A Boy and His Blob (Nintendo Entertainment System)

Do mesmo autor de Pitfall, um dos seminais jogos de plataforma e exploração lançado no início da décade de 80, David Crane lança originalmente em 1989 para a NES este “A Boy and His Blob” que herda alguns dos conceitos de exploração introduzidos por Pitfall. O meu exemplar foi-me oferecido por um particular algures em Setembro/Outubro deste ano.

Apenas cartucho

Neste jogo controlamos um jovem rapaz que tenciona ajudar Blobert, uma bola de gosma de um outro planeta, cujo está a ser governado por um tirano. Para o combater, teremos de comprar um grande volume de vitaminas para usar como arma e para isso, teremos de primeiro amealhar uma quantia considerável de dinheiro. Onde poderemos arranjar tanto dinheiro? Ao explorar os túneis e cavernas da nossa cidade, usando as habilidades únicas de Blob para nos ajudar.

Em baixo temos sempre visível quais os rebuçados que temos seleccionados e o número restante dos mesmos

Este é um jogo de exploração dividido em vários ecrãs sequenciais, onde teremos de improvisar maneiras de chegar a locais que seriam à partida inacessíveis. Para isso temos o nosso Blob e um conjunto de rebuçados com os mais variados sabores que fazem com que Blob mude de forma para um objecto que nos possa ajudar. Não conseguimos chegar a uma plataforma? Damos-lhe um rebuçado de licor para que se transforme numa escada. Ou um de morango para se transformar numa ponte! Queremos descer um enorme desfiladeiro em segurança, ou precisamos de protecção para objectos a cair do tecto? Nada que um rebuçado de baunilha não resolva, transformando a gosma num guarda-chuva que pode também servir de pára-quedas. Ou se quisermos explorar um túnel que esteja directamente debaixo de nós? Há por aí um rebuçado que faz Blob se transformar num buraco.

O jogo obriga-nos a explorar o mapa e usar as habilidades de Blob de forma criativa

Teremos portanto imensas possibilidades de diferentes transformações que Blob pode tomar e somos largados num mundo relativamente grande com toda a liberdade para as explorar. Assim que tivermos encontrado tesouros suficientes, podemos comprar as vitaminas, transformar Blob num foguetão e viajar até ao seu planeta. As vitaminas servem de munição para o Vitablaster (uma metralhadora que Blob se pode transformar ao comer um rebuçado de laranja), algo que será útil nos últimos segmentos do jogo. Os controlos em si são relativamente simples, com um botão a servir para chamar Blob ao pé de nós, outro para lhe atirar com o rebuçado escolhido. Escolha essa que pode ser feita com o botão select. O único problema que vejo com os controlos é que por vezes é complicado conseguir deixar o Blob no local exacto onde queremos que fique para usar uma das suas transformações.

A nível audiovisual, não tenho nada de especial a apontar. É verdade que a música não varia muito ao longo do jogo, mas ao menos a mesma é bastante agradável. Por outro lado os gráficos são também simples, porém funcionais e o jogo possui variedade nos cenários quanto baste.

O rapaz é fraquinho e não pode sofrer qualquer tipo de dano ou cair elevadas distâncias, caso contrário perde uma vida.

Portanto este A Boy and His Blob é um jogo interessante, embora longe de ser perfeito. Ainda assim acho que é um jogo com potencial para muito mais. Podíamos estar aqui a falar de um Metroidvania bastante competente! Se bem que recentemente foi lançado um remake para a Nintendo Wii que até me deixou algo curioso. A ver como se safaram!

Super Star Wars (Super Nintendo)

Star Wars é uma das maiores franchises de entertenimento do planeta, não há dúvidas disso. Seja nos filmes, livros, ou videojogos o que não falta são lançamentos de qualidade. Nos videojogos foram inúmeras as adaptações para os mais variadíssimos sistemas e a Super Nintendo não passou ao lado. Aqui temos uma série de 3 jogos de acção, todos publicados pela JVC, que abordam a primeira trilogia passada nos cinemas, referentes aos episódios IV, V e VI. O meu exemplar foi comprado a um particular algures no mês passado, tendo-me custado 17€ se a memória não me falha.

