Andre Agassi Tennis (Sega Master System)

Continuando pelas rapidinhas a videojogos desportivos, o jogo que cá trago agora é mais um de ténis, tendo sido licenciado pelo conhecido tenista Andre Agassi. Publicado pela TecMagik, foi um jogo que acabou por sair para uma série de diferentes plataformas, sendo que as versões sega 8bit são muito similares entre si. O meu exemplar foi comprado a um particular no mês passado, veio de um bundle de vários jogos de Master System, que me terá ficado a pouco mais de 6€ por jogo.

Jogo com caixa e manual

Portanto este é um jogo de ténis muito simples, nos modos de jogo que apresenta: podemos ver o CPU a jogar uma partida sozinho, participar em partidas amigáveis com 1 ou 2 jogadores, ou participar num torneio, uma vez mais em singles ou doubles ou seja, um contra um, ou dois contra dois. Aqui podemos optar por jogar com Andre Agassi, ou uma série de outros jogadores fictícios, tanto masculinos como femininos. Depois, com apenas 2 botões faciais no comando da Master System, apenas podemos dar 2 tipos de raquetadas. A jogabilidade em si parece-me sólida e com o pacing certo, nem tão rápida, nem tão lenta, pelo que se torna agradável.

Confesso que não conhecia a expressão Love para Zero

A nível gráfico é um jogo que cumpre os seus requisitos mínimos. Os ringues de jogo até que estão bem detalhados dentro do possível para uma consola 8bit. Gosto em particular do público que está repleto de pequenos detalhes de movimento. Os campos podem ser distintos, desde relva, tartan ou mesmo cimento. Se isso se traduz algo diferente na forma como a bola se comporta, sinceramente não consegui perceber. A nível de som é que é um pouco mais fraco, as músicas apenas existem no ecrã título, menus e afins, mas sinceramente são muito minimalistas e mázinhas.

Podemos por optar por jogar com Andre Agassi ou outros jogadores fictícios

Portanto este Andre Agassi Tennis é um bom jogo de Ténis para as consolas 8bit da Sega, no entanto a série Wimbledon parece-me ainda mais completa, pelo que também serão excelentes alternativas.

Sparkster (Sega Mega Drive)

O Rocket Knight Adventures é um dos primeiros exemplos de um videojogo de excelência que a Konami desenvolveu para a Mega Drive. Este Sparkster, não confundir com o jogo de mesmo nome para a Super Nintendo, é uma sequela directa de Rocket Knight Adventures e, apesar de para mim não ser tão memorável quanto o original, não deixa de ser um excelente jogo de acção e com algumas melhorias face ao original em vários aspectos. O meu exemplar, onde até à data apenas possuo um cartucho, veio de um bundle de jogos Mega Drive que comprei a meias com um colega, tendo-me ficado cada jogo por um preço algures entre os 5€ e 10€.

Apenas o cartucho, para já

Tal como referi acima, este Sparkster é uma sequela directa do Rocket Knight Adventures, onde mais uma vez controlamos o mesmo protagonista, um marsupial equipado com uma espada e Jetpack, para defender o seu reino de mais uma invasão, desta vez por parte do império de Gedol. O rival de Sparkster, Axel Gear, marca novamente a sua presença, raptando mais uma princesa.

Os combates de mechas estão mais uma vez de volta!

Aliás, como prólogo, começamos precisamente por defrontar Axel montado no nosso mecha, numa sequência que pode ser dispensada ao pressionar o botão de start, algo que não recomendo por razões que explicarei mais à frente. De qualquer das formas é bom termos de volta estes segmentos de mechas, algo que se irá repetir no quarto nível. Mas vamos então abordar mecânicas de jogo, onde o rocket mantém o seu papel de destaque. Os controlos são simples, com um botão para Sparkster atacar com a sua espada, outro para saltar e um outro para activar o seu jetpack. A grande diferença face ao original, é que no jogo anterior, teríamos de manter um botão pressionado para carregar o jetpack e depois de carregado o que achássemos suficiente, largavamos o botão e Sparkster já saía disparado na direcção pretendida. No entanto, enquanto estivéssemos parados a carregar os foguetes, estávamos também vulneráveis a sofrer dano. Ora nesta sequela os foguetes regeneram-se mais rápido e sozinhos, o que nos dá muita mais agilidade, até para ficar no ar bem mais tempo.

