Wario: Master of Disguise (Nintendo DS)

Um dos platformers que tinha aqui por jogar na Nintendo DS era precisamente este Wario: Master of Disguise, um jogo muito diferente dos Wario Land que estava habituado! E conforme irei detalhar em seguida, é um jogo competente, mas não tão bom assim quanto isso, infelizmente. Tanto que foi lançado em 2007 e até a agora a Nintendo não voltou a experimentar a mesma fórmula! O meu exemplar foi comprado algures em Novembro de 2016, creio que numa CeX mas não me recordo quanto custou, foi certamente barato.

Jogo com caixa, manual e papelada

Ora o jogo leva-nos inicialmente a acompanhar o Wario, enquanto assistia a um programa de televisão. Nesse programa víamos as aventuras do Silver Zephyr, um ladrão galã que se preparava para assaltar um cruzeiro de luxo. Roído de inveja, Wario cria um aparelho que lhe permite entrar no programa televisivo onde vai ele tentar ser um ladrão de sucesso e roubar o protagonismo de Silver Zephyr. Ora quando Wario entra em cena a primeira coisa que rouba é a varinha mágica do Silver Zephyr, que é na verdade um ser vivo chamado Goodstyle e é capaz de dotar Wario de diferentes disfarces que lhe darão diferentes habilidades. E assim começa uma caça ao tesouro, com a rivalidade de Silver Zephyr e outros ladrões que iremos eventualmente conhecer!

Sempre que apanhamos um novo disfarce temos um tutorial que nos explica como executar as suas habilidades

Este é então um jogo de plataformas com um grande foco na exploração e na resolução de alguns puzzles, pois à medida que vamos avançando no jogo iremos desbloquear diferentes disfarces que por sua vez nos darão diferentes habilidades que teremos memso de usar para progredir no jogo, seja ao resolver alguns puzzles, ou ultrapassar obstáculos até então intransponíveis. O disfarce inicial é o do Purple Wind, a alcunha de ladrão do Wario. É um disfarce que não tem nenhuma habilidade especial, mas é onde Wario é mais ágil e pode dar os seus encontrões típicos para atacar inimigos. Outro disfarce é um de astronauta onde, para além de saltarmos de forma algo mais flutuante, estamos equipados de uma pistola laser, outro disfarce transforma-nos num pintor que pode desenhar blocos que servirão de plataforma ou mesmo para pressionar interruptores fora do nosso alcance, ou um dragão pesado mas capaz de cuspir fogo, entre vários outros disfarces!

Sempre que encontramos um tesouro temos de jogar um mini jogo que usa o touch screen da DS. Neste caso temos de pintar uma figura com as cores correctas e dentro do tempo limite

Agora, este é também um jogo com grande foco no touch screen da Nintendo DS e para algumas coisas confesso que ficou um pouco chato. Para alternar entre cada disfarce temos de desenhar um pequeno padrão à volta do Wario. Por exemplo, para activar o fato de astronauta temos de desenhar um capacete à volta do Wario, enquanto que para activar o disfarce de dragão temos de desenhar uma cauda e por aí fora. Sinceramente é giro no início, mas depois só queremos é que houvesse alguma tecla de atalho! Outra coisa um pouco chata é que cada vez que encontramos um baú de tesouro temos de passar num mini jogo para resgatar o seu conteúdo! Mini jogos como sliding puzzles, pintar figuras, unir pontos para formar outra figura, esmagar um certo número de baratas, etc. São mini jogos um pouco parvos como é normal no universo Wario, mas não são tão divertidos quanto os do WarioWare. E temos de os resolver sempre que abrimos um baú novo…

Este é um jogo com grande foco na exploração e teremos de usar todas as habilidades ao nosso dispor para ultrapassar obstáculos

A nível audiovisual, é um jogo competente pois apresenta níveis bastante diversificados entre si e com um grau de detalhe considerável. Os inimigos são por vezes bastante bizarros também, como golfinhos musculados, ou gorilas flatulentos! O típico humor de casa-de-banho marca uma vez mais então a sua presença, o que não é necessariamente algo mau! De resto, nada a apontar aos efeitos sonoros e às músicas que são agradáveis, cumprem o seu papel, mas também não são propriamente memoráveis.

Portanto este Wario não é um mau jogo, mas está longe do brilhantismo dos Wario Land ou do absurdo dos WarioWare. Se não tivesse tanto foco no touch screen se calhar seria mais agradável! Em suma, não é de estranhar que a Nintendo não tenha revisitado este conceito nos anos que se seguiram!

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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