Super Mario Bros. (Nintendo Entertainment System)

Super Mario Bros

EDIT: originalmente publicado no dia 30 de Julho de 2014, editado no dia 30 de Setembro do mesmo ano. A razão é porque arranjei uma nova versão deste jogo com caixa, substituindo assim a cópia em cartucho que tinha anteriormente.

O artigo de hoje será novamente curtinho, apesar de ser sobre um dos melhores videojogos de todos os tempos e cujo lançamento mudou por completo toda a indústria, colocando a Nintendo no lugar de topo do mercado dos videjogos da segunda metade da década de 80 e lançando definitivamente a popularidade dos videojogos de plataforma. Já muito se falou e escreveu sobre este magnífico jogo que sinto que não terei nada a acrescentar. No entanto, este nem foi o primeiro videojogo em que colocaram a mascote da Nintendo como personagem jogável. Essa honra vai para o Donkey Kong e porque não o Mario Bros, onde com Mario e Luigi já andávamos a combater contra uma série de koopas, embora ainda sem grande motivo. Mas em 1985 com Super Marios Bros. tudo mudou. Um jogo excelente em absolutamente todos os aspectos, seja no level design, gráficos e música, SMB foi um jogo realmente muito bom. E a minha cópia foi-me orientada por um antigo colega de trabalho, em caixa, por 10€.

Super Mario Bros. NES

Jogo em caixa. A sleeve de plástico ficou lá dentro esquecida na altura da foto.

A história de Super Mario Bros é simples e é uma fórmula que tem sido utilizada pela série até aos dias de hoje: A princesa Toadstool (mais tarde chamada de Peach) do Mushroom Kingdom foi raptada pelo malvado Bowser e cabe a Mario (e o seu irmão Luigi) atravessar todo o Mushroom Kingdom até a salvarem. E embora este jogo tenha um número limitado de cores ou mesmo sprites, os níveis acabam por ser bastante variados. O jogo está dividido em 3 níveis mais um castelo final por zona, em cada zona temos níveis ao ar livre, outros subterrâneos, debaixo de água ou mesmo nos céus. E mesmo de mundo para mundo vamos vendo pequenas alterações no background (como a altura do dia), nos inimigos que nos perseguem e no grau de dificuldade que vai sendo progressivamente maior. Apesar de apenas podermos andar da esquerda para a direita (neste jogo o side scrolling ainda só funciona numa direcção), o jogo está repleto de segredos para serem descobertos, como passagens secretas, truques de vidas infinitas ou mesmo acesso a portais que nos teletransportam para outras zonas mais avançadas do jogo (ou o infame world -1), e até aos dias de hoje poucos são os jogos que tenham sido tão escavacados pelos fãs como este Super Mario Bros.

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No final de alguns níveis podemos saltar nestes flagpoles. Quanto mais alto saltarmos, melhor a pontuação.

De resto, para quem tenha vivido numa rocha ao longo de quase 30 anos, as mecânicas de Super Mario Bros são simples. Mario começa o jogo pequenino e se apanharmos um cogumelo laranja (não confundir com os Goombas!) duplicamos de tamanho. Enquanto Mario grande, podemos ser atingidos 1 vez antes de perder uma vida. Depois de mario estar grande podemos também apanhar uma flor brilhante que nos transforma em Super Mario, com Mario a lançar bolas de fogo como ataque de longo alcance. Muitos inimigos podem ser derrotados ao saltar em cima deles, mas outros apenas podem ser derrotados após Mario se transformar em super. Outro powerup de destaque é a estrela colorida, que nos deixa temporariamente invencíveis. Também há inimigos que apenas desta forma conseguem ser derrotados. Para além do mais existem espalhadas por todos os níveis imensas moedinhas que podem ser coleccionadas e para cada 100 que apanhemos, ganhamos uma vida. Ao longo do jogo vemos também várias caixas com um ponto de interrogação. Ao mandar uma cabeçada nelas é que vemos o seu conteúdo, sejam moedas, ou algum dos powerups já referidos. Muitos dos outros blocos podem ser destruídos logo que não estejamos com o tamanho pequeno e muitos outros são até invisíveis, mais uma razão pela qual este é um jogo repleto de segredos. No geral, a sua jogabilidade é excelente e se perdemos várias vidas ao longo do jogo, a culpa é inteiramente nossa pois os controlos estão no ponto. A inércia dos saltos de Mario é perfeita e ainda nos dias de hoje existem muitos jogos de plataforma que não conseguiram fazer saltos tão bons e precisos como os de Mario e companhia. A companhia é o seu irmão Luigi na vertente multiplayer do jogo. Luigi aqui ainda é apenas uma palette swap de Mario e os dois jogadores vão jogando alternadamente, sempre que o anterior perca uma vida. Por fim, no final de cada zona temos também um boss para derrotar, algo que se tornou também num lugar comum em qualquer jogo de plataforma que lhe tenha seguido.

screenshot

O contraste do primeiro para o segundo nível é gritante

Graficamente é um jogo simples, visto ainda ter saído no início de vida da consola, no entanto já era um salto de qualidade bem considerável ao comparar com os primeiros jogos da Famicom – as conversões de Donkey Kong. O efeito de sidescrolling é muito suave, e todos os cenários, objectos e inimigos possuem o seu charme, como nuvens com smileys, os inimigos de olhos esbugalhados e mesmo o facto de as nuvem serem a mesma sprite da erva no background, são coisas que ficam. É certo que não é um jogo tão detalhado como Super Mario Bros 3 na mesma plataforma, mas é inegável a sua qualidade perante os padrões de 1985. Os efeitos sonoros e músicas estão até hoje gravados na minha memória e dificilmente haverá músicas de videojogos mais populares que estas.

screenshot

A menos que apanhemos alguns dos já referidos atalhos, esta será uma mensagem que veremos muitas vezes

Resumindo e repetindo, a menos que tenham vivido debaixo de uma rocha sem qualquer contacto com a civilização humana nos últimos 30 anos, seria a única desculpa aceitável por não terem jogado uma vez sequer este jogo. Mesmo que não tenham uma NES, ou uma famiclone vendida ao preço da chuva em qualquer romaria ou loja de chineses por esse país fora, o que não faltam são conversões ou mesmo lançamentos digitais nas virtual console ou eshop de consolas mais recentes da Nintendo.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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4 respostas a Super Mario Bros. (Nintendo Entertainment System)

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