Shaq Fu (Sega Mega Drive)

19257_frontA rapidinha de hoje vai incidir num daqueles jogos que tem tão má fama, que as pessoas chegam a um ponto e que o julgam sem sequer o terem experimentado. Estou a falar claro do Shaq-Fu, um jogo de luta desenvolvido pela Delphine Software, que protagoniza o famoso jogador de basket Shaquille O’Neal. É verdade que a fórmula Delphine Software + jogo de luta + estrela de basket como protagonista é uma coisa muito insólita no mínimo, mas como se safaram mesmo? Vamos ver. O meu exemplar veio de um bundle de jogos que comprei há poucos meses na Feira da Vandoma no Porto, ficou-me a 2€.

Jogo com caixa e manual
Jogo com caixa e manual

Bom, uma das primeiras coisas que ouvimos quando o assunto é o Shaq-Fu, é o absurdo do seu conceito e história. Shaquille, mestre da arte marcial do Shaquido (é difícil escrever isto com uma cara séria), foi ao Japão para participar num jogo de caridade. Quando andava a passear pela cidade, decidiu entrar num pequeno dojo. Lá, o mestre Leotsu diz-lhe que tem de salvar Nezu, seu neto, das garras de um poderoso feiticeiro. Sem nos dizer muito mais, encaminha-nos por um portal para uma outra dimensão, onde iremos encarar uma série de adversários e falar com eles como se já os conhecêssemos desde a escola primária. Lindo! É que o jogo foi editado e publicado pela Electronic Arts, e conhecendo-os, se quisessem fazer um jogo com o Shaq, era muito mais simples e lógico fazer algo em torno do basket e nem precisava de ser um jogo desportivo, podia ser algo na onda de um Marko’s Magic Football. Mas avançando…

Antes de cada combate podemos explorar o overworld, escolhendo o combate seguinte. Quanto mais se vai avançando no jogo, mais lineares as coisas ficam.
Antes de cada combate podemos explorar o overworld, escolhendo o combate seguinte. Quanto mais se vai avançando no jogo, mais lineares as coisas ficam.

Antes de avançar para a jogabilidade em si, vamos falando nos modos de jogo. Shaq-Fu possui o modo história, onde nos deixa navegar no overworld entre cada confronto, deixando-nos assim decidir como queremos progredir nos combates. Para além do modo história temos também o multiplayer, nomeadamente o típico versus para 2 jogadores, ou um modo torneio por eliminatórias que pode ter até 8 jogadores. A versão Mega Drive quando comparada à sua rival mais directa, a Super Nintendo, acaba por ganhar no conteúdo, visto ter muitas personagens adicionais e alguns níveis extra. Agora a jogabilidade também é das coisas que as pessoas pior falam deste jogo e sinceramente nesse campo também me parecem ter alguma razão, pois tenho tido uma dificuldade acima da média em fazer com que os meus golpes acertem em alguém, ou mesmo que os golpes especiais saiam, não está fácil. Pode ser problema meu pois já vi alguns gameplays exímios e que dão uma impressão muito errada do jogo, mas não é fácil chegar lá.

É verdade que a história é estranha e a jogabilidade deixa a desejar, mas ao menos tem "altes grafiques".
É verdade que a história é estranha e a jogabilidade deixa a desejar, mas ao menos tem “altes grafiques”.

Agora em tudo o resto, este Shaq-Fu até está bastante acima da média e é verdade que um jogo com má jogabilidade não pode ser desculpado se possui bons audiovisuais, mas ao menos não pode ser chamado de um lixo completo. É que a Delphine Software pode não saber fazer jogos de luta, mas se há coisa que eles realmente eram muito bons na era 16bit era nas animações e detalhe gráfico. Para quem não estiver recordado, são os mesmos autores de clássicos como o Another World e Flashback. As sprites apesar de serem pequenas, estão muito bem detalhadas e animadas e o mesmo pode ser dito do mundo do jogo que vai tendo cenários variados, mas sempre algo austeros e hostis. As músicas não são as melhores que já ouvi, mas não são nada más também.

