Spider-Man (Sega Game Gear)

Spider-ManMais uma rapidinha, agora para Game Gear. Este Spider-Man foi um jogo que comprei um pouco às cegas pois não me estava mesmo a lembrar de nenhum jogo do aranhiço para a Game Gear apenas com esse nome. E acabei por o levar em bundle juntamente com outros cartuchos numa das minhas visitas à feira da Ladra em Lisboa por cerca de 3€. Quando cheguei a casa é que me apercebi que isto não é nada mais nada menos que o Spider-Man vs the Kingpin. I have made a huge mistake, e já vão descobrir o porquê.

Spider-Man - Sega Game Gear
Apenas cartucho

Tal como o nome completo do jogo indica, o nosso principal adversário é o Kingpin, o rei do crime organizado lá do sítio, embora também tenhamos de defrontar uma série de outros vilões clássicos da série do Spider-Man, como o Dr. Octopus, Venom ou o Green Goblin. O plano do Kingpin consistia em tentar desacreditar o homem-aranha na opinião pública, transmitindo pequenos relatos de TV indicando que o herói era na verdade um criminoso e estava a planear explodir uma bomba bem no centro da cidade nos próximos XX minutos. O resto do jogo leva-nos literalmente em contra relógio a tentar progredir na história, defrontando outras caras conhecidas para desactivar as bombas, desmascarar o Kingpin e salvar a sua imagem.

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Não seria um jogo do homem aranha se não nos pudéssemos balancear com as teias

A minha maior queixa deste jogo (minha e a de muitos outros) são os controlos horríveis, com uma má detecção de colisões, inimigos bem chatos e cada dano que sofrermos expelir-nos bem para trás o que pode trazer ainda mais algumas chatices. Isso e a dificuldade bem acima da média. Mas se tentarmos ignorar esses defeitos, então este jogo até que tem algumas coisas interessantes e originais. Para começar vamos mesmo jogar o resto do jogo em contra relógio. Com sensivelmente 30 minutos para desarmar as bombas vamos ter de atravessar vários níveis repletos de perigos e inimigos e tudo isto com apenas uma barra de energia e uma vida. Como restauramos a nossa vida? Bom, a qualquer momento do jogo podemo-nos “transformar” em Peter Parker e ir descansar ao nosso quarto, restabelecendo alguma dessa energia perdida. O problema é que o relógio continua sempre a contar.

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Para regenerar a vida podemos descansar no nosso apartamento. Mas o relógio conta sempre!

Depois, com um botão para salto e um outro para atacar, com ataques que tanto podem ser normais como usando as teias de aranha, as nossas reservas de teias também se vão esgotando. E então como as podemos restabelecer? Bom, fazendo o que Peter Parker faz de melhor: fotografar! É nos menus de pausa que podemos escolher essas opções como nos retirarmos temporariamente para recuperar energia, mas também podemos escolher uma máquina fotográfica. A ideia consiste em tirar fotografias aos bosses, para quando chegarmos ao fim de cada nível possamos ganhar algum dinheiro com as mesmas no jornal Daily Bugle e com esse atestar dinheiro ganho atestar o nosso stock de teias. E claro, as teias servem também para nos deslocarmos pelo ar, onde como não poderia deixar de ser, as teias são atiradas para o infinito e mesmo assim o Homem-Aranha consegue balancear-se de um lado para o outro.

No que diz respeito aos audiovisuais, este é outro jogo que não é nada de especial. Ainda assim a versão Game Gear consegue ser um pouco melhor, devido ao seu ecrã reduzido, aumentaram um pouco o “zoom” aos cenários e personagens, aparentando assim ter melhor detalhe. Mas não é nada de espectacular, vale mais pelas “cutscenes” que vamos vendo entre cada nível. As músicas e efeitos sonoros por outro lado são horríveis, do pior que já ouvi numa Master System/Game Gear. Posto tudo isto, não posso dizer que recomende este Spider-Man (vs  the Kingpin), embora até ache alguma piada a alguns conceitos de jogo que lhe introduziram.

Boulder Dash (Nintendo Entertainment System)

Boulder DashO artigo que trarei cá hoje é invariavelmente mais uma rapidinha, pois o tempo não dá mesmo para mais. E também não teria assim muito para dizer pois este Boulder Dash é uma conversão de um clássico da velha-guarda, bastante simples nas suas mecânicas de jogo, mas nem por isso propriamente fácil. Para já apenas disponho do cartucho, que foi comprado na feira da Vandoma no Porto, algures durante o mês de Janeiro por 5€, se a memória não me falha.

