The Chaos Engine (Sega Mega Drive)

Voltando à Mega Drive, vamos ficar com mais uma adaptação de um jogo europeu com as suas origens no Commodore Amiga. Desenvolvido pela The Bitmap Brothers, este Chaos Engine é um divertido run ‘n gun com grande foco no multiplayer cooperativo, até porque mesmo se jogarmos sozinhos, o CPU controla outra personagem. O meu exemplar foi comprado a um amigo meu no passado mês de Agosto por 5€.

Jogo com caixa e manual

A história leva-nos algures a inglaterra durante a época victoriana, onde um cientista constrói a tal “The Chaos Engine”, um computador primitivo que se tornou autoconsciente e começa a causar o pânico, ao tornar os animais agressivos e criar máquinas que atacam os humanos. Ao iniciar o jogo, teremos a hipótese de escolher um entre 6 mercenários com diferentes armas e características. Caso joguemos sozinhos, teremos também de escolher qual o mercenário para ser controlado pelo CPU, pois tal como referi acima, este é um jogo muito focado no multiplayer cooperativo.

Estes postes energéticos são os que temos de activar para desbloquear a saída do nível

E depois lá somos largados num nível na floresta, onde teremos de atirar sobre inimigos que nos atacam e descobrir a saída do nível. Para a desbloquear, teremos primeiro de descobrir e activar uma série de torres de energia que estarão espalhadas pelos níveis, que por sua vez terão tipicamente um design algo labiríntico. Para além de inúmeros inimigos que por sua vez deixarão cair moedas depois de derrotados, teremos também vários itens para coleccionar. As chaves abrem-nos automaticamente novos caminhos assim que as recolhemos. Os símbolos de Yin-Yang servem de checkpoints caso morramos, outros power ups melhoram o nosso poder de fogo, enquanto outros regeneram parcialmente a barra de vida, ou mesmo atribuir vidas extra. A cada dois níveis somos também levados para um ecrã de gestão das nossas personagens, onde poderemos gastar as moedas que amealhamos ao comprar upgrades que melhorem permanentemente os stats dos mercenários escolhidos, vidas extra ou mesmo novas special weapons. Isto porque cada mercenário para além de ter diferentes atributos e armas primárias equipadas (sempre com munição infinita), também vão tendo special weapons diferentes entre si, mas à medida que as personagens vão evoluindo, vão poder usar também outras armas especiais. Habilidades como usar bombas, sticks de dinamite, cocktails molotov, todos eles com diferentes alcances e splash damage. Ou mesmo a habilidade de regenerar alguma da nossa barra de vida, ou simplesmente a de poder consultar um mapa se estivermos perdidos. Vão havendo então bastantes diferenças entre as personagens e as habilidades que cada um terá acesso, o que será também bom para a longevidade do jogo.

A cada dois níveis somos levados para uma loja onde podemos gastar o dinheiro que amealhamos para melhorar ambas as personagens, seja nos seus atributos ou ao comprar mais equipamento

A nível audiovisual sinceramente acho o jogo bem consistente. A estética vitoriana está bem lá presente, tanto no design das personagens jogáveis, ou até na estética do logotipo do jogo, menus e afins. Os cenários que vamos explorando vão sendo algo variados entre si, embora em número algo reduzido, pois temos 4 cenários distintos a explorar, com outros 4 níveis cada. São níveis grandinhos, de natureza algo labiríntica e que nos obrigarão a explorar bem cada recanto e disparar sobre tudo o que mexa, mas de certa forma se calhar preferia níveis mais curtos, mas com maior variedade nos cenários. De resto, acho os gráficos agradáveis para um título de 16bit e a banda sonora também não é nada má, nada má mesmo. Ainda no som, também devo destacar a quantidade (e qualidade) de samples de voz, seja ao apanhar power ups, activar as tais torres de energia, ou ao desbloquear as saídas dos níveis.

