Blackwell Epiphany (PC)

Voltando às rapidinhas, desta vez no PC, o jogo que cá trago hoje é mais um indie, desta vez o último capítulo da saga Blackwell. Produzido pelo pequeno estúdio WadjetEye Games, este é mais um jogo de aventura point and click em 2D clássico, com uma boa história e mecânicas de jogo originais. A minha cópia digital foi comprada numa Steam Sale, já não sei precisar quando, mas certamente a um óptimo preço.

Aqui continuamos a história de Rosalina Blackwell, uma investigadora privada que se especializa em assuntos paranormais, devido à sua habilidade de comunicar com os espíritos de pessoas que faleceram, mas ainda estão “presas” no plano terrestre. Para isso contamos com a ajuda de Joey Mallone, uma espécie de espírito guia, que nos faz de ponte entre este mundo e o próximo, de forma a encaminharmos os espíritos para a “luz”. A história leva-nos a tentar resolver mais um mistério com homicídios à mistura, mas desta vez leva-nos para várias revelações importantes, que acabam por por um ponto final na história desta dupla.

Com Joey podemos atravessar portas trancadas e espiar à vontade

Podemos então jogar com Rosangela e o Joey, alternando entre ambos de forma livre. Isto porque o Joey consegue atravessar portas trancadas, mas por outro lado não consegue interagir fisicamente com pessoas ou objectos, podendo apenas soprá-los, o que por vezes pode ser suficiente para desbloquear o nosso progresso no jogo. Para além desta dinâmica Rosangela/Joey, a série Blackwell incute também mecânicas de jogo dignas de um detective, na medida em que teremos mesmo de pesquisar na “internet” (através do telemóvel da protagonista) por pistas como nomes ou moradas. Ao interrogar as pessoas podemos também questioná-las directamente sobre as pistas que vamos anotando e por vezes temos até de cruzar umas pistas com outras de forma a obter novas pistas.

O jogo possui uma atmosfera “noir” típica de filmes de detectives que lhe assenta muito bem

A nível audiovisual, nada de muito mais há a acrescentar. Se jogaram um jogo da série, então já sabem com o que contar, visto que o mesmo é desenvolvido com o mesmo motor gráfico, o Adventure Game Studio. Assim sendo esperem por um jogo com visuais inteiramente em 2D e com baixa resolução, dando-lhe um aspecto muito retro. Felizmente o pixel art e respectivas animações estão muito boas. O jogo decorre ao longo de vários cenários como edifícios abandonados, uma igreja, a esquadra da polícia, entre outras localizações, tudo durante uma noite de neve intensa, o que incute ao jogo uma atmosfera muito solitária, muito própria de filmes noir. A música de fundo possui na sua maioria contornos de jazz, com melodias de piano e/ou saxofone, com algumas excepções. O voice acting está também excelente, o que é muito agradável tendo em conta os recursos limitados com que o jogo foi desenvolvido.

Para além de desvendar os mistérios, ajudamos também as almas dos que morreram a partir em paz

Portanto, este é mais um jogo de aventura bastante sólido, com uma óptima narrativa e que acaba por fechar muito bem uma saga de cinco capítulos. Recomendado aos fãs de aventuras gráficas!

 

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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