Boulder Dash - Nintendo Entertainment System
Apenas cartucho

O objectivo do jogo é simples: somos o mineiro Rockford e o nosso pai, Stoneford deu-nos uma série de mapas de várias minas que tinham imensos tesouros, como diamantes ou outras pedras preciosas. Bom, os mapas deviam ser uma porcaria pois o que mais se vê é terra, rochas, inimigos e alguns diamantes à vista. Os outros têm mesmo de ser descobertos. E o jogo é passado numa perspectiva que pode parecer “top-down view”, mas na realidade é uma vista lateral. Os controlos são bem simples, os direccionais fazem com que Rockford ande ou escave na direcção pretendida e o objectivo é apanhar um certo número de diamantes antes do tempo limite. Mas a gravidade é uma coisa lixada e é preciso ter cuidado ao escavar a terra debaixo de rochas, pois faz com que elas caiam e se estivermos debaixo, bom, não é difícil adivinhar o que nos acontece.

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Podemos mudar a cor da sprite da nossa personagem. Yay pallete swaps!

Para piorar as coisas existem também vários inimigos a vaguear pelo subsolo e também nos podem matar com um toque apenas. Por outro lado também podemos ser inteligentes e fazer com que rochas caiam em cima deles, matando-os. Isto acaba também por ser obrigatório, pois ao matar os inimigos eles explodem e podem rebentar com algumas paredes que nos dão acesso a mais diamantes. Alguns inimigos acabam mesmo por gerar 9 diamantes extra após explodirem! Como vêm, o conceito do jogo é bem simples, apesar de existirem imensos níveis repletos de inimigos e outros perigos, pois as rochas podem começar a cair em cascata e os inimigos por vezes seguem padrões de movimento algo imprevisíveis. É um daqueles jogos arcade da velha guarda em que apesar de não haver uma grande variedade, o desafio está sempre lá. Creio que o jogo está dividido num total de quase 100 níveis, que por sua vez estão espalhados ao longo de 4 quests de 6 mundos cada. É muito nível!

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Até os próprios diamantes nos podem esmagar se não tivermos cuidado

Graficamente é um jogo bastante simples, com sprites pequenas e pouca variedade de inimigos ou cenários, nota-se bem que este Boulder Dash é uma encarnação de um jogo da primeira metade da década de 90. As músicas são acessíveis, tanto vamos tendo algumas melodias agradáveis para ouvir, em especial nos menus e introduções de cada nível, como outras músicas mais tensas, em especial quando andamos mesmo nas escavações a tentar sobreviver a todo o custo.

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Existem vários mundos a explorar, embora não haja grande variedade nas mecânicas de jogo

Boulder Dash é um daqueles jogos que apesar de ter envelhecido mal com o tempo, pelo menos no seu aspecto, a sua jogabilidade simples mantém-se desafiante. Cumpre o seu papel, e é uma herança dos jogos arcade da velha guarda, ao lado de títulos como Pac-Man ou Dig Dug. No entanto não é daqueles títulos que eu considere um must-have para qualquer coleccionador de NES.

FIFA Soccer 97 (Sega Mega Drive)

FIFA 97Mais uma rapidinha a um jogo desportivo, desta vez o FIFA 97 para a saudosa Sega Mega Drive, possivelmente o jogo de futebol que mais joguei na vida, no entanto não tenho muito mais a acrescentar ao que já foi escrito em artigos como o do FIFA 95 e 96, daí a rapidinha. E ao contrário desses 2 jogos, que os tenho com caixa e manual, este FIFA 97 apenas o cartucho veio cá parar, tendo sido comprado juntamente com a consola por 15€, ficando-me a um preço muito barato. Edit: Eventualmente em Agosto de 2017 ofereceram-me uma caixa do jogo.

Jogo com caixa

Tal como nos anteriores, este jogo contém uma vasta selecção de diferentes equipas, campeonatos e selecções, embora infelizmente a nossa portuguesa tenha ficado no esquecimento. Já ter a selecção não é mau! Mas podemos criar as nossas próprias equipas, tal como no FIFA 96. A nível de modos de jogo é exactamente a mesma coisa: podemos jogar um amigável, torneios, campeonatos e playoffs. A grande novidade está é no tipo de estádio que podemos escolher: outdoor e indoor. Nos estádios normais, nada muda, mas nos indoors a história já é outra. Aqui é jogada uma variante de futebol de salão, onde apenas temos 5 ou 6 jogadores em campo para cada equipa e podemos fazer tabelinhas com as paredes, resultando em partidas mais frenéticas. Foi na minha opinião uma boa adição ao jogo que já ia na sua quarta iteração a utilizar o mesmo motor gráfico.