Apenas cartucho

Este é um jogo de acção/plataformas, que nos faz lembrar títulos como Contra (se bem que menos intensos), com algumas secções onde conduzimos alguns veículos como um Landspeeder ou uma X-Wing no famoso assalto à Death Star. Inicialmente podemos jogar apenas com o Luke Skywalker, mas mais para a frente poderemos jogar também com Chewbacca ou Han Solo. Não há grande mudança na jogabilidade entre as personagens, uns são mais ágeis que outros, ou possuem mais resistência físíca e todos possuem mais ou menos o mesmo tipo de habilidades. A grande excepção está no Luke Skywalker, que pode alternar entre a sua pistola e sabre de luz, após o seu encontro com Obi-Wan Kenobi. Todos possuem uma arma de fogo, se bem que ao longo do jogo poderemos apanhar vários power ups que nos aumentam o poder de fogo. O melhor é que esses power-ups transitam de nível para nível, mas perdem-se se perdermos alguma vida entretanto. Mas temos muitos outros itens que podemos apanhar, desde extensões do tempo limite para terminar o nível, multiplicadores de pontos, invencibilidade temporária ou sabres de luz que servem para extender a nossa barra de energia.

Ao longo do jogo poderemos ganhar diferentes upgrades para a nossa pistola, alguns com habilidades diferentes

Depois temos também os níveis onde controlamos veículos, níveis esses que usam e abusam do famoso efeito gráfico mode 7. Confesso que inicialmente achei estes níveis algo confusos mas depois de perceber a manha até se tornaram mais agradáveis. Nos primeiros níveis deste género controlamos um Landspeeder, onde teremos de ter em atenção não só aos inimigos que vamos apanhando, bem como ao nível de combustível. Inicialmente uma pessoa anda ali a vaguear pelo mapa sem saber muito bem o que fazer nem para onde ir, mas o objectivo é mesmo o de destruir um certo número de inimigos ou obstáculos e depois lá “desbloqueamos” o final do nível, que consiste em chegar a algum lado. Nessa altura o horizonte muda um pouco e acabamos por conseguir ver a meta. O segundo veículo que pilotamos é um X-Wing na luta final para destruir a Death Star. Inicialmente sobrevoamos sobre a superfície da Death Star, onde teremos de destruir um número mínimo de TIE Fighters e de torres, sendo que depois passamos para aquela mítica cena na “trincheira”, onde defrontamos outros TIEs, inclusivamente aquele pilotado pelo próprio Darth Vader.

Sim, eventualmente temos alguns bosses para defrontar

De resto deixem-me referir que foi um jogo que me surpreendeu bastante pela positiva. Naquela época era perfeitamente natural os videojogos se desviarem das obras originais, até pelas limitações de hardware dos sistemas em si. No entanto fico contente que este videojogo se relacione muito bem com o filme. Naturalmente que há algumas coisas muito diferentes de forma a adaptarem-se num jogo de plataformas/acção em 2D, como é o caso do resgate de R2D2, onde no filme foi comprado aos Jawas, comerciantes de sucata, aqui tivemos mesmo de lutar pelo robot. Mas tirando isso todos os cenários são locais do filme: o planeta Tatooine e o encontro com os Jawas e Sand People, Mos Esley e a cena de pancadaria no bar onde encontramos Han Solo e claro, o resgate de Leia na Death Star e seguinte assalto final. Só tenho pena de não controlarmos Obi-Wan na sua luta contra Darth Vader mas lá está, também seria uma luta que teríamos de perder se quisermos ser fieis ao filme.

Tendo em conta as limitações inerentes às consolas da época, este jogo até que segue muito bem os acontecimentos do filme.

