Virtua Fighter Animation (Sega GameGear)

virtuafighteranimationVoltando à minha micro-colecção da portátil 8bit da Sega, a Game Gear, para mais uma rapidinha. Virtua Fighter Animation é a única entrada da série Virtua Fighter para as plataformas de 8 bit da Sega, com o lançamento para a Master System ser exclusivo do mercado brasileiro, mas falaremos melhor disso lá para a frente. Este jogo foi uma oferta da minha namorada quando foi de viagem para França há uns meses atrás. É apenas o cartucho, mas com a versão Master System com preços proibitivos fora do Brasil, era um jogo que eu ambicionava ter mais tarde ou mais cedo.

Virtua Fighter Animation - Sega Game Gear
Jogo, apenas cartucho

Tal como o nome indica, esta é uma adaptação da série animada sobre o Virtua Fighter, que por acaso nunca cheguei a ver. Assim sendo, há um maior destaque na história do que em qualquer dos outros jogos da série. Inicialmente começamos a aventura com Akira, que estava calmamente a jantar num restaurante até se ter envolvido acidentalmente numa confusão com Pai, filha de Lau, começando assim a primeira cena de pancada. E essa história vai escalando de severidade, ao acabar por se tornar nos clichés habituais, com uma organização secreta a querer dominar o mundo. Inicialmente apenas dispomos de Akira com quem jogar, mas à medida em que vamos progredindo na história, vamos desbloqueando os restantes lutadores que podem ser escolhidos nos combates seguintes.

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Também neste jogo temos os ringouts dos restantes.

O casting deste jogo é composto pelo elenco do primeiro Virtua Fighter, deixando Jeffry de fora, bem como todas as outras personagens exclusivas do anime, o que é pena. A jogabilidade herda os controlos básicos da série, mas com o botão Start a servir de block, o que é algo desconfortável. De resto, por incrivel que pareça, conseguiram adaptar imensos golpes dos jogos da Saturn neste pequeno cartucho. E as animações ficaram bastante fluídas!

De resto, para além do modo história temos também um modo versus onde não temos de esperar até desbloquear todos os lutadores no modo história. Infelizmente esse modo versus é apenas contra o computador. Na versão original do jogo que saiu no Japão, existe um modo versus para 2 jogadores que se ligam através de um cabo. É uma pena que tenham decidido retirar essa opção da versão ocidental, retira muito do valor ao jogo. De qualquer das formas vemos aqui uma opção interessante, um zoom que foi incorporado no jogo. Na forma normal, vemos os lutadores em ponto pequeno, e a arena de uma forma mais ampla. Ao seleccionar o parâmetro “large”, então aí o jogo apresenta um grande zoom durante toda a luta. Se por outro lado seleccionarmos o parâmetro “Realtime” então o jogo vai alternando dinamicamente entre os dois ângulos. Quase um Art of Fighting!

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Podemos activar um zoom que aproximam bastante os lutadores do ecrã

Graficamente é um jogo muito interessante. No modo história passamos grande parte do tempo a ver cutscenes repletas de animações, o que para uma consola 8bit é algo sempre notável. Os gráficos no jogo em si estão também bem detalhados dentro dos possíveis. Mais uma vez devo dizer que é notável as animações que conseguiram com que os lutadores ficassem, e com muitos dos seus golpes já conhecidos ficaram também muito bem representados neste sistema 8bit. As músicas por si é que já não são grande coisa, assim como os próprios efeitos sonoros. Mas cumprem o seu papel.

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As “cutscenes” são bastante longas e repletas de animações.

No fim de contas este é um jogo de luta muito interessante para qualquer um dos sistemas 8bit. No Brasil a Tectoy converteu este jogo para a Master System, com o jogo a ter uma maior resolução desta forma. Infelizmente como o botão de Pausa está na consola, em vez de ser o Start no comando, a função de bloqueio deixou de existir, e com isso me parece que muitos dos golpes também. Ainda assim a versão Master System não deixa de ser um jogo que eu gostaria muito de vir a ter um dia.