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A adição do indoor soccer é sem dúvida a grande novidade deste jogo

Fora isso não reparei em grandes diferenças a nível de jogabilidade, pois apesar de ter sido o jogo de futebol que mais joguei até agora, nunca deixou de ser de uma forma mais casual. De resto, a nível gráfico também não existem muitas diferenças face aos anteriores, talvez exceptuando o facto de podermos jogar em diferentes condições climatéricas e isso nota-se no relvado. As músicas quando existentes cumprem bem o seu papel, embora não sejam propriamente memoráveis. Já os efeitos sonoros continuam excelentes e não tenho nada a apontar nesse campo.

FIFA 97 é mais um bom jogo de futebol para a Mega Drive, sendo na minha opinião o mais interessante dos cinco que a consola de 16bit da Sega acabou por receber, quanto mais não seja pela adição do indoor soccer.

Deponia (PC)

Voltando aos jogos de aventura point and click, Deponia é um dos maiores cartões de visita da Daedalic, e com base nas imensas promoções que o jogo tem vindo a receber ao longo dos últimos anos, de facto é difícil resistir a comprá-lo e eventualmente jogá-lo. Acabei por finalmente o fazer e fiquei muito surpreendido pela sua qualidade. Este Deponia se não estou enganado foi comprado num dos Humble Bundles dedicados à Daedalic por um preço muito reduzido.

Deponia

E de que se trata este jogo? Basicamente encarnamos no papel de Rufus, um gajo mandrião, ainda a viver na casa da sua ex-namorada e cujo sonho é o de abandonar Kuvaq em Deponia e entrar em Elysium, a grande cidade suspensa nos céus. Aparentemente o mundo de Deponia está repleto de sucata e a civilização humana abandonou a superfície, com os mais influentes a viverem em Elysium e os mais desafortunados a ficarem à superfície. E o resto da história leva-nos em mais uma tentativa de “fuga” onde Rufus finalmente consegue escapar de Deponia mas vê-se no meio de uma conspiração envolvendo Goal, uma bonita andróide que cai para a superfície e Rufus decide voltar também para a salvar.

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Deponia está repleto de personagens carismáticas e o bom humor é uma constante

As mecânicas de jogo são o costume em aventuras point and click. Com o ponteiro do rato fazemos practicamente tudo: movemos Rufus ao longo dos cenários, falamos com pessoas, interagimos com objectos, apanhamos e combinamos itens no inventário e por aí fora, nada a comentar neste campo. O que devo comentar é mesmo o facto de ter adorado todas as personagens e a história em si. O final deixou mesmo a antever uma eventual sequela (que na realidade acabaram por sair mais duas) e o jogo está repleto de um bom sentido de humor, personagens bem carismáticas e bem, fiquei mesmo com vontade de instalar e jogar o Chaos on Deponia logo a seguir.

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Goal acaba por ser uma personagem muito importante no jogo

No que diz respeito aos audiovisuais, a Daedalic já nos habituou a excelentes gráficos 2D, com cenários extremamente detalhados e personagens com óptimas animações. E este Deponia não é uma excepção, os óptimos gráficos, aliados a um voice-acting bem competente contribuiram ainda mais para esta ser uma aventura muito agradável de ser vivida. Detalhes como o “bardo”  a tocar guitarra e cantar entre cada capítulo são coisas deliciosas e que acabam por fazer a diferença. As músicas ambiente também são bastante agradáveis.

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Como sempre, temos alguns puzzles para resolver

Este artigo é mais uma rapidinha pois infelizmente o tempo para jogar tem sido muito reduzido. De qualquer das formas já aqui falei sobre vários jogos da Daedalic e não haveria muito a acrescentar neste Deponia. Se são fãs do género, recomendo vivamente a sua compra, até porque este jogo em específico costuma ser vendido a preços muito reduzidos em alturas de promoções.

