NBA Live 95 (Sega Mega Drive)

NBA Live 95O tempo para escrever tem sido cada vez mais curto nos últimos dias, pelo que lá vai mais uma análise blitzkrieg, ou seja, um artigo bem curto sobre um jogo que simplesmente veio cá parar e não lhe dou muita importância. Os videojogos desportivos, salvo uma ou outra excepção serão os alvos principais de artigos deste género e este NBA Live 95 é mais um deles. Até porque pouco o joguei. E este meu exemplar foi comprado algures no final de Novembro na Feira da Vandoma do Porto, num bundle de jogos desportivos que não me deve ter ficado a mais de 1.5€ cada. Está em bom estado, embora lhe falte o manual multilínguas.

NBA Live 95 - Sega Mega Drive
Jogo com caixa e manual português

E apesar de a Electronic Arts ter lançado anteriormente vários outros jogos de basquetebol para vários sistemas, incluindo a própria Mega Drive, este é o primeiro da linha “NBA Live” e mais uma vez a Mega Drive foi uma das plataformas de destaque. Parece-me ser um jogo bem sólido assim como practicamente todos os jogos da EA Sports da época (excepto os de futebol americano que não faço puto de ideia do que fazer). Podemos jogar partidas individuais, torneios em playoffs ou até temporadas inteiras, com até 4 jogadores com recurso ao multi-tap. Podemos também customizar uma série de regras, e para além de estatísticas individuais para cada jogador, no modo campeonato também poderemos entrar com factores como cansaço ou lesões para tornar as coisas mais desafiantes a longo prazo. O que não é definitivamente para mim.

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Graficamente é um jogo bem competente para um sistema de 16bits como a Mega Drive

De resto, os controlos parecem-me simples e intuitivos, com um botão para correr, outro para passar a bola e um outro para tentar “encestar”. A jogabilidade é fluída e os visuais também são bem competentes para um jogo de 16bit, com detalhes interessantes de estatísticas do jogo a surgirem no ecrã ou mesmo as fotos dos jogadores da época. Parece-me um bom jogo de basquetebol para quem é fã do género, e por algum motivo os americanos até preferem esta versão da Mega Drive às restantes que lhe saíram nos anos seguintes.

Mortal Kombat (Sega Mega Drive)

Mortal KombatAlgures há uns meses atrás escrevi um pouco sobre a versão Master System deste jogo, dizendo logo que iria ser um artigo curto pois prefiro dar mais ênfase a uma das versões 16bit, tal como esta da Mega Drive. Mas pensando melhor, e visto que o conceito do jogo é exactamente o mesmo, não me vou estar a repetir muito nos backgrounds, pelo que aconselho a leitura desse mesmo artigo também. Já esta versão da Mega Drive entrou na minha colecção algures no início do passado mês de Dezembro, tendo sido comprada na cash de Alfragide por 10€.

Mortal Kombat - Sega Mega Drive
Jogo completo com caixa e manuais

Como bem devem saber, o Street Fighter II foi um videojogo tão influente que logo começaram aparecer outros “imitadores” para tentar aproveitar essa onda de sucesso. Um desses followers que mais deu que falar foi precisamente este Mortal Kombat da Midway, onde para além de incluir lutadores digitalizados de actores reais (algo já feito por exemplo em jogos como Pit Fighter), demarcou-se por completo da concorrência devido ao seu uso intensivo de violência e golpes extremamente sangrentos e gore para a época – as infames fatalities. Apesar de a jogabilidade em si não ser assim tão desenvolvida e variada quanto a de Street Fighter II, a violência over-the-top por si só já garantiu muito sucesso, mas também controvérsias que ainda se tornaram maiores quando chegou à altura de converter o jogo para as consolas domésticas. E enquanto a  versão Super Nintendo acabou por ser bastante censurada, tal como as políticas da própria Nintendo assim o exigiam, as versões para as consolas da Sega tinham toda a violência intacta, mediante a introdução de um cheat code que acabou por ficar para a história.

