The Lawnmower Man (Sega Mega Drive)

Este The Lawnmower Man é um jogo bizarro, mas que me traz algumas boas memórias. Lembro-me que foi um jogo que ofereci a uns amigos de infância no seu aniversário (eles são irmãos gémeos) e ficamos a tarde toda a jogar, mas sem entender nada do que estava ali a acontecer no ecrã. Eventualmente lá arranjei um exemplar para mim que me veio parar às mãos algures em Julho deste ano, depois de o ter comprado a um amigo por 5€.

Jogo com caixa

E este jogo é também baseado num filme de mesmo nome que nunca cheguei a ver. Não sei até que ponto é que o jogo é fiel aos acontecimentos do filme, mas basicamente havia alguém que era muito, muito burro, o tal “jardineiro” chamado Jobe Smith. Uma equipa de cientistas que trabalhava em inteligência artificial e realidade virtual decide fazer experiências no Jobe e de facto ele ficou muito mais inteligente, mas também bastante agressivo. Aparentemente quer dominar o mundo ao controlar todos os computadores através de realidade virtual e nós teremos de evitar que isso aconteça.

Os níveis em sidescrolling possuem gráficos com sprites pequenas, mas tudo está bem detalhado na minha opinião

No que diz respeito à jogabilidade, este é um jogo bastante original e bizarro nesse aspecto. Começamos por jogar numa zona residencial e o jogo aí assume-se como um jogo de acção 2D sidescroller, onde com um botão disparamos a nossa arma, com o outro saltamos e o botão C serve para carregar e disparar uma outra arma especial. Aqui temos de jogar de forma cuidada pois os inimigos precisam de levar com uns quantos disparos, enquanto que a nós basta-nos levar com um tiro para perder uma vida. Iremos também encontrar imensos itens e power ups, que tanto nos fazem aumentar a pontuação, vidas extra ou servem de upgrade para a nossa arma. Os CDs que vamos encontrando, se coleccionados em número suficente, permitem-nos usar o Virtual Cyber Suit, que basicamente nos permite sofrer algum dano antes de perder uma vida. Ocasionalmente vamos encontrar também alguns terminais que podemos hackear, ao resolver uma série de padrões lógicos ao adivinhar que número ou símbolo irá surgir numa determinada série. Se conseguirmos desbloquear o terminal, este explode, libertando bastantes power ups para apanhar.

Os níveis na primeira pessoa possuem gráficos muito estranhos

Uma vez chegando à saída do nível teremos de entrar num portal que nos leva ao mundo virtual. Aqui tipicamente jogamos numa perspectiva de primeira pessoa, onde a nossa personagem se move automaticamente e onde teremos de nos desviar de uma série de obstáculos até chegar à saída. Ocasionalmente teremos também de defrontar uma série de inimigos onde a nossa personagem pára de se mover automaticamente e poderemos então combater os inimigos mais calmamente. O jogo vai estar constantemente a alternar entre os níveis em 2D sidescrolling e estes segmentos na realidade virtual, sendo que também teremos outros níveis na realidade virtual onde conduzimos uma nave espacial. Aqui não só teremos de nos desviar dos obstáculos, bem como combater alguns inimigos ou destruir obstáculos que nos surjam à frente.

Já os níveis onde conduzimos a nave espacial, apesar de serem algo frustrantes, possuem alguns efeitos gráficos muito interessantes.

A nível audiovisual, bom, os segmentos em 2D sidescroller até que possuem cenários variados e bem detalhados. A escala do que vemos no ecrã é pequena, tanto nas sprites das personagens principais e inimigos, bem como os objectos do cenário, mas tudo tem um bom nível de detalhe na minha opinião. Quando transitamos para a realidade virtual, os níveis na primeira pessoa apresentam uns gráficos muito estilizados e, apesar de simples, representam uma interpretação algo exótica do que seria viajar num mundo cibernético. Já aqueles segmentos onde pilotamos uma nave espacial possuem alguns efeitos gráficos bastante interessantes. Já no que diz respeito ao som, nada de especial a apontar aos efeitos sonoros, já as músicas sinceramente achei-as surpreendentemente boas! E ao consultar a base de dados do Sega Retro, este é um jogo que usa um sound driver customizado e não o sofrível GEMS, portanto isso também ajuda.

Ao interagir com os terminais temos de resolver uma série de puzzles lógicos onde teremos de escolher qual das quatro figuras de baixo é a solução para a série apresentada acima

Portanto este Lawnmower Man é um jogo original, porém bastante bizarro. Os seus segmentos de realidade virtual podem ser um pouco frustrantes porque nem sempre é fácil desviarmo-nos atempadamente dos obstáculos e não tanta margem de erro assim, mas não deixam de ser segmentos interessantes. Para além de uma versão para a Gameboy que não tenho grande curiosidade de experimentar, esta versão saiu também na Super Nintendo e aparentemente inclui ainda alguns níveis extra. Também estou curioso para ver como implementaram os segmentos de realidade virtual nessa versão! Existe também uma versão para PC e Mega CD que também estou curioso em experimentar no futuro, pois é uma versão completamente diferente desta da Mega Drive/SNES.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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