Super Street Fighter II (Sega Mega Drive)

SSF II

Mais uma rapidinha de Mega Drive, muito por culpa de já ter analisado versões anteriores do Street Fighter II tanto para a SNES como para a Mega Drive. Este Super Street Fighter II é mais um update ao clássico jogo de luta da Capcom, mas trouxe muitas novidades, incluindo novas lutadores e respectivas arenas e outras novidades na jogabilidade, como um foco maior no sistema de combos. Este jogo foi comprado algures no início do Outubro passado a um amigo de infância, tendo-me custado 5€.

Jogo com caixa e manual

Então e o que trouxe este SSF II de novo? Começando pelo óbvio, temos 4 novas personagens: Dee Jay, um lutador jamaicano de kickbox, T. Hawk, um nativo americano, Fei Long, o clone de Bruce Lee da praxe e por fim a loiraça Cammy com o seu fato justinho. Depois vemos algumas mudanças na jogabilidade, onde agora somos presenteados com pontos de combos, first strike ou reversals. A jogabilidade continua excelente, mediante se utilizarmos um comando de 6 botões. Usar o standard de 3 continua a ser possível, com os botões faciais a alternarem entre socos e pontapés se carregarmos no Start entretanto. De resto, para além dos modos de jogo tradicionais “arcade” e versus para 2 jogadores, dispomos de mais uns quantos, alguns exclusivos para estas conversões caseiras do jogo. Também presente na Arcade temos o Tournament Mode onde podem participar até 8 jogadores num modo torneio. Existem ainda vários modos de jogo de “Team Battle”, onde podemos escolher uma equipa de até 8 lutadores e pô-los à batatada contra outro conjunto de lutadores, usando diferentes regras como o Ellimination ou o Point Match. Por fim, para os fãs de achievements existe ainda o Challenge Mode, onde podemos tentar ultrapassar diversos desafios de tempo ou de pontuação. Surpreendeu-me bastante ter um jogo de luta deste ano com tanta coisa para oferecer!

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Nesta nova versão do SF II, temos 4 caras novas para escolher

A nível técnico estamos perante a maior ROM lançada, pelo menos de forma oficial, para a Mega Drive, com os seus “40 Megs” orgulhosamente ilustrados na capa do jogo. Isto traduz-se em cerca de 5MB. Ora e com esse espaço adicional, foi possível manter todos os lutadores e cenários e suas boas animações repectivas, mas acima de tudo foi possível meter mais vozes digitalizadas no cartucho, coisa que falhou no Street Fighter II que tinha saído no ano anterior para a Mega Drive. As músicas continuam excelentes, embora sinceramente não tenha gostado muito de um ou outro tema dos novos.  De qualquer das formas, devido às limitações da Mega Drive, este não é um jogo tão colorido e detalhado quanto a versão arcade, e as músicas e vozes também sofrem com isso, mas não deixa de ser um jogo bem competente no campo técnico.

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Apesar de curta, esta cutscene de introdução era impressionante

Super Street Fighter II é muito provavelmente o jogo de luta definitivo da Mega Drive, tanto pela sua excelente jogabilidade (com um comando de 6 botões!!) como pelos modos de jogo que oferece.

Haunting Starring Polterguy (Sega Mega Drive)

Haunting - MDLonge vão os tempos em que a Electronic Arts não tinha grandes problemas em arriscar em ideias originais ou novas franchises a torto e a direito. A sua passagem pelas consolas de 16bit, e em especial a Mega Drive, trouxeram-nos para além das séries desportivas que ainda hoje recebem lançamentos anuais, outras pérolas como a série Strike, Road Rash, General Chaos entre muitos outros lançamentos que podem não ser grande coisa. Este Haunting é de facto um daqueles jogos que se perdeu nos confins da minha memória pois quando o comprei a um amigo meu no mês anterior, não fazia a minima ideia do que se tratava e como tal, decidi arriscar e trouxe-o comigo. Custou-me 5€ e apesar de ter o manual, o jogo em si não está no melhor estado possível.

