Special Criminal Investigation (Sega Master System)

SCI - Sega Master SystemGosto bastante do Chase H.Q.. É um jogo arcade de perseguições policiais dividido em 2 fases por nível. A primeira consiste em andar a abrir em plena auto-estrada até alcançar algum bandido em fuga, e depois temos um minuto para os interceptar, mandando pancadas no carro até não andar mais (de preferência o dos bandidos). Foi um jogo de sucesso que acabou por ser convertido para uma grande panóplia de computadores e consolas, incluindo a versão Master System que sempre me cativou quando era mais novo. Também para a Master System foi lançada esta conversão da sequela Special Criminal Investigation, cujo meu exemplar foi comprado a um particular por 5€ há coisa de um mês e pico.

Jogo com manual e papelada
Jogo com manual e papelada

Aqui somos levados mais uma vez para uma força de segurança especialista em perseguições policiais, onde a nossa missão é encontrar o paradeiro de uma jovem rapariga que foi misteriosamente raptada. A nossa primeira missão é interceptar um suspeito, que vai desencadeando as missões seguintes e com a trama a complicar-se um pouco mais.

Antes de cada missão vamos tendo sempre um briefing que apresenta o alvo e avisa de alguns eventuais perigos adicionais
Antes de cada missão vamos tendo sempre um briefing que apresenta o alvo e avisa de alguns eventuais perigos adicionais

As mecânicas de jogo básicas mantêm-se iguais às do Chase H.Q., pois tal como referido no primeiro parágrafo, temos 60 segundos para alcançar o bandido e depois outros 60 para os tirar fora de circulação. Para isso temos vários turbos que devemos usar de forma bem inteligente, pois qualquer embate com outro veículo ou obstáculo nos pode causar atrasos bem preciosos, bem como teremos de ter em atenção à barra de energia do nosso próprio carro. É que agora estamos mais vulneráveis, já que o trânsito agora circula nas duas vias e podemos ter vários outros inimigos a dispararem contra nós, como motards a atirar cocktails molotov, ou helicópteros a disparar rajadas de metralhadora. Felizmente também podemos ripostar fogo, embora as munições não sejam ilimitadas. Felizmente também por vezes temos um helicóptero aliado a entregar-nos munições enquanto continuamos a conduzir em alta velocidade pelas estradas fora.

E no final de cada nível temos também uma cutscene com o bandido aprisionado e alguns diálogos que servem para avançar na história
E no final de cada nível temos também uma cutscene com o bandido aprisionado e alguns diálogos que servem para avançar na história

Tecnicamente é uma versão muito mais simplificada que o original de arcade, tanto em gráficos, som e fluidez de jogo. Apesar das paisagens serem variadas e por vezes até enveredarem por caminhos algo diferentes como estradas à beira mar/rio com a água mesmo ao lado da estrada, a sensação de velocidade raramente é notada, mesmo com o velocímetro a marcar quase 300km/h. Mas tirando isto, não estaria à espera de muito mais. E mesmo assim, devo dizer que a Natsume (sim foi a Natsume que tratou da conversão) acabou por fazer um bom trabalho com a adaptação das músicas. Algumas delas acabam por ser bastante boas, repletas de pequenos pormenores que nos passarão despercebidos nas primeiras audições.

O grande problema deste SCI a meu ver está mesmo na falta de sensação de velocidade, mesmo a 370Km/h
O grande problema deste SCI a meu ver está mesmo na falta de sensação de velocidade, mesmo a 370Km/h

É mesmo uma pena que o scrolling não seja tão bom nesta adaptação, pois tudo o resto está bem tolerável para uma conversão 8bit de um jogo arcade de qualidade bem superior. A sensação de velocidade faz mesmo a diferença, mas também não se pode dizer que este Special Criminal Investigation seja algo injogável, nada disso. Se gostaram do Chase H.Q. ou do seu conceito, então irão certamente apreciar alguma coisa deste jogo.

