Metal Gear Acid 2 (Sony Playstation Portable)

Metal Gear Acid 2Vamos agora voltar para a primeira portátil a sério da Sony para mais uma análise a um jogo da série Metal Gear, embora tal como o primeiro Metal Gear Acid este segundo não tem uma ligaçao directa à história principal, sendo apenas mais um spin-off. E tal como o primeiro MGA, também este é um jogo mais estratégico com o uso de cartas para nos movimentarmos, atacar, equipar items ou usar habilidades de suporte. O jogo entrou na minha colecção já nem eu me lembro muito bem quando,  penso que terá sido algures em 2012 numa GAME, tendo-me custado 10€. Infelizmente não trouxe o famigerado “Solid Eye”.

Metal Gear Acid 2 - Sony Playstation Portable
Jogo com caixa e manual. Faltam os oculinhos!

A história aparentemente decorre alguns anos após os acontecimentos do Metal Gear Acid, onde Snake e mais alguns amigos regressam de avião a solo norte-americano, apenas para descobrir que são logo detidos mal chegaram. O seu captor é um agente do FBI chamado Dalton, que incumbe uma perigosa missão a Snake, em troca da sua liberdade e dos seus companheiros. A missão consiste em infiltrar as instalações de uma empresa norte-americana localizada numa ilha remota, a SaintLogic, ligada ao armamento militar e aparentemente sob a suspeita de raptar crianças e usá-las para investigações secretas. Snake apenas terá de se infiltrar lá e recolher evidências desses alegados crimes da SaintLogic, mas como em todos os outros jogos da série as coisas nunca são assim tão simples e não demora muito em estarmos envolvidos em conspirações com armas nucleares e mais uma vez os Metal Gears no centro das atenções.

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Novidade também é o sistema de cover fire, onde o nosso aliado pode disparar para um inimigo ao mesmo tempo que nós

A jogabilidade é muito semelhante à do primeiro Metal Gear Acid, pelo que não me vou alongar aqui. Essencialmente vamos poder construir um deck com cartas que nos deixam movimentar alguns “quadradinhos” em várias direcções, outras que podem ser equipadas como armas, usadas para disparar sobre inimigos ou usar outras cartas com diferentes habilidades, seja alterar temporariamente os nossos stats (como a defesa por exemplo), ou simplesmente baralhar todo o deck novamente. Tudo isto dá-nos um elemento de estratégia muito forte e embora seja difícil manter o stealth, se formos descobertos os inimigos tornam-se muito mais proactivos para atacar, embora também nos possamos tentar esconder. De novidades, para além de um número maior de cartas, podemos agora vendê-las na shop entre cada missão, para além de as comprar claro. Ganhamos também novas cartas ao explorar cada nível e no final do mesmo. Outros detalhes como o atravessar portas ou apanhar packs de cartas espalhados no chão foram também melhorados. Para além das missões normais do modo história poderemos posteriormente revisitar níveis antigos para missões extra, bem como o novo modo de jogo “Arena”, que nos colocam à porrada contra alguns bosses icónicos dos restantes Metal Gear Solids.

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Combates com bosses como sempre não poderiam faltar.

Mas a grande “inovação” está mesmo no modo 3D do jogo, apenas aproveitado para quem possuir o “Solid Eye”, uns óculos 3D no formato de caixa de cartão que para além de nos fazerem parecer completamente ridículos, permitiam ter um efeito 3D que, pelas impressões que fui recolhendo, não era tão bom. Para além do mais poderíamos ligar este MGA2 à PS2 com o Metal Gear Solid 3 Subsistence, com a oportunidade de transferir screenshots do jogo da PS2 para os ver em 3D na PSP. De resto graficamente é um jogo bonitinho, com os gráficos a mudarem da vertente mais “realista” do primeiro jogo para um efeito gráfico cel-shading bastante mais colorido e que sinceramente até que resultou muito bem. Para além do mais, a restante arte que poedmos ver nos diálogos está muito bem feita, como tem sido habitual na série. Infelizmente mais uma vez não existe voice acting, apenas alguns sons que as personagens vão soltando durante o jogo. As músicas quando existentes são também variadas e adequam-se bem aos ambientes em questão, sendo mais tensas quando devem ser ou mais calmas nos momentos mais aborrecidos (nos diálogos longos e rebuscados como de costume).

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Quem no seu perfeito juízo jogaria assim em público?

