Izzy’s Quest for the Olympic Rings (Sega Mega Drive)

Na primeira metade dos anos 90, especialmente após o tremendo sucesso de jogos como Sonic the Hedgehog, os jogos de plataformas em 2D com mascotes eram bastante populares, com inúmeras empresas a tentar também a sua sorte, com exemplos como Bubsy, Awesome Possum ou Aero the Acrobat, ou mesmo empresas comerciais como a 7-UP e os seus Cool Spot ou a Mc Donalds com o Global Gladiators. Um jogo que ninguém pediu foi precisamente este Izzy’s Quest for the Olympic Rings que protagoniza nada mais nada menos que a mascote dos Jogos Olímpicos de Atlanta ’96. O meu exemplar foi comprado a um amigo meu em Setembro deste ano por 10€.

Jogo com caixa, manuais e papelada

A história é simples: nós controlamos a mascote Izzy em busca dos 5 anéis do conhecido emblema olímpico, que haviam sido roubados por alguns vilões. E este é um jogo de plataformas bastante típico, onde o objectivo é o de descobrir a saída de cada nível, sendo que teremos imensas plataformas e obstáculos para ultrapassar, inimigos para combater e itens para coleccionar. Os controlos são relativamente simples, com os 3 botões faciais do comando da Mega Drive a servirem para saltar, embora tenhamos 2 tipos de salto diferentes. O salto em que Izzy rodopia no ar é a única forma que temos de atacar os inimigos, já o outro salto é mais longo, permite-nos alcançar plataformas mais altas ou longínquas, mas estamos indefesos caso contactemos com algum inimigo a meio do salto. Felizmente que existe uma barra de vida, barra de vida essa que vai sendo preenchida à medida que vamos coleccionando as medalhas olímpicas espalhadas pelos níveis, felizmente há bastantes.

Ao longo dos níveis Izzy vai-se podendo transformar e temporariamente adquirir novas habilidades, como voar numa asa-delta

O jogo possui muitos outros itens e power ups, alguns servem unicamente para aumentar a pontuação, outros dão-nos vidas ou continues extra, invencibilidade temporária, ou destroem todos os inimigos presentes no ecrã, para além das tais medalhas já referidas acima. Ocasionalmente vamos encontrar também uns power ups que nos transformam temporariamente noutras formas, como um foguetão, um jogador de baseball, um arqueiro, entre outros. Estas formas alternativas vão tendo também ataques diferentes que podem ser usados para defrontar mais facilmente alguns inimigos. De resto é um jogo que não só nos encoraja a coleccionar o máximo destes coleccionáveis, bem como terminar cada nível o mais rapidamente possível, de forma a desbloquear níveis bónus que decorrem no espaço. Estes são desafios de platforming um pouco mais exigentes, ou então somos transformados num foguetão e teremos de percorrer o nível quase como um shmup vertical se tratasse. Desbloquear e completar os níveis de bónus é importante pois dois dos anéis olímpicos que temos de coleccionar apenas se encontram algures por lá. De resto é um jogo de plataformas com uma implementação algo mediana. A detecção de colisões não é a melhor, ocasionalmente temos alguns abrandamentos quando o ecrã fica cheio de coisas a acontecer.

Um detalhe interessante é o de podermos ver as animações de Izzy nas opções

A nível audiovisual sinceramente também o achei um pouco mediano nesse aspecto. É verdade que a variedade de transformações de Izzy dão-lhe uns toques de originalidade, mas confesso que não sou o maior fã do design dos níveis, nem dos cenários. Em particular o mundo da lava, onde tudo é castanho ou vermelho e amarelo e por vezes as paredes e plataformas não são bem reconhecíveis. As músicas até que nem são desagradáveis de todo, dando sempre aquela sensação de banda sonora de cartoon, mas não são propriamente memoráveis.

Temos dois tipos de salto diferentes, sendo que o mais longo não nos permite atacar os inimigos

Portanto este Izzy é mais um daqueles jogos de plataforma 2D genéricos típicos dos anos 90, tendo ficado esquecido no meio de muitos outros. O conceito até que é original, pois não conheço mais nenhum videojogo cujo protagonista seja uma mascote de jogos olímpicos, mas o facto de o jogo em si ser medíocre também não ajudou em nada. Existe também uma versão para a SNES que sinceramente não joguei, mas não me parece ter grandes diferenças face a esta.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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