Tempo Jr (Sega Game Gear)

Tempo JrTempo foi um jogo de plataformas lançado para a 32X, um add-on da Mega Drive com um tempo de vida muito curto (também a ideia como um todo não foi propriamente brilhante, mas isso seria conversa para outro tema), mas que infelizmente não chegou ao território europeu. Foi desenvolvido pela RED Company, a mesma empresa que nos trouxe jogos como ambos os Gungrave ou a série Sakura Taisen/Wars. Esse Tempo era um jogo de plataformas muito bonitinho, com óptimas animações e uns audiovisuais bem trabalhados, tirando bom partido do melhor 2D que a 32X permitia. Mas depois saiu um outro jogo para a Game Gear com o nome de Tempo Jr. Era tão bom como o original? Nem por sombras, mas já lá vamos. O meu cartucho foi comprado na feira da Ladra em Lisboa algures durante o mês passado, creio que me ficou em algo na ordem dos 3€.

Tempo Jr. - Sega Game Gear
Apenas cartucho

Tanto no original de 32X como nesta “conversão” a personagem principal é o gafanhoto Tempo, um inscto todo cool à anos 90 e que gosta bastante de música. Aliás, todo o mundo de Rythmia aprecia bastante a arte musical, excepto um certo King Dirge Sound, que pelos vistos vamos tentando-o derrotar num programa televisivo, o Major Minor Show. De resto, Tempo Jr é um jogo razoável de plataformas. Vamos visitar cinco “mundos”, divididos cada em 2 níveis e um boss, onde a jogabilidade é simples, com um botão para saltar, e um outro para atacar ou atirar notas musicais que paralisam temporariamente os inimigos, que são formigas, melgas ou outros insectos chatos. Para os derrotar podemos também saltar para cima deles, ou correr (clicando duplamente no botão direccional) e rebolar até lhes acertarnis em cheio.

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Ao contrário da versão 32X onde poderíamos escolher a ordem dos níveis, aqui seguem são pré-definidos

 

Não é difícil compreender que, com todos estes nomes como Tempo, Major Minor, Dirge Sound ou Rhythmia, estaríamos presentes a um jogo com uma temática musical. E não estamos muito longe da verdade. Ao longo dos níveis lá vamos vendo instrumentos musicais como teclados gigantes de piano em lugar do chão, ou flautas gigantes em background. Os itens que nos restauram a vida são notas musicais deixadas pelos inimigos ou mesmo CDs que vamos encontrando. Quando temos a barra de vida no máximo e a piscar, ao pressionar os 2 botões faciais em simultâneo, Tempo começa a dançar, mas deve ser uma dança tão irritante que todos os inimigos presentes no ecrã explodem. De resto, entre cada nível vamos tendo alguns mini jogos onde podemos gastar as moedas espalhadas nos níveis. Um deles é uma espécie de “Simon says” onde vemos botões coloridos referentes a cada nota musical e temos de seguir a sequência de botões que o CPU vai tocando. O mini jogo seguinte é uma mistura de roda da sorte com aqueles jogos de feiras populares onde damos uma marretada num sítio e tentamos fazer com que um peso suba o mastro e toque no cimo: cada patamar do “mastro” corresponde a um prémio, primeiro devemos ver qual nos pode sair na rifa, depois temos de tentar dar a martelada com força suficiente para a patela se ficar pelo prémio escondido, caso contrário não levamos nada. Mas também ou são vidas ou pontuação e este não é de todo um jogo difícil, portanto nada se perde.

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Sendo um gafanhoto, Tempo pode voar ao carregar novamente no botão de salto já no ar

No que diz respeito aos audiovisuais é um jogo que me deixa com sentimentos mistos. Por um lado a sprite de Tempo é bem grande, e sinceramente é possível que seja a sprite mais bem animada e detalhada de qualquer jogo que tenha saído para um sistema 8bit da Sega. As dos inimigos são mais simples, excepto as dos bosses que também são bem detalhadas. No entanto os níveis não me deixam muito entusiasmado. Enquanto que até são coloridos, não há uma grande variedade de cenários e os níveis são muito fechados e iguais entre si. As músicas são alegres, algumas boas, mas depois de ouvir o original de 32X e passar para este de facto é uma mudança muito grande, e para pior.

Tenho pena que o Tempo Jr seja o único jogo desta série que tenha chegado até nós europeus. Não é um mau jogo de plataformas, mas nota-se perfeitamente que foi desenvolvido a pensar nos mais novos dado à sua baixa dificuldade. Peca principalmente na minha opinião pela pouca variedade de níveis. Mas o original de 32X e o Super Tempo que se ficou apenas em território japonês já são bons jogos que infelizmente a única forma que temos de os jogar é importando-os.