Portanto, apesar de concordar que é um jogo que possui um conceito e história que não fazem sentido nenhum, nem mesmo do ponto de vista de marketing do jogador, e entender perfeitamente as críticas que fazem à jogabilidade, nem tudo aqui é assim tão mau assim e está muito longe de ser chamado um dos piores jogos de sempre.

Deadly Skies (Sega Dreamcast)

deadly-skiesVoltando à Dreamcast e às rapidinhas, o jogo que cá trago hoje é a resposta da Konami à série Ace Combat da Namco, uma série com as suas origens nas arcades e que mistura o combate aéreo frenético típico de jogos arcade com a simulação. O meu exemplar foi comprado algures no ano passado, tendo vindo ou da feira da Ladra em Lisboa, ou na Vandoma no Porto, sinceramente já não me recordo bem. Sei é que foi barato.

Jogo com caixa e manuais
Jogo com caixa e manuais

A história anda à volta ao estado fictício de Laconia, que ganhou recentemente a sua independência, mas que possui vários inimigos à sua volta. A ameaça de novos conflitos armados e o fraco exército de Laconia faz com que tomem a decisão de contratar um piloto mercenário (nós), capaz de enfrentar os combates que se avizinham. Nós lá iremos combater em mais de 20 missões distintas, onde no final a nossa performance é recompensada com dinheiro que pode ser usado para comprar novos aviões. Existem dezenas de diferentes caças, todos eles inspirados em aviões reais como o MiG-29 ou o F-14, sendo que cada um possui diferentes características. As missões costumam ser para defender o território de Laconia de investidas inimigas, sejam aéreas, terrestres, ou marítimas. Por vezes temos também de escoltar veículos amigos ou atacar directamente infraestruturas inimigas. No ecrã de briefing inicial antes de cada missão, para além de nos ser dado algum background a nível de história e de objectivos da missão, é mostrado um mapa com a trajectória ideal a percorrer e as posições inimigas que teremos de enfrentar.

É só esperar um pouco até o alvo ficar locked e depois é pressionar um botão e ver os mísseis a atingirem o alvo
É só esperar um pouco até o alvo ficar locked e depois é pressionar um botão e ver os mísseis a atingirem o alvo

A nível de jogabilidade a mesma é sólida, com mecânicas de jogo mais simplistas, próximas de um jogo arcade do que propriamente de simulação, o que me agrada bastante. Como somos um piloto solitário, o nosso avião possui bastantes mísseis e um escudo ainda algo generoso que aguenta com algumas mossas. A ideia é manter os outros alvos perto do centro da mira, para que os sistemas de orientação dos mísseis consigam fazer um lock ao alvo e depois é só disparar. Claro que quando enfrentamos outros aviões por vezes lá teremos de nos envolver em algumas dogfights, obrigando-nos a efectuar algumas manobras aéreas. Sinceramente sempre me sinto um pouco desorientado quando tenho de fazer alguns loopings, mas o radar lá vai dando uma ajuda a nos mantermos focados nos alvos.

É possível aproximarmo-nos do solo, mas as texturas de baixa resolução tiram-nos um pouco a vontade de explorar
É possível aproximarmo-nos do solo, mas as texturas de baixa resolução tiram-nos um pouco a vontade de explorar

Graficamente é um jogo assim assim, até porque tirando algumas excepções, os jogos em 3D da Dreamcast envelheceram um pouco mal. Os aviões estão relativamente bem detalhados, já os cenários não tanto. Apesar de serem variados, podendo abrangir grandes cidades, oceanos ou zonas mais desertas com bases militares, o detalhe do que está no solo nunca é muito bom, o que de certa forma até se compreende pois os mapas são bem grandinhos e não há milagres que se possam fazer com 16MB de RAM. De resto as músicas até que são bastante agradáveis, abrangindo rock e música electronica.

Em suma é um jogo que até me agradou e eu que até agora tenho ignorado a série Ace Combat, começo a pensar seriamente em coleccionar essa série também. Existem algumas sequelas, inclusivamente um Deadly Skies para a Xbox que, apesar de ter o mesmo nome em território Europeu, é na verdade uma sequela deste jogo.

