Sakura Angels (PC)

Continuando pelas rapidinhas e pela série Sakura, o segundo jogo da franchise é o Sakura Angels e tal como o seu predecessor é uma visual novel de contornos algo eróticos, mas nunca de forma explícita. Apesar de não ser um excelente jogo, está uns furos acima do seu predecessor, como iremos ver em seguida. E tal como todos os outros jogos da série que tenho na minha conta steam, este veio para cá através de um indie bundle comprado muito barato.

O cliché habitual nestes jogos é o protagonista ser um jovem rapaz, ainda na adolescência, que se vê subitamente rodeado de raparigas voluptuosas e em constante flirting. A desculpa para tal é que vai mudando e aqui o nosso protagonista corre o risco de ser atacado por forças das Trevas sem sabermos o porquê inicialmente. Felizmente que terá duas jovens guardiãs que o juraram proteger! Felizmente a história não é tão infantil quanto no primeiro jogo. E se no anterior a mesma se passava num mundo fantasioso muito semelhante ao Japão feudal, esta decorre nos tempos modernos, pelo que os cenários a explorar são mais urbanos e claro, não poderia faltar a típica escola secundária.

De resto esta é uma visual novel tradicional, mas desta vez temos mais alguma liberdade de escolhas, podendo alcançar 3 finais ligeiramente diferentes, pelo que teremos de rejogar pelo menos 3 partidas distintas para desbloquear todas as imagens. Ainda bem que temos a funcionalidade de avançar o texto de diálogos que já tenhamos lido anteriormente!

Como vai ser habitual nesta série, há sempre jovens voluptuosas. Pena que a história nunca seja nada de jeito…

Outra das novidades está no voice acting das meninas e em Japonês, algo que foi adicionado como uma actualização do jogo. Provavelmente esta era também uma funcionalidade que existiu no Sakura Spirit, mas eu não reparei: ao clicar na tecla “v” podemos activar ou desactivar a narração automática do texto que aparece no ecrã, o que é uma funcionalidade interessante. De resto as músicas continuam agradáveis, em especial aquelas que tocam quando há confrontos, pois têm uma toada mais hard-rock que me agrada bastante.

Sakura Spirit (PC)

Continuando pelas rapidinhas, hoje trago-vos cá mais um indie, o Sakura Spirits. Este é o primeiro de uma franchise que começou algures em 2014, e que se resume a uma série de visual novels com muitas raparigas voluptuosas e alguns contornos eróticos, embora pelo menos neste jogo não exista nudez completa ou cenas explícitas. O meu exemplar foi comprado num indie bundle por um preço muito reduzido.

Neste jogo tomamos o papel de um jovem adolescente que, prestes a entrar numa importante competição de Judo, resolve visitar um misterioso templo perdido na floresta, de forma a pedir sorte para a competição. Lá dentro encontra a presença de um espírito que o transporta para um outro mundo, repleto de outras “espíritas” e raparigas voluptuosas, onde teremos de as ajudar com os seus pequenos problemas, antes de regressar à terra.

Infelizmente a história é demasiado infantil para o meu gosto. É tudo muito cutxi cutxi

E basicamente é isso, esta é uma visual novel muito simples, onde ao longo de todo o jogo temos apenas 1 escolha para fazer, de resto é tudo muito linear, é só ler o texto e clicar no rato. E infelizmente a história é muito infantil, confesso que já não tenho muita paciência para estas coisas. Ao menos os backgrounds estão muito bem desenhados e a música é agradável.

Finding Teddy (PC)

Voltando às rapidinhas para os indies no PC, o jogo que cá vos trago agora é o Finding Teddy, um interessante, porém muito curto, jogo de aventura produzido pelo pequeno estúdio francês chamado Storybird. O meu exemplar foi comprado nalgum indie bundle por uma bagatela.

A história é simples, uma menina dormia sossegada no seu quarto, quando subitamente a porta do seu guarda-vestidos se abre e vemos gigantes patas de aranha a roubarem o seu ursinho de dormir. A menina acorda, vai espreitar o guarda-vestidos e é transportada para um mundo fantasioso onde teremos de recuperar o ursinho das garras da tarântula gigante.