Graficamente o jogo está bem mais colorido que o original, o que é óptimo

Tal como no anterior, quando saímos disparados com os foguetes, o Sparkster usa a sua espada como a ponta de uma flecha, pelo que também é uma forma de não só causar dano nos inimigos, como também evitar sofrer dano quando nos espetamos contra alguns obstáculos como a lava ou espinhos. Tal como no jogo anterior também, ao se voarmos na diagonal, iremos fazer ricochete em qualquer superfície, pelo que também acaba por ser uma forma interessante de atravessar alguns túneis ou corredores apertados e repletos de perigos. Os foguetes carregam em 2 níveis, e a partir do momento que o segundo nível também estiver carregado, quando sairmos disparados a voar, Sparkster irá voar em forma de parafuso, algo que teremos de usar para activar alguns interruptores ou mesmo no confronto contra um boss em particular, para desapertar os seus parafusos e o desmantelar. Pressionando no botão de foguete sem nenhuma direcção pressionada em simultâneo, faz com que Sparkster rodopie sobre si mesmo, mantendo-se no mesmo local. Para além de servir de ataque, é também uma outra forma de nos protegermos de dano inimigo.

Bosses nunca faltam!

Por fim, convém referir também os power ups que podemos encontrar. Para além da comida que nos regenera a barra de vida, itens de fogo que nos aumentam o dano infligido pela nossa espada, ou mesmo vidas extra, temos também pedras preciosas coloridas que possuem características especiais. Ao coleccionar 10 pedras azuis, ou 1 vermelha, activamos uma espécie de uma roleta no canto superior direito do ecrã, onde, conforme o resultado final, nos pode recompensar com itens extra a cairem do céu. Para além disso, e de boosters de foguetes que carregam e activam automaticamente os foguetes quando lhes tocarmos, temos também uma série de rélicas de espadas, espalhadas ao longo dos níveis. Estas têm um papel semelhante às esmeraldas dos Sonics, pois ao encontrar as 7 espadas, Sparkster transforma-se numa versão dourada, algo necessário para desbloquear o último boss e chegar ao final verdadeiro. A primeira espada está logo no prólogo opcional, onde combatemos o nosso rival em mechas. Por isso referi acima que não era boa ideia dispensar essa parte!

Não dá para gravar o nosso progresso no jogo mas ao menos temos um sistema de passwords que também conta as espadas que já tenhamos encontrado

A nível audiovisual, é um jogo bem competente. Os níveis são bem detalhados e diversificados entre si. O primeiro nível então, é composto por vários segmentos que atravessam zonas completamente distintas, já os restantes acabam por ser mais consistentes. Os níveis são também muito mais coloridos que no primeiro jogo, e ainda bem! As músicas continuam vibrantes e cheias de energia, mais um ponto muito positivo.

Portanto este Sparkster acaba por ser uma excelente sequela a um dos maiores clássicos da Mega Drive. As mudanças nas mecânicas dos foguetes são muito benvindas, a acção non-stop continua a ser uma constante e as melhorias nos gráficos e som foram também muito benvindas. Ainda assim, por questões meramente nostálgicas, continuo a preferir o Rocket Knight Adventures, mas este é também muito, muito bom. A versão SNES é uma espécie de uma história paralela aos originais da Mega Drive, e espero poder vir a falar dessa versão no futuro.

The Incredible Hulk (Sega Game Gear)

Continuando pelas rapidinhas nas consolas 8bit da Sega, hoje ficamos com um jogo cuja versão 16bit já cá trouxe anteriormente. E por acaso as conversões para a Master System e Game Gear estão muito parecidas com a versão Mega Drive, tanto a nível de mecânicas de jogo, como no seu conteúdo propriamente dito, pelo que recomendo a leitura desse artigo para mais detalhes. O meu exemplar foi comprado a um particular no passado mês de Novembro por 10€, estando completo se bem que um pouco desgastado.

Jogo com caixa, manuais e papelada

Ora este é um jogo de acção em 2D, onde controlamos Bruce Banner ou Hulk de forma a defrontar mais um vilão qualquer da Marvel e arruinar os seus planos de dominação mundial. Tal como a versão Mega Drive, enquanto estivermos na forma de Hulk podemos desencadear diferentes golpes, alguns directos ao pressionar os botões 1 e 2, outros já requerem combinações de botões específicas como um jogo de luta se tratasse. Consoante o nosso nível da barra de energia, Hulk assumirá diferentes formas, pelo que poderá usar diferentes golpes mediante a forma em que nos encontremos actualmente. Se levarmos muita pancada, acabamos por regressar à nossa forma humana como Bruce Banner, onde somos mais frágeis, porém mais ágeis. Com recurso a alguns power ups que podemos apanhar iremos poder alternar livremente entre as formas de Hulk e Bruce Banner, algo necessário para progredir no jogo pois apenas Hulk consegue derrubar paredes e apenas Bruce se consegue esgueirar por passagens mais apertadas.

