The Stanley Parable: Ultra Deluxe (Nintendo Switch)

Uma das (poucas) coisas boas desta geração de consolas é a abundância de jogos indie (ou indie like) em formato físico, com vários deles a terem lançamento físicos sem recorrerem a empresas especializadas em lançamentos limitados. Este The Stanley Parable é um excelente exemplo disso, visto que até a worten o vendia (e foi daí que a minha cópia veio). No entanto este artigo será uma rapidinha visto que já havia jogado a versão original do Stanley Parable no PC.

Jogo com caixa e alguns pequenos postais de oferta

E tal como havia feito na versão original, irei spoilar o mínimo possível deste jogo. Considerem o Stanley Parable da seguinte forma: conta a história de Stanley, um mero funcionário de uma mega corporação com um trabalho incrivelmente aborrecido, mas que por qualquer forma ele achava que era extremamente satisfatório. A certo dia Stanley vê que todos os seus colegas de trabalho desapareceram e lá vamos explorar o escritório no seu encalço. Toda a nossa aventura é acompanhada por um narrador que nos vai narrando a experiência mas também dar indicações dos caminhos a seguir. Seguir ou não as indicações do narrador é uma escolha nossa e digamos que teremos muitos, muitos finais alternativos para descobrir ao explorarmos todas essas diferentes vertentes da narrativa. O narrador é fantástico, a barreira da quarta parede está constantemente a ser quebrada e o simples acto de entrar/sair do jogo recorrentemente faz parte de toda a bizarrice do que vamos encontrar. E mais não digo!

Eventualmente poderemos encontrar esta porta aberta e pronta para ser explorada. Sim, vale a pena.

De resto, esta nova versão Ultra Deluxe traz novo conteúdo que vale bem a pena explorar. A nível audiovisual, o lançamento original utilizava o motor source do Half Life 2 (até começou por ser um mod do mesmo!) mas neste relançamento a equipa decidiu escolher o Unity, não só por ser um motor gráfico mais recente, mas também porque já suporta nativamente todas as consolas para as quais esta versão acabaria por ser lançada. Apesar dos gráficos mais bonitos, os visuais mantêm a mesma identidade de sempre: simples. Até porque iremos explorar um escritório repleto de corredores labirínticos e salas idênticas, algo que é escolhido mesmo por design. Já no audio o foco vai todo para a narração que é excelente, tudo o resto, desde os simples efeitos sonoros e pequenas músicas variadas que iremos ouvir ocasionalmente, mantém-se também simples por design.

Este jogo é tão meta.

Portanto este relançamento do The Stanley Parable é algo que recomendo vivamente, mesmo para quem já tenha jogado a versão original. É um simples walking simulator na primeira pessoa, mas a experiência como um todo é fantástica.

Tales of Monkey Island (PC)

Vamos voltar à série Monkey Island para aquele que foi o seu quinto lançamento e, pela primeira vez na série, não foi desenvolvido pelas Lucasarts (apesar de a mesma ter sido consultada). Foi então um lançamento da Telltale Games, que por sinal havia sido fundada por ex funcionários da Lucasarts e por esta altura já estava a começar a ganhar alguma fama com os seus jogos de aventura baseados em múltiplas outras propriedades intelectuais. O meu exemplar foi comprado algures em 2012/2013 numa Game por cerca de 5€ se a memória não me falha.

Jogo com sleeve exterior, caixa, manual e papelada

A narrativa leva-nos uma vez mais a controlar o carismático Guybrush Threepwood, o mais temível pirata de todos os tempos, ou pelo menos é o que ele gosta de afirmar. E a história começa já com um confronto entre Guybrush, acompanhado da sua esposa Elaine, contra o vilão LeChuck. Mas como sempre, Guybrush faz asneira e em vez de derrotar LeChuck, o artefacto que utilizada acaba por absorver todas as energias malignas do pirata, espalhando-as pela atmosfera das Caraíbas, o que irá acabar por infectar todos os restantes piratas, que começam a ficar bastante agressivos tal como LeChuck. Uma das mãos de Guybrush fica também afectada desde logo, practicamente ganhando vida própria. Para além disso, LeChuck é surpreendentemente transformado de volta num ser humano normal e aparentemente sem quaisquer más intenções. O resto da aventura irá então colocar-nos no encalço de uma cura para a mão de Guybrush e da tal névoa que está também a infectar todos os restantes piratas.