No fim de contas, tal como o jogo anterior, este Metal Gear Acid não é recomendado a quem gosta da série Metal Gear pela sua componente de acção e stealth, pois se vão pegar nisto a pensar que é mais um Peace Walker, então teriam uma desilusão completa. Para quem gostar de jogos de estratégia por turnos, bem como jogos baseados em cartas, então esta é sem dúvida uma boa proposta e parece-me ter melhorado em muitos aspectos face à sua prequela, excepto efeito 3D com aqueles óculos estúpidos, claro está.

Wave Race: Blue Storm (Nintendo Gamecube)

Wave Race Blue StormVoltando à consola cúbica para mais uma análise a um título de lançamento: Wave Race Blue Storm, uma sequela a um dos jogos da Nintendo 64 de maior sucesso (ou não!). Confesso que apesar de ser um óptimo jogo, não sou um grande fã da sua jogabilidade e a minha história com este título já é longa. A primeira vez em que me passou pela colecção foi comprado por 5€ na extinta Singer no Maiashopping, talvez por volta de 2002 ou 2003. Aproveitei uma limpeza de stock que eles andaram a fazer. Tempos depois reuni alguns jogos da Gamecube que não gostava assim tanto e vendi-os, incluindo esse Wave Race que foi vendido ao mesmo preço que o comprei. Passados todos estes anos, há uns meses atrás voltei a encontra-lo na cash converters de Alfragide por 3€, bateu-me a saudade e trouxe-o para casa, apesar de as condições deste jogo já não serem assim tão boas.

Wave Race Blue Storm - Nintendo Gamecube
Jogo completo com caixa, manuais e papelada.

Neste Wave Race Blue Storm existem diversos modos de jogo, embora o Championship seja naturalmente o principal. Depois de escolher o conjunto personagem/moto de água que queremos utilizar no campeonato é altura de começarmos as corridas. Os campeonatos estão divididos em vários graus de dificuldade, com novos circuitos a serem desbloqueados conforme a dificuldade vai sendo aumentada. Uma coisa boa é o facto de podermos escolher a ordem pela qual quisermos jogar cada circuito, algo que deve ser “jogado” de acordo com as previsões metereológicas para cada dia, pois alguns circuitos são mesmo bem mais difíceis de ser jogados com mau tempo. Depois lá começamos a corrida e começam aqui os meus problemas pois nunca fui um bom jogador de Waverace. Apesar de existir um mapa do circuito no canto superior esquerdo do ecrã, alguns dos circuitos são demasiado “abertos” o que por vezes faz com que nos percamos nas voltas. Para piorar isso temos um sistema de bóias que devemos contornar pela esquerda (as amarelas) ou pela direita (as vermelhas), e caso não contornemos correctamente um certo número de bóias somos retirados da corrida. Mas isso também acrescenta um interessante conceito de estratégia nas corridas. A cada 6 bóias contornadas correctamente de forma consecutiva ganhamos um turbo e no entanto também existem alguns atalhos que podemos descobrir em cada circuito. Isso aliando à garra dos nossos adversários e por vezes as condições adversas do tempo, pode compensar apanhar um atalho e falhar algumas bóias só mesmo para garantir que cheguemos em primeiro lugar.

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As bóias indicam a direcção em que as devemos contornar e se falharmos 5 somos desclassificados

Para além do modo campeonato, dispomos de vários outros modos de jogo incluindo o famoso multiplayer que, tal como na Nintendo 64 nos dá a oportunidade de jogar com até mais 3 amigos em qualquer combinação de circuito/condição atmosférica que tenhamos desbloqueado no modo campeonato. Para além desses temos também o Time Attack, onde o objectivo é mesmo obter os melhores tempos possível, mais uma vez nos circuitos que tenhamos desbloqueado anteriormente. Também temos o tal Stunt Mode, onde o objectivo é alcançar o máximo de pontos possíveis ao fazer várias manobras bonitinhas e este é também um modo de jogo que pode ser experimentado por 4 jogadores. Existem ainda 2 vertentes para nos treinarmos. Temos um modo tutorial que nos ensina as mecânicas de jogo num circuito básico e por fim temos um “Free Roam” onde podemos treinar livremente nos circuitos já desbloqueados. De resto devo dizer que este jogo tem uma jogabilidade muito própria e eu nunca me consegui dar lá muito bem com ela, mas dou-lhe bastante valor pela forma como diferentes condições climatéricas alteram completamente a jogabilidade, afinal uma coisa é andarmos em águas calmas, outra completamente diferente é corrermos durante uma tempestade.