Aqui a criança pode morrer de mil e uma maneiras, mas felizmente que recomeçamos o jogo imediatamente antes das nossas más decisões

Aqui o jogo assume mecânicas próximas à dos point and click clássicos em 2D, mas há muito menos diálogo. Na verdade, os poucos diálogos que vão havendo existem na forma de melodias. Cada letra do abecedário está associado a uma nota musical e por vezes teremos de comunicar ao soletrar palavras como H-E-L-P ou H-A-P-P-Y. Por vezes as expressões a usar são-nos passadas por outras personagens ou por pistas nos cenários. Depois lá teremos de explorar aquele mundo estranho e fantasioso, evitando os seus perigos como as inúmeras criaturas que nos querem comer, ou coleccionando objectos de forma a progredir no jogo.

Não parece mas cada uma das notas representa uma letra do abecedário

De resto o que realmente marca neste jogo são mesmo o seus bonitos gráficos, pois transparecem um certo misticismo muito próprio de jogos como Ico ou Shadow of the Collossus, mas com um grafismo 2D, repleto de belíssimos detalhes em pixel art. A banda sonora é também completamente minimalista, o que nos acaba por deixar mais envolvidos em todo o ambiente misterioso e fantasioso que o jogo nos proporciona.

No fim de contas, só é mesmo pena ser um jogo bastante curto, pelo que recomendo vivamente que o experimentem.

Kraven Manor (PC)

Continuando pelas rapidinhas a jogos indie no PC, o que vos trago hoje é um jogo de terror na primeira pessoa (que certamente terá ido beber influências a outros jogos como Amnesia: The Dark Descent) que começou por ser inicialmente um projecto académico de um aluno de uma universidade norte-americana. A minha cópia digital há-de ter entrado na minha colecção steam por intermédio de algum indie bundle comprado por uma ninharia.

Tal como acontece com muitos outros jogos de terror, aqui temos uma enorme mansão para explorar. Mas não é uma mansão qualquer, pois para além de nem sabemos muito bem o que estamos ali a fazer, a casa possui outras peculiaridades. Aparentemente a mansão pertencia à família Kraven e está repleta de passagens secretas e outros segredos, mais do que isso não sabemos, apesar do seu aspecto aterrador e um manequim sinistro que nos irá pregar vários sustos ao longo da aventura.

Uma das peculiaridades deste jogo é a possibilidade de moldar a mansão à nossa maneira

Mal chegamos, encontramos um grande hall de entrada repleto de portas trancadas, todas excepto uma, que acaba por ser a primeira divisão a explorar, a parte debaixo de uma biblioteca. Ali encontramos um modelo em miniatura de uma outra divisão na casa, que deveremos carregar até ao hall de entrada, onde temos uma mesa que nos permite interagir com os vários modelos em miniatura de divisões que vamos encontrando, permitindo-nos assim “moldar” a casa de várias formas a conseguir progredir no jogo e até a descobrir alguns itens secretos que nos desbloqueiam o final verdadeiro.

Pestanejem e estão mortos

Tirando isso, este é um jogo de aventura e exploração na primeira pessoa, onde teremos de resolver alguns puzzles para prosseguir no jogo e sobreviver aos encontros do manequim de bronze, que apenas nos ataca na escuridão, ou quando não estamos a olhar directamente para ele. Felizmente que estamos equipados com uma lanterna, mas no grau de dificuldade máximo a lanterna perde bateria rapidamente, pelo que a teremos de estar constantemente a recarregar, o que nos pode trazer problemas em alguns encontros imediatos.

