Global Gladiators (Sega Mega Drive)

A rapidinha de hoje leva-nos de volta para a Mega Drive, agora para a conversão de um dos jogos da minha infância, que joguei bastante na Master System. O meu exemplar veio de um bundle que comprei em conjunto com um amigo, algures em Julho deste ano. Foram vários cartuchos de Mega Drive que ficaram a 1.5€ cada. EDIT: Eventualmente acabei por arranjar um completo com caixa e manual, por 5€.

Jogo com caixa e manual

Recomendo uma passagem de olhos pelo artigo da versão Master System deste jogo, pois na sua essência e mecânicas de jogo são bastante semelhantes. O que muda é mesmo os audiovisuais e alguma da física. Isto porque na versão Mega Drive as armas têm algum coice que fazem com que os protagonistas dêm um pequeno salto para trás de cada vez que disparamos, mas isto não se nota muito em movimento e ainda bem. Outra diferença que notei face às versões 8bit é que aqui o número de inimigos nos níveis parece-me ser muito maior, logo o desafio também aumenta.

Graficamente o jogo está muito superior às versões 8bit

Mas de longe a maior mudança está mesmo nos audiovisuais. Os níveis estão muito bem detalhados, assim como as sprites que também possuem boas animações. Felizmente a Virgin Interactive bem que nos habituou a isso durante a era 16bit. As músicas também são bastante boas na minha opinião e acabam por ficar no ouvido.

Apesar do desafio maior devido aos inimigos estarem em maior número, considero este um jogo bem interessante. Mesmo com o “patrocínio” controverso da McDonalds, é só abstrairmo-nos disso e temos aqui um óptimo jogo de plataformas que nada fica a dever a muitos dos clássicos da era 16bit.

Ultimate Soccer (Sega Mega Drive)

Continuando pelas rapidinhas, o jogo que cá trago hoje é mais um de desporto para a Mega Drive. Na verdade é um jogo que tem que se lhe diga, pois é a adaptação para a Mega Drive do Striker da Rage Software, que saiu em diversas plataformas sob vários nomes diferentes, incluindo por Eric Cantona Football Challenge, para a Super Nintendo, só na França. O nome Ultimate Soccer também não vos deve ser muito estranho pois já o trouxe cá para a Game Gear. O cartucho foi-me oferecido por um vendedor de velharias, após lhe ter comprado outra coisa. Entrou na minha colecção algures durante o mês de Julho. Edit: Algures durante o mês de Março de 2018 comprei uma caixa e manual por 5€.

Jogo com caixa e manual em português

O jogo apresenta-nos vários modos de jogo, desde disputas amigáveis, passando por vários tipos de campeonatos e torneios, bem como treinar os penalties. Temos 64 selecções nacionais à nossa escolha e um grande número de opções a customizar. Desde os já habituais detalhes estratégicos de formação ou postura em campo, tipo de relvado, de vento, peso da bola, entre muitos outros. Há também a hipótese de se jogar futebol de salão, que pelo que me lembro, em 1993 era uma novidade, pelo menos na Mega Drive. De resto a jogabilidade é excelente, especialmente se definirmos o jogo para ter uma jogabilidade rápida, no ecrã de opções.

Apesar das pequenas sprites, os visuais do jogo estão bem conseguidos graças à sua fluidez

A câmara possui um ângulo de jogo interessante e que resulta bem. É o mesmo usado no já velhinho Super Soccer, onde vemos o jogo na perspectiva semi-aérea de uma das balizas. Os gráficos em si são bem conseguidos na minha opinião. As sprites dos jogadores não são lá muito grandes, mas estão bem detalhadas quanto baste e com a fluidez do jogo, acho que o resultado final foi bem agradável. Para além disso as músicas também são agradáveis, embora apenas ocorram durante os menus, não nas partidas em si.

Batman Forever (Sega Mega Drive)

Continuando pelas rapidinhas, o jogo que cá trago hoje é mais uma adaptação de filme para videojogos que acabou por não correr lá muito bem. Estou a falar então da adaptação do Batman Forever, desenvolvida pela Probe Entertainment, os mesmos que converteram Mortal Kombat para as consolas da Sega. E tal como Mortal Kombat, entraram numa de digitalização de cenários e personagens do próprio filme, o que no caso da Mega Drive não correu lá muito bem. O meu exemplar é apenas um cartucho, tendo sido comprado na feira da Vandoma no Porto por 2.5€ algures em Julho. Edit: Em Agosto ofereceram-me uma caixa e manual PT.