Indiana Jones e a Última Cruzada (Sega Master System)

IndianaJonesAndTheLastCrusade-SMS-PTVamos lá para mais um lançamento para a Master System que por uma razão ou outra levou com esta edição “Portuguese Purple”. Este jogo do Indiana Jones como pode ser visto no título é baseado no terceiro filme com o mesmo nome, e devo dizer desde já que era daqueles jogos dignos de aparecer num dos vídeos do Angry Videogame Nerd, de tão injogável que é. Ah, mas afinal sempre apareceu, na sua versão NES, que por muito má que seja ainda vai sendo mais completa que esta pois inclui bosses e outras coisas que falarei mais à frente. Este jogo foi-me oferecido por um particular, está em bom estado, mas falta-lhe o manual.

Indiana Jones e a Ultima Cruzada - Sega Master System
Jogo com caixa – edição Portuguese Purple com o título em Português

O jogo tenta seguir os acontecimentos dos filmes, dentro dos limites impostos pelo hardware da época. Começamos o jogo numa caverna onde podemos encontrar a cruz de S. Coronado, o segundo nível já nos coloca a escapar dos bandidos num comboio circense, mas ao contrário dos filmes, em vez destes níveis serem jogados com o jovem escuteiro Indiana Jones, é a sua forma adulta que aparece durante todo o jogo. Prosseguindo com o jogo, vemo-nos numas catacumbas onde procuramos o escudo de um cavaleiro templário que nos dá mais pistas sobre a localização do Santo Graal, o quarto e quinto níveis já são passados com Indy à procura do diário do seu pai, um deles nas muralhas do castelo Brunwald e o seguinte num Zeppelin em primeiro voo. Por fim o sexto e último nível decorre na caverna onde se acaba por descobrir o Graal, tendo nós de guiar o Indy por uma série de armadilhas, incluindo o famoso “puzzle” IEHOVA.

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Antes de cada nível temos um ecrã deste género

Mas ao contrário do que seria de esperar, não é necessário apanhar nenhum desses itens para progredir no jogo, esses só nos servem para aumentar a pontuação. De resto o objectivo de cada nível é então ir do ponto A ao ponto B, evitando ou derrotando os inimigos que nos atravessam à frente e esquivar de todos os obstáculos. Bom, até aqui nada de especial, não fossem os controlos uma miséria. É impossível controlar os saltos, ou damos um salto vertical ligeiro, ou um salto em comprimento fixo mediante a direcção por onde nos estamos a movimentar. O mau que isto tem é que o jogo está repleto de precipícios e não tendo maneira de controlar os saltos, teremos de ter uma precisão milimétrica para saber onde saltar. Depois o Indiana Jones tem uma barra de energia que baixa muito rapidamente: tocar nuns espinhos ou tecto, lá se vai parte da vida. Levar um tiro ou uma facada, igualmente. Cair de uma altura elevada? Também. Mas se apenas tocarmos num inimigo é logo morte certa.

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Estas bolas de fogo são outro dos perigos mortais e ainda por cima têm uma cadência difícil de adivinhar.

E o pior é que inicialmente apenas podemos atacar utilizando os punhos, o que nos dá logo uma grande desvantagem face aos ataques de longo alcance dos inimigos. Depois lá vamos apanhando chicotes espalhados pelos níveis, mas estes podem apenas ser utilizados 5 vezes, depois lá teremos de procurar outro. Um outro item que podemos encontrar espalhado pelos níveis é uma ampulheta que para além de regenerar o tempo limite, serve de checkpoint no nível. Ao morrermos, poderemos recomeçar daquele ponto no nível. Os níveis acabam por ser bastante labirínticos e por vezes com timers bem apertados, pelo que conjugando os maus controlos, a facilidade em sofrer dano, o tempo apertado e uma munição limitada de chicotes vão tornar este jogo muito, mas mesmo muito frustrante. Bastava melhorarem os saltos e tornar o chicote com uso ilimitado que o jogo acabava por se tornar bem mais divertido.

