Mais uma rapidinha, agora a um jogo da NES produzido pela Capcom e que infelizmente não chegou a ter nenhum lançamento na Europa. É sem dúvida influenciado por outros jogos de acção arcade como Shinobi e acima de tudo o Rolling Thunder da Namco, pois é na mesma um sidescroller 2D, muitas vezes temos de alternar entre 2 planos e também temos muitas portas para entrar, não só para apanhar munições ou outros power ups, mas também para salvar reféns. O meu exemplar foi comprado a uma loja online algures no passado mês de Março por 7,50.
Cartucho solto, versão norte-americana
Ora e tal como estava na moda na década de 80, este é mais um jogo onde encarnamos num “Rambo”, um herói solitário que irá enfrentar autênticos exércitos sozinho. A sua missão? Viajar por vários pontos da América do Sul e enfrentar os bandidos de vários cartéis de traficantes de droga. Para além disso, temos de resgatar reféns, especialmente outros soldados, que nos dão uma granada que sem a qual não conseguimos desbloquear a saída do nível. No final de cada nível cada soldado que resgatamos dá-nos também algumas pistas que irão ajudar a preencher uma mensagem que irá revelar algo muito importante sobre os barões de droga e o propósito daquela missão.
As portas são rotativas, ao entrar, para além de nos escondermos libertamos reféns ou power ups
A nível de jogabilidade as coisas são relativamente simples. Um botão para saltar, outro para disparar. O d-pad para mover, agachar e abrir as portas que são rotativas e podem servir para nos escondermos dos inimigos, enquanto mantivermos o d-pad pressionado para cima. Essa é uma das grandes dicas a ter em conta para este jogo! De resto, inicialmente estamos munidos apenas de uma pistola e eventualmente arranjamos uma metralhadora. Mas assim que arranjamos a metralhadora, a pistola fica automaticamente descartada e só a voltamos a usar caso fiquemos sem munições para a metralhadora. Explorar as portas deve ser algo que devemos fazer pois algumas podem não esconder nada, mas muitas outras revelam reféns, munições, corações que regeneram ou extendem a nossa barra de vida, relógios que nos dão mais tempo para completar o nível, mas mais importante de tudo é mesmo encontrar o soldado refém que nos dá uma granada e que nos permite finalmente finalizar o nível.
No final de cada nível esta mensagem vai-se completando e revelar uma terrível verdade
Graficamente é um jogo competente para uma NES. Os níveis até que vão tendo alguma variedade nos cenários e nos últimos níveis as portas até que estão bem escondidas! Não há é muita variedade nos inimigos, eles são na sua maioria soldados humanos com algumas palette swaps, mas eventualmente teremos algumas novidades. Tal como no Operation Wolf, temos entre cada nível também algumas pequenas imagens de transição que mostram o Viper a fazer cenas, geralmente a disparar sobre os inimigos. Já as músicas também as achei agradáveis! Gosto bastante de chiptune da NES e este jogo não desapontou na sua banda sonora também.
Portanto temos aqui um bom jogo de acção em 2D que irá certamente agradar a quem tenha gostado quer de Rolling Thunder, quer do Shinobi original. É uma pena que não tenha saído oficialmente em território europeu, mas na NES e SNES isso é infelizmente uma constante.
Por altura dos 25 anos de The Legend of Zelda, a Nintendo ofereceu um presente a todos os donos da Nintendo DSi, uma das últimas revisões de hardware da Nintendo DS que, para além de possuir algumas capacidades de hardware adicionais que foram pouco aproveitadas, tinha também mais funcionalidades online, incluindo o acesso a uma loja onde poderiam ser comprados pequenos jogos digitais. E o que a Nintendo ofereceu nessa altura foi precisamente o jogo que cá vos trago hoje, que é uma adaptação do Four Swords da Game Boy Advance, o primeiro Zelda 100% multiplayer que veio incluido em conjunto com a conversão do A Link to the Past para essa portátil.
