Hyper Dyne Side Arms Special (PC Engine CD)

Lançado originalmente em Dezembro de 1986 nas arcades no Japão, Side Arms é um shmup horizontal da Capcom algo inspirado por Gradius, se bem que inclui também outras mecânicas de jogo interessantes. Entretanto em 1989 sai, na PC-Engine uma conversão desse jogo, intitulada no Japão de Hyper Dine Side Arms. Também no mesmo ano, mas mais tarde, sai este Hyper Dyne Side Arms Special, agora em formato CD-ROM² e com algum conteúdo adicional que irei detalhar mais à frente. O meu exemplar foi comprado num lote algures em Junho, creio que me custou uns 30€.

Jogo com caixa e manual embutido na capa

Ora neste relançamento em formato CD podemos encontrar o jogo original e um modo de jogo adicional, o Before Christ. Mas vamos começar pela conversão original. Este é então um shmup horizontal onde controlamos um mecha e possui um sistema de controlo algo diferente. O botão direccional serve para nos movermos pelo ecrã, enquanto que os botões faciais servem para disparar, tanto para a esquerda, ou para a direita, permitindo-nos assim movimentar pelo ecrã livremente enquanto conseguimos alternar os nossos disparos para a esquerda ou direita, mediante o botão pressionado. Iremos encontrar também inúmeros itens e power ups, sendo que vários deles nos dão armas adicionais, cujas podem ser seleccionadas ao pressionar o botão de Run, daí uma das semelhanças com o Gradius.

A história é o cliché do costume

Os power ups que vamos encontrando podem ser as tais armas diferentes, upgrades (ou downgrades) à nossa velocidade, upgrades ao poder de fogo, entre outros. Se virmos um power up com o símbolo α, devemos apanhá-lo o mais rapidamente possível, pois esse item vai-nos transformar num mecha maior, com mais poder de fogo e, caso soframos dano perdemos apenas esse upgrade, não uma vida. Um outro detalhe interessante é que podemos escolher que tipo de power ups queremos apanhar (algo usado no Twinbee, por exemplo). Para isso devemos disparar continuamente sobre os mesmos, fazendo-os rodar para o item seguinte. Claro que no meio de todo o caos, apanhar o que nos faz falta é sempre um desafio!

Pausando o jogo podemos alternar entre armas, mediante se as tivermos apanhado anteriormente, claro

O Before Christ é um jogo com mecânicas diferentes. Não podemos alternar de armas livremente, sendo que equipamos automaticamente a última arma que tenhamos apanhado. Os itens por sua vez também já não mudam se levarem com disparos em cima e já não é possível fazer a transformação para o mecha mais poderoso. Se perdermos uma vida recomeçamos a partir do último checkpoint, enquanto que no jogo original se retomava à acção no mesmo local onde morremos e sem (ou com muito reduzidos) frames de invencibilidade, o que por sua vez era também uma situação potencialmente frustrante. Neste modo de jogo temos também a possibilidade de manter o botão de disparo premido para carregar e disparar um raio laser poderoso, à semelhança de R-Type. De resto temos alguns inimigos novos, outros com novos padrões de movimento e power ups novos também.

A shotgun dá um jeitaço, pois para além de ter spread, também absorve projécteis inimigos.

Graficamente é um jogo simples na PC Engine, mas tendo em conta que o original arcade é de 1986, a adaptação até não está nada má. Podem contar com cenários onde voamos à superfície de planetas, cavernas asteróides, ou bases high tech e os níveis são todos contínuos entre si. A banda sonora é de qualidade CD Audio e, aparentemente devido às limitações de memória introduzidas na expansão CD-ROM², este é um dos poucos casos onde um jogo de PC-Engine que sai em formato HuCard e em formato CD, aparentemente perde algum detalhe gráfico na versão CD. Sinceramente já não encontro qual a fonte dessa afirmação, pelo que não a levem muito a sério. A banda sonora é agradável, mas sinceramente prefiro de longe as chiptunes da versão em cartucho!

Portanto este Side Arms é um bom shmup no imenso catálogo deste género na PC-Engine e esta versão em CD tem ainda a vantagem de ter um segundo jogo com mecânicas completamente distintas. Só é mesmo pena pela banda sonora da versão cartucho ser superior, bem como a falta do suporte a multiplayer que existiu no original arcade.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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