Jogo com caixa e manual PT

O jogo segue a história do filme, onde Batman vê-se a lutar contra os vilões Two-Face e Riddler (no filme interpretado por Jim Carrey) de forma a salvar a cidade de Gotham de mais um plano maquiavélico. Aqui temos 2 modos de jogo distintos, e cada um permite multiplayer para 2 jogadores. Um deles é o Training Mode, que consiste basicamente num simulador de um jogo de luta de 1 contra 1. O outro é o modo principal que também pode ser jogado com um amigo, quer de forma cooperativa, quer competitiva (embora a única diferença seja mesmo o friendly fire e a separação de pools de créditos de cada jogador).

Infelizmente a qualidade dos cenários na Mega Drive fica muito aquém das expectativas, devido à reduzida paleta de cores do sistema.

O maior problema deste jogo é a sua jogbilidade. A jogabilidade de Mortal Kombat é a que tenta ser emulada, com o jogo a permitir a utilização de comandos de 6 botões para simplficiar a distinção entre socos altos e baixos, pontapés altos e baixos, entre outros. Infelizmente a implementação dos controlos é que deixa bastante a desejar, pois controlar o Batman é desnecessariamente complicado. Antes de cada nível temos o direito de escolher quais os gadjets opcionais queremos carregar, e apesar de existir uma grande variedade de gadgets, na verdade muitos deles acabam por fazer a mesma coisa. E cada gadjet tem uma combinação própria de botões para ser usado, parece que temos de fazer um hadouken cada vez que temos de usar um batarang, por exemplo. Não faz sentido, muito menos num híbrido de beat ‘em up e plataformas. Depois também temos uma série de blueprints escondidas em salas secretas ao longo dos 8 níveis, que poderão desbloquear Gadgets diferentes, quer para Batman, quer para Robin.

Antes de começar cada nível temos uma breve introdução ao que é esperado que façamos

No que diz respeito ao grafismo, a Acclaim apostou em sprites e cenários digitalizados para dar um look mais realista vindo do filme. Mas infelizmente o resultado final também deixa muito a desejar, com os cenários a serem demasiado simples, pouco detalhados e sinceramente, muitas vezes são apenas um aglomerado de cores escuras, sem vida. As sprites também poderiam ter mais detalhe, mas os inimigos também variam muito pouco, nem sequer existem palette swaps. Nesse campo, a versão SNES é superior. As músicas também não ficam na memória.

Portanto o Batman Forever na Mega Drive é um jogo que deixa muito a desejar. Apesar de ter tido algumas boas ideias, a sua execução como um todo acaba por não satisfazer. A versão SNES e PC parecem pelo menos serem melhores graficamente, mas tenho sérias dúvidas que a nível de mecânicas de jogo sejam também superiores.

Sub-Terrania (Sega Mega Drive)

O jogo que cá trago hoje para a Mega Drive é o interessante Sub-Terrania, o primeiro jogo desenvolvido para a Mega Drive pela Zyrinx, um pequeno estúdio dinamarquês composto primariamente por demosceners do Commodore Amiga. Aliás, o feeling ocidental e europeu deste Sub-Terrania é bem notório pela sua apresentação, mas já lá vamos. O meu exemplar é a versão norte-americana do jogo, foi comprado algures em Dezembro do ano passado na Feira da Vandoma no Porto. Se bem me recordo custou-me perto dos 10€. Edit: Arranjei recentemente um exemplar europeu por 25€ numa Cex, estando completo e em óptimo estado também

Jogo com caixa e manual

Esta é uma aventura futurista, onde uma das nossas colónias mineiras algures no espaço foi invadida por uma série de aliens! Nós pilotamos uma nave experimental no combate destes agressores, bem como teremos de resgatar uma série de inocentes trabalhadores que se viram presos no meio deste conflito. O problema aqui são os controlos que acrescentam muita complexidade ao jogo. Lembram-se do clássico Lunar Lander, onde controlávamos um módulo de aterragem lunar enquanto se prepara para aterrar na superfície? As mecânicas são semelhantes, com a adição do combate. Temos um botão para acelerar e o direccional roda a nave. Se deixarmos de pressionar o botão de aceleração, a nave vai caindo para o fundo do ecrã. Os outros botões servem para disparar e alternar entre munições e itens especiais que tenhamos apanhado.

