispomos de vários modos de jogo como partidas amigáveis ou campeonatos e torneios. Aqui, entre outras coisas, podemos ter algum controlo adicional sobre a equipa que escolhemos, pois podemos inclusivamente fazer algumas transferências de jogadores se assim o desejarmos. A jogabilidade em si parece-me bastante fluída, mas eu não sou de todo um especialista no género.

Ao jogador seleccionado , aparece sempre o seu nome abaixo, um pormenor interessante

A nível audiovisual, como já referi acima, as equipas possuem todas uniformes diferenciados, assim como as arenas, portanto é possível que sejam mesmo fiéis aos uniformes da época. O jogo em si apresenta diferentes câmaras, algumas mais dinâmicas que nos deixam ver os jogadores com mais algum detalhe. E sim, não têm o detalhe dos lutadores do Virtua Fighter 2, mas sinceramente para um jogo de desporto os gráficos não me parecem nada maus. A nível de som, bom não existem músicas a não ser algumas melodias que vão tocando quando há alguns eventos no jogo, como golos, faltas ou expulsões. Temos um comentador que apesar de não estar a narrar os jogos em si, vai informando quais são os jogadores que marcam, quem fez a assistência, assim como no caso de faltas ou lesões. Compreende-se o porquê dos comentadores estarem mais silenciosos, pois gravaram falas com os nomes de todos os jogadores disponíveis no jogo.

Graficamente até que é um jogo bem competente

Portanto este All-Star Hockey 98 até me parece ser um jogo bastante competente dentro do seu género. A Radical Entertainment era também o estúdio que estava por detrás da série NHL Powerplay e em 1997 lançaram também o NHL Powerplay 98 para a Playstation, que me parece ser muito, muito idêntico a este. Talvez o “Exclusive on Sega Saturn” não seja tão bem assim.

Firestorm: Thunderhawk 2 (Sega Saturn)

A Core Design, tal como muitos outros estúdios britânicos dos anos 80/inícios de 90, tiveram as suas origens como desenvolvedores de videojogos para os microcomputadores que eram populares no reino unido, no caso da Core, foram o Commodore Amiga e Atari ST as suas plataformas de eleição. Mas com o crescente sucesso da Sega nesse mercado, a Core rapidamente procurou também suportar essas plataformas, sendo por isso que muitos dos seus jogos acabaram também por sair para sistemas como a Mega Drive ou Master System. Foram um dos maiores entusiastas da Mega CD na Europa, tendo lançado muitos jogos interessantes para esta plataforma, alguns até exclusivos. O Thunderhawk foi um deles e, tendo sido um dos jogos de maior sucesso para a Mega CD naquele mercado, naturalmente que quando a próxima geração de consolas chegou, eles acabaram por lançar uma sequela. O meu exemplar veio de um grande bundle de jogos e consolas que comprei a meias com um amigo meu, algures em Julho deste ano.

Jogo com caixa e manual

Tal como o seu predecessor, teremos várias campanhas para jogar, espalhadas ao longo de vários continentes como as Américas do Sul e Central, Europa de Leste, o Médio Oriente e o Extremo Oriente asiático. Em cada campanha também teremos diferentes missões para completar, cada uma com um briefing inicial, narrado, que nos mostram as posições dos nossos objectivos primários. Estes consistem habitualmente em destruir alvos chave dos inimigos, como baterias antiaérias, radares, silos de petróleo, navios ou mesmo bases militares por inteiro. Tal como no seu predecessor também teremos diferentes armas ao nosso dispor, como uma metralhadora com munição infinita e vários tipos diferentes de rockets, mísseis ou bombas, sendo que antes de cada missão poderemos customizar o armamento do helicóptero e optar pelas armas que queremos levar.