Cool Spot (Sega Game Gear)

Cool SpotVamos para mais uma rapidinha que a anterior era um artigo que estava aqui em atraso. E mantemo-nos nas portáteis, desta vez ao visitar a Game Gear com mais uma adaptação de um  popular jogo de plataformas dos inícios da década de 90. Cool Spot foi uma mascote da 7UP nos Estados Unidos, onde foram lançados vários videojogos com esta personagem para diferentes sistemas. Cá na Europa tinhamos o Fido Dido como mascote da marca de refrigerantes, o que fez com que alguns desses jogos não tenham cá chegado, ou chegaram com um aspecto completamente diferente (McDonaldLand da Gameboy, que em breve trarei também cá), ou no caso deste Cool Spot chegou cá com as referências da 7UP retiradas. Este meu cartucho chegou cá à colecção por intermédio de uma pequena troca.

Apenas cartucho
Apenas cartucho

E a versão Game Gear do Cool Spot é na verdade muito parecida à original da Mega Drive, já aqui analisada e cujo artigo recomendo ler para mais algum detalhe. E esta versão Game Gear, tal como a da Master System, até acaba por se revelar numa excelente conversão, mantendo óptimos gráficos e som, e no geral é um bom jogo de plataformas. Os objectivos por nível mantêm-se, temos de coleccionar um número mínimo de pontos vermelhos para poder avançar para o nível seguinte. Pelo caminho temos vários inimigos que os podemos atacar ao saltar-lhes em cima ou atirar com umas cenas mágicas de cada vez que estalamos os dedos. Porque o Spot é Cool.

Este é o start screen que poderão ver da versão americana
Este é o start screen que poderão ver da versão americana

As animações estão óptimas, tendo em conta o ecrã reduzido da Game Boy. Os gráficos mantêm um nível de detalhe muito interessante, mantendo a mesma essência do original da Mega Drive. Os níveis na praia ou nas docas continuam bastante reconhecíveis e basta comparar com a versão Game Boy como o facto do ecrã ter cores pode fazer mesmo bastante diferença. As músicas também continuam bastante reconhecíveis em comparação com as originais da Mega Drive, a Master System e Game Gear sempre tiveram esse ponto fraco mas aqui portam-se bastante bem. Em particular aquelas melodias mais “havaianas” continuam bastante agradáveis aqui.

No geral a versão Game Gear porta-se bastante bem e do ponto de vista técnico é para mim uma das mais bem conseguidas conversões dos 16 para os 8bit
No geral a versão Game Gear porta-se bastante bem e do ponto de vista técnico é para mim uma das mais bem conseguidas conversões dos 16 para os 8bit

Em suma este Cool Spot acaba por ser uma óptima conversão da Mega Drive, com muito pouca coisa “lost in translation” face ao original de 16bit. Mas versão 8bit por 8bit, a Master System no geral leva a melhor pela maior resolução de ecrã.

Street Fighter II (Nintendo Gameboy)

Street Fighter IIPrevejo que esta vai ser uma semana bem complicada de trabalho, portanto vamos lá continuar com as rapidinhas. E a rapidinha de hoje é a conversão para Gameboy do jogo de luta mais famoso de sempre, o Street Fighter II. E naturalmente escusado será dizer que é uma conversão muito, muito aquém do lançamento original. Este meu cartucho foi comprado na cash converters de Alfragide por cerca de 2€.

Apenas cartucho
Apenas cartucho

Todos nós conhecemos o Street Fighter II, e o quão importante este videojogo foi, por marcar definitivamente um padrão de um género de videojogos que ainda não tinha uma identidade muito própria. Excelente jogabilidade, gráficos, música, personagens bem diferentes entre si e carismáticas quanto baste tornaram o Street Fighter II num dos maiores sucessos de sempre das arcadas, com imensas revisões e conversões para outros sistemas e claro, com o seu sucesso deu-se uma explosão de fighting games, alguns meros imitadores, outros  que ousavam em fazer algo diferente. E no meio dessa miríade de conversões, a Game Boy também recebeu uma versão já algo tardia, em 1995.