Haunting Starring Polterguy - Sega Mega Drive
Jogo com caixa e manual

E então qual é o propósito deste Haunting? Aqui tomamos o papel de Polterguy, um fantasma de um adolescente rebelde que tem algo contra a rica família dos Santini. Então decide fazer as suas vidas num inferno, assombrando a casa onde habitam. Para o efeito, é necessário possuir vários objectos para assustar os membros da família, um pouco como foi feito muito depois no Geist da Gamecube, mas de uma maneira bem mais cómica e espalhafatosa. Existem 3 tipos de objectos a possuir. Os que se identificam com uma aura azul, podemos entrar neles e sair, “carregando-os de energia” e quando um coitado santini se aproximam deles, soltam os seus “sustos”. Os que têm uma aura laranja podem ser possuídos mas apenas soltamos as “partidas” quando bem entendermos, pelo que convém que um dos Santinis esteja a olhar para lá. Por fim temos outros que depois de serem possuídos podem ser interagidos livremente, como controlar um avião de brinquedo e mandá-lo à volta de alguém. O jogo passa-se assim, onde em cada divisão da casa vamos possuindo os mais variadíssimos objectos, desde mobílias, brinquedos, electrodomésticos ou mesmo portas e paredes, de forma a assustar os membros da família até os expulsar a todos de casa. Depois repete-se a fórmula para para as casas seguintes.

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Podemos ver um mapa que nos indicam onde estão cada elemento da família

Mas cada vez que possuimos alguma coisa perdemos um pouco de Ecto, energia que nos permite fazer estes truques. No entanto podemos recuperar esse Ecto quase todo quando conseguimos expulsar alguém da divisão em que estava originalmente. Entretanto, no meio de cada casa a assombrar, visitamos uma masmorra onde também podemos coleccionar Ecto, mas essas masmorras estão repletas de obstáculos que teremos de evitar, podendo até sofrer um gameover nessas secções. Sinceramente acho que são algo desnecessárias. De resto, nem todos os Santinis têm medo de nós. O seu animal de estimação, um coitado Chihuahua, pressente a nossa presença e quando o bichano entra na mesma divisão em que estamos, torna-se mais complicado assustar os humanos. Felizmente que também temos alguns ases na manga, na forma de 5 diferentes feitiços que podemos usar nos níveis. Um restaura-nos o Ecto, outro distrai o jeco com uma tigela de comida, mas para mim o mais interessante é possuir um dos Santini, transformando-o num zombie temporariamente e fazê-lo vaguear pela casa.

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As reacções dos Santini aos sustos pregados são muitas vezes bem cómicas

O que é mais engraçado são mesmo as partidas que podemos pregar, que podem até ser bastante gore, como visões de pessoas a serem esquartejadas, ou a minha preferida, uma jovem sedutora de roupão de banho que eventualmente abre o roupão e… depois vejam. Mas a maioria são mais parvinhas, como mobílias se transformarem em monstros e por aí fora. As reacções dos Santini são também bem cómicas, com calças a cair, perucas a saltar, pocinhas de urina a formarem-se no chão entre muitos e muitos gritos.

Visualmente é um jogo banal. O mesmo é jogado numa perspectiva isométrica, quase até a se assemelhar aos primeiros SIMS também da Electronic Arts. Há é bastantes animações diferentes como já referi, e isso é sempre algo positivo em alturas em que cada byte poupado num cartucho era ouro. Por outro lado, as sprites não são muito detalhadas e sou sincero, não gostei muito de todo o design das personagens. No audio também foi um jogo que não me deixou grandes memórias. As músicas acabaram por me passar ao lado e de tudo o que é mais fácil recordar são mesmo os berros que os diferentes Santinis (pai, mãe, filha e filho) vão dando ao longo de toda a aventura.

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Se gastarmos todo o nosso ecto, ou no final de cada nível, somos transportados para estas perigosas masmorras para o recarregar.

Apesar de ser um jogo tecnicamente simples, é impossível não afirmar que possui um conceito original. No entanto, no fim de contas também não achei que como um todo este Haunting fosse um jogo espectacular. Isto porque a jogabilidade acaba por se tornar repetitiva e o “salto” que houve de andar aí a assustar criancinhas para um combate contra um boss final também parece que veio mesmo do nada. Desculpem lá aí o spoiler. Ainda assim não estou nada arrependido de ter comprado este jogo às cegas. Sabe bem redescobrir coisas algo obscuras como esta, mesmo que o resultado final não seja o melhor.

