Night Trap (Sega Mega CD)

Vamos voltar à Mega CD, agora com mais um dos muitos jogos full motion video prestentes no sistema, embora este tenha um legado especial, muito pelas polémicas que esteve envolvido, bem como as suas origens. O meu exemplar foi comprado a um particular no Reino Unido há uns meses atrás, tendo-me custado algo em torno das 20 libras.

Jogo com caixa, manual e 2 discos

Ora então qual é o conceito deste Night Trap? Basicamente uma série de raparigas adolescentes desapareceram misteriosamente depois de terem ido dormir a casa de uma amiga. A polícia tentou investigar o caso mas a família dona da casa, os Martins, mostrou resistência à polícia para investigarem o interior da casa, pelo que o caso passou para uma polícia de elite, os SCAT (Sega Control Attack Team), que se infiltraram na casa e descobriram um complexo sistema de câmaras de vigilância e armadilhas montadas na maioria das divisões. Suspeitando então do envolvimento dos Martins no desaparecimento das adolescentes, eles instalaram um cabo no sistema de controlo das cãmaras e armadilhas, transferindo o seu controlo para o jogador.

Apresento-vos os Auger, os vampiros mais fatelas que já viram

Ou seja, em real-time teremos acesso a todas as câmaras da casa, onde não só poderemos ir vendo as conversas entre as personagens intervenientes (as adolescentes e a família Martin), bem como o que vai acontecendo nas outras divisões, onde desde muito cedo começamos a ver a casa a ser invadida por homens vestidos todos de preto, com um andar muito peculiar (parecem todos mancos) e munidos de umas máquinas estranhas. Mais lá para a frente descobrimos que estas criaturas são na verdade Augers, uma espécie de vampiros muito fraca (daí mexerem-se de forma estranha), que precisam de beber muito sangue humano para se tornarem mais fortes e eventualmente vampiros a sério, algo que os Martins aparentemente já o são.

Se acham que isto tem uma vibe muito anos 80, não é por acaso, as filmagens foram feitas em 1987

Ora a ideia é ir circulando pelas divisões e activar as suas armadilhas, sempre que algum auger passe junto de uma, algo que vemos quando uma barra de energia na parte de baixo do ecrã se aproxima do vermelho. Ao longo de todo o jogo teremos 95 Augers para apanhar, sendo que para alcançar um bom final temos de pelo menos conseguir capturar metade. Isto faz com que não consigamos estar sempre a seguir a história do ponto de vista das outras personagens, que no início apenas fazem coisas parvas de adolescente e nao perdemos grande coisa a não ser alguns momentos cringe, mas a certa altura os Augers começam mesmo a atacá-las, pelo que teremos de levar a câmara à divisão certa e activar a armadilha local no momento certo, ou seja quando um Auger passa pelo local da armadilha, não a adolescente que queremos salvar. Naturalmente que isto nos obrigará a jogar muitas vezes para memorizar onde os Augers aparecem e quando se dão os ataques às vítimas. Também temos de espiar os Martins, pois eles podem mudar o código de controlo do sistema de vigilância, algo que nós também teremos de mudar do nosso lado, caso contrário deixamos de conseguir activar as armadilhas. Ou seja, não capturar Augers suficientes e deixar morrer algumas vítimas chave dão-nos direito a uma de várias sequências diferentes de game over, sendo que para alcançar o final perfeito temos de capturar os 95 augers, os membros da família Martin, salvar todas as vítimas e não capturar acidentalmente alguns dos bons da fita. Isto é algo muito difícil de obter sem seguir um guia à risca.

Por muito que tentemos repelir os Augers, as raparigas irão ser todas atacadas e temos de activar as armadilhas no momento certo

Mas para além de maus actores e sequências algo cómicas, há muito mais para falar sobre este Night Trap. Apesar de ter saído originalmente em 1992 para a Mega CD, na verdade o mesmo foi todo filmado e produzido em 1987, tal como o Sewer Shark que também trarei cá em breve. Ambos os jogos eram supostos serem os títulos de lançamento de uma consola que a Hasbro quase lançou para o mercado, precisamente com foco em videojogos baseados em full motion video, e com leitores de VHS embutidos. Felizmente a coisa não chegou a ir em frente mas tanto o Night Trap como o Sewer Shark já estavam practicamente prontos, pelo que os criadores do jogo fundaram a Digital Pictures e formaram um acordo com a Sony, que nesta altura estaria a preparar a Playstation, juntamente com a Nintendo como um add-on para a consola de 16bit. Esse projecto acabou também por ser descartado, pelo que ambos os jogos acabaram por ser lançados posteriormente na concorrência.