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O elenco de personagens jogáveis deste jogo ainda era algo reduzido

O resto já todos nós sabemos: as forças de Shang Tsung planeiam invadir a Terra, mas os deuses impuseram uma condição: para que isso aconteça, Shang Tsung e companhia têm de enfrentar os melhores guerreiros terrestres em torneios mortais de artes marciais, sendo obrigatório ganharem 10 torneios seguidos. Pois bem, 9 já se passaram e a Terra saiu derrotada. O resto é porrada velha entre lutadores como Liu-Kang, Johnny Cage ou Sonya, contra outros guerreiros como os ninjas Scorpion e Sub-Zero, o próprio Shang Tsung e o temível Goro e os seus quatro braços. Inicialmente podemos escolher se queremos nos aventurar no modo “arcade”, ou jogar umas partidas versus contra um nosso amigo. A vertente single-player coloca-nos a lutar contra todos os outros lutadores, e quando nos aproximamos do fim temos um ou outro “endurance match” onde enfrentamos vários oponentes de seguida sem regenerar a nossa barra de energia e por fim combatemos Shang-Tsung e Goro. A jogabilidade é boa, embora todos os lutadores lutem da mesma forma excepto os golpes especiais que são naturalmente diferentes. Sub-Zero pode congelar os oponentes, Scorpion atira com um gancho que os puxa para ele, Raiden pode-se teletransportar e por aí fora. Claro que também temos as deliciosas fatalities aqui trazidas em todo o seu esplendor.

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Nunca gostei dos endurance matchs, mas já existem desde o primeiro jogo

Graficamente é um jogo uns bons furos abaixo da versão arcade devido ao seu hardware superior, como seria de esperar. A versão Super Nintendo também leva a melhor nesse aspecto devido a ter melhores texturas e cores, mas sinceramente esta versão Mega Drive parece-me ter uma jogabilidade mais fluída, o que em conjunto com o facto de se poder activar o sangue, torna-a ainda mais atractiva. A versão Mega CD também não me parece ser nada má, mas os loadings antes de cada combate não é algo que me entusiasme nada. As arenas em si parecem-me inspiradas nos filmes de artes marciais das décadas de 70 e 80, embora com os adornos mais sangrentos e violentos que esperamos num Mortal Kombat. O som é agradável, mesmo na versão Mega Drive.

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Isto a versão Super Nintendo não quer mostrar.

Acho que este é um jogo indispensável na colecção de qualquer fã de Mega Drive, embora a versão PC seja de todas as que foram lançadas na época, a que se aproxime mais da versão arcade, pelo menos no que diz respeito aos audiovisuais. Mas jogos deste género prefiro sempre jogá-los em consolas e esta versão é sem dúvida um dos títulos mais importantes da consola.

Marko’s Magic Football (Sega Mega Drive)

MarkosMagicFootballVoltando às rapidinhas para um curioso jogo de plataformas para a Mega Drive. Marko’s Magic Footbal é mais um videojogo europeu da Domark e tal como a lei mandava nos anos 90, é um videojogo de plataformas e sendo um produto europeu, visualmente é também um jogo muito cartoonesco. Mas o que diferencia este jogo dos demais jogos de plataformas que inundavam o mercado nessa época é mesmo o facto de Marko (a personagem principal) atacar os inimigos com uma bola de futebol. Talvez pelo facto de na capa do jogo ter um puto com uma bola de futebol, permitiu-me comprá-lo relativamente barato na cash converters de Alfragide. Creio que me custou uns 3, 4€ e está completo.

Marko's Magic Football
Jogo complrto com caixa e manuais

Então e o que acontece por aqui? Bom, como referi acima, controlamos o jovem Marko, que por coincidência descobre os planos maquiavélicos do Coronel Brown, dono da fábrica de brinquedos Sterling Toys. Ele desenvolveu uma substância viscosa que transforma animais em monstros pegajosos e com isso planeia criar um exército de monstros para controlar a cidade. Marko descobre isso quando os vê a despejar essa gosma tóxica nos esgotos e quando a sua bola de futebol por coincidência rebola para uma poça desse líquido ganha poderes mágicos. Marko tenta então colocar um fim aos planos de Coronel Brown e é aí que entramos.