Tiny Toon Adventures: Buster’s Hidden Treasure (Sega Mega Drive)

Buster's Hidden TreasureContinuando com a Konami, mas desta vez virando as agulhas para a Sega Mega Drive, para mais uma rapidinha. Este Buster’s Hidden Treasure é um interessante e competente jogo de plataformas produzido pela Konami e baseado na série de animação televisiva algo popular durante a primeira metade da década de 90. Tiny Toons é uma espécie de modernização dos Looney Tunes clássicos da Warner Bros, com várias das novas personagens a serem inspiradas nos clássicos Bugs Bunny, Wile E. Coyote ou Daffy Duck, por exemplo. Este jogo foi comprado algures durante o mês passado na feira da Ladra em Lisboa, tendo-me custado 7.5€.

Tiny Toon Adventures Buster's Hidden Treasure - Sega Mega Drive
Jogo com caixa, manual e papelada

Apesar de este não ser o primeiro jogo de plataformas que a Konami lançou com esta licença (essa honra vai para o Tiny Toons Adventures da NES), este foi certamente o primeiro que joguei. E aqui a história coloca-nos no papel de Buster Bunny, na sua busca de um tesouro secreto, mas também para resgatar os seus amigos que foram feitos “prisioneiros” de Montana Max e Dr. Gene Splicer, que deixou todos os amigos de Buster com um mecanismo qualquer de lavagem cerebral, tornando-se até em vários dos bosses que Buster irá defrontar.

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Alguns dos níveis são bem coloridos e detalhados

As mecânicas de jogo são simples, com um botão para saltar e um outro para fazer uma manobra de sliding que sinceramente nunca achei assim muito importante. Os inimigos (e a maioria dos seus projécteis) podem ser atacados à boa maneira dos jogos de plataforma, ou seja, saltando-lhes em cima. Ao longo de cada nível podemos apanahar uma série de items, desde alguns regenerativos, ou os coleccionáveis que nos dão vidas extra a cada 100 que apanhemos. Enquanto que em Mario são moedas e em Sonic são anéis, aqui são nada mais nada menos que cenouras. Por vezes também podemos encontrar alguns items em especial, como o Lil’ Beeper ou o Concor Condor que servem de ataques especiais, eliminando todos os inimigos do ecrã quando são usados. As outras habilidades de Buster consistem em saltar de parede em parede, embora por vezes não seja tão fácil assim de desencadear saltos múltiplos desses, bem como correr bem rápido, quase como um jogo do Sonic se tratasse. De resto devo também dizer que à semelhança de Super Mario World, podemos ver os níveis num overworld e rejogá-los as vezes que quisermos, algo que pode ser bem útil para ganhar o máximo de vidas possíveis para nos safarmos mais calmamente nos níveis mais avançados.

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Ao longo do overworld, vamos poder rejogar os níveis anteriores sempre que quisermos

Os níveis em si vão sendo algo variados, com o jogo a mostrar vários tipos de diferentes zonas, mas todas elas algo tradicionais em jogos de plataforma. Coisas como florestas, jardins verdejantes, zonas com neve, outras subaquáticas ou mesmo cavernas. Mas apesar de não ser o jogo mais original neste campo, os gráficos não deixam de ser bem detalhados e coloridos para uma Mega Drive. As músicas em si são bastante agradáveis e festivas, fazendo lembrar e bem os desenhos animados que representam.

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Por vezes temos algumas cutscenes. Entre os bosses são ingame.

Buster’s Hidden Treasure, apesar de não ser um dos melhores jogos de plataforma de sempre, não deixa de ser uma boa proposta para quem tem uma Mega Drive e gosta do género. Por mim, só tenho pena que a Konami não tenha apostado mais na Mega Drive ao longo desta época, mas dos poucos jogos que lançou, o saldo é bem positivo.

Tintin in Tibet (Sega Mega Drive)

Tintin Au TibetJá devo ter referido por aqui algures que sou um grande fã da BD franco-belga e os livros do intrépido Tintin não são excepção. Este Tintin au Tibet, jogo obviamente inspirado no livro de mesmo nome, por alguma razão sempre me escapou e mesmo quando me dedicava fortemente à emulação nunca lhe dei muita atenção. No mês passado encontrei-o na feira da Ladra a um preço razoável e acabei por o trazer a 7,5€, já com o manual. Acabou por me surpreender bastante pelas suas mecânicas de jogo algo fora do comum, o que nem sempre é bom. Mas já lá vamos.

