F1 Team Simulation: Project F (PC Engine CD)

Vamos a mais uma rapidinha a um exclusivo japonês da PC Engine CD. Comprei este jogo num pequeno lote algures em Junho deste ano, tendo-me este custado algo em volta dos 10€. Mas foi um jogo que comprei um pouco às cegas, para ver se conseguia um desconto maior no lote. Com um carro de Formula 1 na capa, esperava que era um jogo de corridas normal, mas não é o caso. Este é então um simulador puro, onde apenas gerimos uma equipa de F1.

Jogo com caixa, manual embutido com a capa, spine e registration card.

Depois de uma cutscene com uma música bem hard rock e repleta de guitarradas, lá somos levados ao ecrã título onde podemos escolher entre começar uma partida nova, uma demonstração, ou continuar uma partida previamente gravada. Ao começar uma nova partida, começamos por definir o nosso nome, nome da equipa e nacionalidade. Ao escolher a nacionalidade vemos que diferentes nacionalidades possuem diferentes stats em categorias como management, technical e political. Segue-se nova cutscene, agora repleta de texto em japonês onde assumo que nos estejam a apresentar o nosso papel de gestor da equipa de F1 que iremos representar. Depois temos um menu com imagens e textos em inglês onde nos aparecem as seguintes opções: management, technical, driver, test e save.

Ao menos os menus estão em inglês

No management aparentemente podemos escolher que patrocinadores nos representam, no technical escolhemos o chefe dos mecânicos, a sua equipa e todas as peças relevantes para o nosso carro. Em driver escolhemos quais os nossos pilotos e escusado será dizer que todas estas escolhas custam dinheiro, que teremos de gerir inteligentemente. Test é a opção onde poderemos dar voltas de teste e avaliar a performance dos nossos carros e por fim, ao pressionar em exit leva-nos à primeira corrida, onde começamos por acompanhar a fase de qualificação e eventualmente competir. Durante as voltas de qualificação e práctica apenas vemos os nossos pilotos a percorrerem o circuito, enquanto que durante as corridas em si, lá vamos vendo também todos os outros oponentes. Ocasionalmente o jogo decide mostrar algumas pequenas cutscenes da acção em pista, como os nossos carros a fazerem curvas apertadas ou a fazerem/sofrerem ultrapassagens. Temos também de manter um olho no desgaste das várias peças e o consumo de combustível, pelo que ocasionalmente lá teremos de indicar aos nossos pilotos para irem às boxes. As corridas em si são extremamente demoradas, é o preço a pagar de um simulador.

O jogo não tem qualquer licença da FIA, no entanto os pilotos são quase todos caras conhecidas

Tecnicamente até acho o jogo bem competente. A cutscene de abertura é muito boa e durante as corridas em si vamos ver constantemente pequenas cutscenes, porém bem feitas, que mostram os momentos mais emocionantes da corrida. No final da mesma também temos direito a outras pequenas cutscenes mediante a posição final dos nossos pilotos. A banda sonora é também excelente, uma vez mais a começar pela música hard rock da introdução. Durante o jogo em si vamos poder ouvir músicas mais calmas com um feeling mais jazzy, mas também outras mais rock, particularmente durante as corridas em si. Confesso que sempre ajudam a passar melhor o tempo!

Durante as corridas em si, para além de uma vista aérea do circuito e posições dos pilotos, vamos vendo também algumas cutscenes de acção. E sim, o jogo tem alguns erros de inglês. O circuito do Bragil é um deles.

Portanto este é um jogo que até parece interessante, principalmente para quem gosta da ideia de gerir toda uma equipa de fórmula 1, o que não é o meu caso, infelizmente. A barreira linguísta também pode ser um impedimento, mas o jogo possui imensos menus em inglês, o que é uma excelente ajuda para se ter uma melhor noção das mecânicas de jogo.

Nekketsu Koukou Dodge Ball-Bu: CD Soccer-hen (PC Engine CD)

Este mês planeio trazer cá uns quantos jogos de PC Engine, alguns serão rapidinhas, outros talvez nem tanto. O jogo que decidi cá trazer hoje é um exemplo de como um jogo pode ser tão modificado desde o seu lançamento original até ao ocidente. Pelo menos foi o que aconteceu com a primeira versão deste jogo na Nintendo Famicom, que chegou até ao ocidente como Nintendo World Cup. No Japão esse jogo fazia parte da série Kunio-Kun, onde outros jogos como o beat ‘em up River City Ramson também fazem parte. Mas outras versões foram produzidas, incluindo esta da PC Engine CD que saiu no final de 1991 unicamente no Japão. O meu exemplar foi comprado algures em Junho por cerca de 12€.