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Mesmo com o chicote, temos de atacar os inimigos com o timing e distância certa.

No entanto, apesar de possuir apenas 6 níveis, há algo que capta a atenção deste jogo: os seus visuais bem trabalhados e sprites com boas e fluídas animações, tendo em conta as limitações da Master System, claro está. Mas de que serve um jogo com gráficos bonitos se é injogável? Admito, apenas consegui chegar ao final através do save state, e mesmo assim ainda foi preciso muita paciência. As músicas é outro ponto fraco do jogo, isto porque existem apenas 3 músicas ao longo de todo o jogo: temos a música temática do Indiana Jones a tocar durante o título e duas outras pequenas músicas que tocam sempre que começamos/terminamos um nível ou perdemos uma vida. Só isso, durante do jogo somos deixados com os efeitos sonoros também simples e nada mais.

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O foco dado nos highscores é influenciado pelos sidescrollers arcade da velha guarda

De resto, há imensa confusão em relação a este jogo, pelo menos para mim. Essencialmente existem 2 vertentes diferentes de jogos Indiana Jones and the Last Crusade – uma aventura gráfica desenvolvida pela própria LucasArts e com lançamento em vários computadores da época, e o jogo de acção, onde esta versão da Master System se insere, desenvolvido pela Tiertex e publicado pela U.S. Gold. Dentro deste jogo de acção, existem lançamentos para imensas outras plataformas como o PC, Commodore 64 e Amiga, Zx Spectrum, MSX, Game Gear ou Mega Drive, cada versão com as suas peculiaridades nos níveis e pontos fortes/fracos na jogabilidade e audiovisual. Mas chegando à NES, vemos 2 versões com o mesmo nome, uma produzida pela Taito e uma outra pela Ubisoft que, numa primeira vista parece herdar imensas coisas deste jogo, como os gráficos. Mas por outro lado, e apesar de ter a mesma (in)jogabilidade, parece-me ser um jogo mais completo. Não sei se a Ubisoft reaproveitou os mesmos assets deste jogo, não consegui encontrar informação disso na Internet, se alguém souber agradeço a informação.

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A sprite do Indiana Jones em particular está muito bem trabalhada para uma Master System

No fim de contas este é daqueles jogos que apesar de ter tido pontuações altas para a altura em que saiu, não consigo mesmo perceber o porquê dessas mesmas pontuações, visto que o jogo tem tantos problemas tantos nos controlos como no level design que para mim é practicamente injogável. Mas não deixa de ser um jogo com lançamento Portuguese Purple e só por aí já vale a pena ter.

Castlevania: The New Generation (Sega Mega Drive)

Já foi no ano de 2012 que escrevi uma análise a este fantástico jogo da Mega Drive para a Revista PUSHSTART. Castlevania: The New Generation, ou Bloodlines como +e conhecido em solo Americano. A Konami sempre foi uma empresa que pelo menos até ao lançamento da Playstation sempre deu muita atenção às consolas da Nintendo. Apesar de ter um catálogo reduzido na Mega Drive, sempre gostei dos jogos da Konami para a consola da Sega. Contra Hard Corps, Sparkster, Tiny Toons Adventures ou este Castlevania só por si só já se tornam num alinhamento muito interessante.

Jogo com caixa e manual

Infelizmente apenas recentemente lá consegui obter este clássico que já há algum tempo ansiava por ter, tendo entrado na minha colecção através de um particular. Custou-me 15€, faltando-lhe o manual. Mas tendo em conta o jogo que é, achei que fiquei bem servido na mesma. Poderão ler a minha análise na íntegra no site da PUSHSTART. Edit: Arranjei muito recentemente um manual multilínguas, oferecido por um amigo.