Entre cada nível lá vamos tendo algumas cutscenes que uma vez mais são também fieis ao filme e no geral fiquei satisfeito com o grafismo do jogo, pois achei os níveis bem detalhados, inclusivamente aqueles em mode 7. Se bem que em alturas de maior aperto com a presença de mais inimigos no ecrã são bem notórios alguns abrandamentos. Por outro lado a música está excelente, quase orchestral mesmo! A Super Nintendo tinha de facto um chip de som muito bom para a época e as músicas estão aqui muito bem representadas. Basicamente, quem viu o filme, irá reconhecer instantaneamente as músicas do jogo.

O assalto à Death Star é um bom exemplo de uso do mode 7

Depois deste Super Star Wars tivemos também o Empire Strikes Back e Return of the Jedi, ambos produzidos pela mesma equipa. Fiquei curioso em jogá-los, mas como ainda não tenho o Empire Strikes Back, terá de ficar para outra altura.

Astérix (Nintendo Entertainment System)

Astérix é sem dúvida uma das franchises de banda desenhada europeia mais bem conhecidas em todo o mundo. E naturalmente que não foi preciso esperar muito tempo até que começassem a surgir as primeiras adaptações para os videojogos. Durante os anos 80 foram várias as empresas a produzir videojogos sobre os irredutíveis heróis Gauleses, com resultados bem variados. Na primeira metade da década de 90 no entanto, as coisas começaram a mudar para o melhor. Nas consolas da Sega era a própria empresa nipónica que detinha os direitos, tendo produzido alguns óptimos jogos na Master System e outros não tão bons por intermédio da Core Design para a Mega Drive. Nas arcades a Konami lançou um excelente beat ‘em up e nas consolas da Nintendo foi a Infogrames que detinha a licença, algo que creio que retém até hoje. Em 1993 a Infogrames produz o seu primeiro videojogo do Astérix, cujo é lançado em simultâneo para a NES, Gameboy e SNES. A versão SNES inclusivamente já a trouxe cá, pelo que aconselho a sua leitura. O meu exemplar da NES foi-me oferecido por um particular algures em Setembro deste ano.

Apenas cartucho

A história é a mesma da versão SNES: os Romanos raptaram Obélix e cabe ao seu melhor amigo Astérix salvá-lo. Vamos então atravessar parte do continente Europeu até chegar a Roma, num jogo com muito platforming! O primeiro conjunto de níveis é passado na própria Gália, onde atravessamos paisagens como florestas (repletas de antas e outros megalíticos) ou mesmo bases romanas. O segundo conjunto de níveis é passado nas montanhas Helvéticas, vulgo Suíça, pelo que são níveis onde a neve e gelo são predominantes e logo depois em Espanha, algures na costa mediterrânica. O terceiro conjunto de níveis é dedicado ao Egipto com os seus desertos e pirâmides (sim, que grande volta para chegar a Roma!). O quarto conjunto de níveis sim, já é passado em Roma, onde temos inclusivamente aquele nível numa montanha russa, mas que não é tão chato quanto na versão SNES. É aqui que culminamos o jogo com um confronto contra um boss de forma a libertar Obelix. Todos os outros mundos têm um boss que muito nos remete para o clássico Donkey Kong, mas curiosamente são bosses opcionais.

Este jogo foi lançado para NES, SNES e Gameboy e ao que sei, a história é similar em todas as versões.

Os controlos são simples com dois botões faciais disponíveis. Um botão para saltar, o outro para dar socos, resultando nos PAF! que tão bem conhecemos das banda desenhadas. Como muitos jogos de plataformas temos vários itens para apanhar. As estrelas são o análogo das moedas nos jogos do Mario, ganhamos uma vida a cada 100, sendo que as ânforas valem por 10 estrelas. Temos também vários blocos que podemos destruir, presenteando-nos com estrelas ou outros power ups como vidas extra, invencibilidade temporária ou “asas” (como as do capacete do Asterix) que servem para restaurar a nossa barra de vida. Ao destruir um determinado número de blocos podemos encontrar chaves que nos transportam para cavernas secretas onde podemos apanhar uma série de itens. Entre cada nível temos também um nível de bónus que consiste em estarmos a saltar entre uma série de barris em alto mar, enquanto vão caindo do céu vários itens. Naturalmente que não temos muito tempo disponível e também não podemos tocar na água.