Jogo com caixa e manual

Ora, tal como o Nintendo World Cup, este é um jogo de futebol muito peculiar, não fosse o facto de controlarmos uma equipa de rufias, pelo que não há quaisquer faltas a serem assinaladas, muito menos foras de jogo! E sim, sendo este um título em formato CD, podem contar com cutscenes que vão contando uma história, particularmente a de abertura. E apesar de estar completamente em japonês, creio que a história será algo do género: uma rapariga popular da escola secundária do Kunio quer, por algum motivo, que a escola participe num torneio de futebol. Então a miúda faz olhinhos à equipa de dodge-ball, liderada pelo Kunio, para que participe. Claro que eles aceitam! Mas em vez de competirmos com outras equipas de adolescentes, vamos competir com grupos completamente aleatórios como monges, pescadores, motards ou mesmo outros gangues mafiosos! Para além das equipas bizarras que iremos enfrentar, os campos de jogo também podem ser bastante diferentes. Alguns podem ser em terra batida e cheios de calhaus gigantes capazes de lesionar jogadores que lá tropeçam, outros podem ser pistas de gelo onde o controlo dos movimentos é bem mais desafiante.

Rasteiras e caretas por todo o lado! Conduzir a bola pelo campo com sucesso é uma arte

A nível de jogabilidade contem com as mesmas mecânicas do Nintendo World Cup, onde não controlamos toda uma equipa, mas sim apenas um dos jogadores. Estando na posse de bola podemos passar ou rematar, não tendo a posse da bola resta-nos apenas partir para a pancada, embora também possamos dar ordens aos nossos colegas, quando algum deles tem a posse da bola. Antes de cada partida no entanto podemos definir alguns parâmetros, como o comportamento geral da nossa equipa com ou sem bola. Tal como referi acima a pancadaria é livre, embora por vezes possamos ficar com jogadores KO até ao final da parte em questão. E claro, como não poderia deixar de ser, cada equipa tem os seus próprios pontapés especiais, remates super acrobáticos e quase indefensáveis, mas que devem ser usados de forma inteligente pois apenas os podemos usar um número limitado por partida. Mas que é divertido usá-los é!

No intervalo de cada partida temos direito a algumas animações engraçadas dos balneários

A nível gráfico é um jogo simples, com sprites pequenas porém com o charme característico dos jogos Kunio-kun. Particularmente quando andamos à pancada e rasteirar os adversários, vamos ver constantemente caretas e olhos esbugalhados. Mas para além disso, existem outros pequenos pormenores deliciosos. No intervalo, vemos sempre uma pequena cutscene do estado de espírito das equipas, mediante quem estiver a ganhar. São cutscenes variadas por equipa e sempre bem humoradas. Nada de especial a apontar aos efeitos sonoros e as músicas têm qualidade CD Audio e possuem quase sempre uma toada rock and roll clássica. Para além disso, temos também algumas cutscenes mais elaboradas, nomeadamente a de abertura e a de fecho, caso consigamos vencer o torneio.

A cutscene de abertura está bem detalhada e com voice acting inteiramente em japonês

Portanto este Nekketsu Koukou Dodge Ball-Bu: CD Soccer-hen (nome longo demais para o meu gosto) até que é um jogo bastante divertido, embora inicialmente custe um pouco habituarmo-nos à ideia de controlar apenas uma personagem. Mas toda a loucura que existe em cada partida acaba por prevalecer! Existem mais umas quantas versões deste jogo (inclusivamente uma outra para a PC-Engine em tudo idêntica a esta excepto nas cutscenes e música em CD Audio devido a ser um lançamento no formato HuCard), mas de todas as versões esta parece ser a mais interessante!

Hyper Dyne Side Arms Special (PC Engine CD)

Lançado originalmente em Dezembro de 1986 nas arcades no Japão, Side Arms é um shmup horizontal da Capcom algo inspirado por Gradius, se bem que inclui também outras mecânicas de jogo interessantes. Entretanto em 1989 sai, na PC-Engine uma conversão desse jogo, intitulada no Japão de Hyper Dine Side Arms. Também no mesmo ano, mas mais tarde, sai este Hyper Dyne Side Arms Special, agora em formato CD-ROM² e com algum conteúdo adicional que irei detalhar mais à frente. O meu exemplar foi comprado num lote algures em Junho, creio que me custou uns 30€.