Cada personagem possui diferentes habilidades, pelo que o jogo até tem uma longevidade considerável se as quisermos explorar a fundo

Portanto devo dizer que fiquei agradavelmente surprendido por este The Chaos Engine. É um shooter bastante sólido, que nos apresenta uma interessante variedade de personagens jogáveis e com diferentes caminhos de evolução para cada. O seu foco no multiplayer cooperativo também me pareceu interessante, mas acabei por o ter de jogar sozinho e o personagem controlado pelo CPU nem sempre era muito inteligente. Mas nesse caso também podemos evoluir a sua inteligência no tal ecrã de customização, o que é outro detalhe interessante. A sua sequela The Chaos Engine continuou a apostar no multiplayer mas desta vez no competitivo e, apesar de existir algures um protótipo de uma conversão para a Mega Drive, essa versão nunca se chegou a materializar, o que é pena.

The Lawnmower Man (Sega Mega Drive)

Este The Lawnmower Man é um jogo bizarro, mas que me traz algumas boas memórias. Lembro-me que foi um jogo que ofereci a uns amigos de infância no seu aniversário (eles são irmãos gémeos) e ficamos a tarde toda a jogar, mas sem entender nada do que estava ali a acontecer no ecrã. Eventualmente lá arranjei um exemplar para mim que me veio parar às mãos algures em Julho deste ano, depois de o ter comprado a um amigo por 5€.

Jogo com caixa

E este jogo é também baseado num filme de mesmo nome que nunca cheguei a ver. Não sei até que ponto é que o jogo é fiel aos acontecimentos do filme, mas basicamente havia alguém que era muito, muito burro, o tal “jardineiro” chamado Jobe Smith. Uma equipa de cientistas que trabalhava em inteligência artificial e realidade virtual decide fazer experiências no Jobe e de facto ele ficou muito mais inteligente, mas também bastante agressivo. Aparentemente quer dominar o mundo ao controlar todos os computadores através de realidade virtual e nós teremos de evitar que isso aconteça.

Os níveis em sidescrolling possuem gráficos com sprites pequenas, mas tudo está bem detalhado na minha opinião

No que diz respeito à jogabilidade, este é um jogo bastante original e bizarro nesse aspecto. Começamos por jogar numa zona residencial e o jogo aí assume-se como um jogo de acção 2D sidescroller, onde com um botão disparamos a nossa arma, com o outro saltamos e o botão C serve para carregar e disparar uma outra arma especial. Aqui temos de jogar de forma cuidada pois os inimigos precisam de levar com uns quantos disparos, enquanto que a nós basta-nos levar com um tiro para perder uma vida. Iremos também encontrar imensos itens e power ups, que tanto nos fazem aumentar a pontuação, vidas extra ou servem de upgrade para a nossa arma. Os CDs que vamos encontrando, se coleccionados em número suficente, permitem-nos usar o Virtual Cyber Suit, que basicamente nos permite sofrer algum dano antes de perder uma vida. Ocasionalmente vamos encontrar também alguns terminais que podemos hackear, ao resolver uma série de padrões lógicos ao adivinhar que número ou símbolo irá surgir numa determinada série. Se conseguirmos desbloquear o terminal, este explode, libertando bastantes power ups para apanhar.

Os níveis na primeira pessoa possuem gráficos muito estranhos

Uma vez chegando à saída do nível teremos de entrar num portal que nos leva ao mundo virtual. Aqui tipicamente jogamos numa perspectiva de primeira pessoa, onde a nossa personagem se move automaticamente e onde teremos de nos desviar de uma série de obstáculos até chegar à saída. Ocasionalmente teremos também de defrontar uma série de inimigos onde a nossa personagem pára de se mover automaticamente e poderemos então combater os inimigos mais calmamente. O jogo vai estar constantemente a alternar entre os níveis em 2D sidescrolling e estes segmentos na realidade virtual, sendo que também teremos outros níveis na realidade virtual onde conduzimos uma nave espacial. Aqui não só teremos de nos desviar dos obstáculos, bem como combater alguns inimigos ou destruir obstáculos que nos surjam à frente.