Para uma NES, é um jogo tecnicamente muito bem conseguido

No que diz respeito aos audiovisuais acho este um jogo muito bem conseguido para uma plataforma como a NES. Os níveis são todos muito bem coloridos e apresentam um óptimo nível de detalhe. As músicas são fantásticas e se acham que têm uma sonoridade muito próxima dos jogos de microcomputadores europeus da década de 80, inícios de 90, então acertaram em cheio! É que a versão NES não foi produzida pela Infogrames mas sim por um estúdio mais pequeno, curiosamente espanhol, chamado BitManagers/New Frontier, que começaram precisamente a programar videojogos para sistemas como ZX Spectrum, Amstrad e MSX.

Entre cada “mundo” temos um boss opcional que nos remete para o Donkey Kong.

Portanto temos aqui um jogo de plataformas bem sólido, especialmente se forem fãs do Astérix, o que é o meu caso. Relembro que este jogo não tem nada a ver com o Astérix da Master System (também um excelente jogo de plataformas) que foi desenvolvido pela Sega. A versão SNES é superior graficamente, mas acho que esta versão acaba por ser mais coesa na jogabilidade.

Castlevania II: Simon’s Quest (Nintendo Entertainment System)

Muitas das séries mais sonantes da biblioteca da NES tinham como o segundo título um lançamento apelidado de “ovelha negra” por ter divergido da fórmula do jogo original. Super Mario Bros 2 (versões americana e europeia), Zelda 2, Metal Gear 2, e este Castlevania II: Simon’s Quest são alguns dos exemplos. Mas o que fez a Konami de errado neste caso? Na verdade, sinceramente não acho que este jogo seja mau e acabou por dar um “cheirinho” do que a série se viria a tornar a partir do Symphony of the Night. Mas já lá vamos. O meu exemplar foi comprado este mês a um particular, tendo-me custado 18€.

Apenas cartucho

O jogo coloca-nos uma vez mais no papel do caçador de vampiros Simon Belmont, algum tempo após termos derrotado o próprio Drácula no primeiro Castlevania, que aparentemente lançou uma maldição antes da sua morte. Para quebrar essa maldição, Simon tem de procurar os restos mortais de Drácula, localizados em cinco mansões distintas, trazê-los para o seu castelo, ressuscitar Drácula para que finalmente o possa derrotar uma vez mais. Ah, e temos 15 dias para fazer isso, caso contrário o Simon vai de vela.

Podemos interagir com NPCs e inclusivamente comprar coisas a alguns

A nível de jogabilidade este é um jogo que possui muitas diferenças face ao original. Vai buscar influências a Metroid, no sentido em que teremos de explorar o mapa e procurar itens que nos deixem desbloquear outras áreas, resultando numa jogabilidade não-linear. Para além disso vai buscando alguns elementos de RPG, na medida em que ganhamos pontos de experiência e ficamos mais fortes com os combates que passamos, bem como introduz um sistema de inventário, onde poderemos equipar diferentes itens e armas. Para isso, os corações largados pelos inimigos servem de unidade monetária, cujos podemos usar como moeda de troca ao interagir com alguns NPCs que vivem nas diferentes cidades que visitamos.

O jogo possui também um sistema de dia/noite, onde à noite os inimigos tornam-se mais fortes e difíceis de matar, porém dão-nos recompensas maiores. À noite as cidades não possuem quaisquer NPCs, sendo estes subsituídos por zombies. É verdade que estes sinais de metroidvania ainda são algo primitivos, principalmente nos diálogos que vamos tendo, que são bastante curtos e nem sempre tão esclarecedores quanto ao que temos de fazer para prosseguir no jogo.