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Os visuais deste jogo são muito cartoonescos

Os controlos de Marko são simples, um botão para correr, outro para saltar, e por fim o botão C para controlar a bola. Se não a tivermos connosco, basta carregar em C que a bola se teletransporta magicamente para os nossos pés. Depois, usando na mesma o botão C em conjunto com os direccionais podemos chutar a bola em várias direcções ou dar toques de cabeça, que acabam por servir de “ataques aéreos” também. Saltando em cima da bola com o botão B pressionado acaba também por servir de efeito trampolim, permitindo-nos saltar para zonas de outra forma inacessíveis. Claro que temos também uma série de items e power-ups que tanto nos podem apenas dar mais pontos, como vidas extra, ou restaurar a saúde de Marko (os corações). Outros dão-nos invencibilidade temporária ou deixam-nos usar também temporariamente uma metralhadora no lugar da bola (who saw that coming?).

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A fotógrafa à esquerda serve de checkpoint para o caso de perdermos alguma vida.

Graficamente é um jogo bonitinho. As sprites, em especial as do próprio Marko são grandinhas e bem detalhadas, e há uma boa variedade nos níveis que tanto atravessam subúrbios e ruas da cidade, como os próprios esgotos, circos entre outros. Os inimigos mantêm todos um estilo muito de cartoon, como muitos videojogos europeus o faziam. As músicas também vão sendo agradáveis, embora naturalmente a própria versão da Mega CD seja melhor pelo facto de conter red book audio.

Marko’s Magic Football é um jogo de plataformas original e mesmo não sendo uma obra prima, vale a pena pelas suas mecânicas de jogo fora do comum. A versão Mega CD é practicamente idêntica a esta, tirando a banda sonora melhor, e a versão SNES, apesar de não a ter jogado, também não me parece ser muito diferente, mesmo na paleta de cores, a julgar pelos screenshots que espreitei.

Syd of Valis (Sega Mega Drive)

Syd of Valis

O jogo que aqui trago hoje é um joguinho que nunca esperaria encontrar nas lojas portuguesas. Valis é uma série de videojogos algo obscura, com uma protagonista uma jovem colegial que ganha super-poderes à lá sailor moon e vai para outra dimensão (do mundo de Vecanti) lutar contra um imperador malvado com os habituais planos de world domination. No meu último vídeo de aquisições onde falei deste jogo, disse que era uma espécie de remake do primeiro Valis mas enganei-me redondamente, é um remake do segundo. De qualquer das formas é um jogo que não saiu oficialmente na Europa pelo que mesmo sendo apenas o cartucho, não tive problemas nenhuns em trazê-lo para casa, até porque só me custou uns 3€. Edit: recentemente arranjei um exemplar do relançamento da retro-bit, onde já analisei também o primeiro Valis.

A primeira coisa que acho estranha neste jogo foi o facto de terem mudado o nome da protagonista de Yuko para Syd, o que nem faz muito sentido pois até soa a nome de homem. A outra coisa mais estranha são os seus gráficos, mas já lá vamos. Este é mais um sidescroller e apesar de Yuko (Syd) possuir a espada mágica Valis, pouco andamos a esquartejar o que se atravesse no nosso caminho, mas sim disparar cenas pela espada, soando mais a um Contra que um Shinobi. À medida que vamos progredindo no jogo, que por sua vez está dividido em níveis e subníveis, vamos encontrando muitos bosses, alguns bem fáceis, outros mais chatinhos, mas ao os derrotarmos muitas vezes vamos desbloquear coisas novas. Seja a nossa barra de energia a incrementar, sejam novos modos de fogo, como bolas de energia teleguiadas ou disparos em 3 direcções, ou então novos fatos que por sua vez podem ter melhor defesa ou agilidade. O modo de fogo e a armadura equipada podem ser trocados a qualquer altura. Também temos um ataque especial, uma bomba que dá dano a todos os inimigos no ecrã – muito útil numa ou outra secção do jogo, mas com usos limitados aos itens disponíveis.

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Estes vilões em SD tiram-me do sério

Gosto bastante do grafismo dos Valis em si, pois levam-me aos animes dos anos 80, que eu tanto aprecio, bem mais do que 90% dos animes recentes. Infelizmente neste jogo em particular decidiram torna-lo “cute” com aquilo a que chamam de “super deformed“. Ou seja, bonecos com cabeças e olhos gigantes bem fofinhos. O que me deixa triste, pois também o fizeram para os inimigos que noutros jogos da série sempre tiveram um aspecto bem badass. Isso é o que mais tenho pena neste jogo, pois de resto até é um sidescroller bem porreirinho! Outra coisa que mudaram para pior foram as cutscenes. Nos outros jogos, e em particular nas versões de PC Engine CD devido ao formato de disco, trazem longas cutscenes animadas, já aqui são apenas pequenos retratos falantes e texto em baixo. De resto, as músicas não são para toda a gente, pois usam e abusam daquelas sonoridades mais àsperas que estão presentes em tantos jogos da Mega Drive. Mas gostei particularmente das músicas dos bosses.

