Virtua Cop: Elite Edition (Sony Playstation 2)

Virtua CopContinuando pelas rapidinhas da PS2, o título que cá vos trago hoje é uma compilação de dois light gun shooters que fizeram as delícias na minha infância/adolescência. Adorava jogar Virtua Cop nas arcades e também na Sega Saturn, embora vim a ter as versões Saturn na minha colecção muito mais recentemente. Para além dessas, foi lançado para a PS2 esta compilação que traz versões melhoradas dos dois clássicos, em conjunto com mais algum material bónus (mas não se entusiasmem muito com isso). O meu exemplar foi comprado na Cash Converters de Alfragide por cerca de 2€ há uns meses atrás.

Virtua Cop Elite Edition - Sony Playstation 2
Jogo completo com caixa e manual

Essencialmente, os jogos são muito similares às versões Sega Saturn do Virtua Cop e Virtua Cop 2, pelo que recomendo a leitura dos artigos respectivos. A diferença está mesmo nos gráficos que foram bastante melhorados mesmo relativamente às versões originais de arcade, que já por si eram mais bem detalhadas que as versões que acabaram por sair para a Sega Saturn. Mas ainda assim não esperem por gráficos do outro mundo, pois a PS2 é capaz de fazer melhor. Para além disso, adicionaram também um modo de treino com galerias de tiro e uma galeria com artwork desbloqueável ao longo dos 2 jogos, geralmente ao disparar sobre objectos estranhos, ou em bandidos que apareçam a correr de um lado para o outro em plano de fundo, cuja mira automática do jogo não os foca. Mas esse artwork é tudo imagens promocionais de ambos os Virtua Cop da sua época com aquelas CGIs primitivas, pelo que não esperem por nada fora de série. As músicas continuam com aquele feeling muito característico dos jogos arcade da Sega AM2, algumas mais rockeiras e com belas melodias de guitarra que eu sempre gostei.

Graficamente é um pouco melhor que os originais, mas a PS2 é capaz de mais.
Graficamente é um pouco melhor que os originais, mas a PS2 é capaz de mais.

Posto isto, este Virtua Cop Elite Edition acaba por ser uma compilação interessante a quem gostar de light gun shooters, em especial para quem não tiver acesso aos originais. Isto porque não trazem nada de muito novo para quem já se habituou aos originais, para além dos gráficos melhorados e dos extras de modo de treino e artwork desbloqueável. Ou seja, continuam jogos bastante curtos. E apesar de suportarem a G-con 2, é pena que não suportem também a primeira G-Con, como vários outros light gun shooters da PS2 suportam.

Psyvariar (Sony Playstation 2)

Psyvariar_PS2A rapidinha de hoje leva-nos de volta para a consola mais bem sucedida da Sony, onde mais um bom shmup clássico acabou por chegar até nós europeus por intermédio de lançamentos budget price. Este Psyvariar Complete Edition traz duas versões do Psyvariar original, ao contrário da compilação Psyvariar + Psyvariar 2 que eu idealizava. Custou-me 2€ na Cash Converters de Alfragide algures nos últimos meses de 2015, se bem me recordo.

Jogo completo com caixa e manual
Jogo completo com caixa e manual

As mecânicas chave nesta série são o Buzzing, que consiste em recompensar-nos no quão mais perto das balas inimigas passamos. E como estes são jogos em que a detecção de colisões apenas se despoleta se uma bala tocar no centro da nossa nave, vai dar para usar e abusar destas mecânicas. Isto porque cada buzz dá-nos alguns pontos de experiência e à medida que vamos amealhando pontos de experiência vamos também subindo de nível. Nestas alturas estamos temporariamente invencíveis pelo que podemos albarroar outras naves, dando ainda mais pontos. O jogo espera que arrisquemos bastante com este mecanismo de buzzing, mas claro que isso tem de ser algo cuidado pois a invencibilidade é temporária e os momentos de bullet hell acabam por ser cada vez mais comuns à medida que o jogo vai avançando. Entre certos níveis de experiência a forma da nossa nave também se altera, sendo cada vez mais poderosa.