O point and click neste jogo serve apenas para interagir com objectos ou personagens. Para nos movermos pelos cenários teremos de utilizar o teclado

Tal como tem sido habitual nos jogos da Telltale, este Tales of Monkey Island é dividido em 5 episódios distintos, que haviam sido disponibilizados para download em diferentes datas. Cada episódio vai decorrendo em diferentes cenários e naturalmente mantém um fio condutor na narrativa. No entanto, não me pareceu que houvesse qualquer impedimento em jogar uns episódios em detrimento de outros se tal me apetecesse. De resto esta é uma aventura gráfica do género point and click, embora uma vez mais como tem sido habitual nos jogos da Telltale, os mesmos estão mais voltados para serem jogados com um comando do que o tradicional rato e teclado. Isto porque o rato movimenta um cursor que pode de facto ser utilizado para interagir com objectos e falar com outras pessoas, mas o movimento em si deve ser feito com o teclado, quer com as teclas WASD, quer com as setas. Podemos também manter o rato pressionado no próprio Guybrush e arrastá-lo para que este se movimente, mas esse é um método de controlo um pouco desagradável.

Felizmente o bom humor está sempre presente (apesar de alguns momentos bem dramáticos pelo meio) e novas personagens como este Marquis estão também bem conseguidas

De resto, contem com o bom humor do costume, muitas personagens icónicas da série a marcarem o seu regresso uma vez mais (como é o caso do chato do Stan, da senhora especialista em voodoo ou Murray, a caveira falante ), enquanto que muitas das novas personagens, como o novo vilão Marquis de Singe também estão bem conseguidas. Como é habitual teremos também vários puzzles para se resolver, muitos à volta da ideia das lutas de espada com insultos, mas aplicados em contextos diferentes. Existe no entanto um outro estilo de puzzle que é utilizado também recorrentemente, que envolve navegar em zonas labirínticas com ajudas de mapas que podem não ser tão claros. O último desses acabou por ser mais obtuso, mas nada que uma espreitadela num guia não ajude.

Também temos um momento Ace Attorney algures a meio da aventura!

A nível audiovisual confesso que o jogo não é muito bom. Apesar de as animações estarem muito boas, os modelos poligonais das personagens são bastante simples, mas mesmo que fossem mais bem detalhados contiuaria a preferir de longe os visuais pixel art dos clássicos. Por outro lado, no entanto, o voice acting continua fantástico e muitas vozes conhecidas regressam para encarnar novamente em várias das personagens. A banda sonora também vai sendo agradável.

Portanto este Tales of Monkey Island foi um jogo de aventura bastante agradável de se jogar e apesar de estar longe dos clássicos tanto em carisma, humor e visuais, acho que a Telltale acabou por fazer um óptimo trabalho. A empresa veio no entanto a ganhar muito maior notoriedade a partir do lançamento do The Walking Dead, pelo que desde então se focou mais em fazer outros jogos de aventura com a mesma fórmula e sobre várias propriedades intelectuais mais conhecidas do universo de entretenimento audiovisual. Uma vez mais a saga Monkey Island (e várias outras da Lucasarts, visto que a Telltale havia também pegado nos Sam & Max) acabaram por ficar esquecidas uma vez mais. Até ao ano passado, pelo menos, visto que tivemos direito a mais um Monkey Island, desta vez com Ron Gilbert uma vez mais a assumir a produção. Irei jogar esse jogo em breve!

Master Games 1 (Sega Master System)

Vamos voltar agora à Sega Master System para mais uma rapidinha a esta compilação Master Games 1, que segue a mesma linha das compilações que a Sega foi lançado para a Mega Drive sob o nome de Mega Games. No entanto, ao contrário das versões 16bit que receberam nada mais nada menos do que 6 lançamentos sob esse nome, a Sega ficou-se por este primeiro volume na Master System, cuja compilação acabou mais tarde por ser incluída em bundles com a Master System II, o que terá acontecido certamente com o meu exemplar, pois vem com um manual único com os 3 jogos desta compilação mais o Sonic the Hedgehog, que vinha embutido na memória da consola.