Hulk possui um número de ataques variável, o que é desnecessariamente complicado, a meu ver

A nível audiovisual confesso que fiquei agradavelmente surpreendido por esta versão 8bit. Os níveis são parecidos com os da versão Mega Drive, sendo bastante coloridos e com detalhe quanto baste. As sprites de Bruce Banner, Hulk e a de alguns inimigos são também bem detalhadas. As músicas também me soam bastante agradáveis, o que no caso de consolas como a Master System e Game Gear não é assim tão comum infelizmente.

Como Bruce somos muito mais frágeis, porém conseguimo-nos esgueirar por passagens estreitas

Poranto este Hulk para a Game Gear é um jogo interessante, mas tal como tinha referido na versão Mega Drive, o sistema de controlos parece-me desnecessariamente complicado para um sidescroller, ainda por cima a Game Gear possui menos botões que a Mega Drive, pelo que nem quero imaginar como terá ficado a versão Master System neste campo. Por outro lado, não deixa também de ser uma adaptação para 8bit muito competente da versão Mega Drive.

World Soccer (Sega Master System)

Continuando pelas rapidinhas a jogos desportivos, hoje ficamos com um daqueles jogos que até joguei bastante na minha infância, pois um amigo meu tinha-o na compilação Master Games 1, que me chegou a emprestar por várias vezes. Conhecido nos Estados Unidos como Great Soccer, causa alguma confusão pois a Sega havia lançado 1 ano antes um outro jogo precisamente com esse nome, tendo-se ficado pelo Japão e aparentemente na Europa também, em formato Card apenas. O porquê desse jogo não ter saído nos EUA não faço ideia, mas certamente renomearam o World Soccer para ficar em linha com os outros jogos desportivos da consola da época, que tinham sempre “Great” no nome. O meu exemplar foi comprado no passado mês de Novembro numa loja alemã, tendo-me custado 4€.

Jogo com caixa e manual

Bom, e este World Soccer é um jogo de futebol extremamente simples, onde podemos apenas jogar partidas amigáveis para um ou dois jogadores, ou participar em duelos de penalties, uma vez mais para um ou dois jogadores. Já não me lembrava como a jogabilidade era incrivelmente lenta e os jogadores parece que andam a passo pelo campo… de resto as mecãnicas são simples, com um botão para passar e outro para rematar. Caso não tenhamos a posse da bola, para a roubar temos de aproximar o nosso jogador do adversário, que ele irá automaticamente tentar roubar a bola. A partir do momento em que a bola entra na grande área, teremos também de controlar o guarda-redes para defender as bolas. Faltas não existem, e no caso de uma partida terminar empatada vamos para os penalties. De resto temos apenas 8 equipas nacionais para escolher, como a Alemanha (ocidental), Argentina, Brasil, Reino Unido ou França.

Os jogadores têm um aspecto de desenho animado que até lhes dá um certo charme. Pena é serem tão lentos!

A nível audiovisual é um jogo muito simples e mesmo com poucas equipas nem sempre acertam nas cores típicas dos equipamentos de cada país. Mas ainda assim possui alguns detalhes interessantes como o facto de ouvirmos parte do hino nacional de cada equipa seleccionada em cada partida. Já nos confrontos em si, o campo é colorido, mas os jogadores possuem pouco detalhe, o que seria de esperar dado ser um jogo lançado cedo no ciclo de vida da consola. Quando mudamos para a vista de marcação de penalties, já temos então muito mais detalhe nas sprites dos jogadores. No que diz respeito ao som, até que é um jogo bem competente. Tal como referi acima, ao escolher as equipas para cada partida, vamos ouvindo parte do seu hino nacional, o que é um detalhe muito interessante. Já durante os jogos propriamente ditos, temos sempre a mesma música a tocar, que por sua vez é bastante agradável, felizmente.