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As cutscenes mais sérias dos outros jogos deixaram algumas saudades

Posto isto, um artigo que se tornou numa rapidinha, mesmo este Syd of Valis não ser o melhor dos jogos da série, aliás nenhum deles é particularmente excelente, ainda assim é para mim bastante interessante e fiquei muito contente por o ter encontrado assim do nada. De resto, com a Telenet Japan a ter ido às couves há muito tempo, ainda assim o legado de Valis continuou…. com jogos hentai e manga ecchi. É pena, pois a Telenet Japan, e seus estúdios como a Wolf Team têm um catálogo de jogos interessantes, tanto com pérolas como El Viento, como abortos como Earnest Evans.

Fantastic Dizzy and Cosmic Spacehead Double Pack (Sega Mega Drive)

Fantastic Dizzy Cosmic SpaceheadO artigo que trago hoje é uma compilação de 2 rapidinhas. Isto porque o próprio “jogo” em si é uma compilação da Codemasters para a Mega Drive. Nela podemos ter o Fantastic Dizzy, um dos últimos jogos dessa mascote da Codemasters e também o Cosmic Spacehead, que é uma estranha mistura entre jogo de aventura point and click e plataformas. Esta compilação foi comprada no mês passado a um amigo meu de infância, tendo-me custado uns 5€ e falta-lhe o manual. Edit: Recentemente comprei um exemplar em estado completamente novo na Cex. Custava 25€, com um voucher ficou bem mais em conta.

Jogo completo com caixa, manuais, posters e papelada

Começando pelo Fantastic Dizzy, este é uma mistura entre jogo de plataformas e de puzzle game, onde apenas com 3 slots de inventário, temos de percorrer meio mundo e apanhar items para usar noutros objectos ou pessoas. Dizzy é um ovo, e aparentemente um feiticeiro chamado Zaks raptou a sua namorada/pretendente/whatever chamada Daisy e lançou feitiços sobre os restantes habitantes lá do sítio. A nossa tarefa acaba por ser ultimamente resgatar a Daisy e derrotar o feiticeiro, sendo que para isso teremos também de safar os restantes habitantes dos seus problemas. Ora isto envolve muitas caminhadas, muito backtracking para usar o item certo no NPC/local certo. As coisas tanto podem ser mais óbvias como chaves para abrir portas de casas ou activar elevadores, como menos óbvias como todos os outros items e o grande desafio acaba mesmo por ser essa gestão do inventário reduzido para tanto item que encontramos e devemos utilizar a dada altura. Felizmente podemos deixá-los em qualquer local do jogo, mas depois também nos poderemos esquecer onde raio deixamos aquela coisinha que agora nos dá jeito.

O Fantastic Dizzy era o jogo que eu mais curiosidade tinha em jogar pelo seu legado
O Fantastic Dizzy era o jogo que eu mais curiosidade tinha em jogar pelo seu legado

E mesmo que desbloqueemos todo o caminho até chegar ao castelo de Zaks, para o enfrentarmos precisamos ainda de apanhar umas 250 estrelas que estão espalhadas ao longo de todo o jogo, obrigando ainda a uma maior componente de exploração. O platforming é que podia ser melhor. Os saltos de Dizzy não são dos melhores para controlar e estamos completamente indefesos perante os inimigos que nos vão aparecendo à frente, aumentando a barra de dano sempre que nos tocam. Quando a barra chega ao máximo perde-se uma vida. Felizmente espalhado pelo jogo existem uns mini-jogos onde podemos ganhar vidas extra, baseados nos puzzles de arrastar peças para formar uma imagem. Outros minijogos também podem ser jogados, como uma descida atribulada num mine cart, uma galeria de tiro ao arco, entre outros. Estes mini jogos são necessários serem passados pelo menos uma vez, mas se deixarmos algumas das estrelas por apanhar nos mesmos, lá teremos invariavelmente de os repetir.