Ora em 1993 dá-se também o lançamento das versões domésticas do Mortal Kombat, um jogo de luta extremamente violento para a altura. Tanto o Mortal Kombat, como este Night Trap, que na verdade nem tem qualquer gore ou violência explícita no seu ecrã, foram alvos de duras críticas por parte de um congressista norte americano. A polémica resultou no estabelicimento do sistema de rating de videojogos ERSB e uma das cenas, a parte em que uma jovem estava em camisa de dormir na casa de banho sendo posteriormente atacada pelos Augers, acabou por ser censurada. Mas injustamente, pois não há violência explícita, sangue e nem sequer nudez.

A infame cena da casa de banho que acabou por ser censurada na versão norte-americana

No que diz respeito aos audiovisuais, obviamente que a qualidade dos actores não é a melhor, os diálogos são muitas vezes cringe, os Augers parecem idiotas a andar, as suas armas são ridículas, as armadilhas espalhadas pela casa ainda mais. Mas tudo isso faz parte do charme! Mas sendo mais objectivo, a qualidade do vídeo é um bocado má, algo que já estamos habituados na Mega CD, infelizmente. Nos anos seguintes o jogo foi convertido e relançado noutras plataformas como o PC/Mac e a consola 3DO, esta última supostamente com a melhor qualidade de vídeo e sem qualquer censura que a versão Mega CD mais tarde recebeu, pelo menos em solo americano. Mas ainda nas consolas da Sega, em 1994 o jogo recebeu um novo update, tendo sido relançado como um dos poucos títulos “Mega CD 32X”, ou seja jogos em formato de CD mas que também requeriam o addon extra da 32X para apresentar melhores visuais. Aqui os vídeos possuem uma qualidade melhor, mas não superior à versão 3DO.

Portanto este Night Trap apesar de ser um jogo que envelheceu mal tal como a maioria dos jogos baseados em full motion video seus contemporâneos, na verdade até tinha algumas ideias originais nas suas mecãnicas de jogo. Acho que se não houvessem tantos Augers para capturar e nos dessem mais tempo para apreciar as histórias à volta dos personagens principais até seria mais interessante! De resto, se o quiserem mesmo experimentar, aparentemente a Digital Pictures (ou o que resta deles) voltaram a relançar o jogo em 2017, ano que celebravam os 25 anos do lançamento original. Por acaso não cheguei a experimentar, nem sei se traz algumas novas funcionalidades, mas fica a dica. Outros jogos do seu reportório como o Corpse Killer ou o Double Switch foram também relançados.

INXS: Make My Video (Sega Mega CD)

Continuando pelas rapidinhas, mas agora na Mega CD, hoje trago-vos cá mais um jogo estranho da sua biblioteca. A série Make My Video era uma série baseada em vários artistas musicais onde o objectivo era criarmos alguns videoclips criativos para as suas músicas. Existem 4 títulos desta série, se bem que aqui na Europa apenas tenhamos recebido 3. O que cá trago hoje é sobre os INXS uma popular banda rock dos anos 90. O meu exemplar foi comprado na loja Mr. Zombie algures no final de Outubro/inícios de Novembro, numa altura em que eles fizeram descontos sobre todo o material Sega que tinham no site. Ficou-me então por cerca de 8€.