Vamos ter várias campanhas militares para cumprir, espalhadas por vários continentes

A nível de controlos as coisas parecem-me mais ou menos parecidas com as do jogo anterior, onde podemos controlar o helicóptero de várias maneiras, incluindo strafings para os lados, controlar a altitude, etc. A diferença é que o comando da Saturn tem mais botões, pelo que algumas acções podem estar repetidas em diferentes botões ou combinações. Ainda assim sente-se a falta de uma dupla de analógicos, pois simplificariam bastante os controlos de movimento, algo que em 1995 era ainda uma miragem nas consolas domésticas.

Antes de cada missão podemos customizar que armas explosivas queremos equipar no helicóptero

Algumas mecânicas de jogo repetem-se também desde o Thunderhawk original, pois para além dos objectivos primários, teremos imensos outros alvos para destruir se assim o desejarmos, desde tanques, outros helicópteros ou aviões, camiões militares, etc. Para voltar à base basta ultrapassar as extremidades do mapa de cada missão, onde por cada objectivo secundário que seja destruído vamos amealhado mais pontos e eventualmente medalhas de mérito. Pelo contrário, se abandonarmos a área do jogo sem cumprir todos os objectivos primários, recebemos deméritos.

Temos de ter algum cuidado pois o radar aponta para alvos amigáveis também

A nível audiovisual, é uma evolução do original, não propriamente da versão Mega CD pois esta usava um plano em Mode 7 bastante detalhado, mas sim da versão para PC que possuía gráficos poligonais algo primitivos. Aqui os gráficos são inteiramente em 3D, representando tanto zonas mais verdejantes como as da América do Sul e Europa, desertos rochosos do Médio Oriente, ou outras áreas rodeadas de água como é o caso do canal do Panamá. Não é o jogo mais bonito da sua geração, até porque o mesmo possui bastante pop-in de polígonos, e os veículos inimigos poderiam estar um pouco mais detalhados, mas para um título de 1995 e na Sega Saturn, não está nada mau mesmo. Já no que diz respeito à parte sonora, bom, os briefings são todos narrados, mas poderiam ter dado um maior foco na sua apresentação. Já nas missões em si, nada a apontar aos efeitos sonoros que são bastante competentes e as músicas uma vez mais assentam numa toada mais rock, embora algo soft, que vai passando despercebido nas missões.

A série Thunderhawk não se ficou por aqui, pois a Core voltou à carga com a mesma na geração seguinte com o Operation Phoenix para a PS2. Ainda não calhou comprar esse mas devo fazê-lo assim que encontrar uma pechincha.

The Lost Vikings 2 (Sega Saturn)

O The Lost Vikings original é um dos videojogos que mais memórias me trazem, pelo menos da versão MS-DOS pois foi uma das que joguei vezes sem conta no meu primeiro PC. Entretanto a Silicon and Synapse, que eventualmente já havia mudado o seu nome para Blizzard, acabou por desenvolver uma sequela desse clássico para a Super Nintendo apenas. Aparentemente essa versão já estava pronta há algum tempo, mas acabou por ser lançada apenas em 1997, escassos meses antes das versões 32bit, que a Interplay pediu à Beam Software para desenvolver. Estas versões 3bit mantêm o mesmo jogo de base, mas com audiovisuais muito diferentes. O meu exemplar foi comprado a um amigo em Março deste ano por 10€ se bem me recordo.

Jogo com caixa e manual

Uma vez mais os 3 Vikings acabam por ser raptados pelo imperador alienígena Tomator, e uma vez mais acidentes acontecem, causando-os a ficarem perdidos no tempo, mas desta vez herdam novas habilidades. Erik, o viking ruivo, é o mais ágil dos 3, conseguindo saltar (e agora ainda mais alto), nadar, correr e albarroar paredes ou tectos destrutíveis com o seu capacete. Baleog é uma vez mais o guerreiro dos 3, se bem que infelizmente perdeu o seu arco e flecha, mas mantém a espada. A substituir o arco e flecha, Baleog tem agora um braço biónico que pode ser extendido, permitindo-o dar socos à distância (embora a uma distância muito menor que as flechas do primeiro jogo). No entanto, o seu braço serve também de gancho como no Bionic Commando, permitindo-lhe balancear-se entre certas plataformas. Por fim temos o Olaf, o mais trapalhão. No primeiro jogo Olaf tinha um escudo gigante que tanto servia para absorver os ataques inimigos, como servindo de plataforma para os seus colegas ou mesmo de planador, quando Olaf se mandava de uma ravina abaixo. Aqui mantemos todas essas habilidades, mas Olaf pode agora também encolher bastante de tamanho e esgueirar-se por passagens estreitas, bem como soltar umas flatulências, servindo de impulsão para dar pequenos saltos.