Buzzing é passar mesmo rente às balas. Na versão Revision é possível aproveitar o buzzing da mesma bala mais que uma vez, aumentando ainda mais a pontuação
Buzzing é passar mesmo rente às balas. Na versão Revision é possível aproveitar o buzzing da mesma bala mais que uma vez, aumentando ainda mais a pontuação

Na primeira versão deste jogo, a Medium Unit, dispomos de apenas 6 níveis pela frente, sendo que cada nível requer obrigatoriamente que a nave tenha atingido um certo nível de experiência. Na versão Revision as mecânicas básicas de jogo mantêm-se, mas a dificuldade foi aprimorada, com as naves inimigas a serem mais agressivas no seu poder de fogo, mais denso e mais rápido. Temos também alguns níveis adicionais e um novo modo de jogo, o Replay. Aqui, antes de jogar um nível, podemos assistir a um replay de alguma play run. No entanto apenas podemos usar um crédito para terminar o jogo, mas se o conseguirmos somos recompensados com os replays das nossas façanhas ficarem registados. Não é algo que me faça muita falta, mas acredito que nas arcades asiáticas tenha sido uma loucura.

Como não podia deixar de ser também temos vários bosses para derrotar cujos padrões de fogo vão mudando
Como não podia deixar de ser também temos vários bosses para derrotar cujos padrões de fogo vão mudando

Antes de concluir, a nível de audiovisuais não tenho muito a dizer. É um shmup clássico vertical, todo high-tech com a nave que conduzimos e as que combatemos, com os cenários a serem condizentes, desde combates em órbita do planeta terra, ou a atravessar mega estações espaciais ou outras zonas militares/industriais. As músicas também têm todas aquela pinta futurista que assenta bem ao estilo de jogo.

Dominar o buzzing e os momentos de invencibilidade temporária que trazem é a chave da sobrevivência em momentos como este
Dominar o buzzing e os momentos de invencibilidade temporária que trazem é a chave da sobrevivência em momentos como este

Em suma, é um bom shmup para quem é fã do género, e as suas mecânicas de jogo originais tornam-se num desafio bem interessante!

Dual Heroes (Nintendo 64)

Dual Heroes - Nintendo 64A segunda rapidinha de hoje é sobre um outro género de videojogos que eu jogo de uma forma mais casual. Mas ao contrário dos jogos desportivos onde apenas os da era 8 e 16bit me despertam mais interesse, os jogos de luta agradam-me muito mais. A casualidade está no facto de serem jogos tradicionalmente com mecânicas de jogo muito aprimoradas que exigem horas a fio para serem dominadas, algo que para mim é precioso. Ou então são button mashers. A Nintendo 64 não é uma consola conhecida pelos seus jogos de luta, mas quando exploramos o seu catálogo mais a fundo ainda encontramos uns quantos, mas infelizmente poucos são os que realmente se aproveitam. Este Dual Heroes não é um bom jogo. O meu exemplar veio de uma loja do Porto por cerca de 5€.

Jogo com caixa, manual e papelada
Jogo com caixa, manual e papelada

Geralmente estes jogos possuem uma história genérica, sendo muito mais conhecidos pela sua jogabilidade e personagens carismáticas. Pois bem, o Dual Heroes tem uma história genérica (uma espécie de conflito intergaláctico entre Power Rangers do bem e do mal), jogabilidade muito má e personagens nada carismáticas. A coisa não parece muito promissora.

Power rangers do bem contra o mal!
Power rangers do bem contra o mal!

Os controlos são muito maus e nada intuitivos, onde para saltar e agachar temos de pressionar uma combinação de botões. O analógico serve para movimentar as personagens, mas obriga-nos a pressionar também no Z se quisermos mover-nos ao longo de um outro eixo. Então porque não usar simplesmente o analógico para cima ou para baixo para saltar ou agachar? Os golpes em si não são nada de mais e a inteligência artificial também não é lá muito inteligente. É possível chegar ao fim do jogo desencadeando apenas golpes básicos e por vezes o CPU até nos faz o favor de se mandar fora do ringue como se nada fosse.

Graficamente é um jogo bastante genérico, com cenários bem simples e personagens nada carismáticas e com pouco detalhe gráfico. Mesmo no simples ecrã onde escolhemos o nosso lutador dá logo para perceber algum amadorismo no design. As músicas também não ficaram no ouvido. Mas no meio de toda esta mediocridade o Dual Heroes ainda tem uns conceitos interessantes nos modos Versus e Robot. No primeiro, se escolhermos jogar contra o computador, o jogo emula um ambiente arcade, onde escolhemos o nosso oponente como um jogador virtual, com diferentes estilos de jogo. O Robot, serve para treinar um robot que vai aprendendo com o nosso estilo de jogo. E sim, também temos um practice mode, que nos permite treinar os movimentos das personagens.

Os jogadores virtuais do versus CPU parecem-me ser mais carismáticos que as personagens do jogo em si.
Os jogadores virtuais do versus CPU parecem-me ser mais carismáticos que as personagens do jogo em si.