Jogo com caixa e manuais

E então em que consiste este “jogo”? Assim que ligamos a consola vemos duas raparigas entretidas a jogar bilhar, até que são abordadas por 2 anormais que as estão a comer com os olhos e que nos desafiam a criar o melhor videoclip de sempre dos INXS. Se não os quisermos aturar podemos carregar no Start, que nos leva a ser abordados por outras personagens como 2 motards femininas, um nerd e um “cool guy” que não quer saber das raparigas para nada, logo tem todo o seu interesse. Independentemente das personagens que quisermos desafiar, temos sempre a opção de editar o videoclip de 3 músicas, todas do mesmo álbum, lançado no mesmo ano que este jogo: Heaven Sent, Not Enough Time e Baby Don’t Cry. Mediante as personagens que vamos desafiar, antes de começar a editar o vídeo eles vão-nos dar algumas dicas sobre o que gostariam de ver no vídeo. Uns querem cenas azuis, outros personagens intelectuais, outros gostariam de ver répteis, entre outras sugestões.

No ecrã inicial, com o start, podemos alternar de desafios

Uma vez aceite um desafio, lá somos lançados para o ecrã de edição de vídeo. O clip da música começa a tocar no centro do ecrã e em baixo vemos 3 video feeds diferentes, cada um mapeado para um botão facial da Mega Drive. No canto superior esquerdo, com o D-Pad podemos seleccionar e activar uma série de efeitos especiais, desde espelhar imagens, pixelizá-las (sim, ainda mais), brincar com escalas de cores, activar as letras da música como legendas, entre outros. E portanto, usando o D-Pad para seleccionar efeitos e os botões faciais para activar os diferentes feeds de vídeo (que para além do videoclip consistem em imagens aleatórias de filmes vintage ou clipes parvos de animação) lá teremos de montar um vídeo de acordo com os requisitos de cada personagem. Se formos bem sucedidos, no final eles vão dizer que adoraram o nosso vídeo e somos presenteados com uma cena cómica, caso contrário, também somos presenteados com outra cena cómica e convidados a tentar novamente. Se quiserem editar os videoclips livremente, sem qualquer restrição imposta pelo jogo, existe também um modo de jogo que nos deixa fazê-lo.

Editar os vídeos de acordo com as expectativas não é nada fácil pois temos de estar muito atentos às imagens que vão surgindo em cada feed

A nível audiovisual… bom os clips de video são mostrados numa janela muito pequena, altamente pixelizados e com baixa qualidade de cor, algo que infelizmente é normal nos jogos de Mega CD. O acting não é lá grande coisa como devem de calcular e no fim de contas este é um “jogo” que recomendo apenas para coleccionadores, fãs de INXS, ou caso o encontrem bem barato, quanto mais não seja para servir de exemplo de algo que envelheceu muito mal.

Prince of Persia (Sega Mega CD)

Como habitual, mais uma rapidinha para mais uma conversão de um clássico. Prince of Persia, desenvolvido por Jordan Mechner e lançado originalmente para sistemas Apple em 1989 foi um tremendo sucesso e rapidamente foi convertido para inúmeras plataformas. As consolas da Sega não foram excepção, e já cá trouxe inclusivamente a versão da Master System, convertida pela Domark, que também lançaram uma versão para a Mega Drive que ainda não tive a oportunidade de a adquirir. Por outro lado, a Mega CD recebeu uma conversão inteiramente diferente, desenvolvida originalmente no Japão. O meu exemplar foi comprado no mês passado em Paris, numa viagem de trabalho mas que me deu tempo suficiente para visitar as lojas de Boulevard Voltaire. Custou-me 20€.

Jogo com caixa e manual

Creio que já sabem o que vos espera neste Prince of Persia. O Sultão ausentou-se do país para tratar de alguns assuntos e o Vizir aproveita para fazer um golpe de estado, obrigando também a princesa lá do sítio a casar-se com ele. O vizir dá um tempo de 60 minutos para a princesa decidir o que quer fazer da sua vida, sendo esse o mesmo tempo que nós, o protagonista, teremos para explorar os calabouços do palácio, defrontar o Vizir e resgatar a princesa. Literalmente temos uma hora para terminar o jogo, algo que acaba por ser fazível, mas obriga-nos a conhecer os níveis todos de trás para a frente.

Esta versão possui algumas cutscenes em anime. Com péssimo voice acting, claro!