Apesar de ter sido um título pensado a 100% no multiplayer, originalmente o Four Swords tinha também uma simples história por detrás. E apesar da sua versão GBA ter sido lançada antes do Minish Cap, certamente esse jogo já estava nos planos da Nintendo pois este Four Swords é uma sequela onde teremos de defrontar Vaati uma vez mais, que escapou da sua “prisão” após ter sido selado no final do Minish Cap. E para isso teremos de usar uma vez mais a Four Sword, que desta vez clona o Link em 2 ou mais sósias com vestimentas de cores diferentes, dependendo do número de pessoas que iriam jogar.
Na sua versão multiplayer, até 4 jogadores poderão jogar em simultâneo e por vezes têm mesmo de cooperar uns com os outros
Esta versão DSiWare traz todo o conteúdo da versão original, mais a possibilidade de jogarmos sozinhos e outras dungeons extra que detalharei mais à frente. E tendo em conta que Four Swords consiste essencialmente em explorar dungeons com layouts aleatórios e de forma cooperativa, mesmo se jogarmos sozinhos temos sempre de controlar 2 Links, para ultrapassar alguns obstáculos, resolver puzzles, ou mesmo enfrentar alguns inimigos que obrigam mesmo a 2 Links cooperarem entre si. Por defeito um dos Links segue-nos, mas com o botão R podemos alternar entre os links, e controlar cada um individualmente, o que teremos mesmo de fazer para resolver alguns dos puzzles, como pressionar múltiplos interruptores ou puxar múltiplas alavancas. E para além de cada Link estar munido da sua espada, à medida que vamos explorando cada dungeon teremos a oportunidade de equipar e usar diferentes itens como as já conhecidas bombas, arco e flecha, capa que nos permite saltar, o boomerang, entre outros, como um chapéu que nos reduz para um tamanho minúsculo, podendo assim esgueirarmo-nos por passagens estreitas. Como no Minish Cap, portanto! A grande diferença perante os outros Zeldas é que só podemos equipar um item de cada vez e por vezes para ultrapassar certos obstáculos temos mesmo de usar múltiplos itens em conjunto, daí o jogo ter mesmo um foco no multiplayer cooperativo. A versão single player é portanto uma emulação da versão multiplayer, mas onde sozinhos controlamos 2 links alternadamente.
Mas o jogo também tem o seu quê de competitivo, pois no final de cada dungeon ganha o jogador que tiver amealhado mais rupees
A primeira playthrough é consideravelmente simples. Começamos numa dungeon que serve de tutorial para nos explicar todas as mecânicas de jogo e depois lá somos largados para a aventura. Aí vamos ter de explorar 3 dungeons com as temáticas de floresta, água e fogo, onde da primeira vez que as jogamos, independentemente da nossa performance, somos recompensados no final com uma chave de prata. Essa chave irá servir para abrir uma das portas da dungeon do Vaati, onde teremos de o derrotar no final. Na rodada seguinte, podemos tentar obter a chave de ouro em cada uma das 3 dungeons base, para por sua vez desbloquear a porta de ouro da dungeon do Vaati. Por fim podemos tentar também obter as chaves “herói” em cada uma das dungeons base, para desbloquear a “ultimate dungeon” do Vaati, com 12 andares e todos os bosses que defrontamos anteriormente. E como desbloqueamos essas chaves? Temos de chegar ao fim de cada dungeon base com pelo menos 3000 rupias para obter a chave de ouro, ou 5000 rupias para obter a chave herói. E aqui começamos a apercebermo-nos que esta vertente single player foi muito mal aproveitada, pois obter 5000 rupias é uma tarefa muito difícil em single player, e obriga a grindings longos, se por acaso encontrarmos alguma sala na dungeon que tenha inimigos que renasçam infinitamente, o que pode não acontecer. Pelo que li, aparentemente no modo multiplayer pode ocorrer o evento “rupee fever” o que realmente simplifica essa tarefa. Portanto se jogarem este Zelda sozinhos e se sentirem frustrados por não conseguir desbloquear a “hero door” do Vaati, deixem lá. É que a história e o final não mudam rigorosamente nada.