Wave Race Blue Storm (5)
Pode não parecer mas os efeitos de água estão realmente excelentes para a altura

Graficamente este foi um jogo que impressionou. Em conjunto com o Star Wars Rogue Squadron II, este Wave Race foram os jogos com um maior poderio técnico. Enquanto o primeiro impressionava pela quantidade de polígonos que enfiavam no ecrã e excelentes gráficos no geral, este também prima por bons gráficos, coloridos e detalhados, mas os efeitos de água e chuva são simplesmente muito bons e certamente dos melhores que se tinham visto até então. Tomara muito jogo de Wii, lançado a mais de 5 anos deste Wave Race ter a mesma qualidade com os efeitos de água que este. Jogar um circuito com uma enorme tempestade e ver as ondas realistas, ou o efeito da chuva forte a tapar-nos a visão, são coisas que ficaram realmente muito bem feitas aqui. As músicas são OK, não tem nenhuma que me agrade particularmente, mas cumprem bem o seu papel. O voice acting dos pilotos e anunciadores das corridas parece-me bem feito e não tenho nada a apontar.

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Podemos também fazer algumas manobras para ganhar pontos ou turbos

No fim de contas, apesar de este ser um jogo cuja jogabilidade não me agrada assim tanto, na medida em que eu sou um zero à esquerda nele, reconheço que o problema é meu, parece-me ser um jogo excelente para quem gostar do género e surpreende-me a Nintendo, que tanto recicla as suas franchises, ainda não ter voltado a pegar nesta série.

Gomo (PC)

Houve um artigo que escrevi para a PUSHSTART que ficou completamente esquecido aqui neste meu espaço: Gomo, publicado pela Daedalic Entertainment, a mesma produtora por detrás de vários outros jogos point and click de óptima qualidade como Deponia, The Dark Eye Chains of Satinav ou Memoria. Mas Gomo é um jogo bem curtinho e bizarro, fazendo lembrar por várias vezes o Machinarium.

GOMO - PC

Bom, sem mais demoras, poderão ler a minha crítica na íntegra aqui.

Ridge Racer Revolution (Sony Playstation)

Ridge Racer RevolutionRidge Racer é o mítico jogo arcade da Namco que saiu na primeira Playstation como jogo de lançamento. É na realidade o primeiro jogo do catálogo da consola 32bit da Sony, e um ano depois recebemos este Ridge Racer Revolution, que não é propriamente um Ridge Racer 2 (esse ficou-se apenas pelas arcades e pouco mais trouxe ao primeiro jogo – maioritariamente o modo multiplayer). Mas apesar de ter Revolution no nome, acaba por manter a mesma fórmula, tal como o Daytona USA CCE o fez na Sega Saturn. Por essa razão este também não será um artigo muito extenso e o jogo foi comprado há uns meses na feira da Ladra em Lisboa por cerca de 3€ se bem me lembro.

Ridge Racer Revolution - Sony Playstation
Jogo com caixa e manual, versão platinum

O jogo usa os mesmos conceitos do original, com todas as corridas a passarem-se ao longo de uma cidade costeira fictícia – a Ridge City. Os circuitos normais chamam-se “Novice”, “Intermediate” e “Expert” e ao contrário do jogo anterior desta vez são distintos em todas as dificuldades, embora partilhem mais uma vez segmentos comuns. O objectivo mais uma vez consiste em chegar em primeiro lugar e sempre dentro dos tempos limites para cada checkpoint. No início dispomos de apenas 4 carros à escolha, mas tal como no anterior, se conseguirmos fazer um jogo perfeito no mini-jogo de abertura (mais um da série Galaga/Galaxian), desbloqueamos todos os 12 carros “normais”. Para além dos circuitos normais temos também os time trials, onde corremos directamente contra outros “bosses” com carros poderosos e caso os vençamos, desbloqueamos esse carro também. Para além dos time trials desbloqueamos também os circuitos extendidos, que são os mesmos, mas jogados no sentido inverso.

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Os “blue skies” in games não eram uma coisa exclusiva da Sega.