Já os níveis onde conduzimos a nave espacial, apesar de serem algo frustrantes, possuem alguns efeitos gráficos muito interessantes.

A nível audiovisual, bom, os segmentos em 2D sidescroller até que possuem cenários variados e bem detalhados. A escala do que vemos no ecrã é pequena, tanto nas sprites das personagens principais e inimigos, bem como os objectos do cenário, mas tudo tem um bom nível de detalhe na minha opinião. Quando transitamos para a realidade virtual, os níveis na primeira pessoa apresentam uns gráficos muito estilizados e, apesar de simples, representam uma interpretação algo exótica do que seria viajar num mundo cibernético. Já aqueles segmentos onde pilotamos uma nave espacial possuem alguns efeitos gráficos bastante interessantes. Já no que diz respeito ao som, nada de especial a apontar aos efeitos sonoros, já as músicas sinceramente achei-as surpreendentemente boas! E ao consultar a base de dados do Sega Retro, este é um jogo que usa um sound driver customizado e não o sofrível GEMS, portanto isso também ajuda.

Ao interagir com os terminais temos de resolver uma série de puzzles lógicos onde teremos de escolher qual das quatro figuras de baixo é a solução para a série apresentada acima

Portanto este Lawnmower Man é um jogo original, porém bastante bizarro. Os seus segmentos de realidade virtual podem ser um pouco frustrantes porque nem sempre é fácil desviarmo-nos atempadamente dos obstáculos e não tanta margem de erro assim, mas não deixam de ser segmentos interessantes. Para além de uma versão para a Gameboy que não tenho grande curiosidade de experimentar, esta versão saiu também na Super Nintendo e aparentemente inclui ainda alguns níveis extra. Também estou curioso para ver como implementaram os segmentos de realidade virtual nessa versão! Existe também uma versão para PC e Mega CD que também estou curioso em experimentar no futuro, pois é uma versão completamente diferente desta da Mega Drive/SNES.

Robocop Versus The Terminator (Sega Mega Drive)

Há pouco tempo atrás deixei cá um artigo do Robocop vs the Terminator para a Master System. Foi uma das várias adaptações para videojogos do crossover que surgiu nas comics entre ambas as séries de filmes de acção e o resultado final, para uma plataforma 8bit até que foi um jogo de acção bem sólido. A versão de Mega Drive, apesar de ser algo semelhante no seu conteúdo, é muito superior graficamente, como irei detalhar mais lá para a frente. O meu exemplar foi comprado no passado mês de Outubro na CeX, tendo-me custado algo em volta dos 20€.

Jogo com caixa e manual

A história é então semelhante à versão da Master System, onde o Robocop acaba por viajar ao futuro apocalíptico em que a raça humana estava a ser exterminada através de cyborgs assassinos construídos pela inteligência artificial Skynet. O jogo é então mais um sidescroller em 2D, onde ao longo de vários níveis teremos diferentes objectivos para cumprir, desde resgatar reféns/prisioneiros, destruir radares, destruir uns quantos exterminadores ou pura e simplesmente sobreviver até ao final do nível, onde tipicamente teremos também um boss para defrontar. A nível de controlos as coisas são também simples, com um botão para saltar, outro para disparar e um outro para alternar entre arma. Esta foi a primeira diferença que vi na jogabilidade entre esta versão e a da Master System, pois aqui poderemos carregar 2 armas em simultâneo, sendo que as mesmas vão sendo atribuídas através de power ups que poderemos apanhar. Há um grande número de armas diferentes e algumas até possuem habilidades especiais. Por exemplo, a spread gun para além de disparar bolas de fogo em 3 direcções, é também capaz de absorver alguns dos projécteis inimigos, já a plasma gun pode derrotar um exterminador normal com um disparo apenas. Portanto, à medida que vamos conhecendo as diferentes armas e os seus potenciais, temos também de ter cuidado em não apanhar uma arma mais fraca, pois esta irá substituir a que estiver equipada naquele momento.