Tintin Au Tibet - Sega Mega Drive
Jogo completo com caixa e manuais

Não me vou alongar muito na história por detrás deste jogo, mas a mesma é fiel ao livro: Chang, um amigo de Tintim encontrava-se de viagem de avião quando o mesmo sofre um acidente e despenha-se em pleno nepal, no Tibete. Embora toda a gente os desse como mortos, Tintim acredita que o seu amigo está vivo e decide viajar com o Capitão Haddock para Katmandu onde junta uma pequena expedição e parte para uma perigosa caminhada pelas perigosas e imponentes montanhas nepalesas. O resto deixo para vocês descobrirem!

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A banda desenhada mistura-se bem com o gameplay

A primeira coisa que reparamos quando começamos a jogar este Tintin, é o quão fiel à banda desenhada ele parece. Os gráficos são excelentes, tudo parece retirado dos livros de Hergé e os diálogos em banda desenhada entrelaçam-se muito bem com a fluidez do jogo, parecendo mesmo que estamos a jogar num dos livros. Não com os quadradinhos de um Comix Zone, claro. Mas infelizmente desde cedo reparamos que a jogabilidade não é a melhor. Este jogo faz-me até lembrar o Pitfall, onde temos de ir do ponto A ao ponto B, evitando toda uma série de obstáculos, mas desta vez um pouco mais complicado.

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Este rapaz parece-vos inofensivo, certo? Estão redondamente enganados.

Isto porque temos 2 planos de jogo, o background e o foreground, podendo alternar livremente entre ambos, pelo menos nos níveis que o suportam. Ou seja, para além de nos desviarmos de “inimigos” ou obstáculos pelos métodos convencionais de saltar ou agachar, também podemos alternar entre planos, com Tintim a ter o zoom respectivo. Infelizmente a detecção de colisões não é a melhor e lá mais para a frente teremos alguns saltos mais complicaditos para fazer pois nem sempre distingue-se bem o que é plataforma e o que não é (isto para os níveis mais na neve). Outras vezes temos de procurar objectos, resgatar o Milú, ou ajudar algumas pessoas ao fazer certas tarefas, como carregar objectos de um lado para o outro, ou resolver pequenos puzzles. O problema é que cada nível tem um templo limite algo curto e nem sempre dá para explorar os níveis com a vontade que desejaríamos. Felizmente temos alguns items que podemos apanhar que tanto nos podem regenerar a vida, aumentar o tempo disponível para terminar o nível, ou mesmo serem vidas extra.

Portanto, ao contrário do que eu estava à espera, na medida em que este jogo teria um platforming bem competente e agradável, na prática torna-se num exercício de correria de um lado para o outro, sempre tendo em atenção aos objectos que voam, caem, pessoas que se metem no nosso caminho e outros obstáculos que nos dão dano e nos atrasam a vida. Temos também um nível bastante diferente dos demais, onde podemos controlar alternadamente o Tintim e o Capitão Haddock enquanto escalam uma perigosa montanha, estando apenas agarrados por uma corda entre si. Esse nível em particular é bastante chatinho e mesmo sendo o nível com mais tempo para ser completo, pode não ser suficiente a menos que saibamos bem o que estamos a fazer e por onde seguir caminho.

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Tintim está sempre com esta cara de aflito durante todo o jogo! Talvez por o tempo ser apertado, não sei.

Para além desta versão também o poderemos encontrar na Super Nintendo que, graças à sua capacidade de apresentar bem mais cores no ecrã que a Mega Drive, está naturalmente mais colorido. Mas de qualquer das formas e como já referi, esta versão também se safa muito bem neste aspecto que é certamente o melhor ponto do jogo. Sinceramente não gostei muito dos efeitos sonoros, já as músicas estão OK, mas mais uma vez a Super Nintendo leva a melhor nesse campo devido ao hardware superior. O que não desculpa a má jogabilidade mesmo na versão SNES.

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Ora cá está um ecrã que vai ser visto várias vezes.

Apesar de o livro Tintin no Tibete não ser de longe dos meus preferidos da saga do jornalista destemido, este jogo merecia ser bem melhor. E apesar de ser bastante bonitinho e conseguir conciliar muito bem o feeling de estarmos a ler uma história enquanto a jogamos, os seus problemas de jogabilidade acabam por o manchar e bem. Recomendo apenas a coleccionadores ou a fãs da banda desenhada, como é o meu caso.