Após concluirmos todos os objectivos do nível, ainda temos de regressar ao ponto de partida para avançar para o nível seguinte

Para além dos controlos não serem o mais intuitivos, os níveis são passados inteiramente em cavernas, com poucas áreas largas e repletos de corredores apertados onde cada encontrão na parede retira-nos um pouco do escudo. Os inimigos também são uma preocupação, assim como o combustível que se gasta num instante, felizmente existem vários power ups espalhados pelos níveis que nos restabelecem os escudos, dão vidas extra, ou restabelecem o combustível. O problema por vezes é chegar até lá, pelo que este é um daqueles jogos que precisa de muita tentativa-erro até finalmente conseguirmos interiorizar os seus conceitos e conseguir manobrar bem a nave, tanto em exploração, como em combate.

Em alguns níveis também temos uns carris onde podemos encaixar e mover de uma forma mais fácil, por vezes dá jeito, como contra este boss aqui representado

Inicialmente, antes de cada nível, temos um briefing que nos vai ilustrando quais os objectivos a cumprir naquela missão. Geralmente incluem destruir alguma infrastrutura alienígena, resgatar uma série de mineiros e procurar por partes do módulo de submarino para a nossa nave. Isto porque nos últimos níveis são mesmo passados em cavenas com água, onde as físicas de controlo da nave também se alteram, com a “gravidade” a puxar-nos para a tona da água, o que irá certamente causar algum desconforto no início.

A nível gráfico é um jogo bastante interessante, embora não tão tecnicamente impressionante quanto o Red Zone, também desenvolvido pela Zyrinx. O jogo tem mesmo um estilo gráfico muito próprio das produtoras europeias que produziam para o Commodore Amiga e a música é excelente. Foi composta pelo Jesper Kyd e tal como no Red Zone também me agradou bastante. Os gráficos só não são mais variados porque este é mesmo um jogo que se passa inteiramente em cavernas, pelo que não há muito assim onde se poderia improvisar. São níveis bem detalhados e basta.

Ao entrar na água o efeito de gravidade inverte-se, o que irá baralhar um pouco no início.

Portanto, Sub-Terrania é um shooter muito interessante, mas não é mesmo para todos, dado à sua dificuldade. Os controlos exigem mesmo muita práctica e tendo em conta que não há qualquer mecanismo de save ou passwords, para o terminar de uma assentada vai ser preciso suar muito.

Super Puzzle Fighter II (Sega Saturn)

Quando via vídeos deste jogo no saudoso Templo dos Jogos, ficava sempre com o bichinho em jogá-lo. Por um lado é só mais um jogo de puzzle com blocos coloridos como muitos se fazem por aí, por outro tem as personagens do Street Fighter! O artigo de hoje recai então numa rapidinha a este clássico jogo de puzzle para a Saturn, cujo meu exemplar foi comprado algures em Junho na feira da Vandoma no Porto. Ficou-me por 10€.

Jogo com caixa

As mecânicas de jogo não são só as de agrupar blocos coloridos que eles depois acabam por desaparecer. Na verdade, ao juntar blocos da mesma cor eles fundem-se, mas para os destruir temos de encostar um “bloco” de ataque da mesma cor que faz despoletar uma explosão que é partilhada por todos os blocos da mesma cor que estão em contacto com o “bloco de ataque”. Cada vez que destruímos blocos do nosso lado mandamos para o lado do oponente uma série “counter blocks”, que só ao fim de alguns turnos é que se tornam em blocos coloridos. Até lá só servem para atrapalhar, pelo que quem encher o ecrã primeiro, perde a ronda! E claro, ao fazer combos encadeados só nos facilita mais as coisas, pois enviamos mais “lixo” para o oponente.

Podemos desbloquear algumas personagens secretas como o Akuma

Existem vários modos de jogo, o arcade apenas é single player e leva-nos a defrontar todos os oponentes, uns a seguir aos outros e o Akuma é o oponente final. O Versus como o próprio nome indica é a vertente multiplayer e por fim temos o Street Puzzle Mode, que é um modo single player mas que nos deixa desbloquear alguns extras como vestimentas alternativos, músicas, ou mesmo códigos que nos desbloqueiem personagens extra como o Dan ou Akuma. A jogabilidade em si é bastante viciante, como tipicamente estes puzzle games o são.

Blocos da mesma cor vão se fundindo em blocos maiores, que causam mais estragos para o oponente quando forem rebentados

A nível audiovisual é um jogo bem conseguido. Apesar do seu nome ser uma referência ao Super Street Fighter II Turbo, na verdade o seu elenco vai buscar os lutadores à série Darkstalkers e Street Fighter Alpha. As personagens estão representadas de uma forma caricaturizada, tipicamente apelidada de super deformed. Para o tipo de jogo que é, sinceramente até que calha bem este estilo visual. As músicas são agradáveis e os efeitos sonoros, bom, parece que estou num anime com tantas bocas em japonês que as personagens vão mandando umas para as outras!