No ecrã de baixo podemos ver a nossa posição no mapa, a saída da dungeon e à esquerda temos a indicação de alguns power ups que podemos apanhar e que nos melhorarm o ataque, defesa e agilidade
Esta versão traz também 2 conjuntos de dungeons adicionais e a que mais gostei foram as Realm of Memories. Aqui temos um conjunto de 3 dungeons que teremos de conquistar, sendo que cada uma delas vai buscar influências a outros jogos da série, com grafismos próximos do A Link to the Past da SNES, Link’s Awakening da Gameboy clássica ou mesmo o primeiro The Legend of Zelda da NES! Conquistando as 3 dungeons desbloqueamos a master sword e a possibilidade da mesma disparar projécteis quando temos a vida no máximo. O outro conjunto de dungeons exclusivas desta versão são as Hero’s Trial, que possuem um maior foco em combate. E esta é mais uma razão que mesmo sendo possível jogar todo este conteúdo sozinho, o jogo tem mesmo o foco no multiplayer. É que nestes dungeons frequentemente vamos enfrentando ondas de inimigos cada vez mais numerosos e poderosos, e para além disso, nos níveis mais avançados, teremos também obstáculos como buracos ou fogo para evitar em pleno combate. E é muito difícil ultrapassar este desafio sozinhos! É que neste jogo, quando morremos a primeira vez, pagamos 50 rupias para ressuscitar e esse valor vai incrementando de 50 em 50 até um máximo de 500! Portanto será muito fácil nessa dungeon ficarmos sem créditos! Com 2, 3 ou 4 humanos a lutar ao mesmo tempo, acredito que a dificuldade seja bem mais balanceada! Se completarmos as 3 Heroe’s Trials, desbloqueamos o poderoso hurricane attack.
As Realm of Memories são exclusivas desta versão e são um piscar de olhos ao passado!
Portanto este foi um jogo que me deixou com um sabor algo agridoce na boca. Durante anos andei super curioso para o jogar e o facto da versão GBA ser multiplayer only, nem por emulação dava para experimentar. A Nintendo ter “refeito” o jogo adicionando-lhe novas dungeons, um modo single player, multiplayer por wireless e acima de tudo, ter oferecido o jogo durante largos meses foi sem dúvida um gesto bonito. Mas tentar completar o jogo a 100% sozinho é uma experiência incrivelmente frustrante e mesmo que o conseguisse fazer, a recompensa não seria muita. Portanto se estiverem curiosos e o quiserem experimentar sozinhos, joguem a primeira ronda com as chaves prateadas que ficam com a história toda despachada. Experimentem depoi as Realm of Memories pela nostalgia e as Heroe’s Trials se forem sádicos!
O Rogue Ops foi um dos poucos jogos da minha colecção que decidi vender. Era ainda um estudante universitário e precisava de juntar algum dinheiro para ir a um festival de verão. Decidi então seleccionar um conjunto de vários jogos de Game Cube que tinha comprado ao longo dos anos e não me diziam muito. Alguns acabei por me arrepender de vender e desses felizmente recuperei-os quase todos nos anos seguintes (excepto o Evolution Worlds, que infelizmente disparou no preço). Outros, como o Rogue Ops, nunca mais tive o apelo de o comprar de novo. Na altura tinha-o comprado na extinta Game do Maia Shopping por 5€, vendi-o ao mesmo preço, e algures no passado mês de Fevereiro comprei outro exemplar a um particular pelo mesmo preço. E surpresa das surpresas, o jogo nem é assim tão mau quanto eu me lembrava!