Road Rash (Sega Master System)

RoadRash-SMSAs conversões de jogos 16bit para sistemas de 8bit geralmente ficam muito atrás da versão mais avançada. Muitos dos jogos multiplataforma que a Mega Drive recebeu geralmente ficam bem melhor, tanto a nível gráfico como na própria jogabilidade.  Embora sejam raros, há exemplos em que a versão Master System de um jogo no geral acaba por ser melhor que a versão Mega Drive, como é o caso do Astérix and the Great Rescue, por exemplo. No entanto há também outros jogos que são excelentes na Mega Drive e a versão Master System, apesar de inferior tecnicamente, consegue ser igualmente divertida e competente tecnicamente. Essa é a categoria que o Road Rash da Master System se enquadra, na minha opinião. A minha cópia foi comprada na feira da Ladra em Lisboa, em conjunto com outros lançamentos “portuguese purple“, tendo-me custado algo entre os 5 e os 8€.

Road Rash - Sega Master System
Jogo completo com caixa e manual português.

Tal como a versão original da Mega Drive, Road Rash é um jogo de corridas ilegais de motos através de várias estradas estaduais norte-americanas. O twist é que podemos andar à porrada com os outros concorrentes e com os polícias que nos perseguem também! Mas claro que isto vocês já sabiam. Existem apenas 5 pistas, todas elas de diferentes zonas do estado da Califórnia, como a Sierra Nevada, Palm Desert ou Grass Valley. Após terminarmos as 5 pistas pela primeira vez, vamos subir na categoria e teremos de as voltar a jogar, contudo com a distância do circuito a aumentar, assim como a sua dificuldade: os oponentes e a polícia serão cada vez mais agressivos, as estradas terão mais trânsito e obstáculos como animais, barreiras de obras, manchas de óleo ou areias.

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Ter um acidente enquanto somos perseguidos pela polícia é sinal que a corrida termina ali.

O nível de dificuldade irá aumentar 5 vezes, pelo que no fim de contas acabamos por correr em 25 circuitos. No entanto teremos de chegar ao final de cada corrida pelo menos na terceira posição de forma a desbloquear a corrida seguinte. Também consoante a posição em que atravessamos recebemos mais ou menos dinheiro para depois podermos comprar novas motos. É essencial tentar chegar sempre em primeiro lugar pois nos níveis de dificuldade mais avançados teremos mesmo de ter motos mais “potentes”. De resto, para além de usarmos os nossos punhos ou pontapés para agredir os oponentes podemos tentar roubar um bastão a alguns dos nossos adversários. Esse bastão naturalmente é bem mais poderoso e torna-se mais fácil tirá-los da corrida.

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As 5 regiões onde podemos correr

Graficamente falando, este é um jogo que não deixa assim tanto a dever face à versão original para a Mega Drive. É certo que a versão Mega Drive possui sprites bem maiores e detalhadas, para além de um framerate mais fluído. Ainda assim, apesar disso, a versão para a Master System porta-se muito bem. Os cenários estão bem detalhados tendo em conta as capacidades da consola, os fundos possuem um scrolling em parallax bem convincente, e acima de tudo, as subidas e descidas que vamos vendo estão fantásticas. Não há jogo de corridas na Master System mais detalhado que este, na minha opinião. Outro dealhe que achei muito bom é o facto de na parte inferior do ecrã termos os 2 espelhos retrovisores da moto que nos mostram os oponentes que nos perseguem, ou mesmo os carros que vão passando por nós. Para além disso as imagens dos espelhos são ligeiramente diferentes entre si, tal como seria na realidade. Mais um toque bem interessante pela malta da Probe que tratou desta conversão.

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O dinheiro que vamos amealhando nas corridas deve ser utilizado para comprar melhores motos para as corridas seguintes.

Para além disso temos também aqueles diálogos antes de cada corrida, onde vemos retratos dos polícias ou os nossos adversários juntamente com as suas frases mais “picuinhas”. Os efeitos sonoros por si só não são nada de especial, mas as músicas estão noutro campeonato. Sempre disse que a Master System tem o seu calcanhar de Aquiles com o chip de som que possui (a FM Unit japonesa naturalmente não entra para estas contas), mas mais uma vez a Probe fez aqui um excelente trabalho. As músicas que na Mega Drive eram porreirinhas, aqui passaram a ser das chiptunes mais bem conseguidas dos sistemas 8bit. Vale bem a pena.