What an horrible way to learn english

No entanto gostei do sistema de inventário. Ao longo do jogo poderemos comprar upgrades para o chicote bem como algumas armas secundárias, como é o caso do regresso da água benta com splash damage, ou armas inteiramente novas como diamantes que fazem ricochete nas superfícies até atingirem um inimigo. As partes do corpo de Drácula que vamos encontrando também podem ser “equipadas”, conferindo-nos algumas habilidades. Por exemplo, ao equipar a costela de Drácula activamos um escudo que nos protege de projécteis frontais, mas se antes equiparmos as unhas de Drácula ganhamos a habilidade de destruir alguns blocos que antes não conseguiríamos destruir. Outros itens têm usos menos interessantes e podem servir apenas para nos desbloquear acessos a certas partes do jogo.

Falando um pouco dos gráficos e som, bom os primeiros são minimamente bem detalhados, dentro dos possíveis que a NES permite. Mas pareceu-me ser um jogo com secções bem mais inistras, repletas de esqueletos e cadáveres por tudo quanto é sítio, até admira como a Nintendo of America deixou passar isto. Por outro lado acho que poderia haver uma maior variedade dos cenários, pois as cidades, outdoors e dungeons são muito semelhantes entre si. No que diz respeito ao som, e principalmente às músicas, bom aí o jogo não desaponta nada. É verdade que prefiro as músicas do primeiro Castlevania, mas estas também são bastante catchy e agradáveis.

Apesar de ser um jogo que não varia muito nos cenários, gostei que os mesmos fossem mais sinistros ainda.

Portanto este Castlevania II, apesar de ser bastante diferente do primeiro e terceiro jogos da NES, não deixa de ser uma peça importante. Foi uma das primeiras vezes que a Konami explorou uma vertente mais não linear e incluiu alguns elementos de RPG, algo que viria a ser refinado anos mais tarde. Mas é também um jogo que nos dá alguma longevidade, pois temos 3 finais diferentes para atingir, mediante o número de dias que levamos a chegar ao fim.

Mario vs. Donkey Kong 2: March of the Minis (Nintendo DS)

Vamos continuar pelas portáteis da Nintendo, desta vez com o Mario vs Donkey Kong 2, desenvolvido para a Nintendo DS. Esta série, que tem as suas origens no Donkey Kong da velhinha Gameboy, continua a explorar a rivalidade de Mario e Donkey Kong, algo que perdura desde o início da década de 80 com o jogo arcade de mesmo nome. É uma série que mistura de forma muito interessante os conceitos de plataforma e puzzle e aqui os Minis, que tinham sido introduzidos no jogo anterior para a GBA, ganham novamente papel de destaque. O meu exemplar foi comprado há coisa de 2 meses atrás, custando-me 7€ a um particular.

Jogo completo com manual e papelada

A história é uma vez mais muito simples, decorrendo na cerimónia de abertura do Mini-Mario Amusement Park, que conta com a presença de Pauline, a primeira “dama em apuros” da história da Nintendo. Acontece que Mario e Donkey Kong presenteiam Pauline com um brinquedo em miniatura da sua pessoa e Pauline acaba por escolher o brinquedo do Mario. Isto faz com que Donkey Kong se encha de ciúmes, pegue na Pauline e saia disparado a correr com ela às costas para o topo do edifício. Impossibilitado de ir atrás de Donkey Kong, Mario terá de controlar os seus mini-Marios à distância, atravessando 9 salas (níveis) por cada andar do prédio (mundos) até chegarmos ao topo e defrontarmos Donkey Kong pela última vez.

Desta vez não controlamos o Mario mas sim os seus bonecos apenas. Temos
é de os guiar como nos Lemmings para a saída do nível, podendo também manipular os cenários.