Michael Jackson’s Moonwalker (Sega Master System)

moonwalkerVamos a mais uma rapidinha a um jogo da Master System que sempre tive curiosidade em jogar, pois o Michael Jackson sempre teve uma parceria algo misteriosa com a Sega durante os anos 90. Este jogo em particular é uma adaptação do filme de mesmo nome que sinceramente nunca vi e nem tenho vontade de ver, pois pelos clips que fui vendo parece ser um filme mais cheesy do que um programa da Teresa Guilherme. O meu exemplar veio da Feira da Ladra em Lisboa, algures no verão de 2016 e custou-me 10€.

Jogo com caixa e manual europeu
Jogo com caixa e manual europeu

O jogo é inspirado na história do filme, onde o artista teria de resgatar inúmeras crianças do vilão Mr. Big ao longo de diferentes cenários e sempre com as suas músicas como banda sonora. E começamos então por entrar numa casa, Michael Jackson atira uma moeda para a Jukebox e começamos a ouvir uma versão 8bit da Smooth Criminal. Depois lá teremos de explorar os cenários, abrindo portas e janelas em busca de crianças  escondidas ou outros power-ups. Cada zona possui 3 níveis, onde no final de cada nível não temos de defrontar um boss, mas sim uma wave de inimigos. E vamos progredindo no jogo ao longo de vários cenários supostamente retirados do filme, como um parque de estacionamento onde temos de procurar as crianças em malas de carros, ou mesmo um cemitério onde teremos de defilar túmulos para fazer o mesmo. Os últimos níveis são mais futuristas, sendo passados numa base lunar, supostamente onde o Mr Big e os seus capangas estariam. A última sequência de 3 níveis em particular é jogada de uma maneira diferente, com uma perspectiva diferente, onde Michael Jackson se transforma num robot e depois numa nave especial, jogando como se um shooter se tratasse, onde teremos de destruir uma série de alvos.

Graficamente é um jogo que possui sprites bem detalhadas e animadas para a Master System. Mas a versão Mega Drive é francamente superior
Graficamente é um jogo que possui sprites bem detalhadas e animadas para a Master System. Mas a versão Mega Drive é francamente superior

A jogabilidade é simples com um botão para saltar e outro para atacar. Michael Jackson pode distribuir murros e pontapés, estes últimos como se uma coreografia se tratasse. Até dá para fazer o famoso moonwalk! Vários são os powerups que podemos apanhar, desde vidas extra, a capacidade de restabelecer a nossa barra de energia e magia, ou um power up específico que nos permite realizar golpes de longo alcance, atirando o chapéu como se um bumerangue se tratasse. O golpe mágico principal, torna o ecrã negro, onde só vemos Michael Jackson a dançar. Quando o ecrã volta a iluminar-se, todos os inimigos presentes no ecrã são destruídos. Isto na Mega Drive resulta muito melhor, pois os inimigos fazem a mesma coreografia e depois sim, são destruídos. Mas este golpe também deve ser usado com cuidado pois gasta vida.

Graficamente é um jogo minimamente bem detalhado tendo em conta que é uma versão para a Master System. Na Mega Drive, as sprites estão melhor detalhadas e animadas, e usar a “magia” de por toda a gente a dançar resulta muito melhor visualmente. As músicas são temas do próprio Michael Jackson, como Billie Jean, Beat it ou Smooth Criminal, mas soariam bem melhor se a Master System ocidental tivesse o FM Unit embutido…

No ecrã de pausa conseguimos ver quantas crianças nos falta encontrar no nível
No ecrã de pausa conseguimos ver quantas crianças nos falta encontrar no nível

Na verdade existem várias conversões deste filme. A da Master System e Mega Drive são muito similares entre si, com as mesmas mecânicas de jogo, mas naturalmente a versão Mega Drive é bastante superior a nivel gráfico, animações e qualidade do som. A versão arcade, também produzida pela Sega é um jogo inteiramente diferente, muito mais voltado para as mecânicas de um beat ‘em up. Nos computadores domésticos existem também várias outras versões, mas todas elas produzidas pela U.S. Gold., e nada têm a ver com as versões Sega.