Street Fighter II’: Special Champion Edition (Sega Mega Drive)

Street Fighter IIVoltando à consola de 16bit da Sega, agora que tenho “sangue novo” para escrever sobre essa plataforma, o jogo que trarei cá hoje é a primeira iteração do famosíssimo jogo de luta 2D que foi um autêntico game changer na indústria. Mas como já escrevi anteriormente sobre o Street Fighter II na SNES, este artigo será mais uma rapidinha. E o jogo lá entrou na minha colecção algures durante o mês passado, após ter sido comprado na feira da Ladra em Lisboa por 5€. Traz o manual em português, e a julgar pela grossura dele, não sei se o manual multilíngua que costumava vir com cada jogo de MD caberia na caixa sequer.

Street Fighter II Special Champion Edition - Sega Mega Drive
Jogo com caixa e manual português.

Street Fighter II’: Special Champion Edition (há nomes piores para outras versões do SFII), mistura as introduções trazidas na Champion Edition e no Hyper Fighting. Relativamente ao primeiro, podemos agora jogar de início com as personagens Balrog, Sagat, Vega e Bison, o que não era possível nas primeiras versões do jogo, assim como jogar contra o nosso “clone”, por exemplo Ryu vs Ryu, com vestimentas de cor diferente. A parte do Hyper Fighting… bom essa parte reflete-se na possibilidade de aumentarmos o pacing do jogo, tornando as lutas bem mais rápidas e interessantes. Para além do mais, o jogo traz ainda novos golpes para várias personagens, bem como alguns balanceamentos nas mecânicas de jogo, mas isso eu não sou a melhor pessoa para debater esse assunto visto que tenho uma abordagem a este género de jogos sempre mais casual. Uma outra novidade aqui trazida é o Group Battle no modo versus, que nos deixa escolher equipas de até 5 jogadores para lutar contra a equipa de um amigo.

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O diferente layout entre o comando de 3 e 6 botões.

Mas uma das principais preocupações que a Capcom teve em relação a esta conversão para a Mega Drive prende-se com o facto de o comando tradicional desta consola possuir apenas 3 botões de acção e Street Fighter exigir uns 6 (murros e pontapés fracos, médios e fortes). Apesar de a disposição dos botões não ser a melhor, isto não foi problema para a SNES com os seus 4 botões faciais e 2 de cabeceira. Já na Mega Drive, para alternar entre socos e pontapés teríamos de utilizar o Start, o que torna as coisas muito mais chatas. Por esse motivo a Sega acabou por lançar posteriormente um comando de 6 botões faciais, que até se acabou por tornar no comando oficial da consola, servindo para muitos outros jogos (principalmente de porrada também). E aí, com o comando de 6 botões, as coisas tornam-se bem mais fluídas, mas infelizmente ainda não tenho nenhum desses na minha pobre Mega Drive I.

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Nunca percebi a cena de mostrarem o grupo sanguíneo das personagens. E isto não é exclusivo do Street Fighter… deve ser uma “mania” nipónica!

De resto, tecnicamente não deixa de ser um jogo fantástico para a Mega Drive. Os backgrounds continuam a ser icónicos e bem detalhados e as músicas são absolutamente memoráveis e muitas delas continuam gravadas na minha memória e confesso, eu nem joguei assim tantas vezes o Street Fighter II back in the day. Mas claro, face à reduzida paleta de cores que a Mega Drive é capaz de apresentar comparando com a SNES, a versão da Nintendo acaba por ser mais bonitinha por esse motivo. Mas nada que me incomode por aí além, simplesmente naquela altura essas diferenças eram mais perceptíveis que hoje em dia. O som padece do mesmo mal, e apesar de a Mega Drive ser provavelmente a última consola de mesa a soar realmente a um videojogo, é inegável que as mesmas músicas na SNES acabam por soar melhor.

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Apesar de menos coloridos, os cenários continuam bem carismáticos

Para mim este Street Fighter II Special Turbo Hyper Megamix é uma óptima adaptação do clássico arcade para a consola da Sega. Mesmo não sendo a versão mais polida no campo audiovisual, a sua jogabilidade continua excelente, mas apenas se formos possuidores de um comando de 6 botões, coisa que toda a gente deve ter menos eu. Ainda temos o Super Street Fighter II, mas isso será para outra altura.