Mesmo com o downgrade gráfico, as arenas continuam inconfundíveis
Mesmo com o downgrade gráfico, as arenas continuam inconfundíveis

Naturalmente é uma versão com alguns cortes, pois o hardware da Gameboy não é de todo o mais indicado para receber uma conversão fiel à arcade por várias razões. A primeira é a falta de botões necessários para se poder desencadear uma série de golpes. A maneira de diferenciar entre um soco/pontapé forte ou fraco depende do tempo que mantivermos o dedo a pressionar o botão respectivo, o que é algo que vai atrapalhar um bocado. A outra restrição óbvia é o ecrã monocromático deixando as personagens sem quaisquer uniformes alternativos. É possível por o Ryu a lutar contra outro Ryu, mas vão ser indistinguíveis no ecrã. Mas esta versão tem também mais cortes, como a não inclusão de algumas das personagens jogáveis como o Dhalsim, E. Honda e Vega.

Os modos de jogo disponíveis nesta versão
Os modos de jogo disponíveis nesta versão

E se a nível de jogabilidade esta é uma versão que naturalmente deixa muito a desejar, o seu desempenho técnico também, com os movimentos das personagens a serem muito pouco fluídos. A nível gráfico propriamente dito a Gameboy faz o que pode. Os cenários são tão parecidos quanto possível aos originais, embora com menos detalhes. O design das personagens é inspirado nas sprites da versão Super Street Fighter II  e as músicas, embora com um chiptune 8bit, mantêm a sua essência e continuam a ser bastante agradáveis. Sinto é a falta das vozes digitalizadas, e ouvir coisas como Sonic Boom ou Shoryuken!

Elenco reduzido na conversão para a Gameboy
Elenco reduzido na conversão para a Gameboy

Posto isto, esta para mim é uma versão do Street Fighter II que vale a pena mais pela curiosidade em ver o downgrade necessário para meter essa pérola a correr em hardware bem mais limitado. Isso ou se estiverem nalguma ilha deserta e as baterias da PSP ou Gameboy Advance já se tiverem esgotado.

Blackbay Asylum (PC)

Ah, o belo mundo dos indies. Aqui tanto vemos autênticas obras primas que mesmo na sua simplicidade rivalizam de igual para igual para com os grandes colossos da indústria, temos os medianos, os muito maus e temos o Blackbay Asylum, que por um lado parece uma coisa do mais amador possível, mas mesmo assim ainda conseguiram criar um jogo interessante e em certas alturas com uma óptima atmosfera. A minha cópia digital veio certamente de algum indie bundle a um preo muito reduzido.

Blackbay AsylumBom, e em que consiste o Blackbay Asylum? O jogo é passado num manicómico remoto, repleto de psicopatas e funcionários ou psiquiatras ainda piores. O nosso (anti)herói é um tipo com 2 metros e tal, grande caparro e com umas fraldas vestidas pois o menino sofre de incontinência. Para além disso assassinou a sangue frio toda a sua família e não só. A certo dia depara-se com a porta da sua cela aberta, ninguém a tomar conta e com vários cadáveres espalhados pelo manicómio, com sangue em todo o lado. Confusos, começamos a explorar as instalações em busca de respostas e claro, uma saída. E vamos vendo cada vez cenas mais macabras, e a trama a certa altura começa também a roçar em temas do oculto.

A perspectiva de primeira pessoa resultava muito melhor que a perspectiva normalmente utilizada no jogo
A perspectiva de primeira pessoa resultava muito melhor que a perspectiva normalmente utilizada no jogo

Na maior parte do tempo, o jogo usa uma perspectiva vista de cima, e as mecânicas de jogo são muito semelhantes às dos jogos de aventura, pois vamo-nos cruzando com imensos puzzles similares aos jogos desse género, onde para progredir temos de usar objectos pistas encontradas ao explorar os cenários. No terceiro nível, o jogo muda para uma perspectiva na primeira pessoa, o que contribuiu para uma atmosfera muito mais tenebrosa que sinceramente gostei bem mais do que a outra perspectiva que é usada na grande maioria do jogo.