A nível audiovisual é um jogo minimamente competente. Usando o motor gráfico do Unreal 3, apresenta um grafismo detalhado e com um bom nível de interactividade de objectos. A casa e as suas divisões são bastante sinistras, o que contribui bem para a atmosfera do jogo. No entanto, creio que muito poderia ser melhorado e o facto do jogo ser curto também não ajuda. Por exemplo, ao longo da aventura vamos encontrnado vários documentos, fotografias e livros onde temos direito a ler algumas notas. No entanto estas são muito dispersas e vagas, ao contrário do Amnesia, onde essas notas ajudavam-nos realmente a perceber todo o contexto do jogo, melhorando imenso a narrativa.

Ao longo do jogo poderemos ver muitas notas, pena que não façam lá muito sentido

Mas lá está, para um jogo desenvolvido de forma académica, e lançado originalmente de forma gratuita, este Kraven Manor até acaba por ser uma boa surpresa. Mas merecia um remake, pois a mecânica de “brincar” com a estrutura da casa tem potencial, e ao adicionar conteúdo poderiam também melhorar na narrativa.

Blackwell Epiphany (PC)

Voltando às rapidinhas, desta vez no PC, o jogo que cá trago hoje é mais um indie, desta vez o último capítulo da saga Blackwell. Produzido pelo pequeno estúdio WadjetEye Games, este é mais um jogo de aventura point and click em 2D clássico, com uma boa história e mecânicas de jogo originais. A minha cópia digital foi comprada numa Steam Sale, já não sei precisar quando, mas certamente a um óptimo preço.

Aqui continuamos a história de Rosalina Blackwell, uma investigadora privada que se especializa em assuntos paranormais, devido à sua habilidade de comunicar com os espíritos de pessoas que faleceram, mas ainda estão “presas” no plano terrestre. Para isso contamos com a ajuda de Joey Mallone, uma espécie de espírito guia, que nos faz de ponte entre este mundo e o próximo, de forma a encaminharmos os espíritos para a “luz”. A história leva-nos a tentar resolver mais um mistério com homicídios à mistura, mas desta vez leva-nos para várias revelações importantes, que acabam por por um ponto final na história desta dupla.

Com Joey podemos atravessar portas trancadas e espiar à vontade

Podemos então jogar com Rosangela e o Joey, alternando entre ambos de forma livre. Isto porque o Joey consegue atravessar portas trancadas, mas por outro lado não consegue interagir fisicamente com pessoas ou objectos, podendo apenas soprá-los, o que por vezes pode ser suficiente para desbloquear o nosso progresso no jogo. Para além desta dinâmica Rosangela/Joey, a série Blackwell incute também mecânicas de jogo dignas de um detective, na medida em que teremos mesmo de pesquisar na “internet” (através do telemóvel da protagonista) por pistas como nomes ou moradas. Ao interrogar as pessoas podemos também questioná-las directamente sobre as pistas que vamos anotando e por vezes temos até de cruzar umas pistas com outras de forma a obter novas pistas.

O jogo possui uma atmosfera “noir” típica de filmes de detectives que lhe assenta muito bem

A nível audiovisual, nada de muito mais há a acrescentar. Se jogaram um jogo da série, então já sabem com o que contar, visto que o mesmo é desenvolvido com o mesmo motor gráfico, o Adventure Game Studio. Assim sendo esperem por um jogo com visuais inteiramente em 2D e com baixa resolução, dando-lhe um aspecto muito retro. Felizmente o pixel art e respectivas animações estão muito boas. O jogo decorre ao longo de vários cenários como edifícios abandonados, uma igreja, a esquadra da polícia, entre outras localizações, tudo durante uma noite de neve intensa, o que incute ao jogo uma atmosfera muito solitária, muito própria de filmes noir. A música de fundo possui na sua maioria contornos de jazz, com melodias de piano e/ou saxofone, com algumas excepções. O voice acting está também excelente, o que é muito agradável tendo em conta os recursos limitados com que o jogo foi desenvolvido.

Para além de desvendar os mistérios, ajudamos também as almas dos que morreram a partir em paz

Portanto, este é mais um jogo de aventura bastante sólido, com uma óptima narrativa e que acaba por fechar muito bem uma saga de cinco capítulos. Recomendado aos fãs de aventuras gráficas!