Jogo com caixa, manuais e papelada
Este é um jogo de acção na terceira pessoa e com um grande foco na furtividade, indo atrás do sucesso de séries como Metal Gear Solid ou Splinter Cell que tinha sido lançado um ano antes. E aqui controlamos uma personagem feminina, agente de uma organização secreta qualquer com a missão de ir atrás da organização terrorista Omega-19, que se encontrava a preparar um ataque em larga escala. Iremos então participar em missões que nos levam a diferentes pontos do globo, desde instalações militares no Uzbequistão, um museu em Londres, uma mansão na Hungria, um banco na Suíça, entre vários outros destinos.
O botão A serve para inúmeras acções, mas apenas quando surge o respectivo ícone a verde no ecrã, e para isso temos de estar perfeitamente posicionados
Ora confesso que da primeira vez que tive o jogo não lhe dei muita atenção por dois motivos, o primeiro é o de ter achado a jogabilidade desnecessariamente complicada em alguns casos e o de ter achado a protagonista (e restantes personagens principais) super desinteressantes. Ora continuo mantenho a mesma opinião no segundo motivo, já no primeiro, é verdade que continua a não ser o ideal, mas acabei por me habituar. Ora os analógicos servem para mover e controlar a câmara, o d-pad para alternar entre itens e armas, o botão B serve para alterar entre a postura de pé ou agachado, os botões X e Y servem para usar/equipar as armas ou itens seleccionados com o d-pad, o botão L serve para ampliar e o R para disparar, quando tivermos a arma equipada. O botão Z serve para ampliar o mapa da área que está no canto superior direito. E o botão A? Bom, esse é um botão de “multi usos”, servindo para várias tarefas distintas, como investigar corpos, carregar corpos, interagir com interruptores, investigar gavetas e afins em busca de documentos, agarrarmo-nos em frestas nas paredes, subir canos, usar um gancho, entre outros. O problema é que temos de esperar que surja no ecrã o ícone da acção que queremos executar e muitas vezes temos de estar numa posição pixel perfect para que apareça o ícone certo. E num jogo onde temos de ser rápidos para manter a nossa presença escondida, isto pode atrapalhar por vezes. O outro elemento da jogabilidade que achei desnecessariamente complicado são os confrontos melee. Quando nos aproximamos sorrateiramente por detrás de um inimigo, podemos assassiná-lo silenciosamente com golpes corporais. Mas para o fazer com sucesso temos de pressionar uma série de botões numa sequência de QTE, o que sinceramente achei desnecessário. Mais vale disparar com uma arma silenciosa à distância!
Para distrair os guardas às vezes bastam simples acções como ligar a luz de uma sala que esteja no seu campo de visão
A acompanhar a nossa aventura vamos ter ao nosso dispor uma série de armas de fogo, algumas silenciosas, outras nem tanto, diferentes tipos de explosivos, granadas e mesmo shurikens. Para além disso, teremos também diversos gadgets como uns óculos com visão de raio-x, drones do tamanho de insectos que podemos mandar para explorar salas, ou mesmo pequenas condutas de ar onde nós não cabemos. Ou um retinal scanner, onde poderemos gravar a “impressão digital” da retina de algum VIP, que será necessária para abrir alguma porta. Esses gadgets usam no entanto baterias, que temos de ir gerindo e procurando baterias novas nos cenários, assim como medkits para nos regenerar a barra de vida. E este é um jogo que, em grande parte, nos permite jogar de uma forma completamente furtiva, ou mais à rambo, disparando para tudo e todos. Tal como outros jogos furtivos, os inimigos seguem rotinas de patrulhamento e, caso sejamos detectados, é lançado um alerta onde os inimigos passam a nos procurar mais activamente e podendo inclusivamente chamar reforços.
Esconder corpos em caixas ou cacifos é típico deste tipo de jogos!