Dual Heroes é daqueles jogos da Nintendo 64 que apenas recomendo aos mais ávidos fãs de jogos de luta ou a coleccionadores de Nintendo 64 que estejam interessados em coleccionar o maior número de jogos possível para o sistema. O meu dificilmente volta a sair da caixa.

FIFA 96 (Sega 32X)

FIFA 96Hoje é dia para uma ou duas rapidinhas. A primeira será mesmo muito breve, e refere-se à versão 32X do FIFA 96, que já tinha sido trazido cá ao blogue anteriormente. Esta versão 32X é essencialmente o mesmo jogo, mas que tira algum partido das capacidades 3D rudimentares do add-on da Sega. O meu exemplar veio da feira da Ladra em Lisboa, custando-me 2.5€, o que para um jogo completo de 32X parece-me bem bom.

FIFA 96 - Sega 32X
Jogo completo com caixa e manuais

Como referi acima, é uma versão muito parecida à da Mega Drive, oferecendo os mesmos modos de jogo com campeonatos, torneios, partidas amigáveis e por aí fora. A grande diferença a meu ver está mesmo nos gráficos. Enquanto a versão Mega Drive mantém o campo na perspectiva isométrica que bem caracterizou a série desde o primeiro FIFA até ao 98 nesta consola, aqui na 32X as coisas ficam um pouco mais dinâmicas. Apesar de os jogadores continuarem a ser sprites em 2D, o campo já tem alguns elementos 3D algo rudimentares como as balizas ou as bancadas que se notam perfeitamente serem poligonais. A câmara é também mais dinâmica e para além de se nos dar a oportunidade de escolher vários ângulos de jogo, incluindo o isométrico, acaba sempre por seguir a bola, o que em alguns ângulos até acaba por desorientar um pouco.

Nesta versão podemos jogar com diferentes ângulos de cãmara
Nesta versão podemos jogar com diferentes ângulos de cãmara

A nível de jogabilidade parece-me muito semelhante, mas eu sou suspeito para falar pois jogos este tipo de jogos de forma muito casual. Sendo esta versão 32X uma versão desenvolvida por equipas diferentes da versões 16 e 32bits é normal que a jogabilidade seja um pouco diferente.

Ainda não consegui perceber bem se os jogadores são sprites 2D ou modelos poligonais muito rudimentares. Mas aposto no 2D
Ainda não consegui perceber bem se os jogadores são sprites 2D ou modelos poligonais muito rudimentares. Mas aposto no 2D

Não vou dizer que é o melhor jogo de futebol de sempre, até porque a nostalgia leva-me sempre para o FIFA 97 da Mega Drive ou o Worldwide Soccer 97 da Saturn, mas esta versão 32X parece-me um compromisso interessante entre dois mundos: a jogabilidade 2D de uma era, e o excitante mundo do 3D poligonal que a geração seguinte nos trouxe em força.

Várias actualizações

Hoje aproveitei para actualizar uma série de artigos, onde acabei por arranjar versões mais completas de jogos que já tinha analisado. Segue então uma lista:

Assassin’s Creed (Sony Playstation 3) – Hoje mesmo comprei o jogo na sua edição normal black label, na Cex de Lisboa. Substitui a versão platinum que por sua parte tinha sido dos primeiros jogos que comprei para a PS3.

Castlevania Dracula X Chronicles (Sony Playstation Portable) – No mês passado encontrei o jogo em versão black label na cash converters de Benfica. Prontamente desfiz-me do Essentials feio que tinha.

Mega Games I (Sega Mega Drive) – Encontrei há uns meses atrás na feira da Ladra em Lisboa a compilação completa, como nova, por 2.5€. Substitui a que já tinha já que não tinha os manuais.

Pokémon Blue (Nintendo Gameboy) – Ao cartucho solitário foi acrescentado a caixa, inserts e manuais, a um preço muito irrisório, após ter sido comprado numa loja no Porto.

Sonic the Hedgehog 2 (Sega Game Gear) – Substituí o cartucho após ter encontrado o jogo completo na feira da Ladra em Lisboa.

Super Mario 64 (Nintendo 64) – Antes só tinha o cartucho, depois lá acabei por o encontrar completo.

Virtua Racing (Sega Mega Drive) – Apesar de já o ter “completo”, troquei-o quando encontrei uma versão com o manual português e ainda em melhor estado.

Zero Tolerance (Sega Mega Drive) – Mais um jogo para a Mega Drive agora com os manuais que me faltavam. Só fica mesmo a faltar o link cable!

Entretanto aproveito também para divulgar o meu último vídeo (longa metragens) de aquisições que ainda não tinha partilhado por cá: