Johnny Bazookatone (Sega Saturn)

Produzido pelo pequeno estúdio britânico Arc Developments, que só muito recentemente vim a descobrir que foram os responsáveis pela conversões para algumas consolas da Sega de jogos como Bart vs the Space Mutants ou Terminator 2: Judgement Day, este Johnny Bazookatone é um interessante jogo de plataformas em 2D, lançado para a Saturn, Playstation 1 e PC. O meu exemplar foi comprado a um amigo meu no passado mês de Novembro por 15€, estando num estado impecável.

Jogo com caixa e cd de bónus com a banda sonora

A história leva-nos até às profundezas do Inferno e ao seu governante, El Diablo. Este estava tão aborrecido com a sua vida que, ao espiar o que se estava a passar na Terra, dá por ele a ver um concerto rock, protagonizado pelo guitarrista Johnny Bazookatone e a sua banda. Ao ver a multidão toda contagiada pelas músicas do banda, o demónio decide roubar a guitarra de Johnny e tentar ele tornar-se numa estrela rock. No entanto apercebe-se que afinal não tem jeito para ser músico e decide privar o mundo dos seus melhores músicos, raptando toda a banda de Johnny, excepto o próprio,  que consegue escapar e decide ele mesmo invadir o Inferno, libertar os seus amigos e por fim reunir-se com a sua guitarra.

Os níveis são todos pré-renderizados, com um bom nível de detalhe

A nível de mecânicas de jogo, este é então um jogo de plataformas em 2D, algo que para mim não deixa de ser muito benvindo a uma consola de 32bit, principalmente no ano de 1996 onde muitos jogos em 3D foram lançados mas que acabaram por envelhecer muito mal. Johnny possui uma arma em forma de guitarra, que não só dispara projécteis, mas também consegue aspirar e expelir objectos. Os controlos são relativamente simples, com os botões faciais a servirem para Johnny saltar, disparar, usar power ups e os de cabeceira para usarem as mecânicas de “aspiração” da sua arma e correr. Outra das habilidades interessantes de Johnny é, quando está a meio de um salto, podermos apontar a arma para baixo e ao disparar, o “coice” da arma permite-nos estar no ar mais tempo, o que é bastante útil em saltos mais complicados entre plataformas. A nível de power ups não temos muita coisa, no entanto. Apenas notas musicais, onde a cada 1000 pontos nos dão vidas extra, estrelas que nos restabelecem a barra de vida, vidas ou continues extra.

Sim, também teremos um mine cart level

No que diz respeito aos audiovisuais, sinceramente acho que este jogo envelheceu muito melhor que muitos outros de acção/aventura lançados no mesmo ano, precisamente por manterem uma identidade gráfica mais próxima dos 16bit. A Saturn pode ter algumas complicações e limitações em renderizar jogos em 3D, mas em 2D era uma óptima máquina. Este jogo é então um platformer 2D com gráficos pré-renderizados, à semelhança do que tinha feito a Rare com o Donkey Kong Country. Mas uma consola como a Sega Saturn tem muito mais capacidade que uma Super Nintendo ou Mega Drive, pelo que o resultado acaba por ser melhor com níveis e personagens bem detalhados. Tal como referi acima, vamos atravessar o inferno, uma versão muito cartoon do mesmo, pelo que todos os níveis possuem detalhes agradáveis, começando pela prisão Sin Sin, passando pelo hotel Diabolique, um restaurante ou mesmo um hospital, os cenários vão sendo bastante diversificados até.As músicas são outro ponto forte do jogo, tanto que o mesmo foi comercializado com um CD Audio com as músicas da banda sonora de bónus. Estas consistem em temas bastante agradáveis e que abrangem diversos géneros musicais, desde o rock, techno, ou mesmo algumas músicas com influências Jazz e Soul.

Portanto este Johnny Bazookatone até que se revelou num jogo de plataformas bem competente. Acredito que na altura não tenha sido tão bem recebido quanto outros jogos 3D, mas a sua jogabilidade mais clássica acaba por torná-lo numa experiência que envelheceu muito melhor que os outros jogos mais “avançados” da época.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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