Tal como habitual neste tipo de jogos, devemos procurar esconder os cadáveres, uma vez mais os cacifos são um dos destinos óbvios, até para nos escondermos nós se tivermos sido detectados. Eu pessoalmente tentei uma abordagem mais furtiva sempre que possível, até porque há certas missões onde é mesmo obrigatório não sermos descobertos, já noutras alturas não temos mesmo outra hipótese. Explorar bem os níveis e procurar passagens alternativas, muitas vezes através de condutas e afins, bem como eliminar os inimigos silenciosamente, roubar as suas chaves ou procurar pins e passwords espalhados nos cenários são algumas das coisas que nos esperam. Evitar armadilhas como raios laser com padrões relativamente complexos também será algo a ter em conta e sinceramente essas foram as partes que menos gostei de jogar!
No canto superior direito vemos um mapa que ilustra o campo de visão de inimigos ou de câmaras de vigilância. Pena que por vezes o mapa actualize tarde demais!
A nível audiovisual, bom, o jogo até é bem melhor do que o que me lembrava da primeira vez que o joguei. Mas dessa vez não tinha ainda um cabo RGB nem uma Sony Trinitron, portanto deve ser disso! Os níveis são bastante variados, com zonas até que bem detalhadas a nível de polígonos e texturas e com bonitos efeitos gráficos, como os rastos de luz. Já outras não são tão bem conseguidas assim. As cutscenes não são nada de especial, nem o design das personagens em si, que achei bastante desinspiradas. Tentaram promover o jogo com uma heroína sexy e sinceramente acho que os planos saíram um bocado furados. Nada de especial a apontar ao voice acting e efeitos sonoros que, não sendo nada do outro mundo, também não são propriamente terríveis. Noto é algumas quebras severas de framerate com alguma frequência, o que me leva a crer que esta conversão para a GameCube não foi lá muito optimizada.
Portanto estamos aqui perante um jogo de acção que eu achava mesmo que era super medíocre, mas depois de lhe ter dado uma segunda chance, descubro que afinal nem é assim tão mau. Alguns elementos na jogabilidade poderiam ser melhorados (os QTEs nos combates corpo a corpo são para mim os mais desnecessários), a história, narrativa e personagens principais são desinteressantes, mas tudo o resto até que está um jogo bem conseguido. Tem muitos dos elementos furtivos que tornaram as séries Metal Gear Solid e Splinter Cell bem populares e depois de nos habituarmos aos controlos até que se joga bem e ainda teremos alguns desafios interessantes pela frente.
Vamos voltar à velhinha NES para um jogo que me surpreendeu bastante pela positiva (embora nem tudo sejam rosas). Desenvolvido pela Interplay, este é um jogo de plataformas 2D mas com mecânicas de jogo muito próprias e alguns conceitos bastante originais. Pena é que os controlos nem sempre sejam os melhores! O meu exemplar foi comprado no passado mês de Fevereiro a um particular, tendo-me custado uns 10€.
Cartucho solto
O jogo leva-nos ao futuro e encarnamos num herói que parece mesmo saído de uma banda desenhada, o tal Rad Gravity e o seu queixo gigante! A sua missão é a de explorar vários planetas e reactivar uma série de computadores super poderosos que por algum motivo haviam sido inactivados por algum vilão. Começamos a aventura ao visitar o planeta de Cyberia e aí, ao interagir com outros computadores, iremos obter as coordenadas de outros planetas a explorar. Assim que completarmos os dois primeiros níveis, temos completa liberdade para escolher que planetas visitar, sendo que cada planeta / nível está repleto de passagens secretas e power ups para descobrir também!