Compilação com caixa e manual

A razão pela qual este artigo é então uma rapidinha é muito simples, a compilação inclui 3 jogos que já cá referi no passado. Um deles é o Columns, cuja versão Game Gear (e outras) já cá trouxe no passado, embora esta versão Master System possua umas ligeiras diferenças que irei mencionar em seguida. Os outros jogos são o Super Monaco GP e World Soccer que também já cá trouxe.

Ao contrário dos Mega Games, aqui não temos qualquer menu onde poderemos qual título jogar. Teremos então de reiniciar a consola várias vezes até iniciar o jogo que queremos.

Em relação ao Columns, esta foi a primeira resposta da Sega face ao sucesso do Tetris, pois na sua essência, este também é um jogo com algumas semelhanças, mas em vez de combinações de peças com 4 blocos e com o objectivo de limpar linhas horizontais, temos peças verticais com 3 blocos coloridos e o objectivo é o de ir fazendo linhas horizontais, verticais ou diagonais de 3 ou mais blocos da mesma cor/forma/figura. E tal como eu referi acima, a versão Master System é idêntica à da Game Gear salvo possuir uma maior resolução de ecrã e claro, os modos multiplayer. Aqui podemos jogar tanto competitivamente, como cooperativamente, onde no primeiro caso o objectivo é o de fazer combos e mandar “lixo” para o ecrã adversário. Já no segundo caso, bom, digamos que cada jogador joga à vez, ou seja cada peça é colocada por um jogador diferente, o que deve ser um pouco estranho quando a dificuldade/velocidade aumenta.

A principal novidade da versão MS do Columns são mesmo os seus modos multiplayer

Portanto estamos aqui perantes a primeira e única compilação Master Games e sinceramente é fácil de tirar um paralelismo com a Mega Games I, visto que também temos aqui uma versão do Columns, um jogo de corridas e um outro de futebol, embora este último seja francamente muito fraco. Presumo que as vendas da Master System já não fossem tão boas assim para novas compilações, mas seria interessante ver que outros jogos a Sega escolheria.

Halo: The Masterchief Collection (Microsoft Xbox One) – Parte 2: Halo 2 Anniversary

OK, tenho de dar o braço a torcer. As minhas críticas à série Halo eram bastante infundadas. Quer dizer, continuo a achar o primeiro jogo bastante aborrecido por toda a repetição que nos obriga a fazer nos seus níveis gigantes, particularmente a partir da metade do jogo, mas a sequela melhora em tudo a experiência. Eu já tinha jogado o Halo 2 há mais de 10 anos atrás na sua versão de PC e ao reler as minhas impressões dessa altura eu já tinha achado a sequela bem melhor que o primeiro jogo. Mas jogá-lo novamente ao fim de mais de 10 anos, ainda por cima com esta versão graficamente superior, devo dizer que fiquei rendido. Este artigo será então uma rapidinha, onde me irei focar precisamente nas diferenças introduzidas pelo remake da sua versão de aniversário, que está aqui presente nesta compilação Halo: The Masterchief Collection.

Compilação com caixa

A história decorre pouco tempo após os eventos do primeiro jogo, onde os Covenant atacam o planeta Terra e uma vez repelido o ataque, iremos no seu encalço e atacá-los na sua casa. Por outro lado, a própria sociedade Covenant está a atravessar um certo período atribulado, com o jogo a levar-nos também a jogar alguns níveis na pele de um Elite de renome, entretanto renomeado (leia-se: fortemente despromovido) para Arbiter, após ter falhado a sua missão de nos impedir no primeiro jogo. Uma das coisas que a 343 Industries fez neste jogo foi refazer as cut-scenes e se por um lado não me recordo de todo se o diálogo foi expandido nas novas cut-scenes, existem no entanto vários terminais espalhados pelo jogo que, ao serem interagidos, nos mostram cenas adicionais que expandem a história e nos dão mais detalhes do que tem estado a acontecer.