Na parte dos audiovisuais, esta versão da Mega Drive do Fantastic Dizzy é de facto um jogo muito bonito e colorido, com bons detalhes nos vários backgrounds, especialmente nas florestas. O pormenor de anoitecer/amanhecer e começar chover é muito bom. No que diz respeito às músicas, muito sinceramente pareceram-me do melhor que a Mega Drive apresentou. Não sei que magia negra a Codemasters usou, mas para além de as melodias serem agradáveis e memoráveis, a própria qualidade do som é bastante límpida e cristalina, o que sinceramente não é muito habitual na Mega Drive.

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Usar os items certos nos NPCs certos pode ser uma tarefa ingrata. Nunca sabemos muito bem o que levar connosco.

Passando para o Cosmic Spacehead, esse é um jogo completamente diferente, mas também não deixa de ser estranho. Isto porque é na sua essência um jogo de aventura point and click, mas também mistura elementos de plataforma. Mas uma coisa de cada vez. O jogo conta a história do pequeno Cosmic Spacehead do planeta Linoleum. Nos seus passeios espaciais encontra o nosso planeta, a Terra e decide regressar a Linoleum e contar a toda a gente, mas infelizmente ninguém se acredita nele. E para piorar as coisas a nossa nave espacial avariou! Então o objectivo é comprar uma máquina fotográfica e arranjar um meio qualquer de voltar à Terra de forma a provar que a mesma existe.

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A interface é familiar para qualquer fã de point and clicks. Pode é ser chata de ser jogada com um comando.

Como deu para perceber, é um jogo com uma história muito ligeira. Aliás, pelo seu grafismo dá para entender facilmente que é muito influenciado pelos desenhos animados da Nickelodeon da altura. A jogabilidade é a tradicional dos point and clicks. Temos um cenário com vários objectos e pessoas e os comandos LOOK, PICK UP, GIVE, USE, e TALK e a partir daí é business as usual. Mas quando transitamos de ecrã pela primeira vez, temos de atravessar uns segmentos de plataforma onde mais uma vez temos de evitar os inimigos que nos aparecem à frente. A diferença é que agora são 1-hit kill. Felizmente podemos apanhar uns power-ups que a cada 10 coleccionados ganhamos uma nova vida e há bastantes espalhados nos níveis. E esses níveis apenas os fazemos na primeira transição de ecrãs, a próxima já é automática. Muito estranho, mas como a Mega Drive (ou mesmo as versões para NES/Master System) não eram propriamente consolas adequadas a point and clicks deste género até se compreende que queiram introduzir coisas destas para variar um pouco a monotonia. Há ainda um modo multiplayer chamado Pie Slap que sinceramente não experimentei, mas é mais um extra completamente aleatório que não se percebe como foi lá parar!

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O modo para 2 jogadores… qual a relação com o Cosmic Spacehead? Who knows!

Nos audiovisuais do Cosmic Spacehead, a versão Mega Drive naturalmente nada tem a ver com as suas versões de consolas 8bit, sendo muito mais detalhada e colorida. E naturalmente as versões Amiga serão ainda melhores. Não tenho a certeza se este jogo suportaria o rato da Mega Drive, mas nas secções de point and click daria jeito certamente. Nas fases de plataformas o jogo já se torna bem mais simples e no geral as músicas são razoáveis. Embora mais uma vez a Codemasters conseguiu apresentar um som bastante limpinho que me agradou.

No fim de contas, achei esta compilação bastante interessante, tendo sido 2 jogos que eu já há muito estava curioso em jogar, mas geraram-me diferentes impressões. O Fantastic Dizzy é um bom jogo de aventura e plataformas, mas é bastante desafiante e a ausência de um sistema de saves torna-o quase impossível de terminar de uma assentada, a menos que sigamos um guia, tal é a quantidade de items que temos de levar de um lado para o outro. Mas tecnicamente é excelente! Já o Cosmic Spacehead não me agradou tanto, mas talvez seja por eu estar mal habituado aos point and clicks de PC. Mas mesmo pondo de lado as dificuldades técnicas de se fazer um bom point and click para uma consola como a Mega Drive, o facto de terem inventado tanto com aqueles segmentos de plataforma é o que me irrita um pouco mais. Mas não deixem de o experimentar por minha causa!