A nível de controlos também já sabem o que a casa gasta. Podemos correr, caminhar lentamente, saltar, escalar paredes. Os caminhos estão repletos de armadilhas como pedaços do chão que caem, espinhos que nascem do solo, ou mesmo lâminas capazes de nos cortar ao meio. Pelo meio de tantas armadilhas teremos uma série de interruptores pressurizados que nos abrem temporariamente algumas portas e claro, alguns guardas para combater, mas para isso temos primeiro de encontrar uma espada. O sistema de combate é fiel ao original, permitindo-nos atacar mas também defender das investidas dos nossos adversários.

Um passo em falso e acabamos assim

Mas o que torna este Prince of Persia diferente dos restantes é mesmo o toque nipónico. Os gráficos são um pouco diferentes do original, as sprites de Prince e dos guardas são mais detalhadas e cheias de adornos, mas para além disso vamos tendo algumas cutscenes anime que nos vão contando a história. O problema é mesmo o voice acting que é terrível. As músicas são de qualidade CD Audio e repletas de temas árabes, muito bem tocados por sinal, e que se encaixam que nem uma luva ao estilo do jogo.

Portanto esta conversão do Prince of Persia é para mim mais uma conversão sólida, diferente das que vimos nos outros sistemas contemporâneos por ter um toque mais japonês. Das versões 16bit ainda quero voltar a jogar a versão Mega Drive, pois parece-me ser mais uma conversão sólida e claro, a versão Super Nintendo que é muito diferente e inclui muito conteúdo extra.

Yumemi Mystery Mansion (Sega Mega CD)

Jogos como 7th Guest ou Myst marcaram o início de uma nova era nos jogos de aventura e foram grandes responsáveis por propulsionar as vendas de leitores de CD-Rom nos computadores pessoais. No Japão também foram surgindo alguns jogos de aventura com recurso a técnicas de full motion video, sendo este Yumemi Mystery Mansion um desses casos. O meu exemplar foi comprado a um particular por cerca de 20€ algures no passado mês de Julho.

Jogo com caixa e manual

Neste jogo encarnamos no jovem Johnathan, que, com a sua irmã Samantha, brincavam algures numa floresta. Até que Samantha vê uma bonita borboleta e decide ir atrás dela. Preocupado com as histórias que a sua avó lhe contava acerca de fantasmas que tornam as pessoas em borboletas, Johnathan decide ir atrás da sua irmã, que encontra uma misteriosa mansão perdida no meio da floresta e claro, decide explorá-la. Como todas as histórias das avozinhas são para se levar a sério, Samantha é feita prisioneira e eventualmente é transformada numa borboleta. Resta-nos então a nós explorar a mansão, falar com os seus residentes incomuns (todos borboletas), resolver alguns puzzles e evitar que sejamos também transformados em borboletas.

Todas as borboletas que encontramos foram outrora humanos

Como jogo de aventura até que é bastante simples, sendo jogado inteiramente na primeira pessoa. Usamos o botão direccional para percorrer a mansão e fazer zoom em lugares de interesse, sendo que depois poderemos usar um dos botões faciais para interagir com objectos, apanhar itens, etc. Os itens que apanhamos ficam em inventário, podendo ser “chamados” a qualquer altura para resolver alguns puzzles. Ou no caso do diário que conseguimos encontrar cedo, para gravar o nosso progresso no jogo. Os puzzles são por norma bastante simples, sendo que a maior parte apenas exigem que encontremos alguns itens e os usemos nos objectos certos. Um outro pormenor interessante é que algures na segunda metade do jogo encontramos um relógio e a partir daí temos uma hora para conseguir finalizar os restantes puzzles e escapar da mansão, com a irmã sã e salva. Mas não é uma hora em tempo real, o tempo no jogo apenas passa sempre que nos movimentemos com o botão direccional.

Podemos usar o diário para gravar o nosso progresso no jogo

A nível audiovisual, nitidamente é um jogo que não resistiu bem ao teste do tempo. As imagens para além de serem pouco coloridas como é esperado numa Mega Drive / Mega CD, possuem uma baixíssima resolução, pior que muitos outros jogos FMV da consola. No entanto estes gráficos em CG bastante primitivos não deixam de ter um certo charme! O voice acting alterna entre o razoável e o atroz, dependendo das personagens em questão, o que me surpreendeu um pouco, pois confesso que estava à espera fosse só e unicamente mau. As músicas por outro lado costumam ser algo atmosféricas e bastante tensas, o que se adequa bem ao estilo de jogo que é.