Jogo com caixa e manual embutido na capa

Ora neste relançamento em formato CD podemos encontrar o jogo original e um modo de jogo adicional, o Before Christ. Mas vamos começar pela conversão original. Este é então um shmup horizontal onde controlamos um mecha e possui um sistema de controlo algo diferente. O botão direccional serve para nos movermos pelo ecrã, enquanto que os botões faciais servem para disparar, tanto para a esquerda, ou para a direita, permitindo-nos assim movimentar pelo ecrã livremente enquanto conseguimos alternar os nossos disparos para a esquerda ou direita, mediante o botão pressionado. Iremos encontrar também inúmeros itens e power ups, sendo que vários deles nos dão armas adicionais, cujas podem ser seleccionadas ao pressionar o botão de Run, daí uma das semelhanças com o Gradius.

A história é o cliché do costume

Os power ups que vamos encontrando podem ser as tais armas diferentes, upgrades (ou downgrades) à nossa velocidade, upgrades ao poder de fogo, entre outros. Se virmos um power up com o símbolo α, devemos apanhá-lo o mais rapidamente possível, pois esse item vai-nos transformar num mecha maior, com mais poder de fogo e, caso soframos dano perdemos apenas esse upgrade, não uma vida. Um outro detalhe interessante é que podemos escolher que tipo de power ups queremos apanhar (algo usado no Twinbee, por exemplo). Para isso devemos disparar continuamente sobre os mesmos, fazendo-os rodar para o item seguinte. Claro que no meio de todo o caos, apanhar o que nos faz falta é sempre um desafio!

Pausando o jogo podemos alternar entre armas, mediante se as tivermos apanhado anteriormente, claro

O Before Christ é um jogo com mecânicas diferentes. Não podemos alternar de armas livremente, sendo que equipamos automaticamente a última arma que tenhamos apanhado. Os itens por sua vez também já não mudam se levarem com disparos em cima e já não é possível fazer a transformação para o mecha mais poderoso. Se perdermos uma vida recomeçamos a partir do último checkpoint, enquanto que no jogo original se retomava à acção no mesmo local onde morremos e sem (ou com muito reduzidos) frames de invencibilidade, o que por sua vez era também uma situação potencialmente frustrante. Neste modo de jogo temos também a possibilidade de manter o botão de disparo premido para carregar e disparar um raio laser poderoso, à semelhança de R-Type. De resto temos alguns inimigos novos, outros com novos padrões de movimento e power ups novos também.

A shotgun dá um jeitaço, pois para além de ter spread, também absorve projécteis inimigos.

Graficamente é um jogo simples na PC Engine, mas tendo em conta que o original arcade é de 1986, a adaptação até não está nada má. Podem contar com cenários onde voamos à superfície de planetas, cavernas asteróides, ou bases high tech e os níveis são todos contínuos entre si. A banda sonora é de qualidade CD Audio e, aparentemente devido às limitações de memória introduzidas na expansão CD-ROM², este é um dos poucos casos onde um jogo de PC-Engine que sai em formato HuCard e em formato CD, aparentemente perde algum detalhe gráfico na versão CD. Sinceramente já não encontro qual a fonte dessa afirmação, pelo que não a levem muito a sério. A banda sonora é agradável, mas sinceramente prefiro de longe as chiptunes da versão em cartucho!

Portanto este Side Arms é um bom shmup no imenso catálogo deste género na PC-Engine e esta versão em CD tem ainda a vantagem de ter um segundo jogo com mecânicas completamente distintas. Só é mesmo pena pela banda sonora da versão cartucho ser superior, bem como a falta do suporte a multiplayer que existiu no original arcade.

J-League Tremendous Soccer ’94 (PC-Engine CD)

Voltando às rapidinhas, que o tempo tem estado tão quente nos últimos dias que nem vontade de ligar uma calculadora tenho. O jogo que cá trago hoje é o primeiro jogo de futebol que arranjei para a PC-Engine, comprei-o num lote de vários jogos PCE algures em Junho passado e este em particular terá-me custado algo em torno dos 12€.