Ren and Stimpy: Stimpy’s Invention (Sega Mega Drive)

147297-the-ren-stimpy-show-stimpy-s-invention-genesis-front-coverDas coisas que mais tenho saudades dos anos 90 é a série de animação da Nickelodeon, Ren & Stimpy. Aquela dupla de animais protagonizaram uma série animada bastante bizarra e com alguns contornos mais adultos que em criança nos passavam completamente despercebidos. E como todas as séries de animação de sucesso, acabaram sendo lançados vários jogos. Exclusivo para a Mega Drive saiu este Ren & Stimpy: Stimpy’s Invention, cujo meu exemplar veio da feira da Ladra em Lisboa algures no ano passado. Custou-me 2€, embora lhe falte o manual.

Jogo com caixa
Jogo com caixa

O jogo anda todo à volta de uma invenção do Stimpy, a Mutate-O-Matic, uma máquina que transforma lixo em comida. E quando Stimpy mostra a máquina ao Ren, a máquina explode, perdendo algumas peças pelo caminho e deixando a cidade ainda mais doida do que o habitual. O jogo será então passado a percorrer vários níveis doidos tal como nos desenhos animados e procurar as peças perdidas da máquina. A parte interessante deste jogo está na sua jogabilidade cooperativa, tal como foi feito no World of Illusion, onde um jogador poderá controlar o Ren e o outro o Stimpy. Como não poderia deixar de ser, cada personagem possui diferentes habilidades e mesmo se jogarmos sozinhos, ambas as personagens estão sempre presentes no ecrã e podem ser alternadas livremente entre si. Mas as habilidades acabam  por ser diferentes mais a nível de animações em si, os objectivos acabam por ser os mesmos. Por exemplo, Ren pode-se encavalitar no Stimpy de forma a correr e conseguir saltar mais longe, por sua vez Stimpy pode usar Ren como uma vara para saltar mais longe. Para atacar os inimigos, se estiverem separados Ren usa o seu mata-moscas e Stimpy uma toalha enrolada. Já se estiverem juntos podemos usar uma série de botões e combinações que fazem com que Ren ou Stimpy atirem o parceiro para cima dos inimigos, ou no caso de Ren, pode fazer com que ren cuspa uma gosma estranha, ou simplesmente atirar o seu nariz para os inimigos. Toilet humor é o que não falta aqui, tal como nos desenhos animados! Até porque há um segmento de um nível em que tanto Ren como Stimpy enchem-se de ar e voam, sendo propulsionados com, à falta de palavra mais eloquente, flatulências.

As quatro peças do Mutate-O-Matic que teremos de arranjar
As quatro peças do Mutate-O-Matic que teremos de arranjar

Se há coisa que bem me lembro quando joguei este jogo em miúdo era precisamente a sua dificuldade. Talvez por não entender bem as mecânicas de jogo, pois passávamos mais tempo a dar bofetadas no Stimpy do que a tentar progredir no jogo. Mas o mesmo possui alguns elementos de platforming mais exigentes e bastantes surpresas com as quais não estamos inicialmente a contar, como aquelas girafas carnívoras quando atravessamos o jardim zoológico. Quer joguemos sozinhos ou com um amigo, temos de ser pacientes, embora existam vidas extra e itens que nos restaurem parte da nossa barra de vida.

Graficamente é um jogo interessante muito pelo bizarrismo que contém. As já faladas animações de Ren e Stimpy estão muito boas, bem como aquelas coisas mais inesperadas, como as tais girafas carnívoras ou os macacos muito especiais. Os níveis estão bem detalhados e quem se recorda dos desenhos animados consegue identificar aqui muitos dos seus traços. As músicas são também agradáveis, já os efeitos sonoros não tenho nada a apontar.

Girafas carnívoras! O jogo é tão bizarro como os cartoons e isso é bom!
Girafas carnívoras! O jogo é tão bizarro como os cartoons e isso é bom!