Os cenários sãp de baixíssima resolução infelizmente

Portanto este Yumemi Mystery Mansion é um jogo de aventura na primeira pessoa, com uma temática de horror, algo como o D da Sega Saturn, mas com puzzles simples e uns audiovisuais muito primitivos. Este jogo é também conhecido nos Estados Unidos como Mansion of Hidden Souls, nome esse que é partilhado com um jogo da Sega Saturn que apesar da Wikipedia referir que é um remake deste jogo, isso não é verdade. O Mansion of Hidden Souls da Saturn é na verdade uma sequela desta versão para a Mega CD, e confesso que estou bastante curioso em um dia jogá-la. Também dos mesmos criadores e para a Sega Saturn temos também um outro jogo de aventura, o Torico, mas esse infelizmente já anda a preços mais elevados, não o devo jogar tão cedo.

Batman Returns (Sega Mega CD)

Eu costumo dizer que há 3 categorias de jogos para a Mega CD. A primeira é para aqueles jogos inteiramente baseados em full motion video, algo que era a loucura naquele tempo, toda a gente achava que era o futuro, mas não poderiam estar mais redondamente enganados. A segunda recai nas conversões de jogos previamente lançados na Mega Drive, eventualmente com alguns extras, como música em CD audio, clipes de vídeo e/ou algum nível extra. A terceira categoria são os outros, os “exclusivos” que não abusam das full motion videos, e tipicamente os melhores jogos da plataforma recaem nesta última categoria. O Batman Returns recai na segunda categoria, mas está longe de ser uma conversão preguiçosa, pois inclui muitas novidades. O meu exemplar chegou até mim através de uma troca que fiz com um coleccionador estrangeiro.

Jogo com caixa e manual

Por um lado, esta versão é muito semelhante à da Mega Drive, visto que inclui todos os seus níveis e mecânicas de jogo. Mas para além disso, intercalando com os níveis da Mega Drive, temos também alguns níveis extra de condução de carros ou outros veículos, que mostram todas as capacidades técnicas da Mega CD. Temos no entanto a possibilidade de optar por jogar apenas os níveis da versão Mega Drive, apenas os de condução, ou ambos. Os níveis de condução são compostos por várias etapas, onde o objectivo é o de destruir todos os inimigos em pista, dentro de um determinado tempo limite. Temos uma barra de energia e em baixo vemos a barra de energia total de todos os inimigos presentes na estrada. Depois temos 2 ataques, um de rajadas de metralhadora, com munições infinitas, e um outro onde podemos lançar mísseis teleguiados para os inimigos, estes já com munições limitadas, porém podemos ir encontrando alguns pick ups que nos restabelecem os mísseis, ocasionalmente espalhados na estrada.

Os níveis de condução estão gráficamente muito bem conseguidos

Tecnicamente é um jogo interessante. Por um lado os níveis da Mega Drive parecem-me iguais, por outro quando entramos num nível de condução vemos logo um grande salto na qualidade gráfica, a começar na pequena cutscene onde vemos o Batmobile visto de frente com alguns efeitos de luz interessantes. Logo nesta cutscene vemos óptimos efeitos de rotação e ampliação de sprites, algo muito comum em jogos de Super Nintendo e uma das poucas melhorias gráficas possibilitadas pelo hardware da Mega CD. A partir do momento em que começamos a conduzir, também continuamos a ver esses efeitos gráficos em movimento, resultando numa experiência de condução bastante imersiva. Fico curioso em ver como a Mega CD se adaptaria a algumas conversões a sério de títulos Super Scaler, como o Out Run. De resto, os efeitos sonoros também possuem melhor qualidade no geral e as músicas em chiptune foram substituídas por uma banda sonora em CD Audio, composta por Spencer Nielsen. A banda sonora é maioritariamente rock, o que até me agrada, mas soa algo estranha, num jogo tão noir como este.

Portanto este Batman Returns é para mim um excelente exemplo em como converter um jogo de Mega Drive mas adicionando-lhe novas funcionalidades interessantes para a Mega CD.