Por todas estas razões, apesar de numa análise fria a versão Mega Drive ser superior em practicamente todos os pontos, não pode deixar de ser louvado o fantástico trabalho da Probe que tornou esta versão para a Master System num excelente port, tendo em conta as restrições de hardware da Master System. Fossem todas as conversões assim, com todo este amor e carinho e esta indústria seria muito melhor.

The Need For Speed (Sega Saturn)

Need for SpeedThe Need for Speed, ou como lhe podemos chamar pelo seu nome completo “Road & Track Presents: The Need for Speed”, é o primeiro capítulo da famosa série de jogos de corrida da Electronic Arts. Como muitos dos primeiros jogos 3D da Electronic Arts nesse período dos anos 90, este jogo saiu originalmente para a mal amada 3DO, com conversões a sairem posteriormente para a Saturn, Playstation e PC. A minha cópia chegou-me às mãos após ter sido comprada há uns meses atrás na feira da Ladra em Lisboa, por 5€. Como todos os jogos da EA para a Saturn, vem com uma caixa bem grossa e um manual a condizer.

The Need for Speed - Sega Saturn
Jogo completo com caixa e manuais

Este é mais um artigo em jeito de “rapidinha”, pois também nunca joguei este Need for Speed assim tanto a fundo. Na biblioteca de jogos de corrida da Saturn, sempre preferi os jogos da Sega desse segmento. Mas adiante, este NFS é um jogo não tão arcade como os restantes jogos da época, e permite-nos estar ao volante de vários maquinões da época, como o Dodge Viper ou o Lamborghini Diablo. O jogo apresenta vários modos de jogo, desde o single race para quem quiser jogar uma partida rápida, até ao modo Tournament, onde temos de chegar em primeiro lugar em todos os circuitos para vencer este modo de jogo e também desbloquear um circuito bónus em Las Vegas. Existe também um Time Attack, mais voltado para as provas em contra-relógio, mas o que marca realmente a diferença em Need for Speed, é o Head 2 Head mode, que tanto pode ser jogado contra o CPU ou em multiplayer local. Este modo de jogo é um duelo entre 2 carros que, se for jogado num dos circuitos “abertos”, concorremos com tráfico local e polícias que vão patrulhando a estrada. Isso obviamente que resulta em perseguições policiais e se nos deixarmos apanhar levamos com uma multa. Na segunda multa somos logo desclassificados da corrida, o que tenho a ideia que acontece apenas na terceira multa noutras versões.

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As pistas decorrem em diferentes paisagens e climas, onde podemos escolher também o período do dia em que correr

No que diz respeito ao audiovisual é um jogo razoável. Isto porque é uma conversão do original da consola 3DO, um produto inferior tecnologicamente. Os cenários têm uma coisa boa, a sua draw distance é bem grandinha se comparada a muitos outros jogos de corrida da época, mas claro que isso está a custo de um detalhe menor nos cenários no geral. Os carros vistos de fora também não têm grande detalhe, parecem paralelipípedos com rodas, mas se passarmos para o interior, então é de admirar o trabalho feito com os interiores dos carros, que me parecem bem realistas e não era algo assim tanto comum de se ver nos jogos de corrida da época. Felizmente a banda sonora eu achei-a muito boa. Toda ela é composta pela dupla de artistas Jeff Dyck & Saki Kaskas, e tanto tem música electrónica, como outras bem mais a abrir e cheias de guitarradas como eu gosto.

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O interior dos carros dão um toque mais realista à coisa

Apesar dos seus visuais datados, acho que este Need For Speed não é um mau jogo a ter-se no catálogo da Saturn. Claro que a versão PC que saiu mais tarde para o Windows 95 é muito superior, mas ainda assim não achei nada mau o jogo, dá perfeitamente para nos divertirmos, e no fundo isso é o que interessa.