Jogo com caixa e manual embutido na capa

Tal como o nome indica, este é um jogo baseado na primeira liga nipónica pelo que, tendo a própria licença da J-League, assumo que todas as equipas que aqui estão representadas sejam reais. O jogo oferece-nos vários modos de jogo, desde partidas amigáveis, campeonatos ou taças bem como a tradicional opção de practicarmos apenas os pontapés de penálti. No que diz respeito aos controlos, estes deveriam ser simples, com um botão para passar e outro para rematar caso estivermos na posse de bola e, caso contrário, os botões faciais servem para tentar roubar a bola ao adversário.

Presumo que as equipas sejam as oficiais da liga nipónica da época, mas não faço ideia quanto aos jogadores. Ao menos os menus vão sendo coloridos e sempre com as mascotes de cada clube em plano de fundo

Até aqui tudo bem, mas o primeiro problema com que me deparei é, quando não estamos com a posse de bola, não sabemos qual jogador controlamos pois todos os jogadores da nossa equipa que estejam visíveis no ecrã têm a indicação de P1 acima das suas cabeças. E pior, se carregarmos no d-pad para uma direcção, todos os nossos jogadores se movem nessa direcção, o que sinceramente é uma confusão. E mesmo quando estamos com posse de bola, manter a posse ou fazer um passe com sucesso é também uma tarefa hercúlea. Certamente devo estar a fazer algo de errado, mas com o manual inteiramente em japonês também não ajuda em nada. De resto, temos também várias opções para alternar de tácticas ou fazer substituições antes e durante a partida.

Pena que poucas foram as vezes onde eu tenha conseguido levar a bola até a área adversária, quanto muito marcar!

Já no que diz respeito aos audiovisuais, bom sinceramente o jogo nesse campo até é bastante competente. As músicas gravadas em formato CD Audio são agradáveis e podemos ouvi-las tanto nos menus, como durante as próprias partidas de futebol. Nos créditos iniciais podemos ver que um tal de Seigo “M” Takei gravou vozes como convidado especial. Não faço ideia quem seja, presumo que seja algum comentador famoso da época, mas é engraçado que as vozes deles são bastante enérgicas e vão alternando entre o japonês e o inglês “LET’S GOOOOOO!!“. A nível gráfico, os menus também são bastante coloridos, e tipicamente são acompanhados de algumas figuras anime, bem como os logótipos e mascotes de cada clube nipónico antes de cada partida. As partidas em si são dinâmicas, com uma acção bastante fluída. A câmara é sempre vista de cima com scrolling vertical e temos também, no canto superior direito, um mapa com a posição de todos os jogadores em campo. Nada de especial a apontar aos jogadores propriamente ditos, mas acho piada ao visual mais cartoon do árbitro em campo, com a sua barriguita e monocelha.

Portanto estamos aqui perante um jogo de futebol que, apesar dos seus gráficos, música e som no geral agradáveis, não me consegui de todo habituar à sua jogabilidade. O facto de o manual estar todo em japonês não ajuda, até porque de todos os jogos desportivos que acabaram por ser lançados no ocidente para a Turbografx-16 / Turbo CD, nenhum deles é de futebol.

Pac-Land (Turbografx-16)

De volta à Turbografx-16 para mais um clássico das arcades. Depois do esmagador sucesso que o primeiro Pac-Man recebeu, não só nas arcades mas practicamente em todo o lado que tenha recebido uma conversão, inúmeras sequelas e imitadores foram produzidas. A Namco decidiu inclusivamente usar a sua mascote em jogos de outros géneros, como foi o caso deste Pac-Land, um jogo de plataformas com origens nas arcades algures em 1984. Esta versão PC-Engine / TG-16 foi produzida pela própria Namco, pelo que se esperava uma conversão competente e de facto não desiludiram nesse aspecto. O meu exemplar foi comprado em bundle a um coleccionador francês algures em Janeiro deste ano. Custou-me uns 45€ e o jogo estava ainda selado de fábrica.

Jogo com caixa exterior de cartão, jewel case e manual embutido com a capa

O conceito deste Pac-Land é muito simples: cada conjunto de 4 níveis corresponde a uma viagem (trip) sendo que nos primeiros 3 níveis temos de atravessar níveis de platforming da esquerda para a direita e levar uma fada de volta à sua terra. No quarto nível simplesmente teremos de viajar no sentido contrário e regressar a casa para junto da nossa família. Rinse and repeat, ao longo de 32 níveis distintos no total. Depois disso desbloqueamos o modo Pro, onde o jogo se repete mas num nível de dificuldade mais elevado.