No entanto o jogo também foi buscar algumas coisas ao Ridge Racer 2, nomeadamente os remixes das músicas e o espelho retrovisor que nos avisa se temos algum adversário em vias de nos alcançar ou não. As músicas naturalmente que são inspiradas nas originais, então esperem por ouvir música electrónica bastante upbeat e acelerada que, embora não seja de todo o meu género, até que acabam de se enquadrar no género. Os gráficos pareceram-me melhores que os do Ridge Racer original, e o jogo está bem fluído com uma boa sensação de velocidade. Em relação ao à draw distance e respectivo pop-in dos cenários, é também um jogo que me parece bem conseguido, pois embora se note um pouco, geralmente está bem “escondida” de acordo com o circuit design. Continuo é a achar uma certa graça ao facto de usarem o mesmo tipo de letra que se usava na NES em algumas partes do jogo, como os tempos de volta.

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Passando para a perspectiva de primeira pessoa, temos agora um espelho retrovisor

De resto Ridge Racer Revolution continua com o mesmo feeling arcade do original e continua a ser daqueles jogos que, na minha opinião, tal como Daytona USA ou Sega Rally para a Sega Saturn são sempre uma excelente alternativa para dar umas corridas rápidas sem grandes preocupações.

The Shivah: Kosher Edition (PC)

Voltando às rapidinhas no PC para mais um jogo indie, nomeadamente a primeira aventura gráfica lançada pelo pequeno estúdio de David Gilbert, o Wadget Eye Games, responsável pela série Blackwell, ou o Gemini Rue. E o artigo vai ser curto pois também consegui chegar ao final do jogo em cerca de uma hora, a história é muito pequena. No entanto até que tem a sua graça, pois não é todos os dias que jogamos com um Rabi, que para quem não sabe é uma espécie de “padre judeu”. E este Shivah entrou na minha colecção após ter-me sido oferecido num sorteio num fórum de videojogos.

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Conforme pode ser observado logo no título, este jogo tem uma influência muito forte nas tradições judaicas, pois jogamos com um Rabi que se encontra a passar por alguns dilemas éticos e religiosos e decide fechar a sua sinagoga. Mas na noite em que tomou essa decisão recebe a visita de um detective que lhe dá a notícia que um antigo frequentador da sua sinagoga foi assassinado e lhe deixou uma herança de 10000 dólares, dinheiro mais que suficiente para manter a sua sinagoga que estava a ultrapassar uma grave crise financeira. Mas o que surpreendeu realmente o Rabi Ross Stone é o facto de ele e a vítima terem-se zangado seriamente há uns anos atrás. Assim sendo, e como forma de se redimir por ter-se zangado com o falecido, tenta descobrir o mistério por detrás do seu assassinato.

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A Kosher Edition tem uns retratos bem mais detalhados que a edição normal

E as mecânicas deste jogo são as tradicionais de um jogo de aventura point and click, com um botão do rato para interagir com objectos/pessoas, e o outro para simplesmente tecer um comentário sobre os mesmos. Dispomos também de um inventário e de uma lista de pistas que podemos correlacionar para descobrir novas pistas que nos levem mais próximo de resolver o mistério, tal como foi feito posteriormente em alguns jogos da série Blackwell. Para além do mais, nos diálogos temos sempre diferentes abordagens nas nossas perguntas/respostas, podendo nós ser mais bem educados ou sarcásticos, ou então utilizar as “rabbinical response”, que consiste em sermos uns chatos do caraças e responder cada pergunta com outra pergunta. Apesar de as mecânicas de jogo serem simples e eficazes, o jogo peca muito pelo seu pouco conteúdo, pois o mistério resolve-se muito rapidamente e não há assim tanta coisa a acontecer.

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Ainda há espaço para algumas ligações à série Blackwell

Graficamente é um jogo com um look bem retro com recurso à pixel art, fazendo lembrar alguns clássicos dos finais da década de 80/inícios da década de 90. No entanto esta Kosher Edition tem os gráficos mais polidos, em especial os dos retratos das personagens sempre que falam, estando agora mais detalhado. A música é OK e suponho que tenha várias influências de melodias judaicas, infelizmente o que não está tão bom é o voice-acting, pois é bem inconsistente. Enquanto que em algumas personagens como os Rabis está ok, no Joe DeMarco está muito mau. No fim de contas este é um bom jogo clássico de aventura point and click, mas peca bastante por ser demasiado curto, embora tenha potencial para ter uma boa história que merecia ter sido bem mais desenvolvida.