Metroid: Zero Mission (Nintendo Gameboy Advance)

É indiscutível que Metroid foi um dos jogos mais importantes que a Nintendo criou, apesar de nunca ter tido a mesma atenção dada a outras franchises da companhia, como o universo Mario ou The Legend of Zelda. Ainda assim, durante a sexta geração de consolas, foi o período em que a saga recebeu mais carinho com os fantásticos Metroid Prime e Metroid Prime 2 da GameCube ou o Metroid Fusion para a Gameboy Advance que já seguiu uma fórmula mais tradicional. O outro jogo lançado nesse período foi precisamente este Metroid: Zero Mission que é nada mais nada menos que um remake do Metroid original da NES. E que belo remake! O meu exemplar foi comprado no OLX algures durante o mês de Janeiro, tendo-me custado 5€ e muito tenho a agradecer a quem me avisou, pois foi realmente um óptimo negócio!

Cartucho solto

Ora como referi acima, este é um remake do primeiro Metroid, onde Samus Aran tem como missão explorar o planeta Zebes e defrontar os Space Pirates, que procuravam usar os Metroids, organismos vivos com um metabolismo muito peculiar, como armas biológicas para quem lhes fizesse frente. Mas enquanto a premissa é a mesma, há muita coisa a mudar face ao original. Para começar, temos muitos mais power ups (que tinham sido introduzidos anteriormente no Super Metroid) como os super mísseis, speed booster ou power bombs. A acompanhar esses power ups teremos muitas mais áreas secretas e power ups escondidos. Ainda na jogabilidade, este jogo, face ao original, permite-nos também agachar e disparar na diagonal, o que dará muito jeito em certas situações, assim como um mapa que pode ser consultado a qualquer momento. Mas a maior novidade está mesmo numa inteiramente nova área de jogo que desbloqueamos após derrotar a Mother Brain. Enquanto que na versão NES o jogo terminaria ali, aqui a nave de Samus acaba por ser atacada por Space Pirates mal descolemos de Zebes, e acabamos por nos despenhar uma vez mais naquele planeta. Mas agora sem o seu Power Suit, e munidos apenas de uma pistola que paralisa temporariamente os inimigos. E lá teremos de nos infiltrar numa nave repleta de Space Pirates e explorar novas ruínas da civilização Chozo, onde eventualmente iremos recuperar todos os nossos poderes e não só. Isto foi uma autêntica surpresa quando joguei este Metroid Zero Mission pela primeira vez em emulação!

Os bosses possuem agora muito mais detalhe!

Graficamente o jogo recebeu também um belo update. Os cenários e inimigos estão agora bem mais detalhados, algo muito próximo do nível de detalhe visto no Super Metroid. Quando finalmente encontramos os Metroid, e vemos também os cadáveres de todos os Space Pirates que entretanto mataram, causou mesmo um impacto positivo! A banda sonora também possui agora mais qualidade, embora sinceramente nem sempre tenha gostado do resultado final. Algumas faixas ficaram com uma sonoridade algo “à capela” que nem sempre assenta lá muito bem. Por outro lado vamos tendo direito a várias cutscenes que vão expandindo a história de Samus.

A existência de um mapa é uma grande ajuda, até porque nos identifica salas com segredos!

E como se não bastasse, este Zero Mission é também um jogo repleto de extras. Ao terminá-lo em qualquer dificuldade desbloqueamos uma versão do Metroid original, bem como o modo Hard. Chegando ao fim do jogo a nossa performance é avaliada com base no tempo que levamos a completá-lo bem como a quantidade de itens coleccionados, o que nos levará a desbloquear diferentes imagens de Samus Aran no final, que podem posteriormente ser consultadas na galeria. Ao “linkar” este jogo com o Metroid Fusion, desbloqueamos também algumas imagens adicionais desse mesmo jogo, inclusivamente algumas que aparentemente tinham saído na versão Japonesa do Fusion mas não nas ocidentais.

Na nova área de jogo, começamos por estar bastante indefesos, pelo que uma abordagem mais furtiva é obrigatória!

Portanto devo dizer que fiquei muito agradado com este Metroid Zero Mission. O primeiro Metroid, apesar de ser um jogo revolucionário para a sua época, acho sinceramente que merecia um remake que lhe fizesse justiça, não só a nível audiovisual, mas também para melhorar alguns dos seus controlos mais antiquados. Agora se era mesmo necessário terem incluído tanto power up novo (opcional!) e novas salas secretas quando estes não existiam no jogo original? Sinceramente já é um tema que acho que vai ao gosto de cada um. Pessoalmente adorei o facto de ter mais conteúdo, especialmente as novas áreas exploradas após derrotar a Mother Brain e aquele segmento de jogo onde a abordagem mais furtiva era obrigatória!

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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