Por vezes os NPCs dão-nos missões bem caricatas
Na sua essência, este é um jogo de plataformas em 2D, mas possui muitas mais particularidades para além da progressão não-linear que referi acima. Com um botão para saltar, o outro serve para usar o item/arma que tenhamos seleccionado. Começamos com um light saber que causa dano mínimo, mas à medida que vamos explorando vamos ganhando também acesso a outras armas como pistolas ou bombas que podemos atirar em arco. O intercomunicador permite-nos teletransportar para a nossa nave, e à medida que vamos explorando iremos também encontrar alguns outros itens que serão bastante úteis nalguns segmentos mais exigentes de platforming. Um é um objecto que podemos atirar para um certo ponto do cenário e depois podemo-nos teletransportar imediatamente para esse ponto. Outro é uma pequena plataforma que podemos usar temporariamente para nos deslocar pelo nível, se bem que a sua utilização vai-nos retirando vida. Outros dos power ups mais valiosos que podemos encontrar (e muitos estão bem escondidos) são itens que nos extendem a barra de vida. Mas ao contrário de jogos como o The Legend of Zelda, onde a cada vez que apanhamos um heart container a nossa vida é completamente regenerada e extendida, aqui é apenas extendida. A única forma que temos de regenerar vida é a de regressarmos à nossa nave através do uso do tal intercomunicador, sendo que quando voltamos ao planeta em questão, voltamos ao início do nível.
Quando estamos na nave, a personagem aparece representada numa sprite gigante e bem detalhada!
Para além de tudo isto o jogo está repleto de outras peculiaridades muito caricatas. No primeiro nível, há uma altura onde teremos de entrar dentro de um computador para desactivar os protocolos de segurança e essa parte tem um aspecto muito peculiar, com a sprite do Rad a ser uma espécie de negativo. O segundo nível leva-nos ao planeta de Effluvia, onde temos de salvar o nosso robot de bordo que foi raptado por uns bandidos que conduzem uma carrinha de gelados! Há um nível com gravidade invertida onde vemos tubarões nos céus, outro onde exploramos um cinturão de asteróides com gravidade zero e a única maneira de nos movermos é a de disparar a nossa pistola na direcção contrária do movimento! E isto leva-me a criticar os controlos que infelizmente não são tão bons ou precisos quanto isso. E num jogo com um grande foco no platforming (há zonas mesmo muito exigentes!) acaba por borrar um pouco a pintura.
No segundo nível temos de perseguir estes bandidos que se metem numa carrinha de gelados!
De resto a nível audiovisual é um título interessante. Quando estamos na nave a escolher o nosso próximo destino, Rad é apresentado como uma sprite gigante e bem detalhada, já quando passamos para a acção em si, tanto os níveis como os inimigos e o próprio Rad já ganham as proporções habituais para um jogo de plataformas 8bit. Alguns níveis até achei que tinham gráficos competentes, com alguns pequenos detalhes muito interessantes como os que já referi acima. Já no que diz respeito ao som, nada de especial a apontar. Não há uma grande variedade de músicas, mas algumas delas até me soaram bem!
A partir de um certo ponto a nossa progressão é completamente não linear, podendo explorar livremente os diferentes planetas que tenhamos desbloqueado
Portanto este The Adventures of Rad Gravity é um jogo estranho no início pois não sabemos muito bem o que temos ali a fazer. Mas tem de facto muito boas ideias, como a não linearidade de planetas / níveis a explorar, os diferentes power ups que podemos encontrar e usar, bem como algumas mecânicas de jogo interessantes consoante o planeta a explorar. Acaba por pecar no entanto nos seus controlos, que infelizmente não são tão precisos quanto deveriam. Mais na recta final, vamos ter alguns desafios bem consideráveis de platforming, como plataformas que desaparecem, espinhos nas paredes, chão, projécteis a voar por todos os lados e não só teremos de usar os diferentes power ups de forma inteligente, os segmentos de platforming em si são também bastante exigentes e com os controlos imprecisos acabam per ser segmentos bem mais frustrantes.