Baleog possui agora um braço biónico, permitindo-lhe, entre outras coisas, balancear-se entre certas plataformas.

Mas não é tudo, pois ao longo do jogo os Vikings vão fazer 2 novos amigos, nomeadamente o lobisomem Fang, que pode atacar inimigos à curta distância, bem como saltar e escalar paredes, saltando constantemente contra a parede em si. A outra nova personagem é o dragão Scorch, que pode voar temporariamente e cuspir bolas de fogo, que possuem um longo alcance. No entanto, tal como antes, apenas jogamos cada nível com 3 personagens em simultâneo, pelo que se vão ter de habituar a não ter sempre os 3 vikings juntos, sendo um deles habitualmente substituído por uma destas novas personagens.

Os puzzles vão naturalmente ficando cada vez mais complexos

Tal como no primeiro jogo o objectivo é o de usar as habilidades de cada personagem para ir resolvendo os puzzles que os níveis nos oferecem, derrotando os inimigos que nos aparecem e ultrapassando os obstáculos até conseguirmos levar todos em segurança à saída do nível. Desta vez no entanto, teremos também de procurar 3 itens específicos para desbloquear o acesso ao nível seguinte. Para além desses itens iremos encontrar muitos outros espalhados nos níveis, desde comida que nos regenera a vida, chaves para desbloquear passagens, bombas que podem destruir superfícies e inimigos, ou outros itens ofensivos como uma bomba capaz de limpar todos os inimigos presentes no ecrã ou escudos que nos protegem temporariamente. De resto, tal como antes, cada personagem possui um pequeno inventário com 4 slots para itens e podemos transferir itens de uma personagem para outra, logo que as mesmas estejam próximas entre si.

O bom humor continua a ser algo bem presente. E com excelente voice acting!

A nível audiovisual confesso que este jogo me deixou com sentimentos mistos. Os níveis é verdade que continuam bastante variados, onde vamos explorar diferentes períodos temporiais como a Transsilvânia no tempo dos vampiros, um outro mundo gelado, uma selva tropical, a época dos piratas e por fim, o futuro, onde foram sem dúvida buscar influências a filmes como Alien e Terminator. Os gráficos em si são pré-renderizados como se fez anteriormente em jogos como Donkey Kong Country e se por um lado até acho que ficaram bonitos e tal, eu pessoalmente em jogos 2D acabo por preferir de longe o pixel art. E em consolas com excelentes capacidades para jogos 2D como a Saturn, preferia que se tivessem esmerado antes com um estilo gráfico mais tradicional, mas muito bem trabalhado. O design das personagens também ficou demasiado deformado nesta versão (nada a ver com o que vemos na capa), prefiro de longe o design original. Por outro lado as versões 32bit possuem um excelente voice acting e repleto de um bom sentido de humor e isso aprecio bastante. As músicas também são agradáveis e no formato CD-Audio, tendo gostado especialmente dos temas mais metal e industrial do mundo futurista em ruínas.

Ocasionalmente lá teremos algumas cutscenes em CGI

Portanto este Lost Vikings 2 acaba por ser um bom jogo de plataformas e puzzle, tal como o seu antecessor. Aliás, quem gostou do primeiro jogo irá certamente gostar deste também. No entanto, tal como referi acima, tirando a parte do voice acting e talvez da banda sonora, gosto mais do grafismo da velha guarda, pelo que um dia gostaria de encontrar a versão SNES a um preço em conta. Infelizmente, com o jogo a sair em 1997, já não houve nenhuma versão planeada para a Mega Drive.