Das poucas coisas que não gostei muito neste jogo são as áreas onde os inimigos parecem surgir sem fim, o que me levou a desistir de os combater a todos e simplesmente andar em frente

A nível de jogabilidade as mecânicas base do Halo mantêm-se, seja com a vida regenerativa (no entanto não temos mais a distinção entre vida e armadura), um arsenal bem variado de armas humanas e covenant que poderemos vir a utilizar (apesar de apenas podermos carregar duas de cada vez) assim como a existência de vários veículos que poderemos vir a conduzir. A grande novidade foi a introdução das mecânicas de “dual wield“, que nos permitia usar duas armas pequenas em simultâneo, com a penalização de não podermos atirar granadas. E claro, a introdução de um Elite como personagem jogável em certos pontos da história. A única diferença no entanto entre jogar com o Master Chief e o Arbiter é que este último se pode tornar temporariamente invisível. De resto é também um jogo com uma forte componente multiplayer e pela primeira vez no caso da versão original de Xbox, permitia partidas online e foi um tremendo sucesso na comunidade Xbox por isso mesmo. No entanto não me vou alongar nesse tópico pois não a cheguei a experimentar, nem nas versões originais, nem nesta nova versão.

O dual wield foi uma das introduções na jogabilidade do Halo 2

Visualmente este jogo é muito bom. Já a versão original teve um salto notório de qualidade desde o primeiro jogo na Xbox, mas este remake está muito melhor. O salto gráfico entre versões Anniversary é também bem bastante superior, visto que o Halo CE Anniversary foi desenvolvido originalmente para a Xbox 360, enquanto que este já foi para a Xbox One, um sistema da geração seguinte. As cut-scenes em CGI estão fantásticas e fora isso, a qualquer outro momento no jogo poderemos alternar entre os gráficos da versão original e os desta nova versão (e uma vez mais a diferença é abismal). Uma coisa que também alterna entre uma versão e outra é a banda sonora, algo que me passou completamente despercebido na versão original. E sim, a banda sonora continua excelente, bastante diversificada nos seus géneros musicais, alternando entre músicas épicas e orquestrais, outras mais electrónicas, ambientais ou mesmo grandes metaladas em momentos de maior aperto.

Visualmente o remake está muito bom, facilmente uma geração à frente face ao remake do Halo original.

Portanto devo dizer que gostei bastante de ter voltado a jogar este Halo 2, que na sua versão Anniversary possui visuais muito mais apelativos. Já não me lembrava também que o jogo termina num grande cliffhanger, pelo que entendo perfeitamente a ansiedade dos fãs da série pelo terceiro jogo. Vou agora fazer uma pequena pausa na série Halo, sendo que irei jogar futuramente o Halo 3 ODST, algures nas próximas semanas.

Atomic Runner (Sega Mega Drive)

Vamos voltar agora à Sega Mega Drive para mais um dos jogos desenvolvidos pela Data East para esta consola. Este Atomic Runner é então um jogo de acção 2D sidescroller que por vezes mais parece um shmup. É também uma adaptação do Atomic Runner Chelnov, jogo arcade de 1988, embora esta versão Mega Drive muda consideravelmente o seu aspecto gráfico e som, felizmente para melhor! O meu exemplar foi comprado numa CeX algures no mês passado.

Jogo com caixa e manual

A história leva-nos a controlar Chelnov, filho de um cientista que acaba por ser atacado aliens e também raptam a sua irmã Chemi. O pai de Chelnov aparentemente já sabia da existência dessa raça alienígena e dos seus planos para dominarem a Terra, pelo que preparou uma armadura especial para que Chelnov os pudesse combater! Aparentemente a versão original arcade possui uma história diferente que envolve ensaios nucleares falhados pela União Soviética, uma clara inspiração do desastre de Chernobyl.