Sabes que estás perante um pioneiro quando é preciso indicar a direcção de movimento

No que diz respeito aos controlos, o jogo oferece-nos a possibilidade de optar por um button control ou um lever control. Recomendo-vos a optar pelo último, que corresponde a um método de controlo mais tradicional, com o d-pad para a esquerda ou direita a fazer-nos mover nessas direcções e o botão I para saltar. Já o button control, esquema de controlo por defeito, é alusivo ao método de controlo da versão arcade original, que usava botões normais para fazer o Pac-Man se mover pelo ecrã. Neste caso esse papel recai então nos botões II e I enquanto o d-pad é usado apenas para saltar. De resto as mecânicas de jogo são simples de entender, mas difíceis de dominar. O objectivo é o de chegar à saída do nível dentro de um tempo limite, evitando uma série de inimigos ou obstáculos como abismos ou água pelo caminho. Podemos ir coleccionando fruta pelo caminho para ganhar pontos e temos de evitar todos os fantasmas que nos atravessam pelo caminho, excepto se apanharmos aquela típica esfera amarela que nos dá super poderes temporariamente, pelo que poderemos devorar os fantasmas durante esse período para arrecadar ainda mais pontos. Depois de devolvermos uma das fadas à sua terra, é tempo de regressarmos a casa e para isso as fadas dão-nos um presente: botas mágicas que nos permitem saltar infinitamente, enquanto formos pressionando o botão de salto.

Estes pequenos fantasmas largados por inimigos em aviões causam-nos dano, a menos que tenhamos equipado um capacete, um power up secreto que pode ser encontrado ao interagir com os objectos no nível

Mas como referi acima, o jogo possui mecânicas fáceis de entender, porém difíceis de dominar. Alguns saltos apenas são possíveis de executar com sucesso se estivermos a correr e mesmo assim é preciso ter cuidado em momentos que exigem um platforming mais preciso, pois o Pac-Man também ganha inércia e muito facilmente escorrega de uma plataforma, se aterrarmos muito próximo da sua extremidade. Para além de termos de nos desviar de inúmeros inimigos, claro. Nalguns níveis vamos poder atravessar umas pranchas, que tipicamente estão junto de uma grande piscina. O truque para passar essas fases é correr, saltar na extremidade da prancha, e depois pressionar repetidamente o botão para mover o Pac-Man para a direita, fazendo-o planar e prolongar o salto. Para além disso existem também inúmeros segredos, muitos deles escondidos em objectos que podem ser movidos, como cactos ou bocas de incêndio. Se os movermos totalmente, estes poderão revelar power ups que nos dão um capacete (capaz de absorver os pequenos fantasmas que um certo inimigo nos atira), outros que nos dão invencibilidade temporária, entre outros que nos podem recompensar com mais pontos. Claro que perder tempo para mover cada um destes objectos é um risco que poderemos não querer correr. Ao menos sempre que perdemos uma vida recomeçamos não muito longe de onde morremos e caso as esgotemos a todas, lá poderemos usar um continue, que são infinitos.

Na floresta há este efeito gráfico interessante, onde os fantasmas se escondem por detrás das árvores, porém deixando o seu rosto visível

Graficamente este é um jogo muito simples, porém bastante colorido e detalhado, particularmente para um jogo de 1984. Até parecia um desenho animado, tanto que na versão arcade norte-americana o design do Pac-Man foi modificado para se assemelhar mais ao Pac-Man de uma série de animação televisiva que passava na época. Tanto a versão PC-Engine como a ocidental da Turbografx-16 são baseadas no visual nipónico do Pac-Man, presente na versão arcade original. No entanto, as músicas são aparentemente baseadas nas mesmas que passavam nos tais desenhos animados. Esta versão TG-16 é muito próxima à original arcade, faltando-lhe alguns efeitos de parallax scrolling em vários níveis e pouco mais.

Portanto estamos aqui perante um clássico. Um dos jogos que veio a influenciar a criação de um certo Super Mario Bros. ou mesmo um Wonder Boy, pelo que a sua importância para o género dos platformers é inegável. O jogo em si algo simples nas suas mecânicas, porém bastante desafiante. E é fácil de entender o porquê de também ter tido um sucesso considerável na altura em que foi lançado, por todo o seu charme.