Portanto, ao contrário do jogo anterior onde controlávamos directamente Mario que tinha de salvar todos os mini-Marios e encaminhá-los à saída de cada nível, agora usamos o touch screen da Nintendo DS para controlar os mini-Marios espalhados em cada nível, bem como poderemos controlar alguns dos obstáculos como chamar elevadores, alterar a direcção em que correias automáticas circulam, entre outros. Antes de começarmos cada nível temos a liberdade de movimentar a câmara (com o D-Pad ou botões faciais) o tempo que quisermos, pois o jogo só começa a contabilizar o tempo do nível a partir do momento em que começamos a interagir com o cenário ou com algum mini-Mario. Com a stylus podemos controlar a direcção em que queremos que os mini-Marios andem, fazê-los saltar e/ou entrar em tubos, ou forçar a sua paragem, ao simplesmente tocar-lhes com a stylus.

A maioria dos bosses já tem mecânicas de jogo algo diferentes e que até me fazem lembrar jogos como Bust-A-Move

Claro que em cada nível temos inimigos e obstáculos que teremos de evitar para que todos os mini-marios sobrevivam, sendo que à medida que vamos progredindo no jogo, novos conceitos são-nos apresentados, como as superfícies magnetizadas, que deixam os bonecos caminharem sobre paredes ou tectos. O objectivo de cada nível é encaminhar cada mini-mario disponível no nível para a saída, sendo que no final a nossa performance é avaliada em vários factores, incluindo o tempo que demoramos a resolver o puzzle. Mas se quisermos completar o jogo a 100% temos de nos esforçar para ganhar uma medalha de ouro em cada nível. Para isso é necessário que: todos os mini-Marios cheguem à saída e com pouco tempo de disância entre cada um e que, pelo menos um dos mini-Marios nunca tenha sido parado por nós, ou seja, tenha estado sempre em movimento ao longo de todo o nível. Visto que teremos vários mini-Marios em cada nível para encaminhar, com muitos inimigos e obstáculos, e cada nível possui uma área de jogo maior que o ecrã da Nintendo DS, isto obriga-nos a reflexos rápidos e a um planeamento muito cuidadoso antes de iniciar cada nível.

Se ganharmos uma medalha de ouro em cada nível, no final do jogo desbloqueamos uma série de níveis adicionais. Para além disso, nos níveis normais temos também algumas letras para apanhar, que no final soletram a palavra MINIMARIO. Se as apanharmos todas em cada nível, nesse mundo desbloqueamos um nível de bónus que é uma espécie de “Wack-A-Mole” onde teremos de tocar com a stylus nos Shyguys que vão surgindo no ecrã. Depois lá enfrentamos o boss daquele mundo, que é naturalmente um confronto com o Donkey Kong. Aqui as mecânicas de jogo são algo diferentes, pois temos um canhão rotativo (que faz lembrar o Bust-A-Move) onde teremos de disparar os mini-Marios de forma a atingir o Donkey Kong uma série de vezes. Para além de tudo isto, temos ainda um modo de edição de níveis que sinceramente não cheguei a experimentar, mas aparentemente poderiam ser partilhados com amigos via online.

Temos também algumas pequenas cutscenes em CG que têm bastante qualidade para uma Nintendo DS.

Graficamente é um jogo colorido e com cenários 2D bem detalhados, como já estaríamos à espera num jogo Mario. Muitos dos mundos temáticos vão buscar influências às séries Mario e Donkey Kong, com as selvas, cavernas e castelos com lava que teremos de explorar, tendo ainda algumas secções novas como os níveis mais industriais. Ocasionalmente também temos algumas cutscenes em CG que possuem uma qualidade excelente para uma Nintendo DS. As músicas são igualmente agradáveis, sendo na sua maioria remixes de melodias bem conhecidas para os fãs da Nintendo.

Portanto no fim de contas esta é mais uma entrada sólida nesta série, que mistura muito bem os conceitos de platforming e de puzzle, obrigando-nos a pensar e ter reflexos rápidos, especialmente se quisermos ter o melhor resultado possível no final de cada nível. Mas este Mario vs Donkey Kong 2 não se ficou por aqui, pois pouco tempo depois tivemos, de forma exclusivamente digital, o Mario vs. Donkey Kong: Minis March Again! que por acaso foi dos primeiros jogos que experimentei na minha Nintendo DS. Mas isso será assunto para outro artigo a ser publicado em breve.