Portanto este Stimpy’s Invention é um jogo bastante agradável de se jogar, embora as suas mecânicas de jogo, principalmente se jogarmos sozinhos, demorem um pouco para ser assimiladas. Tenho pena que seja o único jogo da série que tenha saído na Mega Drive, pois a Super Nintendo tem mais uns quantos, mas é a vida.

Winter Challenge (Sega Mega Drive)

48405_frontSe já repararam anteriormente, os jogos da Electronic Arts, CodeMasters ou Accolade possuem cartuchos e/ou embalagens diferentes dos habituais na Mega Drive e não só. Isto porque as três empresas arranjaram acordos especiais com a Sega que as deixavam produzir os seus próprios cartuchos e embalagens, pagando dessa forma menos de licenciamento à própria Sega. O caso da Accolade foi o mais peculiar pois gerou uma série de julgamentos que deixou a Accolade em maus lençóis por uns meses, sendo que depois lá chegaram a um acordo com a Sega e puderam lançar jogos licenciados ou não, sem haverem novas consequências. Antes desse acordo com a Sega os seus jogos para além de possuirem um cartuho maior, lembrando os da EA, vinham também em caixas de cartão, fazendo lembrar os jogos de PC da época, até porque era esse o mercado da Accolade. E é isso que se passa com este Winter Challenge, um jogo de DOS algo antigo que acabou por ser relançado para a Mega Drive.  O meu exemplar veio de um bundle na Feira da Vandoma no Porto, ficando-me por 2.5€ por cada.

Jogo com caixa em cartão
Jogo com caixa em cartão

Os jogos olímpicos de Inverno não são muito famosos por cá e aqui neste jogo podemos participar em 8 diferentes modalidades. Uns envolvem percorrer circuitos apertados com trenós, como é o caso do Bobsled ou do Luge. Outros como o Downhill Skiing ou o Slalom colocam-nos a descer encostas geladas e a passar por uma série de obstáculos ou checkpoints. Ainda no ski temos também o Cross Country Skiing que é uma prova que exige maior resistência física o famoso Ski Jump onde os atletas saltam a grandes distâncias com o seu ski ou o Biatlo, que mistura o Ski com tiro. Por fim sobra o Speed Skating que é basicamente colocar os atletas a correr o mais rápido possível com os seus patins de gelo. Como muitos jogos deste género, a maior parte das modalidades exigem bastante button mashing para ganhar velocidade e naquelas provas em que a gestão de fatiga é crucial, também temos uma barra de stamina com que nos preocupar, pelo que o button mashing tem de ser mais doseado. De todos os desportos aquele que possui controlos mais complicados é o do salto em Ski, mas felizmente existe uma opção de treino que pode ser usada em todas as modalidades. Depois lá avançamos para a vertente de torneio, onde poderemos customizar o nosso atleta e também o dos nossos oponentes.

Graficamente parece um jogo impressionante, mas em movimento nota-se que a Mega Drive tem dificuldade em acompanhar.
Graficamente parece um jogo impressionante, mas em movimento nota-se que a Mega Drive tem dificuldade em acompanhar.

O jogo é uma adaptação de PC, visualmente, pelo menos em screenshots, é impressionante para uma Mega Drive pois os cenários vão sendo representados em 3D poligonal, e as sprites são digitalizadas. Só que infelizmente o framerate sofre bastante com isso, e naquelas provas que exigem mais velocidade, torna-se por vezes um pouco frustrante controlar o atleta. De resto, a nível audiovisual, é um jogo bem competente na minha opinião. Sinceramente eu prefiro aquele visual mais tradicional em plataformas 16bit, como a U.S.Gold conseguiu fazer no Olympic Gold, por exemplo, ao invés de gráficos num 3D ainda rudimentar. Mas isso é só a minha opinião.

Cada evento pode ser treinado vezes sem conta no modo treino.
Cada evento pode ser treinado vezes sem conta no modo treino.

Para mim, este é um daqueles jogos porreiros para se experimentar uma vez ou outra e depois encostar, pois não sou grande fã do género e apesar de ser um jogo bonitinho com gráficos pseudo 3D, a jogabilidade e o framerate acabam por sofrer um pouco.