Há certas partes em que os gráficos deviam mesmo ser melhor trabalhados. Nas cutscenes em CGI e diálogos como este são os exemplos mais flagrantes
Há certas partes em que os gráficos deviam mesmo ser melhor trabalhados. Nas cutscenes em CGI e diálogos como este são os exemplos mais flagrantes

E porque disse atrás que este jogo parecia amador? Basta verem as suas cutscenes, cujas personagens parecem bonecos feitos de plástico reluzente por estarem cheios de sebo. É que são mesmo más. Nas partes em que dialogamos com outras personagens também vemos uma imagem muito má da personagem em si, com a opção de irmos escolhendo os diálogos. Os gráficos usados no jogo em si são simples, mas felizmente não são coisas tão amadoras assim. Ah, e este é um jogo repleto de sangue e gore com corpos mutilados por todo o lado. A música felizmente é bem tensa na maior parte do jogo, o que sinceramente gostei. E o jogo está repleto de humor negro, principalmente quando Doug descreve aquilo que vamos vendo, embora muitas das bocas não tenham tanta piada assim. E eu gosto de humor negro!

Para além de todo o gore, o jogo está repleto de humor negro, embora nem sempre resulte bem
Para além de todo o gore, o jogo está repleto de humor negro, embora nem sempre resulte bem

Em suma, este Blackbay Asylum é um jogo que provavelmente vos vai fazer desinstalá-lo logo quando virem a primeira cutscene. Mas se gostam de jogos de aventura, mais precisamente de terror, então recomendo-vos que engulam em seco e continuem a jogar, que no fundo até nem é mau de todo.

Dead or Alive 2 (Sega Dreamcast / Sony Playstation 2)

Dead or AliveO artigo de hoje é duplo, para escrever sobre um jogo que me deixou agradavelmente surpreendido e do qual possuo duas cópias físicas para plataformas diferentes. O primeiro Dead or Alive foi um fighter bastante agradável, mas a Tecmo esmerou-se bastante na sua verdadeira sequela (isto porque a versão PS1 do primeiro Dead or Alive é uma espécie de remake do original). E apesar da versão Dreamcast ter sido a primeira versão caseira desta sequela, pouco tempo depois a PS2 recebeu também uma versão com conteúdo extra. E para confundir ainda mais as coisas, aparentemente as versões americanas, japonesas e europeias de ambos os jogos possuem conteúdo diferente entre si. E se há alturas em que é bom sermos europeus e ser os últimos a receber os jogos, esta foi uma delas, porque tanto na Dreamcast como na PS2, ambas as versões são possuem mais conteúdo que as americanas, com a PS2 a sair na mó de cima nesse campo com mais uniformes extra. O jogo da Dreamcast foi comprado na Cash Converters de Alfragide por 7€ há uns meses atrás, o da PS2 sinceramente já nem me lembro mas não terá sido muito caro. Estão ambos completos e em bom estado.

Dead or Alive 2 - Sega Dreamcast
Versão Dreamcast completa com caixa, manual e papelada.

Como não poderia deixar de ser, a história anda à volta de um torneio de artes marciais que atrai lutadores de todo o mundo. A organização do torneio não é propriamente flor que se cheire e há heróis e vilões, todos com diferentes motivações para participarem na competição. No modo história, onde defrontamos 7 oponentes, vamos vendo algumas pequenas cutscenes entre as personagens, em especial aquelas que têm alguma ligação entre si, como a rivalidade de Kasumi e Ayane, ou Tina e o seu pai Bass Armstrong, por exemplo. Achei que foi um pormenor interessante!

Dead or Alive 2 - Sony Playstation 2
Versão PS2 completa com caixa, manual e papelada

A jogabilidade está mais refinada perante o primeiro jogo. Continua à volta do triângulo de blocks, throws e blows, agora com uns counters também à mistura. Os combates são bastante fluídos e os controlos também simples de aprender, embora claro, o jogo tem profundidade técnica suficiente para não nos safarmos apenas com button mashing. Outra novidade muito interessante foi a expansão das arenas. Agora já não temos o conceito de ring-out nem as danger zones do primeiro jogo (excepto no modo survival para a PS2) , mas sim a possibilidade de ir explorando novas áreas, como estarmos a lutar no terraço de um edificio e atirarmos o nosso oponente para o piso debaixo, com o resto do combate a desenrolar-se aí. Torna os combates mais dinâmicos!