Os níveis têm por vezes uma natureza mais labiríntica, pelo que teremos de usar escadas, atravessar precipícios num cabo de aço ou explorar outras divisões através de portas

Outros power ups consistem em vidas extra, aqueles frascos com um líquido estranho mas que nos regenera a vida, ou mesmo um escudo que nos dá invencibilidade temporária. Este é sem dúvida um dos power up mais preciosos, pois este jogo é bastante desafiante. É que a grande dificuldade do jogo não está só na quantidade de inimigos que enfrentamos e os seus projécteis que teremos de evitar, mas principalmente pelo facto de o jogo não ter frames de invencibilidade temporária depois de sofrer dano, o que acontece em muitos outros jogos de acção da época. Ou seja, se por algum motivo recebermos dano contínuo, como entrar em contacto físico com algum inimigo ou boss, muito rapidamente a nossa barra de vida sofre um grande rombo. Portanto temos mesmo de jogar com calma e aproveitar ao máximo todas as vidas extra que conseguirmos amealhar, pois o jogo até é generoso o suficiente por nos permitir recomeçar do mesmo ponto e com as mesmas armas equipadas. Mas aquele último boss… nunca vi uma esponja de balas tão grande! Vai ser practicamente impossível não perder umas quantas vidas ali.

Tipicamente no final de cada nível temos um boss para defrontar

A nível audiovisual acho-o sinceramente um jogo excelente, pelo menos do ponto de vista gráfico. Os cenários vão sendo algo variados entre si, ao levar-nos em áreas urbanas e repletas de bandidos humanos, mas também outras zonas mais industriais como laboratórios ou bases inimigas e repletas de estruturas de aço. Um pouco como na versão Master System portanto, mas com um nível de detalhe muito maior, tanto nos cenários, como nos backgrounds e nas sprites, tanto a do Robocop como as dos inimigos: as sprites são grandes e bem detalhadas. Todos sabemos que uma das maiores limitações no hardware da Mega Drive é o reduzido número de cores em simultâneo que a consola pode apresentar, pelo que em jogos que supostamente deveriam ser altamente coloridos, nem sempre os resultados são convincentes. Neste caso em particular, os cenários são todos mais escuros, com um ambiente bastante noir, e neste caso a Virgin conseguiu mesmo aproveitar as limitações da consola nas suas cores ao apresentar cenários escuros, mas convincentes.

Derrotar os inimigos humanos resulta numa satisfatória poça de sangue

E claro, o gore. Já a versão Master System era surpreendentemente sangrenta e aqui também não fizeram por menos, em particular nos primeiros níveis, onde iremos encontrar inimigos humanos com maior frequência. Estes, depois de derrotados, também explodem em poças de sangue e os que se escondem atrás das janelas de suas casas também não têm muita sorte, com os cortinados a ficarem todos manchados de sangue depois de derrotados. Os inimigos mais robóticos também podem ser aniquilados de forma mais violenta, mas claro que aí o impacto visual já não é tão grande. De resto, as músicas possuem uma temática bem mais rock, o que me agrada bastante, mas nem sempre as músicas são tão agradáveis ou memoráveis, na minha opinião. Esta versão possui também alguns clips de vozes digitalizadas, mas infelizmente nem sempre são tão perceptíveis quanto isso.

Nem os que estão escondidos atrás das suas janelas escapam de uma morte sangrenta

Portanto este Robocop vs the Terminator para a Mega Drive é um jogo que me surpreendeu bastante pela positiva, especialmente pela sua apresentação ao apresentar gráficos muito convincentes. Peca no entanto pela sua dificuldade exagerada, mesmo se o jogarmos em normal, pelo que é um dos que irá dar muito trabalho a conquistar a menos que usemos outros métodos como o auxílio de save states em emulação.

Izzy’s Quest for the Olympic Rings (Sega Mega Drive)

Na primeira metade dos anos 90, especialmente após o tremendo sucesso de jogos como Sonic the Hedgehog, os jogos de plataformas em 2D com mascotes eram bastante populares, com inúmeras empresas a tentar também a sua sorte, com exemplos como Bubsy, Awesome Possum ou Aero the Acrobat, ou mesmo empresas comerciais como a 7-UP e os seus Cool Spot ou a Mc Donalds com o Global Gladiators. Um jogo que ninguém pediu foi precisamente este Izzy’s Quest for the Olympic Rings que protagoniza nada mais nada menos que a mascote dos Jogos Olímpicos de Atlanta ’96. O meu exemplar foi comprado a um amigo meu em Setembro deste ano por 10€.

Jogo com caixa, manuais e papelada

A história é simples: nós controlamos a mascote Izzy em busca dos 5 anéis do conhecido emblema olímpico, que haviam sido roubados por alguns vilões. E este é um jogo de plataformas bastante típico, onde o objectivo é o de descobrir a saída de cada nível, sendo que teremos imensas plataformas e obstáculos para ultrapassar, inimigos para combater e itens para coleccionar. Os controlos são relativamente simples, com os 3 botões faciais do comando da Mega Drive a servirem para saltar, embora tenhamos 2 tipos de salto diferentes. O salto em que Izzy rodopia no ar é a única forma que temos de atacar os inimigos, já o outro salto é mais longo, permite-nos alcançar plataformas mais altas ou longínquas, mas estamos indefesos caso contactemos com algum inimigo a meio do salto. Felizmente que existe uma barra de vida, barra de vida essa que vai sendo preenchida à medida que vamos coleccionando as medalhas olímpicas espalhadas pelos níveis, felizmente há bastantes.

Ao longo dos níveis Izzy vai-se podendo transformar e temporariamente adquirir novas habilidades, como voar numa asa-delta

O jogo possui muitos outros itens e power ups, alguns servem unicamente para aumentar a pontuação, outros dão-nos vidas ou continues extra, invencibilidade temporária, ou destroem todos os inimigos presentes no ecrã, para além das tais medalhas já referidas acima. Ocasionalmente vamos encontrar também uns power ups que nos transformam temporariamente noutras formas, como um foguetão, um jogador de baseball, um arqueiro, entre outros. Estas formas alternativas vão tendo também ataques diferentes que podem ser usados para defrontar mais facilmente alguns inimigos. De resto é um jogo que não só nos encoraja a coleccionar o máximo destes coleccionáveis, bem como terminar cada nível o mais rapidamente possível, de forma a desbloquear níveis bónus que decorrem no espaço. Estes são desafios de platforming um pouco mais exigentes, ou então somos transformados num foguetão e teremos de percorrer o nível quase como um shmup vertical se tratasse. Desbloquear e completar os níveis de bónus é importante pois dois dos anéis olímpicos que temos de coleccionar apenas se encontram algures por lá. De resto é um jogo de plataformas com uma implementação algo mediana. A detecção de colisões não é a melhor, ocasionalmente temos alguns abrandamentos quando o ecrã fica cheio de coisas a acontecer.

Um detalhe interessante é o de podermos ver as animações de Izzy nas opções

A nível audiovisual sinceramente também o achei um pouco mediano nesse aspecto. É verdade que a variedade de transformações de Izzy dão-lhe uns toques de originalidade, mas confesso que não sou o maior fã do design dos níveis, nem dos cenários. Em particular o mundo da lava, onde tudo é castanho ou vermelho e amarelo e por vezes as paredes e plataformas não são bem reconhecíveis. As músicas até que nem são desagradáveis de todo, dando sempre aquela sensação de banda sonora de cartoon, mas não são propriamente memoráveis.