No caso de uma partida terminar empatada, siga para os penálties que felizmente possui um grafismo diferente

Portanto este World Soccer é daqueles jogos que apesar de me trazer alguns sentimentos nostálgicos, é verdade que envelheceu muito mal. De resto, para além do verdadeiro Great Football que nunca vi à venda por cá, a verdade é que não havia mais nenhuma alternativa até ao lançamento do Italia 90.

 

Johnny Bazookatone (Sega Saturn)

Produzido pelo pequeno estúdio britânico Arc Developments, que só muito recentemente vim a descobrir que foram os responsáveis pela conversões para algumas consolas da Sega de jogos como Bart vs the Space Mutants ou Terminator 2: Judgement Day, este Johnny Bazookatone é um interessante jogo de plataformas em 2D, lançado para a Saturn, Playstation 1 e PC. O meu exemplar foi comprado a um amigo meu no passado mês de Novembro por 15€, estando num estado impecável.

Jogo com caixa e cd de bónus com a banda sonora

A história leva-nos até às profundezas do Inferno e ao seu governante, El Diablo. Este estava tão aborrecido com a sua vida que, ao espiar o que se estava a passar na Terra, dá por ele a ver um concerto rock, protagonizado pelo guitarrista Johnny Bazookatone e a sua banda. Ao ver a multidão toda contagiada pelas músicas do banda, o demónio decide roubar a guitarra de Johnny e tentar ele tornar-se numa estrela rock. No entanto apercebe-se que afinal não tem jeito para ser músico e decide privar o mundo dos seus melhores músicos, raptando toda a banda de Johnny, excepto o próprio,  que consegue escapar e decide ele mesmo invadir o Inferno, libertar os seus amigos e por fim reunir-se com a sua guitarra.

Os níveis são todos pré-renderizados, com um bom nível de detalhe

A nível de mecânicas de jogo, este é então um jogo de plataformas em 2D, algo que para mim não deixa de ser muito benvindo a uma consola de 32bit, principalmente no ano de 1996 onde muitos jogos em 3D foram lançados mas que acabaram por envelhecer muito mal. Johnny possui uma arma em forma de guitarra, que não só dispara projécteis, mas também consegue aspirar e expelir objectos. Os controlos são relativamente simples, com os botões faciais a servirem para Johnny saltar, disparar, usar power ups e os de cabeceira para usarem as mecânicas de “aspiração” da sua arma e correr. Outra das habilidades interessantes de Johnny é, quando está a meio de um salto, podermos apontar a arma para baixo e ao disparar, o “coice” da arma permite-nos estar no ar mais tempo, o que é bastante útil em saltos mais complicados entre plataformas. A nível de power ups não temos muita coisa, no entanto. Apenas notas musicais, onde a cada 1000 pontos nos dão vidas extra, estrelas que nos restabelecem a barra de vida, vidas ou continues extra.

Sim, também teremos um mine cart level

No que diz respeito aos audiovisuais, sinceramente acho que este jogo envelheceu muito melhor que muitos outros de acção/aventura lançados no mesmo ano, precisamente por manterem uma identidade gráfica mais próxima dos 16bit. A Saturn pode ter algumas complicações e limitações em renderizar jogos em 3D, mas em 2D era uma óptima máquina. Este jogo é então um platformer 2D com gráficos pré-renderizados, à semelhança do que tinha feito a Rare com o Donkey Kong Country. Mas uma consola como a Sega Saturn tem muito mais capacidade que uma Super Nintendo ou Mega Drive, pelo que o resultado acaba por ser melhor com níveis e personagens bem detalhados. Tal como referi acima, vamos atravessar o inferno, uma versão muito cartoon do mesmo, pelo que todos os níveis possuem detalhes agradáveis, começando pela prisão Sin Sin, passando pelo hotel Diabolique, um restaurante ou mesmo um hospital, os cenários vão sendo bastante diversificados até.As músicas são outro ponto forte do jogo, tanto que o mesmo foi comercializado com um CD Audio com as músicas da banda sonora de bónus. Estas consistem em temas bastante agradáveis e que abrangem diversos géneros musicais, desde o rock, techno, ou mesmo algumas músicas com influências Jazz e Soul.

Portanto este Johnny Bazookatone até que se revelou num jogo de plataformas bem competente. Acredito que na altura não tenha sido tão bem recebido quanto outros jogos 3D, mas a sua jogabilidade mais clássica acaba por torná-lo numa experiência que envelheceu muito melhor que os outros jogos mais “avançados” da época.