As mecânicas de jogo são um pouco estranhas ao início. Este é mais que um run ‘n gun, pensem mais num shmup com elementos de plataforma. Isto porque o ecrã faz scrolling automaticamente e Chelnov também está constantemente a correr na direcção de scrolling do ecrã, mesmo que não pressionemos nenhum botão. Para além disso, por defeito Chelnov apenas dispara na direcção para o qual está virado e mesmo que pressionemos o direccional para trás, Chelnov irá andar para trás, mas mantendo-se virado para a frente. Podemos também atacar os inimigos ao saltar em cima deles, o que faz com que Chelnov ressalte nos mesmos, pelo que também os poderemos usar como plataformas temporárias, algo que inclusivamente teremos de fazer forçosamente nalguns segmentos mais desafiantes de platforming. Tendo em conta todas estas premissas, os controlos por defeito funcionam da seguinte forma: o direccional movimenta Chelnov para a esquerda ou direita, enquanto se mantém voltado na mesma direcção. O botão A serve para saltar (sendo que se pressionado em conjunto com o direccional para a esquerda ou direita permite-nos fazer um mortal), botão B para disparar e botão C (em conjunto com o direccional) serve para Chelnov se virar de um lado para o outro. Existem outros controlos alternativos que simplificam um pouco as coisas, com o botão C a ser usado para virar de direcção sem necessitar do direccional. Um outro esquema de controlo usa o botão B para saltar e os A e C para disparar para a esquerda ou direita, com Chelnov a virar-se automaticamente para essa direcção.

A história desta versão foi modificada para remover referências à USSR e ao desastre de Chernobyl, que estavam presentes no original arcade.

Independentemente do método de controlo seleccionado, estas mecânicas requerem alguma habituação, pelo que a curva de aprendizagem é considerável e claro, sendo este um jogo com origens arcade, esperem que o mesmo seja desafiante, com vários inimigos a surgirem de todos os lados e alguns segmentos de platforming mais exigentes. Felizmente teremos muitos power ups à nossa disposição, que tanto podem melhorar o alcance dos saltos, dos disparos, velocidade dos ataques bem como o dano que infligem. Outros itens como moedas apenas nos dão pontos extra. Inicialmente dispomos apenas de uma arma que dispara raios laser, mas também poderemos encontrar outros itens com armas diferentes como bumerangues, mísseis teleguiados, esferas metálicas com espinhos que são disparadas em múltiplas direcções, entre outros, sendo que cada arma terá diferentes características no dano infligido, área afectada e velocidade. Naturalmente, ao mínimo dano sofrido perdemos logo uma vida e todos os power-ups e armas coleccionados.

As mecânicas de jogo aqui introduzidas são algo invulgares o que nos obrigam a uma maior curva de aprendizagem

Uma das grandes mudanças deste jogo perante a sua versão arcade são mesmo os seus audiovisuais e felizmente esta foi uma mudança para melhor. Apesar do original arcade ser de 1988, nessa altura as arcades já tinham outros videojogos em 2D com um detalhe gráfico bem superior, basta ver o que empresas como a Sega, Namco, Capcom, SNK ou a própria Data East estavam a fazer (a versão arcade do Robocop é deles e é um óptimo exemplo visto ser do mesmo ano). Portanto, felizmente os gráficos foram refeitos para a esta versão Mega Drive, apresentando cenários muito mais ricos em detalhe, bonitos efeitos gráficos como parallax scrolling e os inimigos e bosses estão igualmente bem detalhados. Os cenários vão sendo bastante variados, tendo no entanto uma inegável influência de antigas culturas. Vamos explorar ruínas em selvas mutantes, maias, egípcias ou tibetanas, com o jogo a culminar em confrontos em plena cidade de Nova Iorque, para contrastar um pouco. A banda sonora foi também melhorada e sinceramente acho que é de longe o melhor desta adaptação! As músicas não só são boas por si mesmo, como soam bastante bem. Parabéns à Data East por ter conseguido tirar bom partido das capacidades do chip de som da Mega Drive, cuja má fama acho muito injusta.

Visualmente esta versão é bem mais detalhada que o original arcade, com este nível no Egipto a ser o meu favorito.

Portanto este é um jogo algo estranho e desafiante pelas mecânicas de jogo que nos introduz, obrigando-nos a uma curva de aprendizagem num contexto de jogo exigente onde ao mínimo dano perdemos uma vida e todos os power ups coleccionados. É também algo bizarro nos seus cenários e inimigos, mas isso já digo mesmo no bom sentido, assim como a banda sonora que é excelente. Apesar de não ser de longe um clássico incontornável na biblioteca da Mega Drive, acho-o um bom exemplo de como adaptar um jogo arcade nesta consola!