Temos dois tipos de salto diferentes, sendo que o mais longo não nos permite atacar os inimigos

Portanto este Izzy é mais um daqueles jogos de plataforma 2D genéricos típicos dos anos 90, tendo ficado esquecido no meio de muitos outros. O conceito até que é original, pois não conheço mais nenhum videojogo cujo protagonista seja uma mascote de jogos olímpicos, mas o facto de o jogo em si ser medíocre também não ajudou em nada. Existe também uma versão para a SNES que sinceramente não joguei, mas não me parece ter grandes diferenças face a esta.

Rambo III (Sega Mega Drive)

O Rambo III, para além de ser um dos mais icónicos filmes de acção da década de 80, foi também um dos primeiros jogos que joguei após ter descoberto o admirável mundo da emulação algures no final de 1998 (saudades do KGen98 e Genecyst). E apesar de existir também uma adaptação do Rambo III para a Master System, este é na verdade um jogo inteiramente diferente. O meu exemplar foi comprado numa CeX algures no mês passado de Novembro, tendo-me custado 15€.

Jogo com caixa e manuais

A versão Master System é um light gun shooter similar ao Operation Wolf, enquanto esta versão 16-bit já é um shooter similar a jogos como Ikari Warriors ou Commando. Curiosamente todos esses jogos tiveram como inspiração filmes como este Rambo ou Commando do tio Arnold. Mas enquanto jogos como Commando nos colocam num caminho linear, mas repleto de inimigos para enfrentar e com um boss no final, aqui há também um foco na sua exploração, isto porque numa grande parte dos níveis teremos de explorar bases inimigas e resgatar prisioneiros de guerra, ou destruir depósitos de munições.

Ao usar o arco e flecha devemos manter o botão B pressionado durante algum tempo para o ataque ser mais poderoso

A nível de jogabilidade as coisas são simples. Rambo está munido de uma metralhadora com munição infinita e que podemos disparar livremente em 8 direcções com o botão C. Paralelamente à metralhadora vamos tendo também três armas especiais cujas podemos alternar livremente com o botão A, sendo essas uma faca que naturalmente também podemos usar infinitamente, bem como bombas que detonam após alguns segundos ou um arco e flechas explosivas. Podemos usar estas armas secundárias com o botão B, depois de as seleccinar com o A. As flechas explosivas, para maximizar o seu poder explosivo, devemos deixar o botão B pressionado durante alguns segundos para as “carregar”. De resto, e à medida que vamos matando inimigos, estes vão também deixando alguns itens que podemos coleccionar, desde flechas explosivas, bombas ou mesmo vidas extra que serão preciosas, pois cada dano que sofremos é uma vida perdida. Convém também mencionar que no final de alguns níveis teremos ainda uns segmentos especiais onde teremos de defrontar um boss. E aqui o jogo muda a sua perspectiva para as costas de Rambo onde, tal como no filme, teremos de disparar uma (ou mais) flechas explosivas bem carregadas e atingir um ou mais helicópteros ou tanques, sendo que teremos de nos desviar também dos seus projécteis.

O jogo muda de perspectiva nos confrontos contra os bosses

Graficamente é um jogo algo simples até porque foi lançado ainda no início do ciclo de vida desta plataforma. Vamos ter alguns níveis em plena selva, outros tantos em bases militares inimigas, tanto nos seus pátios exteriores, como nos seus interiores. É também um jogo curto, com 6 missões apenas, embora estas ainda nos irão dar algum trabalho até nos habituarmos bem às mecânicas de jogo. A nível e som, sinceramente não achei assim nada de especial. De resto, principalmente se o jogarmos em dificuldades mais avançadas, é um jogo que irá colocar um maior número de inimigos no ecrã em simultâneo e quando isso acontece, o jogo acaba por sofrer alguns abrandamentos.

O jogo até que segue de forma algo ligeira os acontcimentos do filme

De resto este Rambo III é um jogo curto, porém sólido e que irá agradar aos fãs de shooters do tipo Ikari Warriors, Mercs ou Commando. Para além da sua temática ser semelhante, a sua jogabilidade é também bastante simples como esses jogos, oferecendo na mesma um bom desafio até porque todos os disparos contam.