Apeteceu-me jogar algo rápido e foi tempo de finalmente dar uso à minha Nintendo 3DS que já a tenho há um par de anos mas o backlog ainda não me tinha dado grande hipótese de pegar nessa portátil. E decidi começar precisamente por este Star Fox 64 3D que, como o nome indica, é uma conversão/remake do clássico da Nintendo 64 (que por aqui se chama de Lylat Wars). E este artigo será então uma rapidinha, pois a nível de conteúdo não acrescenta nada de verdadeiramente novo em relação ao original. O meu exemplar foi comprado algures por aí em 2019, creio que até foi um amigo meu que mo comprou depois de o encontrar novo e muito barato numa loja (alguma coisa abaixo dos 10€ certamente).
Jogo com caixa e papelada, na sua versão horrível Nintendo Selects
Ora como referi acima este é um remake do Star Fox 64 / Lylat Wars, que por sua vez já era um remake do original da Super Nintendo (Star Wing cá na Europa). A nível de mecânicas de jogo, tudo se mantém, pois este é na sua maioria um on-rails shooter, com a câmara a posicionar-se nas traseiras da nave de Fox McCloud, embora hajam alguns segmentos de jogo onde já temos uma liberdade total de movimento. Podemos disparar lasers, que por sua vez podem ser carregados ao manter o botão pressionado e durante essa fase podemos inclusivamente fazer lock-on a algum inimigo que nos apareça à frente e somos capazes de causar dano considerável. Também teremos bombas super poderosas, mas essas vêm em número reduzido pelo que as temos de usar com critério e procurar restabelecer o nosso stock ao coleccionar power ups para esse efeito. As habilidades de controlar velocidade, fazer barrel rolls e outras acrobacias para nos esquivarmos de fogo inimigo marcam cá novamente a sua presença (e agora fazer barrel rolls é mais fácil que nunca) e uma vez mais, tal como o original, teremos vários níveis para cumprir sendo que se cumprirmos alguns objectivos especiais nalgumas missões, poderemos desbloquear caminhos alternativos e jogar níveis completamente diferentes, o que aumenta consideravelmente a sua longevidade.
O ecrã de baixo é um pouco inútil, servindo para os diálogos e pouco mais
Ora o que mudou nesta versão? Para além dos novos visuais, que irei detalhar mais de seguida, esta versão inclui o 3DS Mode e o Nintendo 64 Mode. O primeiro é uma versão que para além de ser mais fácil, inclui, se assim o desejarmos activar, controlos com sensores de movimento. Naturalmente que passei longe disso! Podemos desbloquear alguns modos de jogo adicionais como o Expert Mode de dificuldade acrescida, um modo de treino ou um score attack, onde como o nome indica é focado em obter a melhor pontuação possível. Existe também uma componente multiplayer que também não experimentei.
Graficamente o jogo até tem os seus momentos muito interessantes!
A nível audiovisual este é realmente um bom remake. Eu ainda não tenho assim tanta experiência com a 3DS para entender realmente quais são os limites da sua capacidade, mas comparando com o original de Nintendo 64, este é um jogo graficamente muito melhor trabalhado, principalmente por ter texturas com muito mais detalhe que a versão de Nintendo 64 tem. Ainda assim achei engraçado o ocasional pop-in poligonal tal como acontecia na Nintendo 64. As personagens principais também receberam facelifts bem como os cenários. Há alguns níveis que ficaram mesmo muito agradáveis e o efeito 3D realmente até resultou bem! Níveis como o da lava ou o planeta poluído que têm físicas de fluídos muito interessantes! A nível de som, esperem pela mesma banda sonora do original e uma vez mais os diálogos entre personagens, uma vez mais com voice acting. E aparentemente usaram os mesmos actores da versão Nintendo 64, o que foi uma atenção interessante por parte da Nintendo.
Portanto este Star Fox 64 3D é de facto uma excelente maneira de revisitar o original da Nintendo 64 num sistema mais moderno. E se não gostam dos visuais 3D da Nintendo 3DS, dá sempre para o desactivar (ou então joguem numa DS!). Confesso que na batalha final contra o Andross tive menos dificuldades em acertar no alvo com o 3D desligado, mas como um todo até achei um efeito interessante.