Os combates Tag Team permitem alguns golpes especiais em que 2 lutadores colaboram
Os combates Tag Team permitem alguns golpes especiais em que 2 lutadores colaboram

Para além desse modo história, vamos dispondo de muitos outros modos de jogo, como o tradicional versus para 2 jogadores, o time attack para quem gosta de tentar ser o mais rápido possível a vencer uma série de 8 combates, o tag team que permite ter equipas de 2 contra 2, sendo possivel alternar entre lutadores a qualquer altura. Aqui também é interessante denotar que podem jogar até 4 jogadores em multiplayer, tanto na Dreamcast como na PS2 – aqui com recurso ao multitap. Existem também outros modos de jogo como o Team Battle Mode que nos permite construir pequenas equipas de lutadores e colocá-los à pancada de forma sequencial, o Sparring que é na verdade um modo de treino e por fim o Watch Mode que como o nome indica serve apenas para ver o CPU à porrada entre si. A versão PS2 inclui ainda uma série de conteúdo desbloqueável, incluindo uma galeria de imagens em CGI de várias personagens femininas do jogo. Tinha de ser…

Graficamente é um jogo impressionante para a época, com personagens e arenas muito bem detalhados
Graficamente é um jogo impressionante para a época, com personagens e arenas muito bem detalhados

Graficamente é um jogo impressionante, tanto na Dreamcast como na Playstation 2. A primeira versão do Dead or Alive 2 da PS2 foi um tanto polémica pois foi um jogo de lançamento da consola e pelo que o Itagaki diz, a versão que saiu para as lojas estava ainda inacabada, com gráficos algo inferiores à versão Dreamcast. Com o lançamento do Dead or Alive 2 Hardcore nos E.U.A e Europa para a PS2 (aqui apenas chamada de apenas Dead or Alive 2), os grafismos já foram melhorados. Os puristas e fãs die hard da Sega ainda assim afirmam que a versão Dreamcast continua ligeiramente melhor que a PS2 na fluídez e gráficos, mas sinceramente, se realmente houverem diferenças essas são mínimas. Os gráficos estão muito bons, com arenas bem detalhadas e as personagens ainda mais. Já o Dead or Alive original impressionava com as físicas das roupas e cabelos ao vento (já para não falar das físicas dos peitos que ainda estão aqui mais aprimoradas – culpem o Itagaki). As músicas também têm todas uma sonoridade bem rockeira que me agrada bastante e o voice acting é possível manter o original em japonês com legendas em inglês (e no caso da versão europeia com outras línguas também). É algo que me agradou bastante também, porque prefiro de longe o voice acting japonês nestes casos.

Mediante a versão que joguem, terão mais ou menos uniformes alternativos para desbloquear
Mediante a versão que joguem, terão mais ou menos uniformes alternativos para desbloquear

Em suma, acho este Dead or Alive 2 um belíssimo jogo de luta, tanto no seu aspecto visual, desde os gráficos e detalhes propriamente ditos dos cenários e personagens, como para o design de menus e de mensagens no jogo. A jogabilidade também é bastante agradável e contém imensos modos de jogo diferentes bem como conteúdo desbloqueável, o que também é sempre uma nota positiva. Mas não deixa de ser um jogo com versões algo confusas. A versão Dreamcast japonesa é superior à Europeia em conteúdo (incluindo também suporte a jogo online), e apesar da versão PS2 Japonesa original ter sido tecnicamente inferior à Dreamcast, posteriormente a Tecmo relançou no Japão a versão Dead or Alive 2 Hard*Core com ainda mais conteúdo adicional. Como se não bastasse, a Tecmo lançou alguns anos mais tarde a versão Dead or Alive Ultimate, que contém remakes do primeiro e segundo Dead or Alive, com melhores gráficos e ainda mais conteúdo extra. Confusos? Eu também. Mas são todos bons jogos.